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Brasília: Cadeiras de rodas motorizadas são entregues a pacientes cadastrados

Ao todo, foram distribuídos 113 equipamentos desse tipo em 2023. O aparelho, gratuito, é destinado a pacientes com graves restrições de movimento, que não possuam opções de recurso de mobilidade independente

 

Agência Brasília* | Edição: Igor Silveira

 

A Oficina Ortopédica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) entregou, na sexta-feira (22), nove cadeiras de rodas motorizadas a usuários cadastrados. Somadas a essas, outras 104 já haviam sido distribuídas neste ano. O equipamento, gratuito, é destinado a pacientes com graves restrições de movimento, que não possuam opções de recurso de mobilidade independente.

Para o morador do Riacho Fundo II Clênio Ventura, o dispositivo significa um avanço em sua qualidade de vida. “Antes de ter a cadeira motorizada, tudo era muito limitado. Eu ia ao shopping olhar uma roupa, um calçado e precisava pedir para alguém ficar virando a cadeira de um lado ao outro, para que eu pudesse ver o que queria”, lembra.

O equipamento, gratuito, é destinado a pacientes com graves restrições de movimento, que não possuam opções de recurso de mobilidade independente | Fotos: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF

Clênio faz parte da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP), que tem sede em Zurique, na Suíça, e seus quadros estão expostos mundo afora. O artista explica que a cadeira lhe proporciona mais autonomia e um sentimento de independência que não via desde que se acidentou, mais de 30 anos atrás, ao fazer um mergulho em uma barragem entre Brasília e Águas Lindas.

“A primeira vez em que saí com a minha cadeira motorizada, que virei a esquina da rua e percebi que estava só eu e ela, foi uma sensação de liberdade. Em todos esses anos de lesão, nunca tinha ficado só. Foi uma felicidade, uma satisfação muito grande. Quando estou nela, me sinto livre e responsável por mim mesmo. Vou para onde quero”, conta.

Em agosto de 2023, a SES-DF realizou um procedimento de registro de preços para a aquisição dos materiais ortopédicos com o objetivo de contemplar todos os pacientes atualmente cadastrados na fila de espera da rede

A cadeira também representa maior mobilidade ao morador de Planaltina Vaninho Rodrigues. Foi a sua primeira vez em um equipamento desse tipo. Para ele, a entrega da SES-DF é como um verdadeiro presente de Natal. “Com a cadeira, mesmo ainda não indo muito longe de casa, dá para andar sozinho. Vou ter mais liberdade com ela”, diz, satisfeito.

Pessoas com Deficiência em foco

As cadeiras motorizadas são feitas sob medida, sendo personalizadas de acordo com as necessidades de cada paciente. As entregas costumam ser realizadas coletivamente, em grupos que variam entre 10 e 15 usuários, de modo que a equipe do Núcleo de Produção de Órteses e Próteses (Nupop) da SES-DF possa dar orientações completas sobre o uso do material, que inclui motor e bateria.

A Oficina Ortopédica de Brasília integra a Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência (RCPD), instituída pelo Ministério da Saúde em 2012 com o objetivo de ampliar o acesso e qualificar o atendimento a pessoas com deficiência no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). A oficina é composta por dois núcleos: além do Nupop – responsável, dentre outras funções, pelo fornecimento de 13 tipos de cadeiras de rodas –, consta o Núcleo de Atendimento Ambulatorial de Órteses e Próteses e Materiais Especiais (Naopme), a cargo da avaliação e cadastro dos usuários do SUS que necessitam de meios auxiliares de locomoção.

As cadeiras motorizadas são feitas sob medida, sendo personalizadas de acordo com as necessidades de cada paciente

A chefe do Nupop, a fisioterapeuta Mariane Ramos, explica que, durante 2023, foram cadastrados mais de 4 mil pacientes, assistidos e contemplados com diversos equipamentos, dentre coletes torácicos, andadores, bengalas, muletas, aparelhos de CPAP e BIPAP, além de órteses e próteses de membro inferior e superior, tanto para crianças quanto para adultos. “Por meio de visitas técnicas, participação em jornadas e capacitações de servidores da rede, a Oficina Ortopédica contribui com a qualificação dos profissionais e a ampliação da oferta de produtos adequada aos pacientes acompanhados pelo SUS”, diz.

Em agosto de 2023, a SES-DF realizou um procedimento de registro de preços para a aquisição dos materiais ortopédicos com o objetivo de contemplar todos os pacientes atualmente cadastrados na fila de espera da rede.

Como ter acesso

Para adquirir órteses e próteses ambulatoriais, o usuário precisa agendar avaliação e comparecer Naopme, situado na Estação do Metrô da 114 Sul, Praça do Cidadão, e apresentar os seguintes documentos originais:

– Identidade com foto ou certidão de nascimento para menor de 12 anos;
– Cadastro de Pessoa Física (CPF);
– Cartão Nacional do SUS;
– Número do cadastro SES (o usuário pode realizar seu cadastro na unidade básica de saúde mais próxima de sua residência);
– Comprovante de Residência atualizado;
– Solicitação de profissional da área de saúde do SUS.
– Após o cadastro no Banco de Dados do Programa de Órteses e Próteses, os pacientes passarão por uma avaliação realizada por especialista em saúde do Naopme. O tempo de espera para a realização do cadastro é de aproximadamente 15 minutos. Já as avaliações são realizadas por ordem de chegada ou podem ser agendadas presencialmente e ainda pelo telefone 3449-4266, pelo Agenda DF ou por mensagem de WhatsApp no número (61) 99166-6218

Todos os produtos fornecidos pela SES-DF são gratuitos.

*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)

 

 

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Projeto prevê aplicação de multa à distribuidora de energia elétrica em caso de falha no fornecimento

EM TRAMITAÇÃO

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Foto: Reprodução/Web

Valor deverá ser compensado como crédito na fatura do usuário. A ideia é ressarcir os consumidores pelos prejuízos, além de estimular investimentos nas redes elétricas

O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Robério Negreiros (PSD), apresentou um projeto de lei (PL 927/24) com o objetivo de determinar a aplicação de multa à concessionária de energia elétrica quando houver falha no fornecimento do serviço. A ideia é que sejam criados mecanismos para ressarcir os consumidores por ocasionais prejuízos, bem como estimular investimentos nas redes elétricas e, assim, melhorar a qualidade do serviço prestado.

O valor referente à multa indenizatória, de acordo com a proposta, deverá ser compensado como crédito na fatura de consumo do usuário. A multa será fixada no equivalente a cinco vezes a média do consumo, considerado o intervalo de tempo em que ocorrer falha no fornecimento de energia, e terá como base de cálculo o consumo dos últimos seis meses.

Defesa do consumidor

A proposta foi apresentada após recentes apagões que deixaram centenas de moradores sem luz em algumas regiões administrativas do DF. Para o distrital, esse tipo de situação impede, inclusive, o funcionamento de estabelecimentos e dificulta a expansão dos negócios para que as necessidades da população sejam atendidas.

 

 

Segundo o autor do projeto, por diversas razões as distribuidoras ainda alegam que a queima de itens eletroeletrônicos não é de sua responsabilidade e que os usuários não comprovam que os estragos são consequência das oscilações.“Todos sabem que a falta de energia pode danificar aparelhos eletrônicos, causando prejuízos aos consumidores, e é necessário estabelecer mecanismos para ressarcir tais danos”, defende Robério.

Por esse motivo, a proposta, afirma o parlamentar, tem como intuito garantir direitos e proteger o consumidor do DF. “O fornecimento de energia elétrica é um caso claro de relação de consumo, onde o consumidor é parte extremamente hipossuficiente, razão pela qual seus direitos devem ter tratamento diferenciado”, justifica o distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Robério Negreiros

Agência CLDF

 

 

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Recintos do Zoológico de Brasília são reformados para bem-estar dos animais

Estão em obras os espaços destinados a micos, onças, ariranhas e cervídeos. No caso do micário, ampliação está sendo feita para abrigar dois novos bichos que chegaram ao Zoo

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Em breve, alguns espaços do Zoológico de Brasília estarão de cara nova. Os recintos dos micos, das onças, das ariranhas e dos cervídeos estão em obras para garantir ambientes mais confortáveis para os animais. As intervenções incluem benfeitorias, como pintura, e ampliação, com a criação de novas áreas. Para realizar os trabalhos estão sendo utilizados recursos do Governo do Distrito Federal (GDF) e de emenda parlamentar, num total superior a R$ 1 milhão.

O micário ganhou dois novos recintos que receberão um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

A grande novidade é a extensão do micário. O espaço ganhou dois novos recintos que serão usados para abrigar dois animais que chegaram ao Zoo vindos de outros estados: um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada. O primeiro já está integrado no plantel antigo, enquanto o outro segue no Hospital Veterinário aguardando a liberação para a exposição.

“Precisamos ampliar os espaços adequando às novas normas e algumas exigências que precisamos cumprir. Tem mais ou menos 15 anos que não se tinha entrega aqui no Zoológico”, revela o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Wallison Couto.

O recinto das onças-pintadas, que já havia passado por intervenções com o aumento da grade e a instalação da cerca elétrica, agora terá outras melhorias. Além de uma nova pintura interna, o espaço voltará a ter uma área com água para os animais poderem nadar. “Tem um tempo já que a parte de água das onças não está funcionando. Vamos revitalizar para que possa voltar a funcionar novamente. Também vamos fazer uma cascata para o bem-estar dos animais”, adianta.

O espaço dedicado aos cervídeos vai ser equipado com um tanque de 24 metros quadrados

As obras se estendem, ainda, para o recinto das ariranhas, onde foi feita a pintura, a reforma do tanque e a recuperação de toda a área, e para o espaço dos cervídeos, onde fica o cervo-do-pantanal, com adaptação para a implantação de um tanque de 24 metros quadrados.

“Todas essas reformas, melhorias e construções foram pensadas para melhorar o ambiente interno dos animais. Temos um planejamento para os próximos cinco anos. O nosso trabalho aqui é de preservação e conservação ambiental. Criamos um cenário para que os animais se sintam bem”, esclarece o diretor-presidente.

Aprovação do público

A analista de sistemas Josiane da Cruz, 31 anos, passou a manhã com as filhas, as gêmeas Helena e Catarina, 3, no Zoológico. Esse é um passeio que a família adora. Ela se mostrou animada com as reformas no espaço. “Sem dúvida vai ser mais agregadora para o Zoológico e para as pessoas que estão vindo aqui fazer uma visita”, define.

Enyo Guimarães elogia as melhorias no espaço das onças-pintadas: “Vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”

Para Josiane, o local é uma ótima opção de lazer e de contato com a natureza. “É um excelente lugar para trazer as crianças. Percebemos muitas melhorias. O Zoológico está bem limpinho e legal para passearmos com as crianças”, acrescenta.

O empresário Enyo Guimarães, 35, foi até o Zoo para fazer turismo e se surpreendeu com o espaço. Ele elogiou a iniciativa da FJZB de reestruturar os recintos. “Acredito que a reforma vai ser boa, porque sabemos que as onças gostam de contato com a água. Até para evitar que o animal fique estressado é importante”, diz. “E para nós, como visitantes, vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”, analisa.

A empresária Romy do Socorro, 47, veio do Maranhão para conhecer o Zoológico. Essa foi a primeira experiência dela num espaço deste tipo. “Fiquei apaixonada, me encantei”, afirma. Sobre as obras, ela destacou: “Toda benfeitoria é bem-vinda, a população agradece. Quem ganha somos nós”.

 

 

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Força-tarefa define medidas para fortalecer acolhimento familiar

Recomendações foram publicadas hoje no Diário Oficial

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniu várias instituições, como ministérios e colegiados de assistência social, em uma força-tarefa para garantir o direito de convivência familiar a crianças, adolescentes e jovens mesmo durante medida protetiva de acolhimento. Uma recomendação conjunta foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23), com objetivos e orientações.

O texto orienta que União, estados, Distrito Federal, municípios, Poder Judiciário e o Ministério Público trabalhem em regime de colaboração com a sociedade civil, para atingir objetivos como a implementação e a ampliação dos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora do Sistema Único de Assistência Social, por exemplo. Também recomenda um esforço para promover a transição da modalidade de acolhimento institucional para acolhimento familiar.

O principal objetivo é permitir que crianças e adolescentes afastados da família de origem por qualquer razão, possam aguardar uma solução em ambiente familiar, por meio de adoção temporária, por exemplo. Esse formato daria lugar à permanência do menor de 18 anos em instituições, até que ele possa ser reinserido na família ou que seja adotado de forma permanente.

As recomendações incluem a meta de garantir o acolhimento em ambiente familiar de, pelo menos, 25% da demanda do país até 2027.

O documento indica estratégias para atingir os objetivos estabelecidos, como o financiamento por diferentes frentes para ampliação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, bem como o direcionamento dos recursos disponíveis preferencialmente para essa modalidade.

A estruturação, oferta e qualificação de formação inicial e de educação permanente para os atores envolvidos na transição, também são medidas previstas para alcançar metas e objetivos.

Mais do que recomendações, o documento é também um compromisso das instituições participantes de concentrar esforços em medidas que possibilitem a transição, como o estudo da situação de cada caso, a elaboração e implementação do Plano Individual de Atendimento (PIA), de forma intersetorial e o envio de relatórios trimestrais para o Poder Judiciário, pelo Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, por exemplo.

Além do CNJ, assinam o documento ministros e presidentes do Conselho Nacional do Ministério Público, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério do Planejamento e Orçamento, Conselho Nacional de Assistência Social, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente.

Edição: Graça Adjuto

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