Artigos

LARISSA LIMA – ENTREVISTA

A fundadora do Canomama, Larissa Lima, 50 anos, triatleta, nutricionista e servidora pública, em Brasília, explica porque criou a entidade e os objetivos.

 

Larissa Lima: “O que me motiva é saber que amar a si e ao próximo, como a si próprio, é a única e verdadeira lógica universal”.

 

FMA – Você já praticava canoagem antes do diagnóstico do câncer. Qual foi o estímulo para continuar remando?

LARISSA LIMA – “Eu era atleta de corrida de aventura e remava, como uma das modalidades de base, além de pedalar. Era aluna do Marcelo Bosi (pioneiro da canoagem no Brasil, campeão brasileiro, sul-americano e mundial de canoagem), gostava muito de treinar canoa e fazia algumas provas nessa modalidade. Com 41 anos, recebi o diagnóstico de câncer de mama e parei de treinar para seguir com o tratamento. E, durante meu tratamento, o Bosi, que era meu mestre da canoa polinésia, coincidentemente, foi convidado pela Adriana Bartoli (natural da Argentina, incentivadora do Dragon Boat) sobrevivente do câncer de mama, membro do IBCPC – International Breast Cancer Paddler´s Commission, a desenvolver uma equipe de mulheres sobreviventes do câncer de mama.  Isso foi um sinal do universo e ele entendeu. Bosi voltou da reunião, me procurou e falou: descobri sua missão! Me contou sobre a reunião, me deu todas as informações, e eu amei a ideia, e respondi: Bosi, se eu sobreviver vamos fazer isso.

 

FMA – A criação do Canomama, então, parece ter sido um processo natural, é isso mesmo?

LARISSA – Quando eu terminei o tratamento, eu, Marcelo Bosi, Tissiano Matos (educador físico e fisioterapeuta) e a Nádia Gomes (nutricionista) nos debruçamos sobre os estudos existentes e criamos um projeto piloto para 11 mulheres. Assim nasceu o Canomama. Era o ano de 2015. Em 2016, o Canomama criou seu estatuto e implementou a gestão. Eu e a Nádia seguimos à frente do projeto. A Canomama é uma associação sem fins lucrativos, regida por um estatuto, com gerenciamento bianual e a gestão é eleita pelas associadas. A entidade se sustenta trabalhando por si, vendendo camisas, fazendo eventos e também recebendo doações.

 

FMA – Vocês começaram o projeto já numa canoa Dragon Boat?

LARISSA – Desde o nascimento da associação nós desenvolvemos nossas atividades para remar em um barco dragão. Porém, comprar um dragon não foi tarefa fácil, tivemos que passar cinco anos trabalhando muito na organização de rifas e festas. Felizmente, depois, contamos com o apoio da embaixada da China, que é parceira institucional do projeto, e da Marinha do Brasil para conseguir finalmente remar no Dragon Boat. Enquanto esse sonho não era realizado nós remávamos nas canoas polinésias, cada uma conduzia o remo para o lado que podia, por ser a embarcação disponível. Usamos também outras embarcações também, como caiaque e ‘stand-up’ ‘paddle’.

 

FMA – De onde vem tanta motivação?

LARISSA – O que me motiva é saber que amar a si e ao próximo, como a si próprio, é a única e verdadeira lógica universal.

 

 

Artigos

Visitação Institucional ao Congresso cresce 20% e alcança melhor resultado desde 2012

Há 13 anos, as visitas eram feitas todos os dias da semana, sem limite de visitantes por grupo. No ano passado, já não havia visitas guiadas às terças e quartas-feiras, dias das sessões nos plenários da Câmara e do Senado, e os grupos foram de no máximo 50 pessoas

Publicado

em

Por

 

Bruno Spada/Câmara dos Deputados

 

A Visitação Institucional ao Congresso Nacional recebeu 167.462 visitantes no ano passado, contra 139.173 em 2024. O resultado representa recorde diário e o maior público anual desde 2012, quando a visitação operava com dois dias a mais por semana (terça e quarta). Mesmo com essa diferença de dias de funcionamento, 2025 alcançou patamar próximo ao daquele ano, evidenciando o fortalecimento do programa e o crescente interesse do público em conhecer a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Engajamento e aproximação com a sociedade
O desempenho de 2025 reflete um conjunto de iniciativas voltadas a aprimorar a experiência do visitante e reforçar o papel institucional do turismo cívico como porta de entrada para o público conhecer, de forma qualificada e acolhedora, o Congresso Nacional, sua arquitetura, seus espaços simbólicos e o funcionamento da Câmara dos Deputados, contribuindo para uma relação mais próxima entre a instituição e a sociedade.

Ações especiais em 2025
Ao longo do ano, foram realizadas diversas atividades que ampliaram o alcance do programa e impulsionaram o engajamento do público visitante, entre as quais:
• Comemorações dos 65 anos do Congresso Nacional (abril): roteiro inédito, com passagem por áreas nunca antes visitadas e ampla cobertura jornalística externa. Apenas nos quatro dias de visitações especiais, foram 5.182 visitantes.
• Visitas às cúpulas (maio e outubro): programação especial com trabalhadores terceirizados, no mês de maio (mês do trabalhador), e com servidores, em outubro, em período próximo ao Dia do Servidor.
• Espaço Criança no Congresso (julho): ação voltada a famílias, com programação especial para o público infantil.
• Inauguração do Espaço Plenarinho (Salão Negro): ampliação da oferta de atividades para crianças durante a visita.
• “Orelhão” da Rádio Câmara (Salão Negro): iniciativa interativa para que visitantes pudessem pedir músicas, tornando a experiência mais participativa.
• Programação de Natal (dezembro): cantatas com participação especial de uma carreata de Natal ao final da apresentação.
• Visite EnCena: intervenções com esquetes teatrais integradas à visitação, aproximando o público de personagens e “vozes” ligadas à história do Brasil e do Parlamento.
• Visite 360: experiências imersivas com filmes em realidade virtual, utilizando óculos e fones de ouvido, para que o visitante vivencie narrativas marcantes do Parlamento.
• Implantação do Espaço do Visitante: com destaque para a réplica da tribuna do Plenário Ulysses Guimarães, que vem sendo amplamente utilizada pelos visitantes.

Ações em andamento (janeiro) e próximos passos
Os programas Visite EnCena e Visite 360 seguem em realização, ampliando as alternativas culturais e imersivas para o público. No Espaço do Visitante, a tribuna já está à disposição para fotos das 9h às 17h, todos os dias, e a Loja Institucional da Câmara será inaugurada em breve.

Mais informações sobre a Visitação Institucional ao Congresso estão disponíveis no portal

 

Continue Lendo

Artigos

CLDF anuncia novo concurso de fotografia “Brasília Sob Lentes”

A iniciativa pretende estimular a educação para a cidadania por meio da arte e da cultura, além de incentivar um olhar crítico e sensível sobre a capital federal

Publicado

em

Por

 

Foto: Pedro França / Agência Senado

A Câmara Legislativa do Distrito Federal instituiu, por meio do ato da segunda vice-presidente, deputada Paula Belmonte (PSDB), publicado no Diário da Câmara Legislativa (DCL) no último dia 9, o concurso de fotografia “Brasília Sob Lentes”. A iniciativa pretende estimular a educação para a cidadania por meio da arte e da cultura, além de incentivar um olhar crítico e sensível sobre a capital federal.

Segundo o texto, o concurso será aberto à participação da comunidade em geral, com categorias, critérios e prazos definidos em edital específico a ser divulgado. As fotografias selecionadas também serão premiadas conforme as regras estabelecidas.

O ato determina, ainda, que a Escola do Legislativo do Distrito Federal (Elegis) será responsável por planejar, coordenar e executar o concurso, podendo firmar convênios e acordos de cooperação com instituições públicas e educacionais, tanto públicas quanto privadas.

Para a deputada Paula Belmonte, o projeto é uma oportunidade de fortalecer o vínculo entre a CLDF e a sociedade, incentivando o pertencimento, a identidade e a participação social. “A fotografia é uma poderosa ferramenta de expressão e cidadania. Com esse concurso, queremos aproximar a população da Câmara Legislativa e valorizar os múltiplos olhares sobre Brasília”, enfatiza a parlamentar.

*Com informações do gabinete da deputada Paula Belmonte (PSDB)

Agência CLDF

Continue Lendo

Artigos

Vestibular da USP vai cobrar obras indígenas e quadrinhos

Universidade divulgou livros de leitura obrigatória entre 2030 e 2033

Publicado

em

Por

 

Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

A Universidade de São Paulo (USP) divulgou as obras de literatura para leitura obrigatória que será cobrada dos vestibulandos nos exames de 2030 a 2033. A lista traz mudanças em relação aos autores do ciclo 2026-2029 e amplia gêneros literários e a origem dos autores.

A nova relação foi aprovada em reunião do Conselho de Graduação da universidade, por unanimidade, e traz o retorno de obras de teatro como referência, gênero que esteve de fora nos últimos exames, além de incluir os quadrinhos, por meio de uma graphic novel (romance gráfico).

Será a primeira vez que os autores indígenas serão cobrados na Fuvest, com a obra Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, uma coletânea de contos de Trudruá Dorrico e Maurício Negro, no biênio 2030-2031, e Fantasmas, de Daniel Munduruku, para 2032-2033.

“Temos a preocupação de trazer visões mais contemporâneas, abordando um espectro de problemas mais amplo e favorecendo a avaliação comparativa entre escolas literárias e as próprias obras”, explicou o diretor executivo da Fundação para o Vestibular (Fuvest) Gustavo Monaco.

A abordagem, que tem sido o tom tanto na Fuvest quanto em outros vestibulares e no próprio Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vem de uma percepção que Monaco resume como a de que o conhecimento é fracionado apenas por razões didáticas. Ele destaca a importância de os estudantes que chegam à universidade serem capazes de estabelecer relações entre essas concepções e narrativas diferentes.

A ampliação também impacta a correção das questões. A banca de português é a maior da Fuvest, pois todos os candidatos da segunda fase fazem a prova, e são cerca de 30 mil pessoas. Metade das questões envolve literatura, e a correção delas cabe a professores da USP, doutorandos, ex-alunos de doutorados e alunos de pós-doutorado. Com a ampliação, cresce a complexidade das perguntas, e também das respostas.

“Tem sido mais comum, durante a correção, que surjam debates, pois algumas respostas trazem novas formas de pensar os temas, com abordagens que levam a pensar novas formas de comparação”, comenta Monaco.

A lista amplia a retomada de autores masculinos, já que as obras cobradas entre 2026 e 2028 tinham somente autoras, e manterá a paridade de gêneros.

Confira a lista de obras:

Lista de livros para 2030 e 2031

  • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
  • Originárias: uma Antologia Feminina de Literatura Indígena, Trudruá Dorrico e Maurício Negro (contos)
  • A Moratória, Jorge Andrade (teatro)
  • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
  • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
  • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
  • Memorial do Convento, José Saramago (romance)
  • A Ilha Fantástica, Germano Almeida (romance)
  • Quarto de Despejo, Carolina Maria de Jesus (romance)

Lista de livros para 2032 e 2033

  • Laços de Família, Clarice Lispector (contos)
  • Orfeu da Conceição, Vinicius de Moraes (teatro)
  • Uma Faca só Lâmina, João Cabral de Melo Neto (poesia)
  • Beco do Rosário, Ana Luiza Koehler (graphic novel)
  • Úrsula, Maria Firmina dos Reis (romance)
  • Esaú e Jacó, Machado de Assis (romance)
  • O Plantador de Abóboras, Luís Cardoso (romance)
  • Casa de Família, Paula Fábrio (romance)
  • Fantasmas, Daniel Munduruku (romance)
Continue Lendo

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010