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Aprovado projeto modelo para reformar a W3 Norte

Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) deu o aval para que a mudança do Setor Comercial Local Residencial Norte comece pelas quadras 707/708

 

Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

 

O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, nesta quinta-feira (23), a primeira etapa da reforma na avenida W3 Norte, no Plano Piloto. O projeto modelo elaborado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Distrito Federal (Seduh), que passou com ampla maioria de votos no colegiado, prevê a transformação das quadras 707/708 do Setor Comercial Local Residencial Norte (SCLRN) e seu entorno imediato.

Esse trecho foi escolhido como piloto para receber a proposta de reforma de toda a via, sendo replicada posteriormente nas demais quadras da W3 Norte, se adequando as peculiaridades de cada área. No projeto é previsto mais acessibilidade com a criação de calçadas amplas, piso tátil, rotas acessíveis a partir dos abrigos de ônibus e em todos os blocos comerciais, ciclovias e praças renovadas com mais arborização e mobiliário urbano.

Esse trecho foi escolhido como piloto para receber a proposta de mudança de toda a via, sendo replicada posteriormente nas demais quadras da W3 Norte, adequando-se às peculiaridades de cada área | Arte: Conplan-DF

“Esse projeto é extremamente importante, principalmente para a população de Brasília”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz. “O projeto das quadras 707/708 da W3 Norte será a primeira requalificação de toda a avenida, a exemplo do que foi feito na W3 Sul, para início da execução já no próximo ano e, em seguida, sua continuidade nas demais quadras”, informou.

É esperada também a reforma e adequação dos estacionamentos, que serão mais bem-demarcados e interligados com os bolsões de vagas. Somente nas quadras 707/708 serão 507 vagas para veículos e 118 para motos, além de paraciclos. Ainda é planejada a construção de calçadões ligando as paradas de ônibus da W3 às quadras residenciais, facilitando o acesso de quem passa no local.

Também são propostas novas travessias elevadas para facilitar o percurso de pedestres e de ciclistas que circulam diariamente entre as quadras, além de reconfigurar a via interna entre os blocos comerciais das 700 para ser uma área sinalizada e compartilhada entre carros e pedestres, com velocidade máxima de 30 km/h, chamada de Zona 30. A ideia é tornar a circulação mais segura para todos os transeuntes e veículos.

É esperada também a reforma e adequação dos estacionamentos, que serão demarcados e interligados com os bolsões de vagas. Somente nas quadras 707/708 serão 507 vagas para veículos e 118 para motos, além de paraciclos

Correlator do projeto no Conplan, o conselheiro e representante do Rodas da Paz, Wilde Cardoso, elogiou a qualidade da iniciativa, em especial, a preocupação com a mobilidade. “Houve um trabalho fantástico da equipe da Seduh, juntamente com o Detran, transformando uma área da comercial das 700 em Zona 30, com ciclovia e passeio compartilhado. Ficou muito bom”, comentou.

No relatório, Wilde Cardoso fez algumas recomendações à proposta, sendo quatro delas acatadas pelo colegiado. Elas incluem ajustes no projeto quanto à mobilidade e organização das praças, consulta ao Serviço de Limpeza Urbano (SLU) quanto à posição de contêineres, a revisão dos documentos atuais do projeto urbanístico e a promoção de ações de fiscalização sobre as ocupações irregulares de lotes e galerias, recuperando os espaços públicos.

Qualificando a W3 Norte

A proposta da Seduh para a W3 Norte foi elogiada por diversos conselheiros. Uma delas foi a representante do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU-DF), Giselle Moll. “Há 63 anos essa área não é qualificada. Quem mora lá não tem um espaço público que possa usufruir”, ponderou. “Esse projeto vai, pela primeira vez, conceder qualidade a esse espaço público da W3 Norte, que fica no centro de Brasília. É mais do que urgente qualificar esse local”.

O Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan) aprovou, nesta quinta-feira (23), a primeira etapa da reforma na avenida W3 Norte, no Plano Piloto | Foto: Divulgação/Conplan-DF

A conselheira e representante da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB), Maria do Carmo, parabenizou à Seduh pela iniciativa. “Certamente a intervenção que vai ser feita, do ponto de vista dos espaços públicos, será um upgrade muito bem-vindo e com mais impacto naquela área do que ocorreu na W3 Sul. É uma ação muito relevante”, disse.

Também relator do processo, o representante da Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap), Hamilton Lourenço, pontuou os diversos problemas que permeiam atualmente a W3 Norte, desde ocupações irregulares a calçadas em péssimo estado, sendo necessária a reforma do local. “Lá é um frankenstein, com degraus e rampas degradadas, invasões. Por isso, deixo muito claro meu voto pela aprovação do projeto”, reforçou.

A iniciativa também passou por consulta pública virtual em setembro, com 97,3% dos participantes sendo favoráveis à proposta elaborada pela Seduh.

Próximo passo

O próximo passo é o projeto ser aprovado por uma portaria publicada pela Seduh no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). Depois, a matéria será encaminhada à Secretaria de Obras (SODF) para elaboração dos projetos executivos e complementares, que possibilitarão a execução das obras.

*Com informações do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do Distrito Federal (Conplan)

 

 

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Projeto prevê aplicação de multa à distribuidora de energia elétrica em caso de falha no fornecimento

EM TRAMITAÇÃO

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Foto: Reprodução/Web

Valor deverá ser compensado como crédito na fatura do usuário. A ideia é ressarcir os consumidores pelos prejuízos, além de estimular investimentos nas redes elétricas

O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Robério Negreiros (PSD), apresentou um projeto de lei (PL 927/24) com o objetivo de determinar a aplicação de multa à concessionária de energia elétrica quando houver falha no fornecimento do serviço. A ideia é que sejam criados mecanismos para ressarcir os consumidores por ocasionais prejuízos, bem como estimular investimentos nas redes elétricas e, assim, melhorar a qualidade do serviço prestado.

O valor referente à multa indenizatória, de acordo com a proposta, deverá ser compensado como crédito na fatura de consumo do usuário. A multa será fixada no equivalente a cinco vezes a média do consumo, considerado o intervalo de tempo em que ocorrer falha no fornecimento de energia, e terá como base de cálculo o consumo dos últimos seis meses.

Defesa do consumidor

A proposta foi apresentada após recentes apagões que deixaram centenas de moradores sem luz em algumas regiões administrativas do DF. Para o distrital, esse tipo de situação impede, inclusive, o funcionamento de estabelecimentos e dificulta a expansão dos negócios para que as necessidades da população sejam atendidas.

 

 

Segundo o autor do projeto, por diversas razões as distribuidoras ainda alegam que a queima de itens eletroeletrônicos não é de sua responsabilidade e que os usuários não comprovam que os estragos são consequência das oscilações.“Todos sabem que a falta de energia pode danificar aparelhos eletrônicos, causando prejuízos aos consumidores, e é necessário estabelecer mecanismos para ressarcir tais danos”, defende Robério.

Por esse motivo, a proposta, afirma o parlamentar, tem como intuito garantir direitos e proteger o consumidor do DF. “O fornecimento de energia elétrica é um caso claro de relação de consumo, onde o consumidor é parte extremamente hipossuficiente, razão pela qual seus direitos devem ter tratamento diferenciado”, justifica o distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Robério Negreiros

Agência CLDF

 

 

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Recintos do Zoológico de Brasília são reformados para bem-estar dos animais

Estão em obras os espaços destinados a micos, onças, ariranhas e cervídeos. No caso do micário, ampliação está sendo feita para abrigar dois novos bichos que chegaram ao Zoo

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Em breve, alguns espaços do Zoológico de Brasília estarão de cara nova. Os recintos dos micos, das onças, das ariranhas e dos cervídeos estão em obras para garantir ambientes mais confortáveis para os animais. As intervenções incluem benfeitorias, como pintura, e ampliação, com a criação de novas áreas. Para realizar os trabalhos estão sendo utilizados recursos do Governo do Distrito Federal (GDF) e de emenda parlamentar, num total superior a R$ 1 milhão.

O micário ganhou dois novos recintos que receberão um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

A grande novidade é a extensão do micário. O espaço ganhou dois novos recintos que serão usados para abrigar dois animais que chegaram ao Zoo vindos de outros estados: um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada. O primeiro já está integrado no plantel antigo, enquanto o outro segue no Hospital Veterinário aguardando a liberação para a exposição.

“Precisamos ampliar os espaços adequando às novas normas e algumas exigências que precisamos cumprir. Tem mais ou menos 15 anos que não se tinha entrega aqui no Zoológico”, revela o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Wallison Couto.

O recinto das onças-pintadas, que já havia passado por intervenções com o aumento da grade e a instalação da cerca elétrica, agora terá outras melhorias. Além de uma nova pintura interna, o espaço voltará a ter uma área com água para os animais poderem nadar. “Tem um tempo já que a parte de água das onças não está funcionando. Vamos revitalizar para que possa voltar a funcionar novamente. Também vamos fazer uma cascata para o bem-estar dos animais”, adianta.

O espaço dedicado aos cervídeos vai ser equipado com um tanque de 24 metros quadrados

As obras se estendem, ainda, para o recinto das ariranhas, onde foi feita a pintura, a reforma do tanque e a recuperação de toda a área, e para o espaço dos cervídeos, onde fica o cervo-do-pantanal, com adaptação para a implantação de um tanque de 24 metros quadrados.

“Todas essas reformas, melhorias e construções foram pensadas para melhorar o ambiente interno dos animais. Temos um planejamento para os próximos cinco anos. O nosso trabalho aqui é de preservação e conservação ambiental. Criamos um cenário para que os animais se sintam bem”, esclarece o diretor-presidente.

Aprovação do público

A analista de sistemas Josiane da Cruz, 31 anos, passou a manhã com as filhas, as gêmeas Helena e Catarina, 3, no Zoológico. Esse é um passeio que a família adora. Ela se mostrou animada com as reformas no espaço. “Sem dúvida vai ser mais agregadora para o Zoológico e para as pessoas que estão vindo aqui fazer uma visita”, define.

Enyo Guimarães elogia as melhorias no espaço das onças-pintadas: “Vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”

Para Josiane, o local é uma ótima opção de lazer e de contato com a natureza. “É um excelente lugar para trazer as crianças. Percebemos muitas melhorias. O Zoológico está bem limpinho e legal para passearmos com as crianças”, acrescenta.

O empresário Enyo Guimarães, 35, foi até o Zoo para fazer turismo e se surpreendeu com o espaço. Ele elogiou a iniciativa da FJZB de reestruturar os recintos. “Acredito que a reforma vai ser boa, porque sabemos que as onças gostam de contato com a água. Até para evitar que o animal fique estressado é importante”, diz. “E para nós, como visitantes, vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”, analisa.

A empresária Romy do Socorro, 47, veio do Maranhão para conhecer o Zoológico. Essa foi a primeira experiência dela num espaço deste tipo. “Fiquei apaixonada, me encantei”, afirma. Sobre as obras, ela destacou: “Toda benfeitoria é bem-vinda, a população agradece. Quem ganha somos nós”.

 

 

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Força-tarefa define medidas para fortalecer acolhimento familiar

Recomendações foram publicadas hoje no Diário Oficial

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniu várias instituições, como ministérios e colegiados de assistência social, em uma força-tarefa para garantir o direito de convivência familiar a crianças, adolescentes e jovens mesmo durante medida protetiva de acolhimento. Uma recomendação conjunta foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23), com objetivos e orientações.

O texto orienta que União, estados, Distrito Federal, municípios, Poder Judiciário e o Ministério Público trabalhem em regime de colaboração com a sociedade civil, para atingir objetivos como a implementação e a ampliação dos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora do Sistema Único de Assistência Social, por exemplo. Também recomenda um esforço para promover a transição da modalidade de acolhimento institucional para acolhimento familiar.

O principal objetivo é permitir que crianças e adolescentes afastados da família de origem por qualquer razão, possam aguardar uma solução em ambiente familiar, por meio de adoção temporária, por exemplo. Esse formato daria lugar à permanência do menor de 18 anos em instituições, até que ele possa ser reinserido na família ou que seja adotado de forma permanente.

As recomendações incluem a meta de garantir o acolhimento em ambiente familiar de, pelo menos, 25% da demanda do país até 2027.

O documento indica estratégias para atingir os objetivos estabelecidos, como o financiamento por diferentes frentes para ampliação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, bem como o direcionamento dos recursos disponíveis preferencialmente para essa modalidade.

A estruturação, oferta e qualificação de formação inicial e de educação permanente para os atores envolvidos na transição, também são medidas previstas para alcançar metas e objetivos.

Mais do que recomendações, o documento é também um compromisso das instituições participantes de concentrar esforços em medidas que possibilitem a transição, como o estudo da situação de cada caso, a elaboração e implementação do Plano Individual de Atendimento (PIA), de forma intersetorial e o envio de relatórios trimestrais para o Poder Judiciário, pelo Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, por exemplo.

Além do CNJ, assinam o documento ministros e presidentes do Conselho Nacional do Ministério Público, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério do Planejamento e Orçamento, Conselho Nacional de Assistência Social, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente.

Edição: Graça Adjuto

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SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
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(61) 98442-1010