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Ações preventivas priorizam cultura do respeito no ambiente escolar

Iniciativas desempenhadas pela Secretaria de Educação ganham destaque neste domingo, Dia Nacional de Combate ao Bullying

 

Por Agência Brasília* | Edição: Saulo Moreno

 

No cenário educacional do Distrito Federal, a Secretaria de Educação (SEEDF), através da Assessoria Especial de Cultura da Paz, tem concentrado esforços para enfrentar e prevenir o bullying nas escolas. Reconhecendo a urgência de criar ambientes escolares seguros e acolhedores, a SEEDF desempenha diversas iniciativas que se destacam por sua abordagem proativa e abrangente, com o objetivo de fomentar uma cultura de respeito, empatia, solidariedade e paz entre os membros das comunidades escolares.

No Brasil, o dia 7 de abril é voltado ao Dia Nacional de Combate ao Bullying, instituído pela Lei nº 13.277/2016 | Foto: Álvaro Henrique/Ascom SEEDF

No Brasil, o Dia Nacional de Combate ao Bullying, instituído pela Lei nº 13.277/2016, é uma importante data que aborda a urgência de enfrentar esse problema que afeta milhares de estudantes em todo o país. O bullying não só prejudica o bem-estar emocional e psicológico das vítimas, mas também compromete o ambiente escolar como um todo, interferindo no processo de aprendizagem e no desenvolvimento saudável dos jovens.

Confira a série de ações da SEEDF que envolvem a temática em apreço, entre elas:

O “Guia de Valorização da Vida – Orientações e prevenção ao bullying, automutilação e suicídio na escola”, que visa promover debates e reflexões com os profissionais da Secretaria de Educação do DF acerca de questões emergentes que perpassam a saúde mental e têm íntima relação com a escola, a saber: bullying, suicídio e automutilação.

A ideia do documento é orientar os profissionais para além de uma ótica remediativa e punitiva, visando refletir de que forma podemos trabalhar no cotidiano da escola de maneira preventiva, alinhando propostas de ações que contribuam para a formação e para o desenvolvimento integral dos estudantes, famílias e comunidade escolar.

O documento encontra-se disponível no site da SEEDF.

A Secretaria  de Educação (SEEDF), por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), elaborou o “Guia de Valorização da Vida“, um documento que busca promover reflexões e ações preventivas relacionadas à saúde mental no ambiente escolar

O “Caderno Orientador – Convivência Escolar e Cultura de Paz”, que também aborda as temáticas em questão, sendo suporte aos professores, gestores e demais profissionais da educação.

“Fluxo de encaminhamento de estudantes com demandas de saúde mental e/ou dificuldades no desenvolvimento e aprendizagem”, que é uma parceria das secretarias de Educação e de Saúde. O objetivo é que o atendimento seja integrado, garantindo a troca de informações entre as pastas.

Orientação Educacional em parceria com Pedagogos e Psicólogos Escolares do SEAA atuam na prevenção, acolhimento, intervenção educacional e acompanhamento das situações relacionadas às de violências múltiplas, entre elas o bullying. Nesse sentido, as equipes de apoio favorecem a promoção do desenvolvimento integral dos estudantes, bem como da promoção da cultura de paz junto a comunidade escolar.

Projetos de Sensibilização:

A sensibilização é essencial para aumentar a conscientização sobre o bullying e seus efeitos prejudiciais. Através de projetos educativos como o Namoral, a SEEDF busca envolver alunos, pais, professores e funcionários na reflexão sobre o impacto do bullying e na promoção de valores éticos e de integridade.

Formação de Professores:

Os educadores desempenham um papel fundamental na prevenção e intervenção do bullying. Por isso, a oferta de cursos, palestras e workshops visa capacitá-los para identificar, lidar e prevenir o bullying, além de promover o desenvolvimento de habilidades socioemocionais nos estudantes.

Criação de Protocolos de Atuação:

A elaboração e divulgação de protocolos de atuação estabelece diretrizes claras e eficazes para lidar com situações de bullying, garantindo o apoio necessário às vítimas e promovendo a responsabilização dos agressores.

Caderno de Projetos “Cultura de Paz nas Escolas”:

O Caderno de Projetos reúne práticas exitosas desenvolvidas pelas unidades escolares, demonstrando resultados positivos na promoção de um ambiente escolar mais pacífico e inclusivo. Essas práticas incluem ações de conscientização, formação de alunos e professores, atividades pedagógicas e campanhas educativas.

Programas de Mediação de Conflitos:

A implementação de programas de mediação de conflitos envolve alunos, professores e a comunidade escolar na busca por soluções pacíficas e construtivas para resolver conflitos interpessoais, prevenindo o surgimento de situações de bullying.

Acompanhamento Psicossocial:

O suporte psicossocial oferecido aos alunos vítimas de bullying, por meio de profissionais especializados, como psicólogos e assistentes sociais, é crucial para oferecer apoio emocional, orientação e encaminhamento para serviços de apoio externos quando necessário.

Promoção de Valores Humanos:

A promoção de valores como respeito, tolerância, empatia, cooperação e solidariedade é incentivada através de atividades pedagógicas e eventos culturais que valorizam a diversidade e promovem uma convivência pacífica entre os estudantes.

Para a chefe de Assessoria da Cultura de Paz nas Escolas, Ana Beatriz Goldstein, é fundamental promover um ambiente escolar onde todos se sintam seguros e respeitados. “Nossas iniciativas visam não apenas combater o bullying, mas também promover valores éticos e virtudes que são essenciais para uma convivência saudável e pacífica dentro das escolas”, afirma.

*Com informações da SEEDF

 

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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