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Feira de turismo é apresentada a embaixadas para divulgação dos destinos nacionais

Representantes de diversos países se reuniram em encontro promovido pela Setur, em parceria com a Serinter e a Fecomércio, sobre a maior feira de turismo da América Latina, que será em Brasília, em setembro

Encontro no Centro de Convenções Ulysses Guimarães reuniu, nesta quinta (4), representantes de embaixadas para a apresentação da 51ª edição da Abav Expo, que será realizada em Brasília, em setembro | Foto: Ana Carolina/Setur-DF

 

Por Agência Brasília* | Edição: Débora Cronemberger

 

Em setembro, Brasília vai sediar a maior feira de turismo da América Latina, a 51ª Abav Expo, na Arena BRB Mané Garrincha, entre os dias 25 e 27 de setembro. Está prevista a participação de 30 mil pessoas, reunindo os principais players do setor para promover a conexão com os agentes de viagens. Esta edição contará com um espaço diferenciado, exclusivo de Brasília, uma área reservada para as embaixadas.

Nesta quinta-feira (4), a Secretaria de Turismo, em parceria com a Secretaria de Relações Internacionais (Serinter) e a Fecomércio, recebeu, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, embaixadores e representantes para uma apresentação elaborada pela Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav). O objetivo é incentivar a participação dos países, possibilitando uma ampla divulgação dos destinos nacionais.

Todos os estados brasileiros estarão presentes na feira, demonstrando suas culturas, tradições e atrativos. Para a diretora-executiva da Abav Nacional, Jerusa Hara, essa será uma excelente oportunidade para internacionalizar o evento e criar novas conexões para os destinos nacionais. “Nunca fizemos antes uma área de embaixadas e aqui, em Brasília, conseguimos realizar isso. É muito importante para a internacionalização da feira. Queremos promover o Brasil como destino receptivo, assim como incentivar os brasileiros a viajar para o exterior, pois isso gera uma via de mão dupla, permitindo ampliar voos e ter mais opções”, afirma.

Brasília, com cerca de 130 embaixadas, facilita o contato mais próximo com embaixadores e representantes dos países. O secretário de Turismo, Cristiano Araújo, afirma que a realização da Abav na capital do país abrirá portas para novas parcerias e projetos. “Costumo dizer que a Abav Expo é a Copa do Mundo do Turismo. Por isso, precisamos incluir as embaixadas. A feira é uma grande vitrine de destinos, repleta de possibilidades. Tenho certeza de que faremos um grande evento e que Brasília será o grande destaque. Temos muito a oferecer em termos de destinos e atrativos”, reforça o secretário.

Os secretários de Relações Internacionais, Paco Britto, e de Turismo, Cristiano Araújo, a presidente do Conselho de Administração da Abav, Ana Carolina Medeiros, e o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, participaram da apresentação no Centro de Convenções Ulysses Guimarães

A feira não acontece em Brasília há mais de 20 anos. Para o secretário de Relações Internacionais do Distrito Federal, Paco Britto, a Abav escolheu o lugar certo para a realização da 51ª edição. “O Distrito Federal, com a Fecomércio, fará a recepção necessária para realizar um dos melhores encontros de turismo do país. A Abav escolheu o local certo, com a estrutura e com o apoio de todos nós. Essa é uma oportunidade única para as embaixadas mostrarem a cultura e o turismo de seus países”, destacou.

Para a realização da feira, o Governo do Distrito Federal (GDF) contará com a atuação de diversos órgãos, e a Fecomércio-DF estará presente. “Entendemos que é muito importante essa união entre o setor produtivo, o GDF e as embaixadas na promoção e divulgação de Brasília para o mundo. Gosto de ressaltar que nossa cidade não é apenas a capital de todos os brasileiros, mas também um patrimônio mundial. Por isso, precisa ser bem cuidada e preparada para acolher cidadãos de todas as nacionalidades. Com a realização da Abav Expo, acredito que estaremos dando mais um passo no processo de fortalecimento do turismo na nossa região”, avalia o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, que participou da apresentação.

*Com informações da Setur

 

 

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Nova lei estabelece projeção de informações sobre pontos turísticos em Brasília nas salas de cinema

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e serem projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show

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Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

Legislação visa explorar o potencial turístico e cultural do Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) promulgou a Lei nº 7.868, de 6 de maio de 2026, de autoria da deputada Jaqueline Silva (MDB), após o veto ao projeto de lei original pelo ex-governador Ibaneis Rocha. A nova lei institui a obrigatoriedade da exibição de informações sobre pontos turísticos de Brasília nas telas de cinema no DF.

Originalmente PL nº 2.279/2021, a justificativa do projeto é a promoção do turismo como fonte inesgotável de renda, emprego, desenvolvimento econômico e cultural. O cinema deverá ser utilizado como meio ímpar de divulgação de atrações pela sua abrangência e diversidade de público.

Segundo Jaqueline Silva, o fomento ao turismo traz um cenário benéfico de geração de empregos e o surgimento de profissionais capacitados em diversas áreas, abrindo espaço para bacharéis em turismo e hotelaria, profissionais da gastronomia, transporte turístico, idiomas, comércios diversos e artesanatos.

As exibições de informações devem ter duração de 30 segundos e ser projetadas antes do início de filmes nos cinemas e em casas de show.  A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) fornecerá todas as informações que serão projetadas.

Beatriz Negreiros (sob a supervisão de Ivan Iunes)

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Assim nasceu

BRASILIA

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Pela primeira vez, graças a JK, levou-se um Planejamento urbanístico sério. Mesmo com todo rigor de um plano diretor, depois de 67 anos, houve desvirtuamentos… afinal, isso aqui é Brasil.
Vale a pena assistir a este vídeo

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A CIÊNCIA BUSCA UM FUTURO PARA A ARAUCÁRIA

Técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo para produção

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DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

 

O Dia Nacional da Araucária é celebrado em 24 de junho. A data foi instituída em 2005 por decreto presidencial para conscientizar sobre a preservação do Pinheiro-do-Paraná (Araucária angustifólia), árvore típica do Sul do Brasil. Paradoxo: leis criadas para protegê-la acabaram por ameaçar sua própria existência. Transformaram-na em uma árvore sem valor econômico e, muitas vezes, num incômodo para os produtores rurais. Agora, uma técnica inovadora de enxertia, desenvolvida pela Embrapa e por pesquisadores da UFPR e da UEPG, reduz o tempo até o início da produção e torna rentável o plantio de florestas produtoras de pinhão.

 

A araucária é um fóssil vivo, cujos ancestrais remontam a cerca de 200 milhões de anos. Com até 50 metros de altura, a árvore possui um tronco reto e em forma de cilindro, com ótimo rendimento em madeira. As sementes ficam agrupadas em pinhas nas árvores fêmeas. Maduras, as pinhas podem pesar até cinco quilos. O pinhão é a base de diversos pratos regionais.

A araucária serve de abrigo e fornece alimento para aves, como a gralha-azul, a maritaca, o papagaio-de-peito-roxo e o papagaio-charão, e mamíferos como cotias, serelepes, ouriços, catetos etc. Esses animais contribuem, de diversas formas, com sua disseminação natural.

 

DIA DE SÃO JOÃO E DO PINHÃO

A escolha do dia não foi por acaso. O dia 24 de junho, associado à festa de São João, coincide com o período de queda e colheita do pinhão, ingrediente essencial da culinária das festas juninas no Sul.
Ao plantar um pinhão, o agricultor não sabe se a futura árvore produzirá pinhas (fêmea) ou será uma árvore masculina, produtora apenas de pólen. É uma enorme limitação ao plantio de florestas para produzir pinhões.
A araucária é uma espécie de árvore quase exclusivamente brasileira. É encontrada com abundância nas serras e regiões mais altas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Ela também ocorre em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, em áreas mais restritas, com destaque para a região da Mantiqueira, além de pequenos trechos da Argentina e do Paraguai. As matas nativas de araucária possuíam árvores enormes, com mais de cinco metros de diâmetro e cerca de vinte metros de circunferência.

 

ORIGEM DO NOME LONDRINA

Em 1924, o grupo inglês Paraná Plantations Ltd. criou a Companhia de Terras Norte do Paraná, após a doação de 500.000 alqueires de terra pelo governo republicano. A empresa focou na colonização e transformou, com lucros substanciais, grandes extensões de mata em projetos imobiliários e agrícolas. A própria Londrina recebeu esse nome em homenagem à origem inglesa dos empreendedores (London).

 

A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX.

A derrubada das matas de araucária para a produção e exportação de madeira no Paraná foi resultado direto desse modelo de colonização e da expansão ferroviária. Assim como a fratricida Guerra do Contestado. As ferrovias viabilizaram a exploração madeireira em larga escala e a posterior expansão cafeeira no norte do Paraná.
A redução das matas de araucária inspirou uma legislação ambientalista de proteção total da árvore no final do século XX. A ideia de ‘responsabilidade coletiva na conservação dos recursos naturais’, difundida pelo ambientalismo urbano, transfere o ônus e a responsabilidade para o produtor rural, sob severas ameaças e sanções. Essas políticas terminaram por desestimular o plantio da araucária pelos produtores com receio de não poder utilizá-las economicamente, sobretudo a madeira, e levaram à erradicação crônica de jovens plantas em meio às pastagens. As matas seguiram declinando. A exploração extrativista do pinhão permaneceu marginal.

 

ARAUCÁRIA: ENXERTIA

COM PLANTAS FÊMEAS

Agora, o plantio e a exploração da araucária podem se tornar uma opção rentável para a agricultura. O professor Flávio Zanette (UFPR) e o engenheiro florestal Ivar Wendling (EMBRAPA) desenvolveram uma técnica revolucionária: a enxertia com plantas fêmeas de araucária. A técnica garante a produção precoce de pinhões (seis anos em vez de quinze), em plantios homogêneos e rentáveis para exploração florestal e agrícola, e já desperta o interesse de agricultores do Paraná e de outros estados.

 

O professor Flávio Zanette, da Universidade Federal do Paraná, explica que para a enxertia é necessário um pedaço de pinheiro pronto para ser enxertado. As mudas aptas para receber o enxerto devem ter pelo menos dois anos de idade.

A araucária pode ser integrada às pastagens e contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a recuperação de áreas degradadas. A conservação torna-se mais robusta quando a espécie possui valor econômico e é incorporada aos sistemas produtivos.
Com a produção crescente e segura de pinhões, toda uma indústria agroalimentar poderá se desenvolver. Além do amido, o pinhão contém minerais essenciais à saúde humana, como cálcio, ferro, fósforo, manganês e magnésio. Será possível atender a indústria e o consumidor com a farinha de pinhão, um produto sem glúten, sem lactose, de baixos teores de sódio e gordura e fonte de fibra alimentar.
A data nacional da araucária é um convite à reflexão sobre a necessidade de a legislação ambiental ser compatibilizada com as realidades econômicas e sociais. A ciência ofereceu uma alternativa ao extrativismo e ao impasse regulatório. Ao devolver valor econômico à araucária, a enxertia abre caminho para o plantio de florestas produtivas, a recuperação de áreas degradadas, a geração de renda e a conservação dos ecossistemas associados. A melhor proteção para uma espécie, do Sul à Amazônia, não é transformá-la em intocável. É fazer dela uma riqueza viva e cultivada.

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