Reportagens
Fim de semana tem oficinas, filmes e ações natalinas
Os destaques integram a programação do Cine Brasília, do Museu de Arte de Brasília e da área do Eixo Monumental; confira as atrações
Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader
A agenda cultural no Distrito Federal segue com programação mesmo nos dias que antecedem a festividade do Natal. Quem quiser entrar no espírito natalino pode aproveitar as atividades do projeto Um Sonho de Natal, com estruturas montadas desde a Esplanada dos Ministérios até a Praça do Cruzeiro. Já os que procuram fugir do clima das festas de fim de ano podem optar pelas atrações do Museu de Arte de Brasília (MAB) e do Cine Brasília.
Com investimento de R$ 7 milhões, o projeto Um Sonho de Natal conta com espaços de visitação – Vila do Papai Noel (Esplanada dos Ministérios), Presépio (Praça do Buriti) e Roda Mágica (Praça do Cruzeiro) –, experiências gastronômicas e apresentações teatrais e musicais.

“Este ano, estamos oferecendo muito mais do que a decoração; tem toda a programação cultural, de lazer e imersão no Natal. Nossa expectativa é fazer desse Natal um evento de experiência”, afirma o diretor do projeto, Leonardo Hernandes.
Nesta sexta-feira (22) tem show da DJ La Reina (17h), do Grupo Poser (17h e 19h), da Cia de Cantores Líricos de Brasília (19h) e do DJ Eletromanas (das 17h às 21h). Também tem encenação do teatro para bebês Achadouros, do Criadouros Coletivo, às 18h e 19h. No sábado (23), as apresentações são do DJ Eletromanas (17h), Grupo Poser (17h e 19h), Cia de Cantores Líricos de Brasília (19h), DJ Maraskin (das 17h às 21h) e da Cia A Autêntica Família Firula (18h).
A programação segue até 1º de janeiro, sempre das 17h às 22h, com entrada gratuita. Para assistir aos espetáculos teatrais é preciso retirar o ingresso pelo site do evento.
Programação variada

O Museu de Arte de Brasília está com cinco exposições abertas no espaço. Além da mostra permanente do acervo, estão em cartaz Borboletando, Brasília photo show, O fio que conecta e Infância nos terreiros. Todas podem ser visitadas normalmente na sexta-feira e no sábado, das 10h às 19h; e no domingo (24) com horário reduzido, das 10h às 13h.
“Dois anos após a reabertura, o MAB está em pleno funcionamento com um leque enorme de opções gratuitas e divertidas para os visitantes, sobretudo as famílias com crianças”, destaca o gerente do MAB, Marcelo Gonczarowska.

Além disso, o fim de semana continua com as atividades gratuitas educativas. Na sexta-feira, às 14h30 e às 16h30, ocorrem as oficinas Arte cinética e Monotipia, respectivamente. No sábado, às 10h30, tem contação de histórias, e às 15h, a oficina Descobrindo o acervo com jogos. No domingo, a partir das 10h30, a dinâmica é de brincadeiras populares. A programação é gratuita e livre para todos os públicos.
Rumo ao Oscar
O Cine Brasília exibe na sexta-feira e no sábado na sessão de 10h o filme nacional Uma carta para o Papai Noel. De Gustavo Spolidoro, o longa-metragem mostra o bom velhinho em crise após se sentir abandonado pelas crianças que não se interessam mais por ele, apenas pelos presentes. Ao receber a carta de Johan, Papai Noel forma um vínculo especial com o menino órfão, e os dois partem para uma jornada em busca do passado.
Outro destaque da programação é a estreia do projeto Radar Oscar 2024, com exibição de filmes que podem concorrer à premiação no próximo ano por preços acessíveis. Na sexta, às 14h, tem exibição de Terra de Deus. A produção se passa no final do século 19 e acompanha um padre dinamarquês que viaja para uma parte remota da Islândia para construir uma igreja.
No sábado, o longa-metragem escolhido é Oppenheimer, com sessão às 19h30. Dirigido por Christopher Nolan, o filme narra a história do cientista americano J. Robert Oppenheimer e o papel dele no desenvolvimento da bomba atômica.
*Colaborou Catarina Loiola, da Agência Brasília
Reportagens
Sancionada política de incentivo à formação de professor da educação básica
Política proposta pelo Senado prevê pagamento de bolsa a estudantes que optarem por cursos de licenciatura
Natasha Montier/GERJ
Estudantes que se matricularem em cursos presenciais de licenciatura poderão receberão incentivos para se tornarem professores da educação básica.
Foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (13) a Lei 15.344, que institui a Política Nacional de Indução à Docência na Educação Básica — Mais Professores para o Brasil. Proposta pelo Senado, a política estabelece ações para atrair estudantes para a atividade docente e motivar a permanência deles nos cursos, reduzindo a evasão.
Uma das principais medidas previstas é a oferta de bolsas para alunos com alto desempenho no ensino médio que optarem por cursar licenciatura (tipo de graduação voltado à formação de professores). A prioridade seria dada aos candidatos que cursarem graduações em áreas em que há falta de professores, conforme a região.
Depois de formado, o bolsista deverá permanecer trabalhando na rede pública de ensino da educação básica por pelo menos dois anos. Além disso, bacharéis ou licenciados em áreas com formação pedagógica que optem por atuar em localidades e em áreas de conhecimento com carência de professores também poderão receber bolsas, desde que cursem pós-graduação com foco em docência na educação básica ao longo do período da bolsa.
O texto prevê o aperfeiçoamento dos processos seletivos de novos professores, com a realização anual da Prova Nacional Docente (PND), que subsidiaria os entes federados na seleção de profissionais. A lei propõe ainda campanhas para a divulgação dos benefícios da carreira do magistério e o envolvimento dos graduandos em atividades de pesquisa e extensão em escolas de educação básica.
Proposta do Senado
A norma tem origem em projeto de lei apresentado no Senado. O PL 3.824/2023, do senador Flávio Arns (PSB-PR), foi aprovado no Senado em 2023, mas depois passou por alterações na Câmara dos Deputados, onde foi acatado na forma de um substitutivo (texto alternativo) em outubro de 2025.
Devido a essas modificações, o texto retornou ao Senado para nova análise. A proposta foi então definitivamente aprovada em dezembro, com parecer da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO).
Para a relatora, a iniciativa aumenta a atratividade da carreira docente, fazendo com que mais pessoas escolham a licenciatura no vestibular e permaneçam na profissão depois de formadas.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
Reforma tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026
Empresas já informam CBS e IBS nas notas fiscais, mas cobrança efetiva só começa a partir de 2027
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
A reforma tributária começa a valer de forma gradual a partir deste ano. Desde 1º de janeiro, a maioria das empresas passou a emitir notas fiscais com a indicação dos novos impostos, a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, que são tributos federais. Já o IBS vai substituir o ICMS, dos estados, e o ISS, dos municípios.
Neste primeiro momento, o novo sistema funciona em fase de testes. As informações fiscais são registradas, mas ainda não há cobrança efetiva dos novos tributos.
O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta que resultou na Emenda Constitucional 132, afirma que a reforma traz simplificação e mais transparência ao sistema tributário.
“Essa reforma vai impactar profundamente o país, porque traz a simplificação tributária, elimina a cumulatividade e aumenta a transparência. Hoje, o cidadão não sabe quanto paga de imposto”, afirmou.
A cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo — que incide sobre produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente (veja infográfico) — começa em 2027.
Já o IBS entra em fase de transição a partir de 2029, com a extinção total do ICMS e do ISS prevista para 2033.
O deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), relator do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara, destacou que a medida foi regulamentada pela Lei Complementar 214/25, aprovada no ano passado.
“Estamos criando um novo sistema tributário que ajuda na reindustrialização do país e acaba com a guerra fiscal entre os estados, que prejudicou a sociedade brasileira”, disse.
Outra etapa da reforma foi relatada pelo deputado Mauro Benevides Filho (PDT-CE). O texto, aprovado pela Câmara e pelo Senado, ainda aguarda sanção presidencial.
Para Benevides, os efeitos completos da reforma, previstos para 2033, devem reduzir custos e gerar empregos.
“Isso vai significar uma diminuição do custo de produção e também um aumento do emprego na economia brasileira”, afirmou.
Entre as novidades da reforma está o cashback tributário, que prevê a devolução de parte dos impostos a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.
Além disso, os produtos da cesta básica terão alíquota zero dos tributos sobre consumo.
Durante a tramitação da reforma, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou o trabalho conjunto do Legislativo e do Executivo para construir um modelo com menos burocracia, mais agilidade e menor custo para o cidadão contribuinte.
Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Lei autoriza pagamento retroativo de direitos suspensos na pandemia
Norma foi publicada hoje no Diário Oficial da União
Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que autoriza o pagamento retroativo para servidores da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios, de direitos remuneratórios – como anuênios, triênios, quinquênios, sexta-parte e licença-prêmio – que haviam sido congelados em razão da pandemia da covid-19.

A lei foi publicada nesta terça-feira (13) no Diário Oficial da União e estabelece que os pagamentos estão relacionados ao período entre 28 de maio de 2020 e 31 de dezembro de 2021. De acordo com a norma, os benefícios serão pagos desde que o ente federativo tenha decretado estado de calamidade pública à época da pandemia e conte com orçamento disponível.
Em nota, o Palácio do Planalto reforçou que deve ser respeitada a disponibilidade orçamentária da União, de estados, do Distrito Federal e de municípios e destacou que a norma tem caráter autorizativo, ou seja, permite que cada ente federativo decida, de forma autônoma e por meio de lei própria, sobre o pagamento retroativo das vantagens pessoais em questão.
“Durante o período do regime emergencial, a legislação impediu a concessão dessas vantagens e a contagem do tempo necessário para adquiri-las, como forma de controlar os gastos públicos. Com o fim do estado de emergência sanitária, a proposta busca corrigir os impactos dessas restrições e devolver aos entes federativos a autonomia para decidir sobre o tema”, explica o comunicado.
Ainda de acordo com o Palácio do Planalto, do ponto de vista fiscal, a lei não gera despesas automáticas nem obriga pagamentos imediatos. “Qualquer recomposição fica condicionada à disponibilidade de recursos no orçamento, à estimativa de impacto financeiro e à autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias”.
“A norma também impede a transferência de custos para outro ente, como a União, preservando a responsabilidade fiscal e os recursos públicos”, diz o Planalto.
Entenda
A norma teve origem no Projeto de Lei Complementar 143/2020, de autoria da senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), aprovado no Senado no final de dezembro de 2025 com relatório favorável do senador Flávio Arns (PSB-PR).
Durante a votação da matéria no plenário, Arns lembrou que a medida não traz qualquer criação de despesa a mais, uma vez que o valor já estaria previsto no Orçamento. Para o senador, a Lei Complementar 173 de 2020 impôs restrições severas à contagem de tempo para vantagens funcionais com o objetivo de conter gastos públicos em um momento de crise.
Tais restrições, na avaliação do parlamentar, embora justificadas no contexto emergencial da covid-19, acabaram produzindo prejuízos duradouros aos servidores, que continuaram exercendo suas funções, muitas vezes em condições difíceis, sem que pudessem usufruir de direitos que normalmente decorreriam do tempo de serviço.
Para Arns, a nova lei “restabelece esse equilíbrio, reconhecendo o esforço e o trabalho prestado, sem romper com a lógica de responsabilidade fiscal”.
O senador alterou o texto original do projeto para substituir a expressão “a servidores públicos” para “ao quadro de pessoal”, ou seja, a mudança valerá para servidores públicos efetivos e para empregados públicos contratados por meio da CLT.
* Com informações da Agência Senado
-
Artigos4 meses ago23 de setembro dia de Padre Pio
-
Artigos4 meses agoSÃO LOURENÇO: UM MEMORIAL PARA A CIDADE
-
Reportagens3 meses agoTV Brasil e Canal Gov transmitirão Círio de Nazaré neste domingo
-
Reportagens3 meses agoGDF leva Harlem Globetrotters a Ceilândia em ação social com estudantes
-
Reportagens4 meses agoMúsica brasileira se destaca no Grammy Latino 2025
-
Artigos4 meses agoESG Summit Brasília 2025
-
Reportagens3 meses agoDe cara nova, Parque da Cidade celebra 47 anos como espaço de lazer, convivência e memória
-
Reportagens3 meses agoParque da Cidade chega aos 47 anos como símbolo de qualidade de vida na capital