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DESERTIFICAÇÃO

É TEMPO DE RESTAURAR A TERRA E DESENVOLVER A RESILIÊNCIA À SECA

 

Sempre é tempo de se fazer as pazes com a natureza. Por isso, o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente – 2024 é combater a desertificação, restaurar a terra e desenvolver a resiliência à seca. O Reino da Arábia Saudita em conjunto com o Pnuma serão os anfitriões do Dia Mundial. 

A Arábia Saudita se esforça para recuperar e enverdecer os desertos para combater a seca.

 

Para Elizabeth Mrema, diretora-executiva adjunta do PNUMA, “agora é a hora de agir de acordo com os compromissos para prevenir, deter e reverter a degradação dos ecossistemas”. “Somos a primeira geração a compreender plenamente as imensas ameaças à Terra e podemos ser a última a ter a chance de reverter o curso da destruição. Nossa prioridade agora deve ser a restauração dos ecossistemas – o replantio de nossas florestas, o reumedecimento de nossos pântanos, a revitalização de nossos solos”, salientou Elizabeth Mrema.

A campanha vai defender a liderança da Arábia Saudita na restauração de terras e destacará os compromissos do país para combater a mudança climática por meio da regeneração e do reflorestamento de grandes extensões de terras áridas e semiáridas.

A Arábia Saudita está liderando a Iniciativa Global de Terras do G20, lançada durante sua Presidência do G20 em 2020, e sediará a maior conferência da ONU sobre terras e secas em Riad, de 2 a 13 de dezembro de 2024 – a 16ª sessão da Conferência das Partes da Convenção (COP16).

Globalmente, os países se comprometeram a restaurar um bilhão de hectares de terra – uma área maior do que a China – protegendo 30% da terra e do mar para a natureza e restaurando 30% dos ecossistemas degradados do planeta. Defendendo a AGENDA 2030 de mudar o mundo para um caminho sustentável e resiliente e unindo forças para proteger as pessoas e o planeta, o Dia Mundial do Meio Ambiente de 2024 contribuirá com o fomento para a ação climática, reunindo apoio para o trabalho vital de restauração de ecossistemas.

 

SOBRE O DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

O Dia Mundial do Meio Ambiente é o principal meio das Nações Unidas para sensibilizar pessoas e promover a ação mundial em prol do meio ambiente. A data foi estabelecida pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 1972, durante a Conferência da RIO-92, no Brasil.

Celebrado anualmente, desde 1974, tornou-se também uma plataforma vital para estimular progressos nas dimensões ambientais dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Sob a liderança do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Mais de 150 países participam da comemoração a cada ano. Grandes corporações, organizações não governamentais, comunidades, governos e celebridades de todo o mundo adotam esse marco do Dia Mundial do Meio Ambiente para defender causas ambientais.

 

 

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Brasília

A Capital Brasileira com Melhor Qualidade de Vida

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Brasília é conhecida não só por sua arquitetura mundialmente famosa, mas também pela qualidade de vida que oferece. De acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2024, a capital federal se destacou como a cidade que melhor atende às necessidades básicas dos seus habitantes e proporciona a maior qualidade de vida.

Índice de Progresso Social (IPS)

O IPS Brasil é o estudo mais abrangente sobre a realidade socioambiental dos 5.570 municípios brasileiros. Ele avalia as cidades em três categorias: necessidades humanas básicas, fundamentos do bem-estar e oportunidades, atribuindo notas de 1 a 100. No ranking divulgado em julho, Brasília obteve uma nota geral de 71,25, ficando à frente de Goiânia (GO) e Belo Horizonte (MG).

Água e Saneamento

Brasília se destacou na categoria Água e Saneamento, com uma pontuação de 88,46. Nos últimos cinco anos, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), investiu cerca de R$ 1,5 bilhão em manutenção, expansão e melhorias no sistema de captação de esgoto e água. A meta é investir mais de R$ 2,8 bilhões até 2027.

Atualmente, o DF é a unidade da federação com a maior taxa de esgoto tratado do país, com 94,1% dos moradores tendo esgotamento adequado, comparável a países desenvolvidos. A infraestrutura inclui 18 mil km de redes de água e esgoto, atendendo 99% da população com água tratada e 93% com coleta de esgoto. Desde 2021, o DF atende aos níveis de universalização previstos no Marco Legal do Saneamento Básico.

Infraestrutura

A melhoria na infraestrutura urbana também contribui para a qualidade de vida em Brasília. Em 2023, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) pavimentou 53.314 m² de asfalto nos primeiros seis meses. O programa Drenar DF alcançou 7,5 km de escavação para escoamento de águas pluviais, ajudando a reduzir problemas de alagamento. Além disso, cerca de 40% da iluminação pública já foi modernizada com tecnologia LED, com a meta de substituir todas as luminárias até 2026.

Social

Na área social, o GDF investiu R$ 35.194.415 no Cartão Prato Cheio e no DF Social. O Cartão Prato Cheio beneficia cerca de 100 mil famílias com crédito de R$ 250 para auxiliar em situações de insegurança alimentar. O DF Social fornece R$ 150 mensais para famílias de baixa renda. A Secretaria de Desenvolvimento Social também distribui cestas verdes com frutas, verduras e legumes, complementando a assistência alimentar.

Segurança

Na segurança pública, Brasília tem registrado a redução de diversos índices criminais graças ao uso de dados estatísticos para mapear áreas de risco e implementar políticas de prevenção. A segurança no transporte público também foi reforçada com a introdução de câmeras corporais para os agentes do Metrô-DF.

Referência Turística

Além de sua qualidade de vida, Brasília é um destino turístico atraente, com monumentos icônicos, ruas arborizadas, parques e setores planejados para o bem-estar. A cidade foi a primeira capital moderna a ser incluída na Lista do Patrimônio Cultural da Humanidade da Unesco. Em 2024, Brasília foi destacada pelo The New York Times como um dos 52 lugares para se visitar.

Esses fatores fazem de Brasília uma cidade exemplar em termos de qualidade de vida e um destino atrativo para visitantes de todo o mundo.

 

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Temporada de floração dos ipês-amarelos colore as ruas do Distrito Federal

De julho a setembro, o brasiliense aprecia a mistura com os ipês-roxos enquanto aguarda a chegada das árvores com flores nas cores rosa e branco

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Por Ana Paula Siqueira, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

No Distrito Federal, quanto mais o tempo estiver seco, mais bonita fica a cidade. Pelo menos no quesito de uma espécie bem especial. É que quanto mais durar a estiagem, maior o tempo de floração dos ipês, árvores símbolo do Quadradinho. Agora, chegou a hora dos amarelos, que, junto aos roxos, conferem uma coloração de encher os olhos por toda parte.

De julho a setembro é a vez da floração dos ipês-amarelos; até o fim do ano, a Novacap vai plantar mais 40 mil ipês no Distrito Federal | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

Por aqui, são três espécies de ipês-amarelos cultivadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap): o ipê-amarelo-felpudo, também conhecido como peludo, o ipê-caraíba e o ipê-de-petrópolis.

Os três possuem diferenças nas folhas e no caule, além de alguma variação nos tons no amarelo das flores. Somadas, as árvores já floridas, até o final do ano, podemos esperar uma explosão de cores. Isso porque, entre junho e agosto, desabrocham os ipês-roxos. De julho a setembro, é a vez dos amarelos e, entre agosto e setembro, entram em cena o rosa e o branco. Seja qual for a cor, o brasiliense tem motivos de sobra para, entre esses meses, ir às ruas apreciar os ipês e registrá-los em fotografias e na memória.

O chefe do Departamento de Parques e Jardins da Novacap, Raimundo Silva, observa que os amarelos estão entre os ipês que se adaptam da melhor forma ao clima do Cerrado. “Eles se comportam bem, o que pode ser observado pelo crescimento e florescimento mais rápidos. Alguns [exemplares] plantados há três anos já apresentam flores”, destaca Silva.

As árvores que fazem parte do cartão-postal do brasiliense são tombadas como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal, e o seu cultivo não para. Das 100 mil árvores que serão plantadas pela Novacap até o final deste ano, 40 mil são ipês – desses, 20 mil amarelos e os demais. divididos entre outros tipos da espécie. A meta do Governo do Distrito Federal (GDF) é chegar a 1 milhão de árvores em todo o Quadradinho. Atualmente, são cerca de 270 mil em todo o DF.

Além dos ipês, serão plantadas outras 30 espécies, como imbaúba, barbatimão, angico e aroeira, nativas do Cerrado, e outras oriundas de biomas diversos que se adaptam muito bem às condições do DF.

Mais que deixar a cidade bonita, a Novacap trabalha para que a fauna tenha sempre alimentos disponíveis. Por isso, muitas espécies frutíferas têm cultivo contínuo, como amoreiras, abacateiros e goiabeiras. “Temos o cuidado de fazer uma composição mista para a nossa floresta urbana que tanto nos enche de orgulho”, destaca Silva.

Para garantir essa diversidade, a companhia adquire sementes e mudas em um raio de 400 quilômetros de distância do DF, em estados como Goiás, Tocantins e Minas Gerais. “São plantas que não apresentam nenhum tipo de praga ou patógeno”, explica o chefe do Departamento de Jardins da Novacap. Qualquer plantio em área pública só pode ser feito pela Novacap. Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo telefone 162.

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Livros, relógios, discos e Muita paixão pelas aves

Quem foi o articulador para criar do Dia da Ave? Dalgas Frisch. Quem articulou para fazer do Sabiá Laranjeira a Ave Nacional? Dalgas Frisch. Que empresário usou toda sua criatividade e dinheiro para bancar sua paixão passarinheira? Dalgas Frisch. Sim, Johan Dalgas Frisch, um Engenheiro Civil Industrial Químico, escritor, empresário, ornitólogo, ambientalista e ex-presidente da APVS – Associação de Preservação da Vida Selvagem, teve no seu currículo uma história de vida dedicada às águas, às aves, às florestas e aos índios. É chamado de Herói de dois mundos, da Dinamarca (terra de seus antepassados) e das Américas.

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Foram quatro discos: “Vozes da Amazônia”, que inclui o canto do uirapuru, “Sinfonia das Aves Brasileiras”, “A Ave, a Selva e a Melodia” e “Aves Brasileiras”. É de sua autoria também dois tipos de relógios com cantos de aves, que acompanham os livros “Doze Cantos do Brasil” e “Cantos Harmoniosos da América”. Em 1994, lançou com seu filho Christian, o livro “Jardim dos Beija-Flores”.

Em 2005, lançou os livros “Aves Brasileiras e Plantas que as atraem” e Aves Brasileiras Minha Paixão”.

Lançou ainda: “Para que as Primaveras não se `Calem para Sempre” e, logo depois, o livro “Uirapuru – Joia do Tumucumaque”.

 

Dalgas Frisch construiu sua própria parabólica para captar

o canto das aves.

 

O RELÓGIO DOS PÁSSAROS – O relógio de Dalgas é um hinário, que eleva nossos sentimentos a despertarem novas ações para a preservação destas espécies canoras que acompanham importantes cantos da natureza. Os segundos, minutos e as horas indicados e despertados, são importantes para acalentar nossos sentimentos pela natureza. Em vários modelos, o relógio musical, redondo, ilustrado é   acompanhado por um livro que ilustra a história dos 12 pássaros que fazem a hora acontecer.

 

  

Em 1994, lançou com seu filho Christian, o livro “Jardim dos Beija-Flores”.

A última publicação de Dalgas “Uirapuru – Joia do Tumucumaque”

 

O mesmo livro em português e em inglês.

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