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Acordos, homenagens, resultados e lançamentos marcam a cerimônia de 50 anos da Embrapa

A cerimônia de 50 anos reuniu empregados, autoridades do governo federal, ex-ministros, ex-presidentes da Embrapa, parlamentares e representantes de organismos internacionais

 

Solenidade emociona público e reúne autoridades do governo federal, ex-presidentes da Empresa, ex-ministros da Agricultura, representantes de organismos internacionais, parlamentares e empregados

A Embrapa que emociona, produz e entrega valor para a sociedade. Nessa quarta-feira (26), a Empresa celebrou seus 50 anos apresentando resultados e indicando para onde pretende ir no futuro. A estatal anunciou também que sua plataforma de redes sociais no YouTube alcançou a marca de 300 mil seguidores, resultado eficiente para uma empresa pública do governo federal. Uma cerimônia marcada por lançamentos de tecnologias e publicações, assinatura de acordos de cooperação, homenagens, e pelo anúncio da nova presidente da Embrapa, a pesquisadora Sílvia Massruhá, que assume o cargo na próxima semana.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, aproveitou a oportunidade para destacar a importância das mulheres em cargo de gestão. “A Embrapa fez a revolução da agropecuária no País”, afirmou. “Agora, nos seus 50 anos, fortalece o empoderamento das mulheres brasileiras indicando como presidente, pela primeira vez na sua história, uma mulher cientista”, complementou, referindo-se à pesquisadora Sílvia Massruhá (foto à direita).

“E como será a Embrapa do futuro?”, refletiu o ministro. Ele reforçou a importância do recém-criado Grupo de Trabalho do Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), composto por cinco notáveis, que tem como objetivo pensar a Embrapa do futuro: o ex-presidente Silvio Crestana, os ex-ministros da Agricultura Roberto Rodrigues e Luiz Carlos Guedes Pinto, a economista da UFRJ, Ana Célia Castro, e o engenheiro, agricultor e pecuarista, Pedro Camargo Neto.

“Esses cinco notáveis toparam o desafio de nos ajudar a pensar a Embrapa do futuro – o que e como vamos produzir e o que a Embrapa pode fazer para que isso aconteça. O maior mérito desse grupo será o de ouvir especialistas e construir coletivamente um projeto para os próximos 50 anos”, afirmou.

Melhor do que encarar o futuro é criar o futuro

Com uma dupla de apresentadores no palco, o editor e apresentador do Globo Rural Nélson Araújo, e a jornalista da Embrapa Fernanda Diniz, a cerimônia abordou o passado, o presente e o futuro da instituição de pesquisa e da agricultura brasileira.  Saudou antigos gestores da época da criação da estatal, o ex-ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima, o economista José Pastore e o ex-presidente da Embrapa Eliseu Alves, presentes ao evento (foto à esquerda, na qual aparece também o ministro Fávero). Pastore, em 1973, coordenou o grupo de estudos que criou a Embrapa e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

“Melhor do que encarar o futuro é criar o futuro”. Com essa frase, o presidente Celso Moretti reafirmou que a sustentabilidade é a marca da Embrapa e do agro brasileiro. Ele resgatou a história da agricultura brasileira do passado ao presente. “Nos anos 1970, o Brasil era conhecido como produtor de café, açúcar e cacau e ainda importava grandes quantidades de arroz, feijão, carne, trigo, leite, milho e outros cereais. Era necessário modernizar a produção agrícola brasileira, criar uma instituição capaz de inovar, gerar conhecimentos em um novo modelo de agricultura digital”, afirmou. Lembrou quando a Empresa enviou, a partir da década de 1970,um conjunto de pesquisadores para estudar nas universidades de renome internacional e consolidou, na década de 1990, o Programa Labex. Em 2000, a Embrapa já se consagrava na fronteira do conhecimento.

“Essa revolução se deu sustentada em três pilares: a transformação de solos ácidos em férteis, a adaptação de animais e cultivos ao clima tropical brasileiro e o desenvolvimento de uma plataforma de produção sustentável”, explicou. Complementou, ressaltando que a pesquisa transformou o bioma Cerrados em um dos maiores celeiros de alimentos do mundo, com a tropicalização da soja, e, mais recentemente, a tropicalização do trigo, a partir das variedades melhoradas da Embrapa. Em 2019, o País produzia 6,2 milhões de toneladas, porém, na última safra saltou para 10,5 milhões de toneladas do cereal. “Estamos chegando lá, quase na autossuficiência”. Ele enfatizou que a Embrapa, as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) e a extensão rural abriram os caminhos para um setor produtivo ágil e eficiente.

Moretti (foto à direita) destacou que a Embrapa desenvolve também projetos e ações com forte impacto na redução da pobreza no Norte e Nordeste. “A Empresa não trabalha apenas para o agronegócio, mas para todos os agricultores, hoje mais de 30% dos projetos são vinculados à agricultura familiar”. Como exemplo citou soluções tecnológicas como a fossa séptica biodigestora, as barraginhas e o Sisteminha Embrapa.

Balanço Social

Para o presidente, a Embrapa opera um silencioso Pré-Sal. Se a Petrobras é líder mundial em prospecção de petróleo em águas profundas, a Embrapa é líder mundial em prospecção de tecnologias agropecuárias em profundidade. São campos de trigo, soja, arroz, feijão, bovinocultura de leite e de corte, florestas nativas e plantadas, entre outros.

E o Pré-Sal da Embrapa trouxe, em 2022, um retorno de quase 35 reais para cada real investido na Empresa, sendo apurado um lucro social de quase R$ 126 bilhões, o que impactou na geração de mais de 95 mil novos empregos em 2022. “Os números comprovam que vale a pena investir em pesquisa e inovação. E o Brasil se orgulha de conquistas os solos de forma sustentável”, disse.

  • Acesse aqui a matéria sobre o mais novo Balanço Social da Embrapa

Ele enfatizou que estudos da Embrapa confirmam que dois terços do território estão protegidos na forma de florestas e matas nativas dos mais diferentes biomas. “E ainda temos pastagens degradadas da ordem de 100 milhões de hectares. Recuperando essas pastagens, o País poderá aumentar a produção agrícola para poder alimentar a população brasileira e o mundo.”

Nos últimos quatro anos a Embrapa entregou mais de 200 ativos tecnológicos destinados à agricultura e pecuária brasileira. “Mesmo na pandemia não paramos e os produtores também não”, afirmou o presidente. Para ele, a instituição deve continuar sendo pública, porém preparada para enfrentar os desafios que virão.

“A modelagem do Núcleo de Inovação Tecnológica Externo trará significativa redução na necessidade de recursos do Tesouro Nacional e maior independência da Embrapa”, explicou. Segundo o gestor, o futuro da agricultura brasileira se apresenta com desafios nada triviais: seguir produzindo com qualidade e sustentabilidade, atendendo consumidores que demandam alimentos mais saudáveis e sustentáveis; desenvolver ferramentas e métricas para estimar indicadores de sustentabilidade atendendo demandas relacionadas aos inventários de gases de efeito estufa, à avaliação de ciclo de vida e de impacto ambiental; criar soluções para contribuir  para a adaptação da agropecuária e mitigação das mudanças climáticas; e disponibilizar as ferramentas no campo, como drones, sensores, Internet das Coisas e inteligência artificial.

Durante a celebração, foram anunciados os lançamentos de mais de 40 soluções tecnológicas, sendo 29 voltadas para a cadeia produtiva vegetal, como cultivares, bioinsumos, zoneamento agroclimáticos e sistema de produção. Cinco tecnologias para a cadeia produtiva animal, como forrageiras para bovinocultura e testes laboratoriais para a piscicultura, e sete softwares, aplicativos e equipamentos também foram lançados.

  • Acesse aqui e conheça as soluções tecnológicas lançadas durante a cerimônia

 

Publicações

Durante a cerimônia foram lançadas, ainda, três publicações: “A Embrapa na Agricultura Tropical”, obra de referência sobre a Empresa, gerada por um grupo de jornalistas especializados no agro e editado pela Metalivros; “O Brasil em 50 Alimentos”, que apresenta 50 alimentos produzidos no Brasil, selecionados por sua importância econômica, social e científica; e, por fim, “O Futuro da Agricultura Brasileira – 10 visões”, que traz reflexões sobre as direções e os desafios do agro brasileiro até 2050.

  • Acesse aqui e conheça as três publicações da Embrapa

História construída em parceria

A importância da parceria da Embrapa com instituições públicas e a iniciativa privada, nacionais e internacionais, foi ressaltada na solenidade. No evento, foi assinado um acordo de cooperação entre a Empresa, a Avon, e a VBIO, uma plataforma de bioeconomia que auxilia instituições na captação e destinação de recursos para projetos da biodiversidade brasileira. As parceiras foram representadas, respectivamente, pelo presidente Celso Moretti, pela Gerente de Assuntos Regulatórios e Biodiversidade da Avon, Luciana Machado dos Santos, e pela Assessora para Assuntos Estratégicos e Relacionamento Institucional, Mariana Barreto Granato.

Juntas, as empresas desenvolverão um projeto cujo objetivo é gerar trabalho e renda para mulheres da agricultura familiar envolvendo o pinhão, a semente da araucária. Oito comunidades no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo serão beneficiadas.

Luciana dos Santos disse que o projeto Mulheres e a Cultura do Pinhão está alinhado com a causa defendida historicamente pela Avon. “Desde sua fundação, há mais de 130 anos, quando a população feminina sequer tinha direito a voto, a Avon já proporcionava oportunidades acessíveis para as mulheres alcançarem a independência financeira, por meio de vendas e através de relacionamentos.”

Para Luciana, a parceria com a Embrapa confirma que a empresa de cosméticos continua contribuindo para o empoderamento de mulheres que buscam melhores condições de vida e “o alcance de sonhos”, e ainda desenvolvem ações, com gestão sustentável, por meio da melhoria e ampliação de atividades com o pinhão.

A parceria internacional foi simbolizada pela assinatura de um memorando de entendimento entre a Embrapa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Instituto de Ciências Agrícolas e Alimentares da Universidade da Flórida (Ifas). O memorando tem o objetivo de reduzir a dependência, por parte dos dois países, de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e combater o aquecimento global. Foi assinado por Moretti; Simon Liu, Administrador Interino do Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA; Chavonda Jacobs-Young, Subsecretária de Pesquisa, Educação e Economia daquele Departamento; e J.Scott Angle, Vice-Presidente Sênior de Agricultura e Recursos Naturais da Universidade da Flórida.

Chavonda (foto à esquerda) ressaltou o trabalho de pesquisa agropecuária desenvolvido pela Embrapa, os serviços prestados pela empresa brasileira à sua agricultura e as boas práticas recomendadas com excelência científica. Mencionou ainda o pensamento visionário da Empresa e os benefícios de sua pesquisa voltada a uma produção sustentável.

Fez uma analogia entre as cores e o lema da bandeira brasileira com a agropecuária sustentável, afirmando que no último meio século a Embrapa carregou a missão da economia ambiental.

A representante do USDA falou também sobre o trabalho que será desenvolvido pelos parceiros no acordo celebrado durante a solenidade e a importância de microrganismos para a redução de fertilizantes químicos na agricultura.  “Reconheço que nosso contexto compartilhado mudou, mas uma coisa constante é a parceria valiosa e produtiva entre a Embrapa e o USDA.

Outra parceria internacional foi firmada com a Universidade da Carolina do Norte (EUA), representada por John Dole, do Colégio de Agricultura e Ciências da Vida da instituição americana. As parceiras pretendem ampliar seus programas de cooperação e intercâmbio sobre desenvolvimento sustentável e fortalecimento institucional.

Homenagens

Várias homenagens foram prestadas a autoridades e instituições, em agradecimento pelo apoio ao trabalho da Embrapa.

Rodrigo Rollemberg, Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), homenageado na categoria Governo Federal, disse estar feliz e grato ao ser reconhecido por uma instituição que é “orgulho para o Brasil e referência para o mundo”, reafirmando seu compromisso em continuar colaborando com a empresa.

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar para a Agropecuária (FPA), homenageado na categoria Legislativo Federal, iniciou sua fala desejando sucesso a Silvia Massruhá na presidência da Embrapa. “Não existiria o agro brasileiro como ele é, com a importância e força que tem, sem a participação da Embrapa, que nos trouxe tecnologia, novos investimentos, novas cultivares e nos ensinou muito e continua ensinando. Suas unidades têm feito um trabalho em parceria com os produtores rurais. Só temos o protagonismo que temos, ao representarmos um terço do nosso PIB, 52% das nossas exportações e aproximadamente 25% dos empregos gerados no País, por causa de parcerias como a firmada com a Embrapa”.

Lupion ressaltou a presença de representantes de instituições americanas e europeias na solenidade. “A pesquisa transformou o Brasil na potência agrícola que é e os investimentos em pesquisa fizeram com que avançássemos em práticas que hoje são aplicadas no mundo, e que estão nos possibilitando chegar a super safras como a que estamos prevendo para este ano.  Não existe FPA, Mapa, agropecuária brasileira sem a parceria com a Embrapa”, completou, reafirmando também o compromisso da FPA em apoiar a Empresa nos aspectos orçamentários, funcionais e institucionais.

Foram homenageados ainda: na categoria setor produtivo, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), representada pela diretora-executiva Gislaine Balbino; na categoria institucional, a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), representada pelo conselheiro Leizer Valadão; e na categoria internacional, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), representada por  Masayuki Eguchi, do escritório da instituição japonesa no Brasil.

E na categoria cientista do futuro, foi homenageado o estudante Juan Gabriel Correia Camargo, que, aos 12 anos, confirmou seu desejo de se tornar um pesquisador da Embrapa.

Leia mais na matéria: Pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste incentiva aluno a ser cientista

Homenagem especial 50 anos

Aplaudido de pé pelo público, Eliseu Alves, fundador, patrono e ex-presidente da Embrapa, foi homenageado na categoria especial “50 anos”.

Alves não discursou, mas sua esposa Eloísa Moreira Alves foi convidada ao palco para falar em seu nome. Eloísa lembrou o trabalho do pequeno grupo que idealizou a instituição de pesquisa, “dos cuidadores que gentilmente ajudaram a criança Embrapa, ainda no berçário, a crescer”.  Falou sobre os 50 anos em que dividiu sua trajetória como profissional, esposa e mãe ao lado de Eliseu Alves, homem dedicado à Empresa.

“Minha mãe dizia que conhecemos uma pessoa pelo rastro que ela deixa por onde passa. E o rastro que Eliseu deixa na Embrapa é limpo, honesto, correto e pleno de boas perspectivas para o futuro”, concluiu, agradecendo a Celso Moretti o apoio profissional e afetivo no momento em que Alves decidiu se desligar da Empresa.

Embrapa e Globo Rural, uma amizade duradoura

Nélson Araújo (foto à direita), apresentador do programa de televisão Globo Rural, dividiu a apresentação e a condução da solenidade com a jornalista da Embrapa Fernanda Diniz (foto à esquerda). Nos momentos finais do evento, Nélson falou sobre o programa e a Embrapa, sobre histórias que, nas palavras dele, se misturam.

“Lembro aqui que no jornalismo existe uma regra de que o repórter não deve se envolver com a fonte”, disse, para imediatamente depois frisar que, como exceção à regra, uma amizade duradoura nasceu, em 1980, quando a Embrapa tinha apenas sete anos, entre a Empresa e o Globo Rural. Nélson citou Jorge Duarte e como ele e o jornalista da Embrapa acreditam que a história das amigas se confundem.  “Amigo é aquele que contribui para o outro melhorar e não tenho dúvida que a Embrapa ajudou muito o Globo Rural nisso”.

Contou que o modelo da Embrapa de 1973, o de enviar pesquisadores para se capacitar fora do País, inspirou o antigo diretor do programa, Humberto Pereira. Referia-se ao protocolo adotado por Pereira, exigindo que jornalista que fosse trabalhar no programa tivesse que fazer, primeiro, uma imersão de uma semana em uma unidade ou estação de trabalho da Embrapa.

“Vejo que o Globo Rural e a Embrapa criaram uma cultura, um jeito de trabalhar e se relacionar generosamente com tudo. Quantas vezes somos recebidos nas unidades da Embrapa e, se a ciência às vezes pega na mãozinha da arrogância, nunca vimos isso na Empresa, pelo contrário, seus pesquisadores sempre nos ajudaram.”

Mencionou como as publicações e outras orientações da Embrapa são rapidamente visualizadas e acessadas por QR Code, quando abordadas pelo programa.  “As pessoas sacam rapidamente seus celulares para, por meio da tela, baixarem folhetos”, disse, como exemplo de como a Empresa se dispõe a colocar o conhecimento ao alcance de todos.

Por fim, leu uma carta do atual Editor-Chefe do Globo Rural, Lucas Bataglin.  “Cada funcionário, cada pesquisador da Embrapa ajudou a inventar um jeito único de produzir em terras brasileiras. Do pessoal da limpeza ao ilustre PhD, cada um de vocês tem seu tiquinho de trabalho e criatividade nessa construção histórica”, escreveu Bataglin.

Assista à solenidade abaixo:

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Superintendência de Comunicação (Sucom)

Press inquiries

Phone number: 61 3448 1516

Marita Cardillo (DRT 2264/DF)
Superintendência de Comunicação (Sucom)

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Governo e oposição repercutem rejeição de Messias para o STF

Reação do Plenário no momento em que foi divulgado o resultado da votação
Carlos Moura/Agência Senado

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Após a rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a relação do Executivo com o Congresso não mudará.

— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. (…)  Não mudou e nem mudará, será a mesma relação institucional.

Para o líder, o resultado não dependeu das respostas do indicado na sabatina. Messias, de acordo com Randolfe, cumpria todos os requisitos necessários para o cargo e a indicação foi rejeitada por circunstâncias políticas.

A indicação de Messias é a terceira feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no atual governo e não estava prevista: foi necessária após o anúncio da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. Para Randolfe, a votação foi pressionada pela proximidade do período eleitoral. A rejeição se deu por 42 votos a 34.

— Eu não diria que foi uma surpresa, porque nós já esperávamos que ia ser uma votação apertada, e uma votação, quando a gente julga apertada,  pode se ter uma quantidade reduzida de votos favoráveis — disse o líder, que lamentou a votação, mas afirmou que é preciso respeitar o resultado.

O relator da indicação de Jorge Messias, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu que o resultado da votação foi “uma derrota do governo”. O parlamentar disse, no entanto, que o presidente Lula não deve indicar outro nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) de imediato.

— Lá atrás, ele (Lula) já tinha me dito que não iria mandar outro nome caso isso acontecesse. Então, não vamos discutir nomes. O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — disse Weverton.

Derrota

Para o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição ao nome de Jorge Messias representa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

— Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.

Para o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o direito do voto de um senador é o mesmo de um eleitor. Ele disse que votou a favor de Messias, que teria todas as condições de ser um ministro do STF. O senador ainda contou que deu um abraço de solidariedade em Messias, que considera  “um brilhante funcionário público”.

— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — declarou Otto.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

 

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Rádio MEC transmite especial para celebrar Dia Internacional do Jazz

Programa destaca gênero como instrumento de liberdade

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EBC

A Rádio MEC apresenta, nesta quinta-feira (30), às 21h, uma edição especial do Jazz Livre dedicada ao Dia Internacional do Jazz. A data, celebrada pela Unesco desde 2012, destaca o gênero como um instrumento de liberdade, criatividade e diálogo entre culturas.

A atração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) traz uma curadoria de músicos, com depoimentos e repertórios afetivos sobre o estilo musical.

Jazz Livre convidou artistas que já se apresentaram na atração a comentar os discos e músicas importantes para a história do gênero. Ao longo do programa, os ouvintes terão acesso a recortes dessas sugestões.

O pianista Renan Francioni, o baterista Antônio Neves Esteves e o compositor Gilson Peranzetta são alguns dos nomes que indicaram obras relevantes do estilo. A proposta é evidenciar o jazz como um gênero que marca a inovação, o apuro estético, o improviso e a fusão entre linguagens e culturas.

Dia Internacional do Jazz

Com origem nas comunidades afro-americanas no sul dos Estados Unidos, por volta do final do século XIX e início do XX, o jazz é uma expressão artística que combina elementos de várias tradições musicais, como o blues.

De acordo com especialistas, um dos traços mais distintivos do jazz é a improvisação. Os músicos criam solos espontâneos durante as performances, o que torna cada apresentação única.

Sobre o Jazz Livre

No ar de segunda a sexta-feira na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. A produção oferece ao público a oportunidade para interagir através do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar mensagens para a equipe da emissora pública.

Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Thiago Regotto é o gerente executivo de rádio.

Sobre a Rádio MEC

Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. Mas também há espaço garantido para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.

A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no aplicativo Rádios EBC.

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Eventos alteram o trânsito no feriado prolongado em vários pontos do DF

Detran-DF fará o controle do tráfego em vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

Devido a eventos previstos para o período entre sexta-feira (1°/5) e domingo (3), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) interditará vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá.

Parque da Cidade

De sexta-feira a domingo, será realizado o evento Brasília Auto Indoor no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. As ações de trânsito terão início nesta quinta-feira (30), às 12h, com o patrulhamento das vias e a implantação da sinalização viária. As equipes vão sinalizar a faixa de desaceleração para a entrada e a saída de veículos dos estacionamentos 1 e 2  e as faixas de pedestres nas proximidades do Pavilhão de Exposições.

Arte: Divulgação/Detran-DF

No sábado (2), a partir das 10h, está prevista a realização de um rali, com largada no Pavilhão de Exposições e percurso em direção à Colônia Agrícola Aguilhada e Núcleo Rural Nova Betânia, na BR-251. As equipes do Detran-DF farão as intervenções viárias necessárias durante a saída dos veículos e a transição para a Via S1.

Os participantes farão uma parada na região do Café sem Troco e retornarão, pela DF-130, passando pela Torre de TV Digital, até o Parque da Cidade. A previsão é que a chegada ocorra até as 16h.

Durante os dias do evento, os agentes do Detran-DF atuarão no controle de tráfego nas imediações do Pavilhão de Exposições, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações de trânsito.

Arena Mané Garrincha

Nesta sexta-feira e no sábado, o Detran-DF fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Micarê.

Na Via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, o Detran-DF implantará sinalização viária para a travessia de pedestres e para coibir o estacionamento irregular. Na entrada principal de automação da arena, será sinalizada uma área destinada aos táxis.

Também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. A partir das 15h30, as equipes vão atuar em pontos fixos e em patrulhamento na região para garantir a fluidez do tráfego e coibir infrações.

Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial

Na sexta-feira, será realizada a corrida 100% Você, com percursos de 5 km e 10 km pelas vias S1, Palácio Presidencial e N1. A largada dos participantes ocorrerá na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu da República, e a chegada será na altura do Ministério da Economia.

A partir das 6h30, a Via S1 será bloqueada na altura do Museu da República, com desvio do fluxo de veículos para a L2 Sul. No momento da largada, a via será totalmente interditada e o fluxo será retido. Após a passagem dos corredores, o acesso à L2 será liberado. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí.

Na Esplanada, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a Via S2. A partir desse ponto, a S1 estará totalmente bloqueada para o tráfego de veículos. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na S2.

 

Na Via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República. Os acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita, será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento.

As equipes do Detran-DF também farão a interdição do acesso à via Palácio Presidencial, sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (Via L4).

Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir do meio-dia.

Paranoá

Na sexta-feira, será realizado o 7º Encontro de Carrinhos de Rolimã, no Parque Vivencial do Paranoá. As ações de trânsito terão início nesta quinta, às 23h59, com a implantação da sinalização viária na entrada do parque, na altura da Quadra 4, até a rotatória, próxima à unidade do Detran-DF. No local do evento, serão sinalizadas áreas de estacionamento para o público geral, autoridades, veículos de emergência e um heliponto.

A entrada do Parque Vivencial, pela rodovia DF-005, será destinada à saída de veículos de emergência, sendo permitido o acesso de pedestres. O estacionamento de veículos no gramado, na área externa do parque, será permitido.

Durante o evento, os agentes do Detran-DF farão o controle da entrada e da saída de veículos do Parque Vivencial, além de realizar o patrulhamento da região para garantir a segurança e a fluidez do trânsito. As equipes de fiscalização utilizarão viaturas e motocicletas e contarão com o apoio do helicóptero Sentinela, que fará o monitoramento das condições do tráfego.

Eixo Monumental

Neste domingo, o Detran-DF realizará interdições em trechos das vias S1 e N1 do Eixo Monumental para o Circuito da Saúde 2026 — Etapa Ana Néri. A corrida terá percurso de 5 km, com largada e chegada no Memorial dos Povos Indígenas.

A partir das 6h30, nas vias S1 e N1, no trecho entre o Ulysses Centro de Convenções e a via de ligação N1/S1, entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro, as três faixas mais próximas ao canteiro central serão interditadas. O tráfego de veículos permanecerá liberado nas demais faixas. A previsão é que as interdições ocorram até as 11h.

*Com informações do Detran-DF

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