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PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ

Semana de Aniversário do Parque celebra os 40 anos de preservação. Evento conta com diversas atividades, como oficinas, palestras e caminhadas ecológicas

 

A região é linda: abriga uma variedade de formações rochosas, como calcários, quartzitos e granitos, além de diferentes tipos de solos. E muitas cachoeiras. O Parque Nacional da Serra do Cipó está comemorando 40 anos de história e, para celebrar essa data especial, o Instituto Chico Mendes preparou uma semana repleta de atividades.  Localizada em Minas Gerais, a Serra do Cipó é conhecida por sua rica biodiversidade e geologia, que remonta a 1,7 bilhões de anos. Foi com o objetivo de preservar essa riqueza natural que, em setembro de 1984, o Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado, ocupando uma área de 33.800 hectares. Desde então, sua missão tem sido proteger o ecossistema local e promover a visitação de maneira organizada e sustentável.

 

Cachoeira Grande no Parque Nacional da Serra do Cipó – foto Tom Alves

 

 

ANTES SERRA DA VACARIA.

HOJE SERRA DO CIPÓ

Tão grande quanto o município de Belo Horizonte, o Parque Nacional da Serra do Cipó tem 33.800 hectares e está a 100km da capital mineira. Localizado na Serra do Espinhaço, que nasce na região do Vale do Tripuí, em Ouro Preto, estendendo-se até o sertão da Bahia, onde se forma a Chapada Diamantina. De parque estadual, em 1975, foi transformado em parque nacional, em 1984.

O Espinhaço é o divisor de águas das bacias do São Francisco e dos rios Doce, Jequitinhonha e Mucuri. A Serra do Cipó, antes conhecida como Serra da Vacaria, era o caminho natural dos bandeirantes, em busca de ouro e pedras preciosas que, por essas trilhas, aportaram lá para as bandas do Arraial do Tejuco, hoje Diamantina.

SERRA DAS ÁGUAS
O rio Cipó e seus formadores, os ribeirões Mascate, Bocaina, do Peixe e da Bandeirinha, banham a região, juntamente com os inúmeros córregos que formam piscinas naturais, como a Lagoa Comprida, e várias cachoeiras.
As mais conhecidas pelos turistas são a Véu da Noiva, Farofa e Andorinhas, porém, uma das atrações de extraordinária beleza, talvez a mais suntuosa de toda a região, é a Ravina das Bandeirinhas, um vale profundo, formado por um canyon de paredões de rocha bruta, por onde corre o ribeirão da Bandeirinha.

A aventura não poderia faltar neste lugar, onde o papel de Indiana Jones pode ser facilmente interpretado, basta uma boa dose de audácia e coragem. O rol de emoções vai do simples passeio a cavalo, até o trekking, mountain bike aos mais radicais como o rappel e canyoning.

 

As águas e as sempre-vivas são as forças da natureza da Serra do Cipó e da Serra do Espinhaço. Foto: Felipe Ribeiro/Associação Montanhas do Espinhaço

 

APA MORRO DA PEDREIRA

Quando se vê no mapa que delineia o Parque Nacional da Serra do Cipó, as linhas que demarcam a área do Morro da Pedreira, ao seu redor, a impressão que se tem é que o Parque está envolvido por um grande abraço. como que bem guardado. As cidades do entorno, hoje, representam as grandes aliadas na luta pela preservação do parque, graças a uma nova filosofia de trabalho de conscientização das pessoas, que passaram a enxergar, nos parques, um importante instrumento para o desenvolvimento da região como um todo.

Criada em janeiro de 1990, através do Decreto Federal n0 98.891, a APA -Morro da Pedreira, surgiu da necessidade de garantir a proteção do Parque Nacional da Serra do Cipó – terceiro parque nacional a ser construído em Minas – e o complexo paisagístico de parte do maciço do Espinhaço.
A preservação do Morro da Pedreira, sítios arqueológicos, a cobertura vegetal, além da fauna silvestre e dos mananciais, fundamental ao ecossistema da região, também estão sob sua proteção.

A APA-Morro da Pedreira abrange áreas dos municípios de Santana do Riacho, Conceição do Mato Dentro, Itambé do Mato Dentro, Morro do Pilar, Jaboticatubas, Taquaruçu de Minas, Itabira e José de Melo, no Estado de Minas Gerais, e restringe a realização de atividades que venham causar alterações ambientais, como as atividades industriais potencialmente poluidoras, capazes de afetar mananciais de águas, ou as que podem provocar a erosão das terras ou assoreamento dos rios.

 

Uma das maiores finalidades da Área de Proteção, que possui, ao todo, 66.200 hectares, é fiscalizar a exploração de mármore nas encostas da serra que se erguem ao longo da cadeia do Espinhaço, além de atividades que possam ameaçar espécies raras de animais e vegetais, ou comprometer as condições ecológicas locais, principalmente na chamada Zona de Vida Silvestre, onde se concentra o conjunto de animais e vegetais da região, exigindo cuidados ainda mais rigorosos. Por isso, os turistas – sobretudo aqueles acidentais, que se cuidem!

 

PARCERIA E CONSCIÊNCIA COLETIVA

Para os ambientalistas, não adianta ter fiscalização, se não houver uma consciência por parte das pessoas. O objetivo é transformar pessoas da comunidade em guias turísticos, dando, a elas a oportunidade de explorar a própria potencialidade, o que as tornará capazes para prestar todas as informações possíveis ao turista, como a importância dos campos rupestres, alertando sobre as espécies endêmicas e detalhando aspectos da vida animal, dos acidentes geológicos, dos tipos e origens das rochas, enfim, ensinar a maneira como usufruir de um parque com consciência, aprendendo a lidar com a natureza.

Importante é o trabalho desenvolvido em parceria e as comunidades para a escolha das obras de reestruturação, com a abertura do turismo, devidamente controlado, e na medida em que os mesmos passam a ser melhor estruturados. Assim, vão surgindo mais pousadas e atrativos na região, o que acaba gerando investimentos, empregos, renda e aumentando a arrecadação do município.

 

Combate a incêndio florestal na APA Morro da Pedreira – Parque Nacional da Serra do Cipó, com as brigadas do ICMBio e Brigadas Voluntárias – Foto: PEDRO DAVID

 

DE HUGO WERNECK A BURLE MARX

A princípio, quando pesquisadores como Hugo Werneck, José Rabelo de Freitas e alguns outros levaram ao então IBDF a idéia da criação de um parque, as reações não foram das melhores, pois dizia-se que nada havia lá no alto, além de pedras e água.
O que poucos supunham, entretanto, é que o lugar guardava a riqueza e variedade das plantas dos campos rupestres, ou campos de altitude – tipo exclusivo de vegetação que floresce no alto de algumas montanhas brasileiras, em altitudes superiores a 900m.

Nos campos rupestres, ecossistemas onde os vegetais vivem em cima das pedras, ocorre a maior diversidade de espécies endêmicas, plantas restritas a uma única área, além de cerrados e matas de galeria, responsáveis, hoje, por uma das floras mais diversificadas do nosso Planeta, capaz de abrigar, em determinados campos de altitude, até mais de 100 espécies diferentes de plantas por metro quadrado.
“A variedade encontrada em um metro quadrado na Serra do Cipó, é maior do que em um quilômetro quadrado da Amazônia”, garantiu Burle Marx, ao explorar o local, na década de 70.

As flores da Serra do Cipó, principalmente as sempre-vivas, são artigos de exportação, com grande demanda nos mercados japonês, norte-americano e europeu. As matas de galeria guardam, também, espécies importantíssimas, como o pau-tombo, a copaíba, o limãozinho, as praíbas, as almecegueiras, os crótons e as samambaiaçus.
Em aproximadamente 150 quilômetros quadrados, concentram-se mais de 1.500 espécies de 106 famílias de angiospermas – ou seja, grupos de plantas floríferas superiores.

 

A BELEZA DO RIO CIPÓ

O Rio Cipó localizado no coração da Serra do Cipó é a certeza de beleza, passeios e esportes para turistas.

 

O Rio Cipó, localizado nos limites de Santana do Riacho e de Jaboticatubas, nasce dentro do Parque e se destaca por ser o único afluente localizado no Rio das Velhas que ainda não foi invadido por poluição. A sua formação é feita a partir do encontro do Rio Mascates com o Rio Bocaina ou Palmital. O Rio Cipó como um atrativo tem a sua caracterização marcada por cachoeiras e corredeiras o que é perfeito para a prática de ‘stand up padle’, canoagem ou passeios de caiaque.

 

 

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Rádio Nacional tem programação especial para o aniversário de Brasília

Capital do país completa 66 anos nesta terça-feira

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Rádio Nacional

 

Rádio Nacional preparou uma programação especial para celebrar os 66 anos de Brasília (DF), comemorados nesta terça-feira (21). Ao longo dos próximos dias, a emissora leva ao ar conteúdos inéditos que destacam a cultura, a memória e a produção artística da capital federal com entrevistas, reportagens e edições temáticas de programas.

A agenda começa nesta sexta-feira (17). O programa Espaço Arte comenta o Festival da Eficiência – Festa da Inclusão, que acontece neste fim de semana no Parque da Cidade, em Brasília.

O evento cultural gratuito e acessível nasce com o propósito de afirmar a deficiência como potência criativa, identidade estética e protagonismo social. No estúdio, haverá entrevista com a arte-educadora e produtora da banda Baião de 2, Kaká Taciano. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.

No sábado (19), a atração Frequência Nacional apresenta no quadro Entre Eixos e Histórias o depoimento da pioneira e jornalista Mercedes Urquiza. Nascida na Argentina, Mercedes deixou Buenos Aires a bordo de um jipe rumo a Brasília, em 1957. Suas histórias renderam importantes obras que registraram os primeiros passos da nova capital.

O programa também traz entrevista com o ator e bonequeiro Marcos Augusto de Rezende para falar sobre o Cine Itapuã, que foi um dos principais espaços culturais do Gama (DF) e que marcou gerações. Rádio Nacional de Brasília AM 980 Khz, a partir das 8h.

Na segunda-feira (20), o Espaço Arte destaca os dez anos do grupo Merceditas, que se apresenta no dia 24 de abril no Teatro Galpão Hugo Rodas, no Espaço Cultural Renato Russo. O grupo brasiliense é dedicado à interpretação de músicas latino-americanas, especialmente do movimento Nueva Canción. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.

Na terça-feira (21), aniversário da cidade, o Espaço Arte exibe entrevista com o músico, produtor e professor Alexandre Veiga dos Santos, o Alexandre Podrão, integrante da banda Detrito Federal. Ele lança o livro Crônicas e Mitos do Rock de Brasília 1982-1994, que revisita a cena musical da capital. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.

No mesmo dia, a programação musical (13h às 18h) da Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz será formada por músicas dos artistas brasilienses; e o programa Tarde Nacional (15h), da Rádio Nacional de Brasília AM 980 Khz, será integralmente dedicado ao aniversário da capital federal.

A temática especial segue ao longo da semana no Espaço Arte. Na quarta-feira (22), a pauta será o aniversário do Museu de Arte de Brasília, que amplia a programação cultural no dia 25 com visita guiada e apresentações dos grupos Sambrasss e Samba das Meninas.

Já na quinta-feira (23), Dia Nacional do Choro, o programa recebe o diretor musical e saxofonista da Orquestra Pizimdim, Bruno Patrício. Rádio Nacional de Brasília FM 96,1 MHz, às 12h30.

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Parque de Ideias leva escritora Clarice Lispector ao público do Rio

Evento gratuito ocorre hoje, às 16h, na Biblioteca Parque Estadual

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Cristina Indio do Brasil – Repórter da Agência Brasil

Clarice Lispector estará no centro das atenções na Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio. O encontro, gratuito ao público, será por meio do Projeto Parque de Ideias, idealizado pelo documentarista Márcio Debellian.

Nesta terça-feira (14), às 16h, a jornalista, escritora e roteirista Melina Dalboni vai apresentar a palestra Clarice Lispector: da literatura ao teatro e ao cinema, que ela prefere chamar de conversa com os visitantes.

Ela vai levar a sua experiência nas diferentes adaptações que fez da obra de Clarice para o longa A paixão segundo G.H. e quando escreveu o livro Diário de um Filme – A paixão segundo G.H., baseado no longa.

Melina revelou ser fã da escritora e poder conversar sobre Clarice, em um projeto dentro da Biblioteca Parque Estadual, é ter a oportunidade e o privilégio de estar em um espaço que oferece uma programação de qualidade e gratuita. Ela considera Clarice como uma das maiores escritoras do mundo.

“A obra da Clarice é publicada em mais de 40 países e foi traduzida para mais de 30 idiomas. Embora muitos considerem a obra da escritora hermética, entendo que seja o contrário”, diz Melina à Agência Brasil.

“Os livros, contos e crônicas dela são acessíveis e apaixonantes exatamente porque ela propõe essa ideia de ‘pensar-sentir’, de modo que o leitor não precisa exatamente entender tudo cartesianamente, mas, sim, estar aberto para ler e ser tocado, ler e sentir em si mesmo, como se o livro fosse um espelho”, explica.

A roteirista revelou que o processo criativo desenvolvido e oferecido pelo cineasta Luiz Fernando Carvalho para a criação do filme A Paixão Segundo G.H. foi aberto a todos que participaram da produção, desde a atriz Maria Fernanda Cândido passando pela equipe de figurino, de costura, de roteiro, os motoristas, a direção de arte e, inclusive, estudantes de teatro.

“Todos nós tivemos a oportunidade de mergulhar na obra a partir de uma semana de palestras dos maiores especialistas em Clarice, como Nádia Batella Gotlib, José Miguel Wisnik e Yudith Rosembaum, dentre outros”, contou

O processo criativo do filme, segundo Melina, a permitiu ter um contato mais profundo e íntimo com a obra de Clarice, da qual já estudava e era leitora. Esse envolvimento, conforme explicou, resultou na necessidade de registrar essa experiência no livro Diário de um Filme – A Paixão Segundo G.H, publicado pela editora Rocco.

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Espetáculo

 

Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Projeto Parque de Ideias. Foto: Fabian/Divulgação
Rio de Janeiro (RJ), 14/04/2026 – FOTO DE ARQUIVO – Projeto Parque de Ideias. Beth Goulart apresenta a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector.. Foto: Fabian/Divulgação – Fabian/Divulgação

Ainda hoje, às 18h, será vez de a atriz Beth Goulart apresentar a peça Simplesmente eu, Clarice Lispector. Em cartaz há 17 anos, já foi vista mais de 1 milhão de pessoas. “É uma alegria a gente receber esta parceria com o público sempre acompanhando o nosso trabalho”, comentou Beth Goulart em entrevista à Agência Brasil.

O monólogo foi escrito, dirigido e produzido pela própria Beth, que por sua interpretação recebeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz. Ainda no Projeto Parque de Ideias, o público terá a oportunidade de ver o espetáculo também, nesta quarta-feira (15), no mesmo horário.

Para a atriz, é maravilhoso poder apresentar a peça em uma Biblioteca. Acrescentou que o espetáculo sempre foi um incentivo à leitura, principalmente, da literatura de Clarice Lispector, que, conforme afirmou, “é uma literatura muito especial que faz os leitores se auto conhecerem, se olharem por dentro e melhorarem em todos os sentidos como pessoa”.

“A leitura tem essa função na nossa vida. Abre portas, horizontes e possibilidades de conhecimento. Fazer dentro de uma biblioteca é maravilhoso. É estimular a leitura em um espaço fértil para isso. Não só conhecer a literatura de Clarice, mas de tantos outros autores maravilhosos que estão à nossa disposição”, ressaltou.

“Uma biblioteca é um lugar mágico de mil possibilidades para você conhecer os pensamentos dos grandes criadores. É uma fonte maravilhosa de aprendizado, de conhecimento e de troca”, completou.

A ponte da literatura com o teatro sempre foi um dos objetivos da atriz, para quem é muito importante estimular o hábito da leitura. “O teatro nos aproxima da beleza da literatura, porque nos faz dar vida a estes personagens, trazer a experiência da leitura que é individual e solitária para uma experiência coletiva, que é o que o teatro nos propõe. É uma ampliação desse prazer maravilhoso de entrar em contato com as letras, as palavras e os pensamentos dos grandes autores”, afirmou

Parque de Ideias

Grafiteiros pintam a fachada da Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro
 Biblioteca Parque Estadual, no centro do Rio de Janeiro, apresenta o Projeto Parque de Ideias – Tomaz Silva/Agência Brasil

O projeto, que está na sua quarta edição, segue em até o dia 17 de abril. A cada mês uma semana da Biblioteca é destinada à programação do Projeto Parque de Ideias. Já passaram por ali as cantoras Alcione e Fafá de Belém e o cantor e compositor Neguinho da Beija-Flor entre outros.

Márcio Debellian, que dirigiu o documentário Fevereiros sobre o desfile da Mangueira com enredo de Maria Bethânia e a religiosidade do recôncavo baiano, disse que a ideia da homenagem surgiu por influência da peça que a Beth tem apresentado.

“É um fenômeno pela quantidade de anos que está em cartaz, quantidade de público que ela levou aos teatros, a qualidade da peça e do texto e da atuação da Beth, muito premiada”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

“Acho que para uma Biblioteca Pública que abriga a obra da Clarice, quem for lá pode retirar os livros da Clarice gratuitamente, faz sentido em um teatro com 200 lugares, que está bonito, com palco novo, que a gente reformou, poder oferecer a peça da Beth gratuitamente e ter uma aula da Melina que adaptou Clarice para o cinema”, observou.

O documentarista comentou que trabalha com um público muito diverso. “Tem gente que tem conhecimento da obra e já leu tudo, e tem gente que está sendo introduzida àquele autor, que está indo ao teatro pela primeira vez porque é ao lado da Central do Brasil, gratuito, acessível por vários meios de transportes”, informa.

“Faria sentido para uma Biblioteca abrigar a peça em homenagem a Clarice e ter uma aula que ajude a ensinar mais o universo clariceano e que as pessoas possam frequentar o acervo da Biblioteca retirar os livros”, acrescenta.

Na visão de Debellian, que também é fã de Clarice, a autora é transformadora. “Mudou a minha vida de tal ponto de que quando li o primeiro livro tive que ler oito seguidos de uma tacada só e quase enlouqueci. Tive que parar um pouco porque fui tragado por aquele universo, mas está tudo marcado, sublinhado, às vezes tenho que voltar à prateleira e reler o que marquei. É uma autora fundamental na minha vida que me envolve muito”, revelou.

Debellian tem certeza de que Clarice vai conquistar o público que ainda não teve contato com as obras da escritora. “Vai sair mobilizado porque as palavras são tão fortes, tão profundas, mexe com o seu pensamento e a sua sensibilidade”, afirma.

“Você não se esquece e leva aquilo para a vida. E quando você entra na Clarice, precisa mergulhar para entender de onde sai tanta sabedoria, tanta clareza e tanto impacto. Você fica tomado, nada passa batido, nada é corriqueiro”, diz empolgado com a obra da autora.

Público

Debellian disse que costuma conversar com os frequentadores da Biblioteca para saber quem está indo pela primeira vez e sempre se depara com a diversidade.

“É o público popular mesmo e muito diverso nas atividades que a gente faz. Tem gente que pega o trem, vem de São Gonçalo, Niterói, Duque de Caxias e São João de Meriti. Eu pergunto muito antes de abrir a programação”, contou.

Ele acrescenta que, por causa desse desconhecimento sobre o funcionamento daquele espaço cultural, gosta também de revezar os gêneros musicais dos convidados, por que aí é possível trazer outros públicos que não conhecem o espaço de leitura e cultura.

“É fundamental a gente se apropriar desse equipamento público para que em uma outra crise de governo, não pensem que para cortar o orçamento, tem que cortar em bibliotecas públicas. O espaço tem que estar muito ocupado com a população interessada nele e sabendo do valor dele”.

O idealizador do projeto destacou que mesmo tendo a atração dos celulares, existem pessoas que ainda gostam de pegar um livro na biblioteca para fazer a leitura enquanto se deslocam nos transportes públicos. “É esse estímulo. A gente tem feito muitos encontros com autores”.

O Parque de Ideias completa quatro anos agora em maio. Toda a programação é gratuita e também reúne oficinas, cursos em parceria com a PUC Rio e encontros que misturam literatura, música e processos criativos.

O projeto é uma realização da Debê Produções com patrocínio do Instituto BAT e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

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Concerto do Ano Cultural Brasil-China lota Teatro Poupex, em Brasília

Apresentação reuniu músicos chineses e brasileiros em espetáculo que marcou o início das celebrações culturais entre os dois países

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A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China realizou uma apresentação especial ao lado da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro, no Teatro Poupex Cultural, em Brasília, na noite desta terça-feira (7). O concerto integra a programação do Ano Cultural Brasil–China, iniciativa oficial dos governos dos dois países para fortalecer o intercâmbio cultural e institucional.

O evento reuniu autoridades, diplomatas, militares e convidados. Entre os presentes estavam o embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao; o secretário-executivo adjunto do Ministério da Cultura, Cassius da Rosa; e o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Laudemar Aguiar. Representaram o Ibrachina o presidente Thomas Law e a diretora administrativa e financeira Ana Ou Law.

Também participaram o senador Jaques Wagner; o presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Herman Benjamin; o ministro do Superior Tribunal Militar, general Anísio de Oliveira Jr.; o secretário de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social do MCTI, Inácio Arruda; e a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Kátia Schweickardt.

A apresentação, que lotou o teatro, foi dividida em duas partes: a primeira sob regência da maestrina chinesa Jiang Huan e a segunda conduzida pelo maestro Cláudio Cohen. No palco, músicos da Camerata da CNSO, com destaque para o violinista Yao Liang, se uniram aos instrumentistas brasileiros em um repertório que mesclou obras clássicas dos dois países. O programa incluiu desde peças brasileiras consagradas, como “Aquarela do Brasil” e “Trenzinho Caipira”, até composições tradicionais chinesas, como “Dança da Serpente Dourada” e “Os Amantes Borboleta”.

Início das ações do Ano Cultural Brasil–China 

De acordo com o embaixador Zhu Qingqiao, o concerto em Brasília representa “a primeira atividade de destaque do Ano Cultural Brasil–China”. “As relações China–Brasil também são uma história de intercâmbio cultural e aproximação entre os povos. Hoje, a serenidade da música chinesa se encontra com a vitalidade do ritmo brasileiro, revelando a beleza de cada cultura e a harmonia entre elas”, afirmou.

O presidente do Ibrachina, Thomas Law, destacou a importância do evento para o fortalecimento das relações bilaterais. “É um superevento, com grandes artistas vindos da China executando músicas brasileiras e obras chinesas conhecidas. Essa interação é um marco nas relações diplomáticas e culturais entre os dois países em 2026, o Ano Cultural Brasil–China”, declarou.

Para o maestro Cláudio Cohen, a união entre músicos brasileiros e chineses simboliza a força da cultura como ferramenta de integração. “As culturas de China e Brasil se uniram pela música, como uma forma potente de aproximação entre os povos”, afirmou.

Já o embaixador Laudemar Aguiar ressaltou o papel estratégico da cultura nas relações internacionais. “A cultura é dimensão essencial da cooperação internacional e instrumento para o fortalecimento das relações entre os países”, disse. Segundo Cassius da Rosa, a iniciativa reforça a importância da cultura na agenda bilateral. “Essa celebração é um símbolo vivo da parceria estratégica entre Brasil e China, mostrando que a cultura ocupa espaço prioritário nessa relação”, destacou.

Intercâmbio cultural

A iniciativa promove o intercâmbio cultural entre Brasil e China, reunindo músicos reconhecidos em um concerto que une repertórios e tradições distintas. A Camerata apresentou obras marcantes da música chinesa e emocionou o público presente no Teatro Poupex Cultural.

O evento foi organizado pelo Ministério da Cultura e Turismo da China, Embaixada da China no Brasil, Instituto Guimarães Rosa, Ministério das Relações Exteriores, Ministério do Turismo e Ministério da Cultura do Brasil. A realização contou com STNS, Ibrachina e Orquestra Sinfônica Nacional da China, com apoio do Teatro Poupex Cultural.

Sobre o Ibrachina    

Fundado em 2018 pelo Dr. Thomas Law, advogado, o Ibrachina é um Instituto sociocultural que tem como finalidade promover a integração entre as culturas e os povos do Brasil, China e de países que falam a língua portuguesa. O Ibrachina atua em parceria com universidades, entidades e associações, além de fazer parte das Frentes Parlamentares Brasil/China, BRICS, criadas pela Câmara dos Deputados, e de Cooperação Política Cultural entre Brasil, China, Coreia e Japão, da Câmara Municipal de São Paulo.

Fonte: Agência Pub 

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