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Os viveiros da Novacap que fazem de Brasília um jardim a céu aberto

Espaços foram fundados com a missão de espalhar árvores, flores e arbustos pelo Distrito Federal; o resultado está nas ruas da capital, que tem quatro vezes mais áreas verdes do que o recomendado pela Organização Mundial da Saúde

 

Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Carolina Lobo

 

Cidade-parque, Brasília é um jardim a céu aberto. É o que mostram os números: existem 5,5 milhões de árvores em todo o Distrito Federal, 186 milhões de metros quadrados de grama e 650 jardins em áreas públicas e oficiais ornamentadas com flores e arbustos. As plantas distribuídas pelas regiões administrativas (RAs) são desenvolvidas nos dois viveiros da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), coordenados pelo Departamento de Parques e Jardins (DPJ).

‌A história dos espaços é contada pela Agência Brasília, em mais uma matéria da série especial #TBTdoDF, que aproveita a sigla em inglês de throwback thursday (em tradução livre, “quinta-feira de retrocesso”) para reviver o passado brasiliense.

O primeiro viveiro foi fundado na década de 1960, com o objetivo de desenvolver as árvores que iriam colorir as entrequadras e praças da cidade. Localizado onde hoje fica o Park Way, o espaço mantém a produção de flores, arbustos, palmeiras e plantas de sombra. São 26 hectares ocupados por 30 estufas, galpões de armazenamento e área administrativa.

O reduto de plantas passou por reforma estrutural e foi entregue, de cara nova, em setembro de 2023. O investimento foi superior a R$ 3,4 milhões, verba originária do orçamento do Governo do Distrito Federal (GDF). Foram 12,6 mil metros quadrados de obra, incluindo pavimentação de áreas de acesso e a construção de calçadas até a reestruturação de espaços comuns e destinados ao cultivo de plantas.

O Viveiro I, no Park Way, passou por reforma estrutural, incluindo pavimentação de áreas de acesso, construção de calçadas e reestruturação de espaços comuns e destinados ao cultivo de plantas | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Agora, os serviços de recuperação se concentram no segundo viveiro, construído em 1972. Serão reformados os espaços de produção e manejo das plantas, bem como áreas administrativas e de circulação de veículos e pedestres. Com 78 hectares, o Viveiro II fica no Setor de Oficinas Norte e é dedicado ao desenvolvimento e manejo de árvores. Centenas de ipês, flamboyants, paineiras, quaresmeiras, cambuís e magnólias, entre muitas outras espécies, ocupam galpões e estufas, antes de serem deslocadas para as RAs.

“Anualmente, os dois viveiros da Novacap desenvolvem mais de 80 espécies de flores, mais de 300 espécies de arbustos, de plantas de sombra e palmeiras, além de mais de 200 tipos de árvores. Então, é o principal agente arborizador no DF”Fernando Leite, presidente da Novacap

Tudo que é produzido nos espaços da Novacap alimenta ações pontuais nas RAs e, principalmente, o Programa Anual de Arborização. O plano deste ano foi lançado no sábado (24) pelo governador Ibaneis Rocha, em evento no Guará. A previsão é de que cerca de 100 mil mudas sejam integradas a praças, canteiros, bosques e outros espaços por todo o Distrito Federal.

“Anualmente, os dois viveiros da Novacap desenvolvem mais de 80 espécies de flores, mais de 300 espécies de arbustos, de plantas de sombra e palmeiras, além de mais de 200 tipos de árvores. Então, é o principal agente arborizador no DF”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite. “Fazemos o plantio de 100 mil mudas de árvores por ano, seguindo esse programa; e, para este ano, planejamos uma ação gigantesca, o que vai deixar nossa cidade ainda mais verde e florida.”

‌Os primeiros jardins

O chefe do DPJ da Novacap, Raimundo Silva, explica que a construção da nova capital exigiu a remoção da vegetação nativa. Concluídas as obras, o desafio passou a ser a arborização da região. “O Cerrado original teve que ser retirado para que os palácios e edifícios pudessem surgir”, relata. “Partimos praticamente do zero e, hoje, temos 5,5 milhões de árvores plantadas no DF, das quais a grande maioria foi produzida nos nossos viveiros. Os espaços, essenciais para o DF, são abertos ao público. Basta entrar em contato conosco e agendar a data e o horário da visita”.

As primeiras mudas plantadas em solo brasiliense vieram de diversos cantos do país, conforme revela a chefe da Divisão de Agronomia do DPJ, Janaina Gonzáles. “No entanto, na década de 1970, muitas das árvores foram perdidas, porque não se adaptaram ao clima do Cerrado. Com isso, deu-se início a uma pesquisa profunda sobre quais espécies seriam as melhores para a cidade”, conta.

Atualmente, mais de 60% das espécies de árvores que enfeitam o DF são nativas do Cerrado. É o caso do ingá-mirim e do ingá-colar, que despontam logo em janeiro, bem como dos ipês, do jatobá-da-mata e do jatobá-do-cerrado, que florescem em junho. Já entre as mudas de outras vegetações adaptadas ao Quadradinho, há o pau-brasil e o oiti, espécies da mata atlântica. As árvores do pau-brasil caracterizam-se por flores amarelas que abrem em meados de setembro. Também em tons amarelados, sendo algumas brancas, as flores do oiti dão o ar da graça em novembro.

O agrônomo Ozanan Coelho, que plantou os primeiros jardins da capital, disse: “A paisagem de Brasília é absolutamente singular” | Foto: Divulgação/Novacap

Conhecido como o homem que plantou os primeiros jardins da capital, o agrônomo Ozanan Coelho disse, em entrevista realizada em 2009, que “a arborização de Brasília foi uma epopeia, como a própria construção da cidade.” Nordestino, ele chegou à capital em 1969 para trabalhar no controle de doenças e pragas do Viveiro I. Um mês depois, envolveu-se na construção da Praça do Buriti e na ornamentação de outras áreas da cidade. Ozanan faleceu em 2016, aos 72 anos.

“Sou muito suspeito para falar, mas eu acho que a paisagem de Brasília é absolutamente singular. Em Brasília você vai ver ipê-branco, amarelo, roxo, quaresmeira, copaíba, jequitibá-do-cerrado, landim, pombeiro… você vai ver coisas que não existem nas outras cidades, uma coisa absolutamente só de Brasília”, defendeu, em outra entrevista de 2009.

‌Um trabalho a muitas mãos

A Novacap é responsável por todas as etapas de manejo das árvores, flores e arbustos do DF. As sementes das árvores são coletadas em matrizes catalogadas no DF e preparadas para a semeadura no Viveiro I. Depois, são reservadas em câmaras frias e expedidas para o destino final quando prontas para o plantio. O processo dura de dois a quatro anos, dependendo da espécie da árvore. Já as flores podem ser coletadas por sementes ou por poda vegetativa, dependendo da espécie. Em seguida, vêm o beneficiamento, o transplantio, a manutenção e a expedição – caminho que ocupa de 30 a 60 dias.

Jardineira dos viveiros da Novacap Liza da Silva: “Quando passamos por outro lugar a gente percebe que Brasília realmente é um jardim. Nenhum outro lugar é tão bonito quanto aqui” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

Cada etapa faz parte do currículo da jardineira Liza da Silva, 59 anos – dos quais 23 são dedicados aos viveiros. Atualmente, ela trabalha com os cuidados diários com as plantas de sombra. “Eu amo isso aqui; depois da minha casa, é o melhor lugar do mundo”, declara. “E a reforma transformou esse lugar. Quando cheguei, sempre escutava: ‘Lisa, não passa para aquele lado, porque as telhas têm risco de queda’. Foi uma luta para conseguir as melhorias, mas não desistimos, e muita coisa melhorou”.

‌Assim como outros funcionários da companhia, ela se sente orgulhosa de fazer parte do que traz embelezamento ao DF. “Quando passamos por outro lugar, a gente percebe que Brasília realmente é um jardim. Nenhum outro lugar é tão bonito quanto aqui”, enfatiza Liza, que nasceu em Goiânia (GO) e é mãe de dois filhos.

Ao todo, a produção das árvores, flores e arbustos reúne esforços de 56 empregados públicos e cerca de 100 reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus). Ainda há espaço para mais trabalhadoras, já que o contrato com a instituição prisional permite a contratação total de 200 reeducandas. Podem se candidatar ao cargo sentenciadas do regime aberto ou semiaberto e aquelas submetidas a medidas de segurança.

“A atuação delas aqui é importantíssima para nós. Estão presentes em todas as etapas de produção de mudas – desde a coleta de sementes, beneficiamento, semeadura, desbaste, repicagem, tratos culturais, até a confecção dos vasos. Para elas, a experiência nos viveiros é ainda mais impactante, porque auxilia diretamente na ressocialização. Aqui, estão em contato com a natureza e têm, a cada três dias trabalhados, direito a um dia de remissão da pena”, esclarece a chefe da Divisão da Agronomia.

‌Cirsa Miranda, 62, é uma das reeducandas que trabalham no Viveiro I da Novacap. Ela faz parte do primeiro grupo contratado, iniciado em 7 de março de 2017 com apenas 30 mulheres. “Quando cheguei, não gostava de planta de jeito nenhum. Não sabia mexer e nem sentia vontade. O tempo passou e essas plantinhas são meus xodós”, conta a mãe de quatro filhos. “Tem flor aqui que ninguém consegue colocar no vaso do jeito certo, só eu. Faço uns 50 vasinhos por dia, com todo carinho do mundo, porque vão enfeitar a vida das pessoas”.

A produção das árvores, flores e arbustos reúne esforços de cerca de 100 reeducandas da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus); Cirsa Miranda é uma das que trabalham no Viveiro I da Novacap | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

‌Quem também tem enraizado em si um amor pelos viveiros e pela arborização de Brasília é a própria chefe da Divisão de Agronomia, Janaina González, que há mais de 26 anos trabalha na Novacap. A gestora participou de todas as fases da produção ao longo da carreira, incluindo a introdução de uma nova espécie de árvore no DF. A planta é o angico-farinha-seca, que, apesar de ser nativa do Cerrado, não existia na capital federal. Hoje, está presente em diversos lugares, principalmente ao longo do Eixo Sul.

Chefe da Divisão de Agronomia, Janaina González: “Os viveiros são exemplo para o país inteiro” | Foto: Tony Oliveira/Agência Brasília

“Sou muito apaixonada pelo trabalho que eu faço. Sou técnica agrícola de formação e trabalhei uns 15 anos na equipe de coleta de sementes”, relembra. “Os viveiros são exemplo para o país inteiro. Hoje conseguimos ver mudas que saíram pequenas do viveiro, foram plantadas pelo DF, passaram por vários climas e intempéries e estão aí, ornamentando a nossa cidade e servindo de matriz para outros exemplares. Isso é muito gratificante, e tenho muito orgulho de trabalhar nos viveiros desde o primeiro dia que entrei na Novacap, em 4 de fevereiro de 1998. Me sinto realizada fazendo essa produção.”

Atenção

O plantio de árvores pela população deve ser orientado por equipes técnicas da Novacap, para evitar prejuízos estruturais e até acidentes. O serviço pode ser solicitado pela Ouvidoria-Geral do Distrito Federal, por meio do telefone 162 ou pelo site.

 

 

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NASCIMENTO DO LAGO PARANOÁ

O Lago Paranoá foi idealizado muito antes da construção de Brasília, tendo sua primeira proposta formalizada pelo botânico e paisagista francês Auguste François Marie Glaziou, paricipante da segunda Missão Cruls, em 1894.

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No seu relatório, Glaziou identificou uma depressão topográfica na região e sugeriu o represamento do rio Paranoá para criar uma bacia de água indispensável ao abastecimento da futura capital.

Glaziou escreveu: “Entre dois grandes chapadões na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe imensa planície em parte sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa (…) É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte – barragem (…)  formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

O projeto do paisagista visava amenizar o clima seco do Planalto Central, garantir o fornecimento hídrico, gerar energia e proporcionar um elemento ornamental e de lazer para a população.

Em 1956, o plano de Glaziou foi incorporado e adaptado pela Novacap para compor o Edital do Concurso Nacional do Plano Piloto da Nova Capital do Brasil.

Em março de 1957, quando da abertura do Concurso, todos os 26 projetos constavam a construção do Lago Paranoá, como aconteceu com o projeto vencedor, do urbanista Lucio Costa.

 

O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Missão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

 

 

DESCRIÇÃO COMPLETA

 

Essa é a descrição completa feita por Auguste Glaziou, no relatório da Segunda Missão Cruls, em 1894, apontando a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:

Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.” 

 

 

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A MAGIA EM FLORES

A Cidade Canção primaverou-se!

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Nos anos 1970, ao entrar pela primeira vez na Catedral Metropolitana Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, em Maringá, fiquei muito impressionado. Trata-se de uma das mais altas e belas basílicas da América Latina. Depois, caminhando pelas ruas da cidade, a música “Maringá, Maringá” logo me veio à memória. Cidade e canção parecem feitas uma para a outra, unidas por melodia, harmonia e ritmo. Embora separadas por 15 anos de história, a obra musical do mineiro Joubert de Carvalho e o terceiro maior município do Paraná compartilham a mesma beleza e a mesma alma. Conheça a seguir como essa bonita sintonia moldou o destino urbano e social da cidade e da região.

 

MARINGÁ: A CIDADE E A CANÇÃO

“Maringá… Maringá”, a melodia, nasceu primeiro, em 1932. Quinze anos depois, em 10 de maio de 1947, era fundado o município paranaense. A obra-prima de Joubert Gontijo de Carvalho (1907–1977) surgiu após um diálogo marcante com o ex-governador da Paraíba, José Américo de Almeida, então ministro da Viação e Obras Públicas de Getúlio Vargas e autor do clássico literário “A Bagaceira” (1928). Quem fez a aproximação de José Américo de Almeida com o compositor foi Rui Carneiro (1906-1977), então oficial do gabinete do Ministério da Aviação, natural de Pombal, uma cidade centenária ao norte da Paraíba.

Rui Carneiro era jornalista e advogado, mais tarde foi deputado federal e senador pela Paraíba. Carneiro e José Américo relataram ao compositor o sofrimento do povo nordestino com a seca severa. E deram, como exemplo,  a cidade de Ingá, no agreste da Paraíba, a 100km de João Pessoa. Inspirado pelo relato, Joubert de Carvalho (mineiro de Uberaba) que já colecionava sucessos na voz de Carmen Miranda, como “Taí – Eu fiz tudo prá você gostar de mim”, criou uma personagem retirante fictícia chamada Maria. Da junção de “Maria de Ingá” surgiu o neologismo que batizou a música romântica e nostálgica. Mal sabia o compositor que aquele sucesso estrondoso seria o nome, 15 anos mais tarde, de uma das cidades mais prósperas do Sul do país e, ainda, lhe daria o nome de uma importante rua.

 

 

MARINGÁ: MODELO DE GESTÃO

Visão de presente e de futuro. Maringá saiu na frente, no Brasil, trazendo a sociedade civil organizada para participar no planejamento econômico sustentável da administração da cidade. Com o objetivo de propor ações efetivas para garantir o desenvolvimento sustentável de toda a região geoeconômica, proporcionando qualidade de vida e condições dignas aos cidadãos, em gestão compartilhada com o poder público, Maringá criou em 1996, o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM. O órgão nasceu com o Movimento Repensando Maringá. No cinquentenário de Maringá, em 1997, houve a posse dos primeiros conselheiro.

Ao longo dos anos, o CODEM não só se consolidou como referência em planejamento socioeconômico sustentável, sempre com a participação ativa da sociedade civil, entidades e lideranças locais, como serviu de exemplo para a criação de órgão similar em muitas cidades brasileiras.

Hoje, mais de 20 cidades brasileiras, inclusive Brasília, usam esse modelo de governança inspirado no modelo pioneiro do CODEM/CODESE de Maringá (PR), com o objetivo de planejar o crescimento urbano e socioeconômico sustentável da região para as próximas décadas.

 

SAIBA MAIS

Veja duas outras matérias:

1) O batismo e a

cronologia da criação e urbanização.

2) Como o modelo de gestão participativa levou

 o município de Maringá a bater recordes

de competitividade e de sustentabilidade.

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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