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Abertura da Campanha Maio Amarelo reúne forças de segurança no DF

O evento contou com a participação de Detran, DER, PMDF, CBMDF e diversos órgãos do GDF em apoio à segurança no trânsito, proporcionando momentos educativos para estudantes de escolas públicas

 

Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Saulo Moreno

 

O Maio Amarelo é um movimento internacional com enfoque na segurança viária, que tem por objetivo reduzir acidentes e mortes no trânsito. A abertura oficial da campanha ocorreu nesta quinta-feira (2), reunindo diversos órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF), como o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF).

A ação ocorreu durante a tarde no estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson e contou com uma blitz educativa coordenada pelo Detran-DF e pelo Conselho de Trânsito | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

“A gente enfatiza a paz no trânsito e uma locomoção com segurança, não só para os condutores, como para os pedestres. E Brasília é um exemplo para o Brasil, principalmente com essa questão das forças de segurança. É a educação e a paz no trânsito, que começa com todos nós”

Takane Kiyotsuka do Nascimento, diretor-geral do Detran-DF

“A gente enfatiza a paz no trânsito e uma locomoção com segurança, não só para os condutores, como para os pedestres. E Brasília é um exemplo para o Brasil, principalmente com essa questão das forças de segurança. É a educação e a paz no trânsito, que começa com todos nós”, declarou o diretor-geral do Detran-DF, Takane Kiyotsuka do Nascimento, destacando o tema da campanha deste ano.

A ação ocorreu durante a tarde no estacionamento da Arena BRB Nilson Nelson e contou com uma blitz educativa coordenada pelo Detran-DF e pelo Conselho de Trânsito, além da interação com estudantes de escolas públicas que levou temáticas educativas de trânsito de forma lúdica, envolvendo teatro e até batalhas de rimas.

O estudante Pedro Alves de Souza, 15 anos, foi um dos que se divertiram no evento. Com a turminha da CED 01 da Estrutural, ele afirmou que, além da batalha de rima, a parte favorita dele foi o ensinamento passado pelos bombeiros de como socorrer uma pessoa em um acidente de trânsito. “Eu acho importante porque, como nós somos a nova geração, precisamos ter uma postura mais conscientizada”, pontuou o jovem.

O secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Rabelo Patury, destacou a importância da campanha por ser um mês de engajamento

A professora Sandy Luzia dos Anjos, 40, também participava da ação e reforçou a fala do estudante: “É um divisor de águas para esses meninos que não sabem nem porque alguém entra, por exemplo, em uma viatura ou em um helicóptero, que eles só veem do alto. É mostrar a realidade e todo o equipamento de segurança que nós temos, para que eles possam ser mais conscientes e saber que o Brasil investe em segurança e saber que isso tudo está acessível a eles.”

A comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habka, reforçou a importância de aproximar as forças de segurança da população e acrescentou que a conscientização de cada um para entender e respeitar as leis evita muitas mortes causadas no trânsito

Segurança mais perto

Presente na cerimônia de abertura, o secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Rabelo Patury, destacou a importância da campanha por ser um mês de engajamento. “Ao longo do ano, a gente faz várias ações. Mas, quando você concentra em um mês, pode engajar a população, trazer as crianças e falar mais sobre o tema, porque o principal é a educação”, observou.

O secretário também descreveu como essencial a participação da sociedade civil na campanha que, para ele, ultrapassa a integração e engloba a integralidade. “É sobre as pessoas perceberem que segurança pública pode ser até dever nosso, mas é responsabilidade de todos e assim está escrito na Constituição. Se você não conseguir convencer a população que ela precisa participar e dizer que a partir dela a gente vai mudar a sociedade, a gente não vai conseguir.”

O estudante Pedro Alves de Souza, do CED 01 da Estrutural, afirmou que, além da batalha de rima, sua parte favorita foi o ensinamento passado pelos bombeiros de como socorrer uma pessoa em um acidente de trânsito

Em encontro à fala do secretário, a comandante-geral da PMDF, coronel Ana Paula Habka, reforçou a importância de aproximar as forças de segurança da população e acrescentou que a conscientização de cada um para entender e respeitar as leis evita muitas mortes causadas no trânsito. “A polícia e o Detran não estão nas ruas só para multar. A gente está para conscientizar. Muitas vezes as crianças têm curiosidade, mas não sabem qual é o nosso papel efetivamente nas ruas. Aproximar a sociedade civil e, principalmente, encorajar as crianças a conscientizarem seus familiares, surte um efeito incrível”, declarou.

Trabalho contínuo

Em sua 10ª edição no Brasil, a campanha criada pelo Observatório Nacional de Segurança Viária terá diversas atividades realizadas ao longo do mês pelos órgãos de trânsito do DF. Segundo o chefe do núcleo de campanhas educativas do Detran, Miguel Videl, a campanha tem a cor relacionada ao significado do amarelo do semáforo: atenção!

“Serão cerca de duas blitz educativas por semana e nós estaremos também em escolas, cidades e parques levando orientação e conscientização de trânsito. Esse evento não acaba aqui, não é só o mês do Maio Amarelo, é durante todo o ano”, pontuou.

À frente da Diretoria de Educação de Trânsito do DER, Graziela Portela explicou que o tema deste ano, Paz no Trânsito Começa por Você, reflete o comportamento individual de cada um no coletivo.

“A nossa conscientização está impactando diretamente na segurança viária, na redução dos sinistros e na redução do número de mortos e feridos. E a gente segue trabalhando para mudar o comportamento das pessoas, para que elas tomem atitudes conscientes e movimentos cautelosos no trânsito, independente de haver uma fiscalização lá na frente, mas simplesmente porque ela compreende o risco daquela ação e o impacto que isso pode trazer na vida do outro”, pronunciou a diretora.

 

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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