Os 12 filmes – quatro longas-metragens e oito curtas-metragens – que concorrerão ao 25º Troféu Câmara Legislativa do Distrito Federal foram conhecidos na manhã desta quarta-feira (29). O anúncio foi feito no Cine Brasília, onde as produções serão exibidas. Os títulos (confira abaixo), escolhidos entre 192 inscritos (149 curtas e 43 longas), comporão a programação da Mostra Brasília, espaço para os competidores do prêmio de cinema da CLDF dentro do 56º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que começa no dia 9 de dezembro.
Durante a coletiva de imprensa, que também anunciou os filmes selecionados para a mostra principal do certame, o secretário de Cultura do DF, Cláudio Abrantes, reforçou o vínculo do Festival de Brasília com o Troféu Câmara Legislativa. Ex-deputado distrital, ele lembrou a importância da premiação para o cinema local e ratificou a relevância de mantê-la no âmbito da competição nacional, que, ao chegar à 56ª edição, é a mais longeva do país.
“O Troféu promove o audiovisual de Brasília para o Brasil”, declarou Claudinei Pirelli, coordenador do prêmio para o cinema brasiliense. Em nome da Câmara Legislativa, ele agradeceu o apoio da Secretaria de Cultura e à comissão de seleção responsável pela escolha dos filmes que disputarão a premiação da CLDF este ano, dado o recorde de inscrições. “O objetivo é fortalecer a produção do Distrito Federal e avançar ainda mais na relação com o Festival”, completou.
Sobre os filmes selecionados para concorrer ao Troféu Câmara Legislativa, a curadora do Festival de Brasília, Anna Karina de Carvalho, observou que o conjunto compõe “um retrato do cinema brasiliense na atualidade”. Entre os competidores há desde cineastas estreantes a nomes consagrados e premiados.
Ao todo o Troféu Câmara Legislativa distribuirá R$ 240 mil em diversas categorias: melhor filme de longa e curta-metragem, escolhidos pelo júri oficial e júri popular, além de prêmios técnicos destinados a diretor, atriz, ator, roteiro, fotografia, montagem, direção de arte, edição de som e trilha sonora. Nos próximos dias, serão divulgados os integrantes do júri oficial. O júri popular é composto pelo público que comparecer às sessões no Cine Brasília, com entrada franca.
Filmes Selecionados
Longas-metragens:
Ecos do Silêncio, ficção, 102 min
Direção: André Luiz Oliveira
Davi é um adolescente que mora em Brasília. Sofrendo de uma angústia existencial desde a primeira infância por não conseguir se comunicar com o seu irmão autista, ele empreende uma longa jornada fora de casa, longe dos pais e do país, em busca de uma resposta que lhe possa trazer alívio. Inicialmente, frequenta uma escola de Musicoterapia na Argentina, em seguida, uma escola de música tradicional na Índia. Nessa aventura, repleta de experiências autotransformadoras, Davi finalmente se depara com o enigma familiar que o libertará da sua angústia.
Não Existe Almoço Grátis, documentário, 74 min
Direção: Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel
Brasília, dezembro de 2022, véspera da posse presidencial. No Sol Nascente, considerada a maior favela do Brasil, Socorro, Jurailde e Bizza lideram uma das Cozinhas Solidárias do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que distribui almoço de graça, diariamente. Elas estão encarregadas de cozinhar para centenas de pessoas que chegarão à capital para assistir à posse de Lula no dia 1º de janeiro. Em meio a ameaças de golpe, o filme acompanha a saga das três e traz entrevistas sobre suas vidas e a organização coletiva, mostrando que o futuro se cozinha hoje e a muitas mãos.
O Sonho de Clarice, drama de animação, 83 min
Direção: Fernando Gutiérrez e Guto Bicalho
Primeiro longa-metragem de animação do Distrito Federal, conta a história de Clarice, uma menina extremamente criativa que passa pelo processo de superação da perda da mãe. O filme fala de relacionamentos e das pequenas alegrias da vida cotidiana e sobre o quão mágico estas podem ser. Uma obra que contrasta a linguagem do mundo real com uma viagem surrealista em um mundo fantástico como alegoria para a jornada de Clarice.
Rodas de Gigante, documentário, 100 min
Direção: Catarina Accioly
Um excêntrico diretor de teatro latino-americano desafia a velhice e as doenças da carne ao apresentar uma perspectiva singular de diálogo com o eterno por meio da arte e de suas relações. O improviso poético com Hugo Rodas, multiartista uruguaio que sedimentou trajetória ímpar no Brasil, exacerba a sua irreverência frente ao olhar da diretora. Tendo a intimidade como proposta, Catarina Accioly acompanha Hugo Rodas por quatro anos, até sua morte.
Curtas-metragens
A Chuva do Caju, documentário, 21 min, livre
Direção: Alice Riff e Alan Schvarsberg
No coração de um vale escondido nas profundezas do Brasil central, Seu Alvino e Dona Neusa plantam e colhem o que a terra dá, como o cajuzinho do cerrado e o baru. Após mais de dois séculos, o tempo continua passando lento no quilombo Vão de Almas, apesar da seca cada vez mais severa.
A Menina Corina em: Quantos Mundos Cabem em um Mundo Só?, animação, 21 min, livre
Direção: Luciellen Castro
Corina ama sua casa, mas também sente uma enorme vontade de conhecer o grande mundo. Corina tudo vê, tudo percebe e passa a descobrir novos sentimentos a cada aventura. Acompanhando a personagem da infância à fase adulta, o curta de stop motion levanta temas como identidade, família, amizade e representatividade.
Estrela da Tarde, documentário, 23 min, 12 anos
Direção: Francisco Rio
Essa é uma autobiografia que não começa em mim. Talvez em quem pariu quem me pariu, e mais. Quem pariu las putas madres? Estrela que aparece ao céu, antes do sol ir embora. Mães do mundo. Fábula que não busca desvendar identidades, se permitindo melar a cara para inventar suas próprias ficções. É ladainha que percorre uma linha de Tempo embolada e firme, como quem borda uma brincadeira numa história, e vice-e-versa. Onde não dá mais para distinguir os fios dos dedos.
Glitter Carnavalesco: A História do Bloco das Montadas, documentário, 15 min, 16 anos
Direção: Marla Galdino
O curta narra a história do primeiro bloco de drag queens do Distrito Federal, o Montadas – o bloco da diversidade, idealizado e organizado pelo Coletivo Distrito Drag. A história mescla em sua narrativa os desafios na formação de uma troça carnavalesca que ocupa a cidade de Brasília no domingo de carnaval, espalhando purpurina, irreverência, afetos e celebrando a diversidade no quadradinho.
Instante, ficção, 15 min, 14 anos
Direção: Paola Veiga
Tem coisas nessa vida que a gente faz porque precisa.
Malu e a Máquina, ficção, 14 min, livre
Direção: Ana Luíza Meneses
Malu é uma garota de seis anos de idade que sempre acompanha a mãe ao salão de beleza – na verdade, para brincar com uma máquina velha de pegar bichinhos que fica nos fundos do lugar. A cada semana, ela cria planos mirabolantes para capturar um certo palhacinho de pelúcia, mas tudo muda após seu aniversário de sete anos.
Nada Se Perde, 12 min, ficção, livre
Direção: Renan Montenegro
O filme apresenta o Programa de Reaproveitamento Humano, uma solução inovadora que transforma as almas de cidadãos falecidos do DF em materiais úteis para construir uma cidade melhor, como asfalto, lixeiras, muros e tinta branca. Este relatório audiovisual mostra os resultados de sua implementação no bairro de Águas Claras.
Só Quem Tem Raiz, documentário, 12 min, 12 anos
Direção: Josianne Diniz
No Gama, cidade periférica do Distrito Federal, Caio, Andressa e Luís compartilham inseguranças, alegrias e sonhos, enquanto lutam para encontrar seu lugar, entre bares, trabalho, festas e a rotina do dia a dia com sua inegável solidão. O filme fala sobre afeto, como em ambientes periféricos, apesar de tudo, ainda é possível lutar pelos seus sonhos. O racismo, o machismo e a homofobia acabam sendo o motor que leva os personagens a construírem seus espaços e a reconhecerem uns nos outros o carinho e o apoio para mudarem seus mundos.
Começam a valer nesta quarta-feira (29) novas metas de incentivo à leitura em todo o país. Pelos próximos dez anos, o Plano Nacional do Livro e Leitura 2026-2036 pretende ampliar o número de bibliotecas e facilitar o acesso da população a livros.
O documento, publicado no Diário Oficial da União, serve de instrumento para que estados, municípios e sociedade civil conheçam e implantem os novos normativos de gestão cultural aprovados desde 2023, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.
A base do plano é a compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis ao desenvolvimento das capacidades individuais e coletivas, de acordo com os princípios a seguir:
compreensão do livro como economia, da leitura como cidadania e da literatura como valor simbólico criativo;
valorização da leitura como ato criativo de construção de sentidos;
promoção do direito à literatura;
desenvolvimento da escrita criativa e literária;
garantia de acesso ao livro e a outros materiais de leitura.
Página exclusiva
O Ministério da Cultura lançou no dia 23 deste mês a nova página do Plano Nacional do Livro e Leitura. A navegação foi organizada em áreas temáticas que facilitam o acesso aos conteúdos. Entre os destaques estão as seções Políticas e Programas, Legislação, Guias e Cartilhas.
Após um período de desatualização desde o ciclo anterior (2006–2016), a retomada do Ministério da Cultura, em 2023, recolocou a construção do novo Plano como prioridade. A execução do plano envolve, além do Ministério da Cultura e da Educação, instâncias colegiadas responsáveis por sua governança.
Mais do que uma celebração de aniversário, a manhã desta terça-feira (28) foi marcada por um gesto de reconhecimento a quem sustenta o cuidado no Hospital Regional de Santa Maria (HRSM). Em homenagem aos 18 anos da unidade, gerida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), profissionais de diferentes setores foram reconhecidos a partir da avaliação da própria população.
Na ocasião, diversos departamentos foram certificados pelos serviços prestados e pelo compromisso demonstrado na rotina hospitalar. O reconhecimento tem como base dados do ParticipaDF, plataforma digital do Governo do Distrito Federal que reúne serviços de ouvidoria e acesso à informação.
Em 2025, o HRSM registrou 917 elogios e manteve, pelo segundo ano consecutivo, a terceira colocação no ranking de manifestações positivas da rede pública de saúde do DF, resultado já alcançado em 2024.
Segundo o chefe substituto do Núcleo de Ouvidoria do hospital, João Paulo Barbosa de Farias, compartilhar esse desempenho com os profissionais é uma forma de evidenciar que o esforço diário tem sido percebido pelos usuários. “Mesmo diante das dificuldades, a população reconhece o esforço de quem atua aqui. Era importante que cada colaborador soubesse que esse retorno positivo existe e que ele chega por meio das manifestações registradas na Ouvidoria”, destaca.
Foi a partir dessas manifestações que o hospital conseguiu traduzir, em números, o reconhecimento pelo trabalho realizado diariamente. Durante a cerimônia, o superintendente da unidade, Diêgo Figueiredo, reforçou que o aniversário reflete, sobretudo, o empenho das equipes. “Esta unidade só existe graças às pessoas que enfrentam desafios diariamente e se dedicam para que o atendimento chegue à população. Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”, afirma.
Diêgo Figueiredo, superintendente do HRSM: “Esta comemoração é uma forma de lembrar que cada profissional tem papel essencial nessa trajetória”
Trabalho coletivo reconhecido
O Núcleo de Segurança do HRSM está entre os setores homenageados. Para o chefe da área, Antônio Araújo, a honraria evidencia a relevância de funções que, embora muitas vezes discretas, são fundamentais para o funcionamento da unidade.
“Trabalhamos para garantir que pacientes, acompanhantes e profissionais tenham um ambiente organizado e protegido. Ser lembrado neste momento mostra que todo esforço nos bastidores também faz parte do cuidado prestado”, afirma.
Retorno de uma comunidade bem atendida
Por meio do ParticipaDF, qualquer cidadão pode registrar elogios, reclamações, sugestões, denúncias ou solicitar informações públicas, acessando os serviços de ouvidoria (Ouv-DF) e de acesso à informação (e-SIC).
A relevância desses dados está diretamente ligada à escuta da população. As manifestações registradas no sistema refletem a experiência real dos usuários dos serviços públicos de saúde. Por isso, os números alcançados pelo HRSM ganham ainda mais significado, ao demonstrar o reconhecimento espontâneo de pacientes e acompanhantes e reforçar a qualidade do atendimento prestado.
*Com informações do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF)
Conheça os indicados para o STF desde a Constituição
A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passa por duas etapas centrais: a indicação pelo presidente da República e a análise pelo Senado. Com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, o rito expressa uma das atribuições mais importantes do Senado no funcionamento institucional da República. Para que a indicação seja aprovada, é necessário o voto favorável da maioria absoluta da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores.
Conheça os indicados para o STF desde a Constituição
Da Agência Senado
Publicado em 10/4/2026
A escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passa por duas etapas centrais: a indicação pelo presidente da República e a análise pelo Senado. Com sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e votação em Plenário, o rito expressa uma das atribuições mais importantes do Senado no funcionamento institucional da República. Para que a indicação seja aprovada, é necessário o voto favorável da maioria absoluta da Casa — ao menos 41 dos 81 senadores.
A votação de indicações ao STF só passou a ser pública com a Constituição Federal de 1988. Até então, a análise de nomes para cargos de autoridade no Senado ocorria em sessão secreta. A mudança foi incorporada ao Regimento Interno da Casa pela Resolução 18, de 1989.
Confira as indicações feitas ao longo desse período, organizadas conforme o presidente responsável por cada nomeação. Em cada perfil, estão reunidas informações como relatoria, sabatina e resultado da votação, além de um resumo biográfico de cada ministro.
O ícone 🏛️ significa que o ministro está atualmente em atividade no STF
O ícone 📝 significa que a indicação ainda está pendente de aprovação pelo Senado
Indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (2023-2026)
📝 Jorge Messias
Resultado: a definir Data da votação: 29/04/2026 (estimada) Relator no Senado: Weverton (MA) Mensagem presidencial:MSF 7/2026 Data da posse no STF:a definir Substituiu: Luís Roberto Barroso (2013-2025)
Advogado-geral da União entre 2023 e 2026. É procurador da Fazenda Nacional de carreira e já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação. Sua indicação ainda aguarda a deliberação do Senado.
Foto: Rosinei Coutinho/STF
🏛️ Flávio Dino
Resultado: 47 votos a favor, 31 votos contra e 2 abstenções Data da votação: 13/12/2023 Relator no Senado: Weverton (MA) Mensagem presidencial:MSF 88/2023 Data da posse no STF:22/02/2024 Substituiu: Rosa Weber (2011-2023)
Juiz federal de carreira, atuou como juiz auxiliar da Presidência do STF e secretário-geral do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Deixou a magistratura para seguir na política, tendo sido deputado federal, governador do Maranhão e senador da República. Também foi presidente da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur). Ocupou o cargo de ministro da Justiça antes de ser nomeado para o STF em 2024.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
🏛️ Cristiano Zanin
Resultado: 58 votos a favor e 18 votos contra Data da votação: 21/06/2023 Relator no Senado: Veneziano Vital do Rêgo (PB) Mensagem presidencial:MSF 34/2023 Data da posse: 03/08/2023 Substituiu: Ricardo Lewandowski (2006-2023)
Construiu sua trajetória como advogado, com atuação em direito eleitoral e outras áreas. Foi advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava Jato e atuou como coordenador jurídico da eleição presidencial de 2022. Tomou posse no STF em 2023.
Resultado: 47 votos a favor e 32 votos contra Data da votação: 01/12/2021 Relator no Senado: Eliziane Gama (MA) Mensagem presidencial:MSF 36/2021 Data da posse no STF: 16/12/2021 Substituiu: Marco Aurélio (1990-2021)
Iniciou sua carreira como advogado da Petrobras Distribuidora e depois ingressou na Advocacia-Geral da União (AGU), onde foi procurador, corregedor-geral e ocupou funções de direção. Tornou-se advogado-geral da União e, em seguida, ministro da Justiça. Tomou posse no STF em 2021.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
🏛️ Nunes Marques
Resultado: 57 votos a favor, 10 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 21/10/2020 Relator no Senado: Eduardo Braga (AM) Mensagem presidencial:MSF 59/2020 Data da posse no STF: 05/11/2020 Substituiu: Celso de Mello (1989-2020)
Atuou por muitos anos na advocacia privada, com experiência nas áreas cível, trabalhista e tributária. Ingressou na magistratura como juiz titular do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí e, posteriormente, foi nomeado desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde também exerceu a vice-presidência. Foi indicado para o Supremo Tribunal Federal em 2020.
Resultado: 55 votos a favor e 13 votos contra Data da votação: 22/02/2017 Relator no Senado: Eduardo Braga (AM) Mensagem presidencial:MSF 8/2017 Data da posse no STF: 22/03/2017 Substituiu: Teori Zavascki (2012-2017)
Começou a carreira como promotor de justiça em São Paulo. Atuou como secretário de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania e secretário de Segurança Pública de São Paulo. Também exerceu o cargo de ministro da Justiça. Foi nomeado para o STF em 2017.
Resultado: 52 votos a favor e 27 votos contra Data da votação: 19/05/2015 Relator no Senado: Alvaro Dias (PR) Mensagem presidencial:MSF 13/2015 Data da posse no STF: 16/06/2015 Substituiu: Joaquim Barbosa (2003-2014)
Exerceu a função de procurador do estado do Paraná por muitos anos. Também fez parte de diversas câmaras arbitrais no país, como FGV, FIESP e FIEP. Foi indicado ao STF em 2015.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Luís Roberto Barroso
Resultado: 59 votos a favor e 6 votos contra Data da votação: 05/06/2013 Relator no Senado: Vital do Rêgo (PB) Mensagem presidencial:MSF 42/2013 Data da posse no STF: 26/06/2013 Substituiu: Ayres Britto (2003-2012)
Fez carreira como advogado e procurador do Estado do Rio de Janeiro. Foi indicado ao STF em 2013.
Foto: Gustavo Moreno/STF
Teori Zavascki
Resultado: 57 votos a favor e 4 votos contra Data da votação: 30/10/2012 Relator no Senado: Renan Calheiros (AL) Mensagem presidencial:MSF 82/2012 Data da posse no STF: 29/11/2012 Substituiu:Cezar Peluso (2003-2012)
Foi advogado na área cível antes de ingressar na magistratura federal. Atuou como juiz no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e como ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado ministro do STF em 2012. Faleceu em 2017.
Foto: Carlos Humberto/STF
Rosa Weber
Resultado: 57 votos a favor, 14 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 13/12/2011 Relator no Senado: Romero Jucá (RR) Mensagem presidencial:MSF 141/2011 Data da posse no STF: 19/12/2011 Substituiu: Ellen Gracie (2000-2011)
Iniciou sua trajetória como inspetora do Trabalho. Em seguida, ingressou na magistratura trabalhista, atuando como juíza do Trabalho, desembargadora do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região e, depois, ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Foi indicada ao STF em 2011.
Foto: Carlos Moura/STF
🏛️ Luiz Fux
Resultado: 68 votos a favor e 2 votos contra Data da votação: 09/02/2011 Relator no Senado: Marcelo Crivella (RJ) Mensagem presidencial:MSF 36/2011 Data da posse: 03/03/2011 Substituiu: Eros Grau (2004-2010)
Iniciou sua trajetória como promotor de justiça do Rio de Janeiro e, depois, ingressou na magistratura estadual, atuando como juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Exerceu o cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por dez anos. Foi indicado ao STF em 2011.
Indicações de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010)
🏛️ Dias Toffoli
Resultado: 58 votos a favor, 9 votos contra e 3 abstenções Data da votação: 30/09/2009 Relator no Senado: Francisco Dornelles (RJ) Mensagem presidencial:MSF 185/2009 Data da posse: 23/10/2009 Substituiu: Menezes Direito (2007-2009)
Foi assessor jurídico da liderança do PT na Câmara dos Deputados e subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Tornou-se ministro do STF em 2009.
Foto: Ton Molina/STF
Menezes Direito
Resultado: 61 votos a favor, 2 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 29/08/2007 Relator no Senado: Valter Pereira (MS) Mensagem presidencial:MSF 132/2007 Data da posse: 05/09/2007 Substituiu: Sepúlveda Pertence (1989-2007)
Iniciou sua carreira como advogado e ocupou vários cargos administrativos, como chefe de gabinete da Prefeitura do Rio de Janeiro (RJ) e do Ministério da Educação, secretário estadual de Educação do Rio de Janeiro e presidente da Casa da Moeda. Foi desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) (1988-1996) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) (1996-2007) antes da sua indicação para o STF. Ficou no tribunal pouco menos de dois anos até sua morte, em 2009.
Foto: Luiz Silveira/STF
🏛️ Cármen Lúcia
Resultado: 55 votos a favor e 1 voto contra Data da votação: 24/05/2006 Relator no Senado: Eduardo Azeredo (MG) Mensagem presidencial:MSF 135/2006 Data da posse: 21/06/2006 Substituiu: Nelson Jobim (1997-2006)
Procuradora do Estado de Minas Gerais, chegou ao cargo de procuradora-geral antes de integrar o STF. Foi indicada ao Supremo em 2006.
Foto: Antonio Augusto/STF
Ricardo Lewandowski
Resultado: 63 votos a favor e 4 votos contra Data da votação: 14/02/2006 Relator no Senado: Ramez Tebet (MS) Mensagem presidencial:MSF 80/2006 Data da posse: 16/03/2006 Substituiu: Carlos Velloso (1990-2006)
Foi juiz do Tribunal de Alçada Criminal de São Paulo e, posteriormente, desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Tomou posse como ministro do STF em 2006.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Eros Grau
Resultado: 57 votos a favor, 5 votos contra e 3 abstenções Data da votação: 08/06/2004 Relator no Senado: Pedro Simon (RS) Mensagem presidencial:MSF 59/2004 Data da posse: 30/06/2004 Substituiu: Maurício Corrêa (1994-2004)
Foi advogado e professor desde o início da carreira jurídica até a sua chegada ao STF. Especialista em direito econômico e financeiro, também foi membro da Corte Internacional de Arbitragem, ligada à Câmara de Comércio Internacional.
Foto: Nelson Jr./STF
Joaquim Barbosa
Resultado: 66 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: César Borges (BA) Mensagem presidencial:MSF 96/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Moreira Alves (1975-2003)
Atuou como oficial de chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e advogado do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro). Em seguida, exerceu o cargo de procurador da República do Ministério Público Federal (MPF). Foi nomeado ao STF em 2003.
Nelson Jr./STF
Ayres Britto
Resultado: 65 votos a favor, 3 votos contra e 2 abstenções Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: Marcelo Crivella (RJ) Mensagem presidencial:MSF 95/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Ilmar Galvão (1991-2003)
Foi procurador do Tribunal de Contas em Sergipe, procurador-geral de Justiça do Estado e consultor-geral do Estado. Tomou posse como ministro do STF em 2003.
Foto: Nelson Jr./STF
Cezar Peluso
Resultado: 57 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 28/05/2003 Relator no Senado: João Alberto Souza (MA) Mensagem presidencial:MSF 94/2003 Data da posse: 25/06/2003 Substituiu: Sydney Sanches (1984-2003)
Juiz de carreira, acumulou 35 anos de magistratura antes de chegar ao STF. Começou como juiz substituto no Judiciário de São Paulo em 1968 e progrediu para titular de diversas posições. Em 1986, chegou ao Tribunal de Justiça do estado, onde foi desembargador até sua indicação para o Supremo.
Indicações de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)
🏛️ Gilmar Mendes
Resultado: 58 votos a favor e 15 votos contra Data da votação: 22/05/2002 Relator no Senado: Lúcio Alcântara (CE) Mensagem presidencial:MSF 129/2002 Data da posse: 20/06/2002 Substituiu: Néri da Silveira (1981-2002)
Foi procurador da República e exerceu cargos de consultor jurídico da Secretaria-Geral da Presidência da República, adjunto da Subsecretaria-Geral da Presidência da República, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência e assessor técnico no Ministério da Justiça. Posteriormente, atuou como advogado-geral da União. Foi indicado ao STF em 2002.
Foto: Victor Piemonte/STF
Ellen Gracie
Resultado: 67 votos a favor e 2 abstenções Data da votação: 22/11/2000 Relator no Senado: José Fogaça (RS) Mensagem presidencial:MSF 231/2000 Data da posse: 14/12/2000 Substituiu: Octavio Gallotti (1984-2000)
Foi procuradora da República no Rio Grande do Sul e no Distrito Federal. Posteriormente, foi nomeada ministra do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, integrando a primeira composição do TRF-4. Foi indicada ao cargo de ministra do STF em 2000, tornando-se a primeira mulher a ocupar uma cadeira no Supremo.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Nelson Jobim
Resultado: 60 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 18/03/1997 Relator no Senado: Pedro Simon (RS) Mensagem presidencial:MSF 71/1997 Data da posse: 15/04/1997 Substituiu: Francisco Rezek, 2º mandato (1992-1997)
Foi advogado, deputado federal constituinte, líder partidário e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. No Executivo, exerceu o cargo de ministro da Justiça. Foi nomeado ao STF em 1997.
Resultado: 48 votos a favor e 3 votos contra Data da votação: 26/10/1994 Relator no Senado: Francisco Rollemberg (SE) Mensagem presidencial:MSF 315/1994 Data da posse: 15/12/1994 Substituiu: Paulo Brossard (1989-1994)
Atuou como advogado e procurador autárquico antes de ingressar na vida política, tornando-se senador da República e ministro da Justiça do governo Itamar Franco. Foi indicado ao STF em 1994. Faleceu em 2012.
Resultado: 45 votos a favor, 16 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 30/04/1992 Relator no Senado: Élcio Álvares (ES) Mensagem presidencial:MSF 174/1992 Data da posse: 21/05/1992 Substituiu: Célio Borja (1986-1992)
Exerceu os cargos de procurador da República e consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado ministro do STF em 1983, mas deixou o cargo em 1990 para assumir o Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado novamente ao STF em 1992.
Foto: Roosewelt Pinheiro/Agência Brasil
Ilmar Galvão
Resultado: 48 votos a favor Data da votação: 11/06/1991 Relator no Senado: Lourival Baptista (SE) Mensagem presidencial:MSF 138/1991 Data da posse: 26/06/1991 Substituiu: Aldir Passarinho (1982-1991)
Atuou como advogado e promotor de justiça no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), chegando ao cargo de procurador-geral de Justiça. Também foi desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Tomou posse como ministro do STF em 1988. Faleceu em 2021.
Foto: STF
Marco Aurélio
Resultado: 50 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 22/05/1990 Relator no Senado: Mauro Benevides (CE) Mensagem presidencial:MSF 111/1990 Data da posse: 13/06/1990 Substituiu: Carlos Madeira (1985-1990)
Iniciou sua trajetória como consultor jurídico do Banco do Brasil. Posteriormente, atuou como promotor de justiça no Ministério Público do Estado de Goiás e advogado. Ingressou na magistratura trabalhista como ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e, depois, no Tribunal Federal de Recursos (precursor do STJ). Foi nomeado ministro do STF em 1990.
Foto: Nelson Jr./STF
Carlos Velloso
Resultado: 49 votos a favor, 1 voto contra e 3 abstenções Data da votação: 22/05/1990 Relator no Senado: Lourival Baptista (SE) Mensagem presidencial:MSF 107/1990 Data da posse: 13/06/1990 Substituiu: Francisco Rezek, 1º mandato (1983-1990)
Foi procurador da República do Ministério Público Federal (MPF) e procurador regional eleitoral. Também atuou como presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Foi nomeado ao STF em 1990.
Resultado: 47 votos a favor, 3 votos contra e 1 abstenção Data da votação: 06/06/1989 Relator no Senado: José Paulo Bisol (RS) Mensagem presidencial:MSF 93/1989 Data da posse: 17/08/1989 Substituiu: Rafael Mayer (1978-1989)
Atuou por quase duas décadas como consultor jurídico do Ministério das Relações Exteriores. Foi nomeado ministro do STF em 1989. Na Corte, teve o mais longo mandato da história republicana, com duração de 31 anos.
Foto: Fellipe Sampaio/STF
Sepúlveda Pertence
Resultado: 50 votos a favor, 1 voto contra e 1 abstenção Data da votação: 03/05/1989 Relator no Senado: Maurício Corrêa (DF) Mensagem presidencial:MSF 61/1989 Data da posse: 17/05/1989 Substituiu: Oscar Corrêa (1982-1989)
Teve longa carreira no Ministério Público Federal, atuando como procurador da República e, posteriormente, como procurador-geral da República. Também atuou como advogado. Foi nomeado ministro do STF em 1989. Sua indicação foi a primeira apreciada pelo Senado em sessão aberta, com votação conhecida, após a mudança no Regimento Interno motivada pela nova Constituição. Faleceu em 2023.
Foto: STF
Paulo Brossard
Resultado: desconhecido (sessão secreta) Data da votação: 08/03/1989 Relator no Senado: Mauro Benevides (CE) Mensagem presidencial:MSF 28/1989 Data da posse: 05/04/1989 Substituiu: Djaci Falcão (1967-1989)
Foi o primeiro indicado ao STF depois da promulgação da Constituição de 1988. Era ministro da Justiça desde 1986, e também foi consultor-geral da República (cargo antecessor da Advocacia-Geral da União) de 1985 a 1986. Antes disso, teve longa carreira política, como deputado estadual (1955-1967), deputado federal (1967-1971) e senador (1975-1983). Faleceu em 2015.