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Acordos, homenagens, resultados e lançamentos marcam a cerimônia de 50 anos da Embrapa

A cerimônia de 50 anos reuniu empregados, autoridades do governo federal, ex-ministros, ex-presidentes da Embrapa, parlamentares e representantes de organismos internacionais

 

Solenidade emociona público e reúne autoridades do governo federal, ex-presidentes da Empresa, ex-ministros da Agricultura, representantes de organismos internacionais, parlamentares e empregados

A Embrapa que emociona, produz e entrega valor para a sociedade. Nessa quarta-feira (26), a Empresa celebrou seus 50 anos apresentando resultados e indicando para onde pretende ir no futuro. A estatal anunciou também que sua plataforma de redes sociais no YouTube alcançou a marca de 300 mil seguidores, resultado eficiente para uma empresa pública do governo federal. Uma cerimônia marcada por lançamentos de tecnologias e publicações, assinatura de acordos de cooperação, homenagens, e pelo anúncio da nova presidente da Embrapa, a pesquisadora Sílvia Massruhá, que assume o cargo na próxima semana.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, aproveitou a oportunidade para destacar a importância das mulheres em cargo de gestão. “A Embrapa fez a revolução da agropecuária no País”, afirmou. “Agora, nos seus 50 anos, fortalece o empoderamento das mulheres brasileiras indicando como presidente, pela primeira vez na sua história, uma mulher cientista”, complementou, referindo-se à pesquisadora Sílvia Massruhá (foto à direita).

“E como será a Embrapa do futuro?”, refletiu o ministro. Ele reforçou a importância do recém-criado Grupo de Trabalho do Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), composto por cinco notáveis, que tem como objetivo pensar a Embrapa do futuro: o ex-presidente Silvio Crestana, os ex-ministros da Agricultura Roberto Rodrigues e Luiz Carlos Guedes Pinto, a economista da UFRJ, Ana Célia Castro, e o engenheiro, agricultor e pecuarista, Pedro Camargo Neto.

“Esses cinco notáveis toparam o desafio de nos ajudar a pensar a Embrapa do futuro – o que e como vamos produzir e o que a Embrapa pode fazer para que isso aconteça. O maior mérito desse grupo será o de ouvir especialistas e construir coletivamente um projeto para os próximos 50 anos”, afirmou.

Melhor do que encarar o futuro é criar o futuro

Com uma dupla de apresentadores no palco, o editor e apresentador do Globo Rural Nélson Araújo, e a jornalista da Embrapa Fernanda Diniz, a cerimônia abordou o passado, o presente e o futuro da instituição de pesquisa e da agricultura brasileira.  Saudou antigos gestores da época da criação da estatal, o ex-ministro da Agricultura Luiz Fernando Cirne Lima, o economista José Pastore e o ex-presidente da Embrapa Eliseu Alves, presentes ao evento (foto à esquerda, na qual aparece também o ministro Fávero). Pastore, em 1973, coordenou o grupo de estudos que criou a Embrapa e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

“Melhor do que encarar o futuro é criar o futuro”. Com essa frase, o presidente Celso Moretti reafirmou que a sustentabilidade é a marca da Embrapa e do agro brasileiro. Ele resgatou a história da agricultura brasileira do passado ao presente. “Nos anos 1970, o Brasil era conhecido como produtor de café, açúcar e cacau e ainda importava grandes quantidades de arroz, feijão, carne, trigo, leite, milho e outros cereais. Era necessário modernizar a produção agrícola brasileira, criar uma instituição capaz de inovar, gerar conhecimentos em um novo modelo de agricultura digital”, afirmou. Lembrou quando a Empresa enviou, a partir da década de 1970,um conjunto de pesquisadores para estudar nas universidades de renome internacional e consolidou, na década de 1990, o Programa Labex. Em 2000, a Embrapa já se consagrava na fronteira do conhecimento.

“Essa revolução se deu sustentada em três pilares: a transformação de solos ácidos em férteis, a adaptação de animais e cultivos ao clima tropical brasileiro e o desenvolvimento de uma plataforma de produção sustentável”, explicou. Complementou, ressaltando que a pesquisa transformou o bioma Cerrados em um dos maiores celeiros de alimentos do mundo, com a tropicalização da soja, e, mais recentemente, a tropicalização do trigo, a partir das variedades melhoradas da Embrapa. Em 2019, o País produzia 6,2 milhões de toneladas, porém, na última safra saltou para 10,5 milhões de toneladas do cereal. “Estamos chegando lá, quase na autossuficiência”. Ele enfatizou que a Embrapa, as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) e a extensão rural abriram os caminhos para um setor produtivo ágil e eficiente.

Moretti (foto à direita) destacou que a Embrapa desenvolve também projetos e ações com forte impacto na redução da pobreza no Norte e Nordeste. “A Empresa não trabalha apenas para o agronegócio, mas para todos os agricultores, hoje mais de 30% dos projetos são vinculados à agricultura familiar”. Como exemplo citou soluções tecnológicas como a fossa séptica biodigestora, as barraginhas e o Sisteminha Embrapa.

Balanço Social

Para o presidente, a Embrapa opera um silencioso Pré-Sal. Se a Petrobras é líder mundial em prospecção de petróleo em águas profundas, a Embrapa é líder mundial em prospecção de tecnologias agropecuárias em profundidade. São campos de trigo, soja, arroz, feijão, bovinocultura de leite e de corte, florestas nativas e plantadas, entre outros.

E o Pré-Sal da Embrapa trouxe, em 2022, um retorno de quase 35 reais para cada real investido na Empresa, sendo apurado um lucro social de quase R$ 126 bilhões, o que impactou na geração de mais de 95 mil novos empregos em 2022. “Os números comprovam que vale a pena investir em pesquisa e inovação. E o Brasil se orgulha de conquistas os solos de forma sustentável”, disse.

  • Acesse aqui a matéria sobre o mais novo Balanço Social da Embrapa

Ele enfatizou que estudos da Embrapa confirmam que dois terços do território estão protegidos na forma de florestas e matas nativas dos mais diferentes biomas. “E ainda temos pastagens degradadas da ordem de 100 milhões de hectares. Recuperando essas pastagens, o País poderá aumentar a produção agrícola para poder alimentar a população brasileira e o mundo.”

Nos últimos quatro anos a Embrapa entregou mais de 200 ativos tecnológicos destinados à agricultura e pecuária brasileira. “Mesmo na pandemia não paramos e os produtores também não”, afirmou o presidente. Para ele, a instituição deve continuar sendo pública, porém preparada para enfrentar os desafios que virão.

“A modelagem do Núcleo de Inovação Tecnológica Externo trará significativa redução na necessidade de recursos do Tesouro Nacional e maior independência da Embrapa”, explicou. Segundo o gestor, o futuro da agricultura brasileira se apresenta com desafios nada triviais: seguir produzindo com qualidade e sustentabilidade, atendendo consumidores que demandam alimentos mais saudáveis e sustentáveis; desenvolver ferramentas e métricas para estimar indicadores de sustentabilidade atendendo demandas relacionadas aos inventários de gases de efeito estufa, à avaliação de ciclo de vida e de impacto ambiental; criar soluções para contribuir  para a adaptação da agropecuária e mitigação das mudanças climáticas; e disponibilizar as ferramentas no campo, como drones, sensores, Internet das Coisas e inteligência artificial.

Durante a celebração, foram anunciados os lançamentos de mais de 40 soluções tecnológicas, sendo 29 voltadas para a cadeia produtiva vegetal, como cultivares, bioinsumos, zoneamento agroclimáticos e sistema de produção. Cinco tecnologias para a cadeia produtiva animal, como forrageiras para bovinocultura e testes laboratoriais para a piscicultura, e sete softwares, aplicativos e equipamentos também foram lançados.

  • Acesse aqui e conheça as soluções tecnológicas lançadas durante a cerimônia

 

Publicações

Durante a cerimônia foram lançadas, ainda, três publicações: “A Embrapa na Agricultura Tropical”, obra de referência sobre a Empresa, gerada por um grupo de jornalistas especializados no agro e editado pela Metalivros; “O Brasil em 50 Alimentos”, que apresenta 50 alimentos produzidos no Brasil, selecionados por sua importância econômica, social e científica; e, por fim, “O Futuro da Agricultura Brasileira – 10 visões”, que traz reflexões sobre as direções e os desafios do agro brasileiro até 2050.

  • Acesse aqui e conheça as três publicações da Embrapa

História construída em parceria

A importância da parceria da Embrapa com instituições públicas e a iniciativa privada, nacionais e internacionais, foi ressaltada na solenidade. No evento, foi assinado um acordo de cooperação entre a Empresa, a Avon, e a VBIO, uma plataforma de bioeconomia que auxilia instituições na captação e destinação de recursos para projetos da biodiversidade brasileira. As parceiras foram representadas, respectivamente, pelo presidente Celso Moretti, pela Gerente de Assuntos Regulatórios e Biodiversidade da Avon, Luciana Machado dos Santos, e pela Assessora para Assuntos Estratégicos e Relacionamento Institucional, Mariana Barreto Granato.

Juntas, as empresas desenvolverão um projeto cujo objetivo é gerar trabalho e renda para mulheres da agricultura familiar envolvendo o pinhão, a semente da araucária. Oito comunidades no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo serão beneficiadas.

Luciana dos Santos disse que o projeto Mulheres e a Cultura do Pinhão está alinhado com a causa defendida historicamente pela Avon. “Desde sua fundação, há mais de 130 anos, quando a população feminina sequer tinha direito a voto, a Avon já proporcionava oportunidades acessíveis para as mulheres alcançarem a independência financeira, por meio de vendas e através de relacionamentos.”

Para Luciana, a parceria com a Embrapa confirma que a empresa de cosméticos continua contribuindo para o empoderamento de mulheres que buscam melhores condições de vida e “o alcance de sonhos”, e ainda desenvolvem ações, com gestão sustentável, por meio da melhoria e ampliação de atividades com o pinhão.

A parceria internacional foi simbolizada pela assinatura de um memorando de entendimento entre a Embrapa, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e o Instituto de Ciências Agrícolas e Alimentares da Universidade da Flórida (Ifas). O memorando tem o objetivo de reduzir a dependência, por parte dos dois países, de fertilizantes, fortalecer a segurança alimentar e combater o aquecimento global. Foi assinado por Moretti; Simon Liu, Administrador Interino do Serviço de Pesquisa Agrícola do USDA; Chavonda Jacobs-Young, Subsecretária de Pesquisa, Educação e Economia daquele Departamento; e J.Scott Angle, Vice-Presidente Sênior de Agricultura e Recursos Naturais da Universidade da Flórida.

Chavonda (foto à esquerda) ressaltou o trabalho de pesquisa agropecuária desenvolvido pela Embrapa, os serviços prestados pela empresa brasileira à sua agricultura e as boas práticas recomendadas com excelência científica. Mencionou ainda o pensamento visionário da Empresa e os benefícios de sua pesquisa voltada a uma produção sustentável.

Fez uma analogia entre as cores e o lema da bandeira brasileira com a agropecuária sustentável, afirmando que no último meio século a Embrapa carregou a missão da economia ambiental.

A representante do USDA falou também sobre o trabalho que será desenvolvido pelos parceiros no acordo celebrado durante a solenidade e a importância de microrganismos para a redução de fertilizantes químicos na agricultura.  “Reconheço que nosso contexto compartilhado mudou, mas uma coisa constante é a parceria valiosa e produtiva entre a Embrapa e o USDA.

Outra parceria internacional foi firmada com a Universidade da Carolina do Norte (EUA), representada por John Dole, do Colégio de Agricultura e Ciências da Vida da instituição americana. As parceiras pretendem ampliar seus programas de cooperação e intercâmbio sobre desenvolvimento sustentável e fortalecimento institucional.

Homenagens

Várias homenagens foram prestadas a autoridades e instituições, em agradecimento pelo apoio ao trabalho da Embrapa.

Rodrigo Rollemberg, Secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), homenageado na categoria Governo Federal, disse estar feliz e grato ao ser reconhecido por uma instituição que é “orgulho para o Brasil e referência para o mundo”, reafirmando seu compromisso em continuar colaborando com a empresa.

O deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), presidente da Frente Parlamentar para a Agropecuária (FPA), homenageado na categoria Legislativo Federal, iniciou sua fala desejando sucesso a Silvia Massruhá na presidência da Embrapa. “Não existiria o agro brasileiro como ele é, com a importância e força que tem, sem a participação da Embrapa, que nos trouxe tecnologia, novos investimentos, novas cultivares e nos ensinou muito e continua ensinando. Suas unidades têm feito um trabalho em parceria com os produtores rurais. Só temos o protagonismo que temos, ao representarmos um terço do nosso PIB, 52% das nossas exportações e aproximadamente 25% dos empregos gerados no País, por causa de parcerias como a firmada com a Embrapa”.

Lupion ressaltou a presença de representantes de instituições americanas e europeias na solenidade. “A pesquisa transformou o Brasil na potência agrícola que é e os investimentos em pesquisa fizeram com que avançássemos em práticas que hoje são aplicadas no mundo, e que estão nos possibilitando chegar a super safras como a que estamos prevendo para este ano.  Não existe FPA, Mapa, agropecuária brasileira sem a parceria com a Embrapa”, completou, reafirmando também o compromisso da FPA em apoiar a Empresa nos aspectos orçamentários, funcionais e institucionais.

Foram homenageados ainda: na categoria setor produtivo, a Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), representada pela diretora-executiva Gislaine Balbino; na categoria institucional, a Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ), representada pelo conselheiro Leizer Valadão; e na categoria internacional, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), representada por  Masayuki Eguchi, do escritório da instituição japonesa no Brasil.

E na categoria cientista do futuro, foi homenageado o estudante Juan Gabriel Correia Camargo, que, aos 12 anos, confirmou seu desejo de se tornar um pesquisador da Embrapa.

Leia mais na matéria: Pesquisa da Embrapa Agropecuária Oeste incentiva aluno a ser cientista

Homenagem especial 50 anos

Aplaudido de pé pelo público, Eliseu Alves, fundador, patrono e ex-presidente da Embrapa, foi homenageado na categoria especial “50 anos”.

Alves não discursou, mas sua esposa Eloísa Moreira Alves foi convidada ao palco para falar em seu nome. Eloísa lembrou o trabalho do pequeno grupo que idealizou a instituição de pesquisa, “dos cuidadores que gentilmente ajudaram a criança Embrapa, ainda no berçário, a crescer”.  Falou sobre os 50 anos em que dividiu sua trajetória como profissional, esposa e mãe ao lado de Eliseu Alves, homem dedicado à Empresa.

“Minha mãe dizia que conhecemos uma pessoa pelo rastro que ela deixa por onde passa. E o rastro que Eliseu deixa na Embrapa é limpo, honesto, correto e pleno de boas perspectivas para o futuro”, concluiu, agradecendo a Celso Moretti o apoio profissional e afetivo no momento em que Alves decidiu se desligar da Empresa.

Embrapa e Globo Rural, uma amizade duradoura

Nélson Araújo (foto à direita), apresentador do programa de televisão Globo Rural, dividiu a apresentação e a condução da solenidade com a jornalista da Embrapa Fernanda Diniz (foto à esquerda). Nos momentos finais do evento, Nélson falou sobre o programa e a Embrapa, sobre histórias que, nas palavras dele, se misturam.

“Lembro aqui que no jornalismo existe uma regra de que o repórter não deve se envolver com a fonte”, disse, para imediatamente depois frisar que, como exceção à regra, uma amizade duradoura nasceu, em 1980, quando a Embrapa tinha apenas sete anos, entre a Empresa e o Globo Rural. Nélson citou Jorge Duarte e como ele e o jornalista da Embrapa acreditam que a história das amigas se confundem.  “Amigo é aquele que contribui para o outro melhorar e não tenho dúvida que a Embrapa ajudou muito o Globo Rural nisso”.

Contou que o modelo da Embrapa de 1973, o de enviar pesquisadores para se capacitar fora do País, inspirou o antigo diretor do programa, Humberto Pereira. Referia-se ao protocolo adotado por Pereira, exigindo que jornalista que fosse trabalhar no programa tivesse que fazer, primeiro, uma imersão de uma semana em uma unidade ou estação de trabalho da Embrapa.

“Vejo que o Globo Rural e a Embrapa criaram uma cultura, um jeito de trabalhar e se relacionar generosamente com tudo. Quantas vezes somos recebidos nas unidades da Embrapa e, se a ciência às vezes pega na mãozinha da arrogância, nunca vimos isso na Empresa, pelo contrário, seus pesquisadores sempre nos ajudaram.”

Mencionou como as publicações e outras orientações da Embrapa são rapidamente visualizadas e acessadas por QR Code, quando abordadas pelo programa.  “As pessoas sacam rapidamente seus celulares para, por meio da tela, baixarem folhetos”, disse, como exemplo de como a Empresa se dispõe a colocar o conhecimento ao alcance de todos.

Por fim, leu uma carta do atual Editor-Chefe do Globo Rural, Lucas Bataglin.  “Cada funcionário, cada pesquisador da Embrapa ajudou a inventar um jeito único de produzir em terras brasileiras. Do pessoal da limpeza ao ilustre PhD, cada um de vocês tem seu tiquinho de trabalho e criatividade nessa construção histórica”, escreveu Bataglin.

Assista à solenidade abaixo:

Maria Clara Guaraldo (MTb 5027/MG)
Superintendência de Comunicação (Sucom)

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Marita Cardillo (DRT 2264/DF)
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Fim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário

Paulo Paim (de costas e no telão) defendeu a proposta e disse que ela deve ter primeira votação na semana que vem
Ton Molina/Agência Senado

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A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.

O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.

— A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário.

Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.

A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).

‘Hora da mudança’

Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:

— A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.

Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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MEC irá pedir investigação de ameaças a universidades em redes sociais

Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será acionada

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Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil

 

O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem “uma preocupação grande de que essa violência escale”.

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.

A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.

“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades”, ressaltou.

Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.

A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.

“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores”, disse, Barchini.

“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, acrescentou.

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Projeto Marias da Penha estreia ciclo de contação de histórias e música contra a violência de gênero na CLDF

Ação com estudantes do CEF 03 de Sobradinho abre série de 10 apresentações culturais e educativas promovidas em instituições do DF

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Foto: Divulgação

A programação terá contação de histórias com o Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas

Unindo arte, debate e cidadania, o Projeto Marias da Penha: Cultura e Conscientização contra a Violência de Gênero dá início nesta quinta-feira (8) a uma nova etapa de suas atividades, apostando na contação de histórias e em intervenções artísticas como ferramentas de transformação social. A abertura acontece, a partir das 14h, na Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa, localizada no Térreo Superior (TS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com a participação de turmas do Centro de Ensino Fundamental 03 (CEF 03) de Sobradinho.

A atividade de hoje é a primeira de uma série de 10 apresentações que irão circular pela CLDF e por diversas outras instituições do Distrito Federal. A proposta leva reflexões sobre a prevenção da violência doméstica e familiar de maneira acessível e sensível aos jovens, dialogando diretamente com a realidade da comunidade escolar.

A programação traz a contação de histórias do Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas, além da discotecagem temática comandada pelo DJ Zapatta, trazendo repertório focado na valorização, força e no empoderamento feminino.

Durante o encontro na CLDF, os estudantes visitam a Exposição Marias, conhecem o histórico do projeto e recebem a cartilha educativa “Não é Mimimi, é Violência” — material didático desenvolvido para auxiliar na identificação de condutas abusivas e na divulgação dos canais de apoio e denúncia.

Com entrada franca, a iniciativa é uma realização conjunta da Artise e do Projeto Marias da Penha, contando com o fomento do Ministério da Cultura e o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e do Conselho Curador de Cultura.

Serviço
Abertura do ciclo de contações – Projeto Marias da Penha.
Data: Hoje, 8 de outubro de 2026.
Horário: 14h
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) – Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa (Térreo Superior – TS).
Atrações: Contação de histórias com o Grupo Paepalanthus e discotecagem com DJ Zapatta
Entrada: Gratuita.

Agência CLDF

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