O Prêmio Dulcina vai conceder R$ 10 mil ao melhor espetáculo. As demais categorias terão premiação de R$ 4 mil cada. Todos os grupos selecionados também receberão cachê de participação no valor de R$ 4 mil. A seleção foi realizada por uma comissão julgadora formada por nomes atuantes na cena e na pesquisa teatral.
Reportagens
Acordos, homenagens, resultados e lançamentos marcam a cerimônia de 50 anos da Embrapa
A cerimônia de 50 anos reuniu empregados, autoridades do governo federal, ex-ministros, ex-presidentes da Embrapa, parlamentares e representantes de organismos internacionais
Solenidade emociona público e reúne autoridades do governo federal, ex-presidentes da Empresa, ex-ministros da Agricultura, representantes de organismos internacionais, parlamentares e empregados
A Embrapa que emociona, produz e entrega valor para a sociedade. Nessa quarta-feira (26), a Empresa celebrou seus 50 anos apresentando resultados e indicando para onde pretende ir no futuro. A estatal anunciou também que sua plataforma de redes sociais no YouTube alcançou a marca de 300 mil seguidores, resultado eficiente para uma empresa pública do governo federal. Uma cerimônia marcada por lançamentos de tecnologias e publicações, assinatura de acordos de cooperação, homenagens, e pelo anúncio da nova presidente da Embrapa, a pesquisadora Sílvia Massruhá, que assume o cargo na próxima semana.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, aproveitou a oportunidade para destacar a importância das mulheres em cargo de gestão. “A Embrapa fez a revolução da agropecuária no País”, afirmou. “Agora, nos seus 50 anos, fortalece o empoderamento das mulheres brasileiras indicando como presidente, pela primeira vez na sua história, uma mulher cientista”, complementou, referindo-se à pesquisadora Sílvia Massruhá (foto à direita).
“E como será a Embrapa do futuro?”, refletiu o ministro. Ele reforçou a importância do recém-criado Grupo de Trabalho do Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), composto por cinco notáveis, que tem como objetivo pensar a Embrapa do futuro: o ex-presidente Silvio Crestana, os ex-ministros da Agricultura Roberto Rodrigues e Luiz Carlos Guedes Pinto, a economista da UFRJ, Ana Célia Castro, e o engenheiro, agricultor e pecuarista, Pedro Camargo Neto.
“Esses cinco notáveis toparam o desafio de nos ajudar a pensar a Embrapa do futuro – o que e como vamos produzir e o que a Embrapa pode fazer para que isso aconteça. O maior mérito desse grupo será o de ouvir especialistas e construir coletivamente um projeto para os próximos 50 anos”, afirmou.
Melhor do que encarar o futuro é criar o futuro
Com uma dupla de apresentadores no palco, o editor e apresentador do Globo Rural Nélson Araújo, e a jornalista da Embrapa Fernanda Diniz, a cerimônia abordou o passado, o presente e o futuro da instituição de pesquisa e da agricultura brasileira. Saudou antigos gestores da época da criação da estatal, o ex-ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima, o economista José Pastore e o ex-presidente da Embrapa Eliseu Alves, presentes ao evento (foto à esquerda, na qual aparece também o ministro Fávero). Pastore, em 1973, coordenou o grupo de estudos que criou a Embrapa e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
“Melhor do que encarar o futuro é criar o futuro”. Com essa frase, o presidente Celso Moretti reafirmou que a sustentabilidade é a marca da Embrapa e do agro brasileiro. Ele resgatou a história da agricultura brasileira do passado ao presente. “Nos anos 1970, o Brasil era conhecido como produtor de café, açúcar e cacau e ainda importava grandes quantidades de arroz, feijão, carne, trigo, leite, milho e outros cereais. Era necessário modernizar a produção agrícola brasileira, criar uma instituição capaz de inovar, gerar conhecimentos em um novo modelo de agricultura digital”, afirmou. Lembrou quando a Empresa enviou, a partir da década de 1970,um conjunto de pesquisadores para estudar nas universidades de renome internacional e consolidou, na década de 1990, o Programa Labex. Em 2000, a Embrapa já se consagrava na fronteira do conhecimento.
“Essa revolução se deu sustentada em três pilares: a transformação de solos ácidos em férteis, a adaptação de animais e cultivos ao clima tropical brasileiro e o desenvolvimento de uma plataforma de produção sustentável”, explicou. Complementou, ressaltando que a pesquisa transformou o bioma Cerrados em um dos maiores celeiros de alimentos do mundo, com a tropicalização da soja, e, mais recentemente, a tropicalização do trigo, a partir das variedades melhoradas da Embrapa. Em 2019, o País produzia 6,2 milhões de toneladas, porém, na última safra saltou para 10,5 milhões de toneladas do cereal. “Estamos chegando lá, quase na autossuficiência”. Ele enfatizou que a Embrapa, as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) e a extensão rural abriram os caminhos para um setor produtivo ágil e eficiente.
Moretti (foto à direita) destacou que a Embrapa desenvolve também projetos e ações com forte impacto na redução da pobreza no Norte e Nordeste. “A Empresa não trabalha apenas para o agronegócio, mas para todos os agricultores, hoje mais de 30% dos projetos são vinculados à agricultura familiar”. Como exemplo citou soluções tecnológicas como a fossa séptica biodigestora, as barraginhas e o Sisteminha Embrapa.
Balanço Social
Para o presidente, a Embrapa opera um silencioso Pré-Sal. Se a Petrobras é líder mundial em prospecção de petróleo em águas profundas, a Embrapa é líder mundial em prospecção de tecnologias agropecuárias em profundidade. São campos de trigo, soja, arroz, feijão, bovinocultura de leite e de corte, florestas nativas e plantadas, entre outros.
E o Pré-Sal da Embrapa trouxe, em 2022, um retorno de quase 35 reais para cada real investido na Empresa, sendo apurado um lucro social de quase R$ 126 bilhões, o que impactou na geração de mais de 95 mil novos empregos em 2022. “Os números comprovam que vale a pena investir em pesquisa e inovação. E o Brasil se orgulha de conquistas os solos de forma sustentável”, disse.
- Acesse aqui a matéria sobre o mais novo Balanço Social da Embrapa
Ele enfatizou que estudos da Embrapa confirmam que dois terços do território estão protegidos na forma de florestas e matas nativas dos mais diferentes biomas. “E ainda temos pastagens degradadas da ordem de 100 milhões de hectares. Recuperando essas pastagens, o País poderá aumentar a produção agrícola para poder alimentar a população brasileira e o mundo.”
Nos últimos quatro anos a Embrapa entregou mais de 200 ativos tecnológicos destinados à agricultura e pecuária brasileira. “Mesmo na pandemia não paramos e os produtores também não”, afirmou o presidente. Para ele, a instituição deve continuar sendo pública, porém preparada para enfrentar os desafios que virão.
“A modelagem do Núcleo de Inovação Tecnológica Externo trará significativa redução na necessidade de recursos do Tesouro Nacional e maior independência da Embrapa”, explicou. Segundo o gestor, o futuro da agricultura brasileira se apresenta com desafios nada triviais: seguir produzindo com qualidade e sustentabilidade, atendendo consumidores que demandam alimentos mais saudáveis e sustentáveis; desenvolver ferramentas e métricas para estimar indicadores de sustentabilidade atendendo demandas relacionadas aos inventários de gases de efeito estufa, à avaliação de ciclo de vida e de impacto ambiental; criar soluções para contribuir para a adaptação da agropecuária e mitigação das mudanças climáticas; e disponibilizar as ferramentas no campo, como drones, sensores, Internet das Coisas e inteligência artificial.
Durante a celebração, foram anunciados os lançamentos de mais de 40 soluções tecnológicas, sendo 29 voltadas para a cadeia produtiva vegetal, como cultivares, bioinsumos, zoneamento agroclimáticos e sistema de produção. Cinco tecnologias para a cadeia produtiva animal, como forrageiras para bovinocultura e testes laboratoriais para a piscicultura, e sete softwares, aplicativos e equipamentos também foram lançados.
- Acesse aqui e conheça as soluções tecnológicas lançadas durante a cerimônia
Publicações
Durante a cerimônia foram lançadas, ainda, três publicações: “A Embrapa na Agricultura Tropical”, obra de referência sobre a Empresa, gerada por um grupo de jornalistas especializados no agro e editado pela Metalivros; “O Brasil em 50 Alimentos”, que apresenta 50 alimentos produzidos no Brasil, selecionados por sua importância econômica, social e científica; e, por fim, “O Futuro da Agricultura Brasileira – 10 visões”, que traz reflexões sobre as direções e os desafios do agro brasileiro até 2050.
- Acesse aqui e conheça as três publicações da Embrapa

História construída em parceria
A importância da parceria da Embrapa com instituições públicas e a iniciativa privada, nacionais e internacionais, foi ressaltada na solenidade. No evento, foi assinado um acordo de cooperação entre a Empresa, a Avon, e a VBIO, uma plataforma de bioeconomia que auxilia instituições na captação e destinação de recursos para projetos da biodiversidade brasileira. As parceiras foram representadas, respectivamente, pelo presidente Celso Moretti, pela Gerente de Assuntos Regulatórios e Biodiversidade da Avon, Luciana Machado dos Santos, e pela Assessora para Assuntos Estratégicos e Relacionamento Institucional, Mariana Barreto Granato.
Juntas, as empresas desenvolverão um projeto cujo objetivo é gerar trabalho e renda para mulheres da agricultura familiar envolvendo o pinhão, a semente da araucária. Oito comunidades no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo serão beneficiadas.
Luciana dos Santos disse que o projeto Mulheres e a Cultura do Pinhão está alinhado com a causa defendida historicamente pela Avon. “Desde sua fundação, há mais de 130 anos, quando a população feminina sequer tinha direito a voto, a Avon já proporcionava oportunidades acessíveis para as mulheres alcançarem a independência financeira, por meio de vendas e através de relacionamentos.”
Para Luciana, a parceria com a Embrapa confirma que a empresa de cosméticos continua contribuindo para o empoderamento de mulheres que buscam melhores condições de vida e “o alcance de sonhos”, e ainda desenvolvem ações, com gestão sustentável, por meio da melhoria e ampliação de atividades com o pinhão.
A parceria internacional foi simbolizada pela assinatura de um memorando de entendimento entre a Embrapa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Instituto de Ciências Agrícolas e Alimentares da Universidade da Flórida (Ifas). O memorando tem o objetivo de reduzir a dependência, por parte dos dois países, de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e combater o aquecimento global. Foi assinado por Moretti; Simon Liu, Administrador Interino do Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA; Chavonda Jacobs-Young, Subsecretária de Pesquisa, Educação e Economia daquele Departamento; e J.Scott Angle, Vice-Presidente Sênior de Agricultura e Recursos Naturais da Universidade da Flórida.
Chavonda (foto à esquerda) ressaltou o trabalho de pesquisa agropecuária desenvolvido pela Embrapa, os serviços prestados pela empresa brasileira à sua agricultura e as boas práticas recomendadas com excelência científica. Mencionou ainda o pensamento visionário da Empresa e os benefícios de sua pesquisa voltada a uma produção sustentável.
Fez uma analogia entre as cores e o lema da bandeira brasileira com a agropecuária sustentável, afirmando que no último meio século a Embrapa carregou a missão da economia ambiental.
A representante do USDA falou também sobre o trabalho que será desenvolvido pelos parceiros no acordo celebrado durante a solenidade e a importância de microrganismos para a redução de fertilizantes químicos na agricultura. “Reconheço que nosso contexto compartilhado mudou, mas uma coisa constante é a parceria valiosa e produtiva entre a Embrapa e o USDA.
Outra parceria internacional foi firmada com a Universidade da Carolina do Norte (EUA), representada por John Dole, do Colégio de Agricultura e Ciências da Vida da instituição americana. As parceiras pretendem ampliar seus programas de cooperação e intercâmbio sobre desenvolvimento sustentável e fortalecimento institucional.
Homenagens
Várias homenagens foram prestadas a autoridades e instituições, em agradecimento pelo apoio ao trabalho da Embrapa.
Rodrigo Rollemberg, Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), homenageado na categoria Governo Federal, disse estar feliz e grato ao ser reconhecido por uma instituição que é “orgulho para o Brasil e referência para o mundo”, reafirmando seu compromisso em continuar colaborando com a empresa.
O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar para a Agropecuária (FPA), homenageado na categoria Legislativo Federal, iniciou sua fala desejando sucesso a Silvia Massruhá na presidência da Embrapa. “Não existiria o agro brasileiro como ele é, com a importância e força que tem, sem a participação da Embrapa, que nos trouxe tecnologia, novos investimentos, novas cultivares e nos ensinou muito e continua ensinando. Suas unidades têm feito um trabalho em parceria com os produtores rurais. Só temos o protagonismo que temos, ao representarmos um terço do nosso PIB, 52% das nossas exportações e aproximadamente 25% dos empregos gerados no País, por causa de parcerias como a firmada com a Embrapa”.
Lupion ressaltou a presença de representantes de instituições americanas e europeias na solenidade. “A pesquisa transformou o Brasil na potência agrícola que é e os investimentos em pesquisa fizeram com que avançássemos em práticas que hoje são aplicadas no mundo, e que estão nos possibilitando chegar a super safras como a que estamos prevendo para este ano. Não existe FPA, Mapa, agropecuária brasileira sem a parceria com a Embrapa”, completou, reafirmando também o compromisso da FPA em apoiar a Empresa nos aspectos orçamentários, funcionais e institucionais.
Foram homenageados ainda: na categoria setor produtivo, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), representada pela diretora-executiva Gislaine Balbino; na categoria institucional, a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), representada pelo conselheiro Leizer Valadão; e na categoria internacional, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), representada por Masayuki Eguchi, do escritório da instituição japonesa no Brasil.
E na categoria cientista do futuro, foi homenageado o estudante Juan Gabriel Correia Camargo, que, aos 12 anos, confirmou seu desejo de se tornar um pesquisador da Embrapa.
Leia mais na matéria: Pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste incentiva aluno a ser cientista
Homenagem especial 50 anos
Aplaudido de pé pelo público, Eliseu Alves, fundador, patrono e ex-presidente da Embrapa, foi homenageado na categoria especial “50 anos”.
Alves não discursou, mas sua esposa Eloísa Moreira Alves foi convidada ao palco para falar em seu nome. Eloísa lembrou o trabalho do pequeno grupo que idealizou a instituição de pesquisa, “dos cuidadores que gentilmente ajudaram a criança Embrapa, ainda no berçário, a crescer”. Falou sobre os 50 anos em que dividiu sua trajetória como profissional, esposa e mãe ao lado de Eliseu Alves, homem dedicado à Empresa.
“Minha mãe dizia que conhecemos uma pessoa pelo rastro que ela deixa por onde passa. E o rastro que Eliseu deixa na Embrapa é limpo, honesto, correto e pleno de boas perspectivas para o futuro”, concluiu, agradecendo a Celso Moretti o apoio profissional e afetivo no momento em que Alves decidiu se desligar da Empresa.
Embrapa e Globo Rural, uma amizade duradoura

Nélson Araújo (foto à direita), apresentador do programa de televisão Globo Rural, dividiu a apresentação e a condução da solenidade com a jornalista da Embrapa Fernanda Diniz (foto à esquerda). Nos momentos finais do evento, Nélson falou sobre o programa e a Embrapa, sobre histórias que, nas palavras dele, se misturam.
“Lembro aqui que no jornalismo existe uma regra de que o repórter não deve se envolver com a fonte”, disse, para imediatamente depois frisar que, como exceção à regra, uma amizade duradoura nasceu, em 1980, quando a Embrapa tinha apenas sete anos, entre a Empresa e o Globo Rural. Nélson citou Jorge Duarte e como ele e o jornalista da Embrapa acreditam que a história das amigas se confundem. “Amigo é aquele que contribui para o outro melhorar e não tenho dúvida que a Embrapa ajudou muito o Globo Rural nisso”.
Contou que o modelo da Embrapa de 1973, o de enviar pesquisadores para se capacitar fora do País, inspirou o antigo diretor do programa, Humberto Pereira. Referia-se ao protocolo adotado por Pereira, exigindo que jornalista que fosse trabalhar no programa tivesse que fazer, primeiro, uma imersão de uma semana em uma unidade ou estação de trabalho da Embrapa.
“Vejo que o Globo Rural e a Embrapa criaram uma cultura, um jeito de trabalhar e se relacionar generosamente com tudo. Quantas vezes somos recebidos nas unidades da Embrapa e, se a ciência às vezes pega na mãozinha da arrogância, nunca vimos isso na Empresa, pelo contrário, seus pesquisadores sempre nos ajudaram.”
Mencionou como as publicações e outras orientações da Embrapa são rapidamente visualizadas e acessadas por QR Code, quando abordadas pelo programa. “As pessoas sacam rapidamente seus celulares para, por meio da tela, baixarem folhetos”, disse, como exemplo de como a Empresa se dispõe a colocar o conhecimento ao alcance de todos.
Por fim, leu uma carta do atual Editor-Chefe do Globo Rural, Lucas Bataglin. “Cada funcionário, cada pesquisador da Embrapa ajudou a inventar um jeito único de produzir em terras brasileiras. Do pessoal da limpeza ao ilustre PhD, cada um de vocês tem seu tiquinho de trabalho e criatividade nessa construção histórica”, escreveu Bataglin.
Assista à solenidade abaixo:
Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Superintendência de Comunicação (Sucom)
Press inquiries
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Marita Cardillo (DRT 2264/DF)
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Reportagens
Motta defende ação coordenada no combate ao crime organizado
Presidente da Câmara destacou a aprovação de cerca de 50 propostas de segurança pública e defendeu que o tema seja tratado como pauta de Estado
Marina Ramos / Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Programa Brasil contra o Crime Organizado demonstra que o governo federal trata a segurança pública como prioridade. Ao participar do lançamento da iniciativa no Palácio do Planalto, Motta destacou a necessidade de atuação coordenada entre os Poderes e os entes federativos no enfrentamento à criminalidade.
Em discurso no evento, Motta reiterou a importância da ação coordenada entre os Poderes e os entes federados. Segundo ele, o tema não deve ser tratado de forma partidária e precisa ser conduzido como uma pauta de interesse da sociedade.
“A segurança pública é uma das preocupações mais concretas da vida nacional. Ela não se resolve com frases fáceis, nem com disputa estéril. Exige ação coordenada, inteligência, firmeza, respeito à lei e compromisso permanente com a proteção da vida. Segurança não pertence ao governo nem à oposição, pertence à cidadania brasileira”, afirmou Motta.
Hugo Motta lembrou que a Câmara dos Deputados aprovou cerca de 50 propostas relacionadas à segurança pública na sua gestão. Entre elas, a PEC da Segurança Pública, encaminhada pelo Poder Executivo, que busca ampliar a cooperação entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado. O texto está no Senado.
O presidente da Câmara também mencionou a aprovação do Marco Legal do Combate ao Crime Organizado, que, segundo ele, fortalece instrumentos de atuação das forças de segurança, do Ministério Público e do Judiciário contra facções criminosas e milícias. O texto prevê aumento de penas e medidas de combate ao financiamento de organizações criminosas.
“Também aprovamos o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. O texto, também encaminhado pelo Poder Executivo, foi debatido intensamente e aprimorado pela Câmara. Seu objetivo central foi dar às forças de segurança, ao Ministério Público e ao Poder Judiciário instrumentos mais firmes para enfrentar facções, milícias e organizações que desafiam a autoridade pública, exploram comunidades e contaminam a economia formal”, declarou o presidente da Câmara.
Durante o pronunciamento, Motta destacou ainda a aprovação de projetos voltados ao endurecimento penal para crimes praticados contra agentes de segurança pública e privada, além de propostas relacionadas à proteção de pessoas vulneráveis.
Violência contra a mulher
Ao abordar o combate à violência contra a mulher, o parlamentar afirmou que o feminicídio deve permanecer como prioridade das instituições públicas. Ele citou a participação da Câmara no pacto nacional contra o feminicídio e informou que a Casa criou um grupo de trabalho para discutir o projeto de lei que criminaliza a misoginia, com previsão de apresentação de parecer até o início de junho.
O presidente da Câmara também mencionou a aprovação de medidas como o uso de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres e o aumento de penas para crimes de violência doméstica.
“Não podemos, no Brasil, tratar da segurança pública sem citar o combate ao feminicídio como um foco inescapável. Não há civilização em que se mate por tão pouco e com tanta covardia, como é o caso dos homens que agridem, estupram e matam as mulheres. Na Câmara, estamos totalmente engajados nesse movimento que é de toda a sociedade brasileira. Somos, inclusive, um dos signatários do pacto contra o feminicídio”, afirmou Hugo Motta.
Ao encerrar o discurso, Hugo Motta declarou que a Câmara continuará debatendo propostas relacionadas à segurança pública e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado depende da integração entre instituições e do respeito à Constituição e ao pacto federativo.
Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Wilson Silveira
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Transporte e iluminação são temas de pronunciamentos na sessão desta quarta
Sessão reuniu debates diversos, que incluíram também educação e defesa do consumidor, entre outros assuntos
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Deputados reunidos durante sessão ordinária nesta quarta-feira (6)
Pronunciamentos sobre transporte e iluminação pública foram temas de destaque na sessão ordinária da Câmara Legislativa do Distrito Federal desta quarta-feira (6). Os deputados distritais também falaram sobre educação e defesa do consumidor, entre outros assuntos.
O deputado Max Maciel (PSOL) manifestou preocupação com a situação do sistema do Metrô do DF, que, segundo ele, amanheceu hoje funcionando “com apenas 12 trens no pico e com espera de mais de 15 minutos”. O distrital comparou o metrô local com o de Medelin, na Colômbia, onde esteve recentemente para conhecer o sistema de transporte público.
Max destacou as diferenças na modelagem do transporte das duas cidades. Para ele, Medelin fez a opção correta no modal metroviário, enquanto Brasília aposta no modelo que privilegia o rodoviário. O distrital criticou a “falta de recursos para o sistema metroviário e a falta de priorização do metrô”. Ele relatou ainda denúncias de que vários trens estão parados, “alguns deles sem especificação da falha que motivou a paralisação”. “Estamos vivendo uma situação de colapso. Vou oficiar ao Ministério Público e exigir que o governo invista no Metrô”, completou.
O deputado Chico Vigilante (PT) apresentou na sessão dados de um laudo pericial referente a uma ação civil pública sobre o transporte público do DF, ajuizada pelo Ministério Público contra o GDF e as cinco empresas que operam as bacias do transporte público. Segundo ele, o perito chegou à conclusão de que tem empresa que tem que devolver dinheiro ao governo e outras que têm dinheiro a receber. “O total do saldo a favor do GDF é de R$ 309,4 milhões. Mas aí vem um outro problema, pois o GDF também está devendo cerca de R$ 1 bilhão, além destes valores”, analisou. Para ele, o GDF precisa resolver logo esta situação, “pois o sistema de transporte está entrando em colapso”. “Sei de empresa que, se o GDF não pagar, ela vai parar porque não tem dinheiro nem para comprar o diesel”, finalizou.
Já o deputado Ricardo Vale (PT), vice-presidente da Casa, destacou que a governadora Celina Leão anunciou esta semana que fará um estudo sobre a implantação da tarifa zero no DF. O parlamentar lembrou que apresentou projeto de tarifa zero em 2015 e enfrentou muitas dificuldades para aprovar a matéria. Para ele, a medida é uma necessidade para muitos trabalhadores, famílias e jovens, que não conseguem se locomover por causa dos altos custos das passagens.
O distrital entende que a tarifa zero estudantil é uma “medida precursora da tarifa zero para todos”. “Vamos continuar trabalhando para que o Tarifa Zero saia do papel no DF e em todo o País. É um projeto de distribuição de renda e este dinheiro que iria para as passagens vai parar no pequeno comércio. Já gastamos uma fortuna com subsídios para as empresas de ônibus. Transporte é um direito do cidadão”, assinalou.
Iluminação pública
Na mesma sessão, o deputado Rogério Morro da Cruz (PSD) elogiou a nova diretoria da CEB Iluminação Pública e cobrou que o DF fique 100% iluminado. O distrital cobrou instalação de iluminação pública, principalmente na região de São Sebastião e Jardim Botânico, que, de acordo com ele, “tem muitas áreas sem luz”. Morro da Cruz pediu um cuidado especial para alguns bairros da região e ressaltou que tem “destinado recursos para regularizar, escriturar e para iluminar toda São Sebastião”.
Doação de sangue e defesa do consumidor
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) destacou a aprovação de projeto de lei, de sua autoria, que estabelece que servidores doadores de sangue terão direito até a dois dias de descanso, alternadamente, “medida muito importante para aumentar o estoque no banco de sangue do DF”.
O parlamentar também falou sobre a necessidade de nomeação urgente de servidores para o Procon, visando o fortalecimento da luta pela defesa do consumidor. Segundo ele, o Procon conta atualmente somente com 84 servidores efetivos para fazer todo o trabalho do órgão, e tem 116 cargos vagos. “Como cobrar fiscalização se o órgão está com mais da metade do seu quadro de pessoal defasado? O DF precisa de um Procon forte e eficiente”, disse, pedindo à governadora que autorize as contratações para o órgão.
Diálogo com professores
O deputado Gabriel Magno (PT) agradeceu e parabenizou a governadora Celina Leão por ter se reunido com os professores para tratar das demandas da categoria. “Vamos continuar cobrando os desdobramentos, especialmente em relação aos pagamentos atrasados e aos problemas do sistema EducaDF. Mas é importante a abertura de diálogo, após oito anos de desmandos do governo Ibaneis”, sinalizou ele.
Violência contra técnica de enfermagem
O deputado Fábio Felix (PSOL) manifestou indignação com o caso de suposta violência contra uma técnica de enfermagem, no hospital DF Star, que “teria tomado um tapa do senador Magno Malta (PL-ES), e que agora está sendo vítima nas redes sociais e precisou se afastar do trabalho”. “O senador já mudou de versão várias vezes. Desacreditar a palavra da vítima é um absurdo. Qual é o recado que este caso passa para a população?”, disse, se solidarizando com a vítima e cobrando a investigação do episódio.
O deputado Pastor Daniel de Castro (PP) pediu cautela e defendeu o direito a ampla defesa. Para ele, é necessário que o caso seja investigado e não se pode apenas levar em conta a palavra da técnica. “Se o fato for verdade, tem que haver punição, mas após a investigação do caso”, ponderou.
Luís Cláudio Alves – Agência CLDF
Reportagens
Festival Dulcina terá prêmio inédito de até R$ 10 mil para artistas do DF e Entorno
Mostra competitiva reúne oito espetáculos gratuitos no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, com recursos de acessibilidade para o público
Por
Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
O Festival Dulcina chega à quarta edição com uma novidade: pela primeira vez, o evento vai premiar artistas do Distrito Federal e do Entorno com valores de até R$ 10 mil. Aberto ao público, o festival ocorre entre os dias 15 e 23 deste mês, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga, com entrada gratuita.
Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto, o festival fortalece a produção cultural do DF, valoriza os artistas locais e amplia o acesso da população às artes cênicas. “Esta edição, ao reconhecer exclusivamente produções do DF e do Entorno, evidencia a potência criativa da nossa cena teatral e o compromisso da pasta em apoiar iniciativas que preservam a memória cultural, incentivam a formação artística e promovem diversidade, inclusão e acessibilidade”, destaca.
Realizado com apoio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), o festival reúne oito produções locais de teatro, dança e performance selecionadas entre grupos do DF e do Entorno. Nesta edição, os espetáculos concorrem em dez categorias, incluindo melhor atriz, ator, direção, dramaturgia, iluminação, sonoplastia, cenário, figurino, produção e espetáculo.
Entre os espetáculos selecionados para a mostra competitiva estão Pedra (p)Árida, Atrás das Paredes, Desdesempre, Se Eu Fosse Eu – Clarices, Um Lapso de Ouro e Vinho, Baraúna Boi Valente, Os sonhos de Gaubi Beijodo: a dor e a delícia de ser quem é e Galhada, em tempos de fissura.
Todas as apresentações contarão com tradução em Libras e audiodescrição. Os ingressos serão distribuídos duas horas antes de cada sessão, no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga.
Serviço
Festival Dulcina
Período: 14 a 23 de maio
Local: Teatro Sesc Paulo Autran – St. B Norte CNB 12 Área Especial 02/03 – Taguatinga
Informações: @festivaldulcina
Programação
15/5 (sexta), 20h – Pedra (P)Arida
16/5 (sábado), 20h – Atrás das Paredes
17/5 (domingo), 20h – Desdesempre
18/5 (segunda), 20h – Se Eu Fosse Eu – Clarices
19/5 (terça), 20h – Um Lapso de Ouro e Vinho
20/5 (quarta), 20h – Baraúna Boi Valente
21/5 (quinta), 20h – Os sonhos de Gaubi Beijado: a dor e a delícia de ser quem é
22/5 (sexta), 20h – Galhada – Em tempos de fissura
23/5 (sábado), 19h – Premiação e encerramento
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