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FUNDAÇÃO AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL DISCUTE SECA E QUEIMADAS

Ex-ministro do Meio Ambiente faz um alerta aos governos e à sociedade

 

José Carlos Carvalho, ex-Secretário do Meio Ambiente de Minas Gerais e ex-ministro do Meio Ambiente, hoje consultor e conselheiro da ONG da “Fundação Amazônia Sustentável” esteve no final de setembro em Manaus para debater sobre as queimadas e a seca na Amazônia.

Ao lado presidente da FAS, Virgílio Viana, José Carlos Carvalho participou da Reunião do Conselho de Administração da Fundação e foi direto ao ponto e mostrou as questões que preocupam a sociedade brasileira e os ambientalistas.

 

Virgílio Viana e diretoria da Fundação Amazônia Sustentável recebe o ex-ministro José Carlos Carvalho para discutir o futuro da região amazônica.

 

Para José Carlos Carvalho é importante entender a situação atual não só na Amazônia, mas em todas as regiões do Brasil. Aqui na Amazônia os rios têm alternado cheias e vazão mínima recordes, demonstrando que a tese dos cientistas sobre os eventos climáticos extremos é uma realidade visível e trágica. Quer um exemplo, lembrou o ex-ministro: “Em março, o Rio Negro teve uma cheia histórica, seis meses depois está vivendo uma situação inversa. É urgente preparar o país para essa nova realidade e investir em iniciativas de adaptação às mudanças climáticas”, salientou José Carlos Carvalho.

 

FUNDAÇÃO AMAZÔNIA SUSTENTÁVEL

A Fundação Amazônia Sustentável completa agora no início de 2025 17 anos. É uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia por meio de programas e projetos nas áreas de educação e cidadania, saúde, empoderamento, pesquisa e inovação, conservação ambiental, infraestrutura comunitária, empreendedorismo e geração de renda. Para o presidente da entidade, Virgílio Viana, a missão da Fundação é bem objetiva: contribuir para a conservação ambiental da Amazônia através da valorização da floresta em pé e sua biodiversidade e da melhoria da qualidade de vida das comunidades ribeirinhas associada à implementação e disseminação do conhecimento sobre desenvolvimento sustentável.

 

O manejo do Pirarucu na comunidade de Boa Vista do Calafate, projeto de incentivo da Fundação Amazônia Sustentável. (foto: FAS)

 

Educação, saúde, geração de renda e energias renováveis. Essas são apenas algumas das frentes de trabalho que fazem parte do legado da Fundação Amazônia Sustentável Para Virgílio Viana, as ações da Fundação impactam diretamente na qualidade de vida de 21,5 mil na região.

Entre as ações, destacam-se o projeto pioneiro de telessaúde em comunidades ribeirinhas, tradicionais e indígenas. A iniciativa proporciona atendimento remoto, por meio de acesso à internet, facilitando que famílias ribeirinhas tenham contato rápido com um especialista sem que precisem se deslocar até um posto de saúde fora da sua comunidade.

 

“Em março, o Rio Negro teve uma cheia histórica, seis meses depois está vivendo uma situação inversa. É urgente preparar o país para essa nova realidade e investir em iniciativas de adaptação às mudanças climáticas”.

José Carlos Carvalho

 

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Brasília terá título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural

Homenagem será prestada em encontro que começa hoje na cidade

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Luiz Claudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

 

Tratar de estratégias conjuntas para proteção dos patrimônios material e imaterial, e para inovação em políticas públicas está entre os objetivos centrais de um evento internacional em Brasília, desta quarta (11) até sexta-feira (13). Na ocasião, a cidade será homenageada com o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural.

O evento é a reunião do Comitê Setorial de Patrimônio Cultural da União de Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI) e será realizado no Salão Nobre do Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, a partir das 14h Nesses dias, estão previstos também o intercâmbio de boas práticas de gestão dessas cidades e o fortalecimento da identidade histórica urbana.

Na avaliação do secretário de Relações Internacionais do DF, Paco Britto, o novo título amplia a projeção internacional de Brasília como capital do diálogo, da diplomacia e da preservação do patrimônio. A cidade é Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1987 quando recebeu esse título da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

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Compromisso

O encontro vai abordar eixos temáticos para seguir com as discussões iniciadas em Lima (Peru), em 2025. O grupo de discussão pretende apresentar, até o final do evento, uma Carta de Compromisso comum com a preservação, valorização e gestão sustentável do patrimônio cultural.

Fazem parte da Ucci 29 cidades de 24 países ibero-americanos. A ideia da rede é permitir que as cidades compartilhem experiências e trabalhem em conjunto para enfrentar desafios comuns. Do Brasil, além de Brasília, o grupo é representado por São Paulo (SP) e o Rio de Janeiro (RJ). 

Somadas, essas regiões têm 76 milhões de habitantes que falam espanhol e português. A UCCI atua como plataforma para a cooperação urbana, o intercâmbio de conhecimentos e a disseminação de boas práticas entre seus membros.

Cidade única

Segundo a pesquisadora em arquitetura Angelina Nardelli Quaglia, que estuda temas ligados à capital e periferia na Universidade de Brasília (UnB), a capital brasileira proporciona culturalmente valores únicos.

“Brasília é uma capital reconhecida internacionalmente pela arquitetura e pelos processos culturais que aqui acontecem”,  afirma.

A pesquisadora entende que Brasília tem características únicas e a diversidade cultural como marca fundamental, incluindo as misturas de influências que chegam do país inteiro. A diversidade perpassa gerações, na avaliação dela.  “Há uma paisagem cultural muito rica, que é a grande beleza de Brasília”.

A cidade também simboliza a democracia brasileira em diferentes momentos, como na luta pela liberdade, a Constituição de 1988 e a resistência após os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. “Eu entendo que é uma cidade à frente do tempo”. 

Desafios

No entanto, Angelina Nardelli observa que a cidade, quatro anos depois de inaugurada, particularmente durante a ditadura militar (1964 – 1985),  não teve legislação para manutenção do patrimônio.

“Tivemos um hiato muito grande de uma legislação que também começa a se transformar mundialmente (mas não no Brasil)”.

O cenário começaria a se alterar com o título expedido pela Unesco em 1987. “A memória foi reconhecida como patrimônio”. A pesquisadora compreende que a manutenção do patrimônio em Brasília não é simples.

A capital aprovou, por exemplo, há dois anos, o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Mas a pesquisadora entende que são necessários mais recursos e políticas públicas de proteção para que tanto o tombamento quanto a manutenção estejam em ordem. “Em Brasília, isso devia ser um exemplo, mas ainda não é. A capital é uma cidade muito nova”, diz.

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NÃO É MAIS TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

O crime organizado plantou-se no ESTADO. Os Tres Poderes viraram quatro…

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UMA PEQUENA COLETÂNEA DAS ASSOMBROSAS MENSAGENS EXTRAÍDAS PELA PF DO CELULAR DE VORCARO
Por Carlos Arouck
08/03/2026 às 20:21
O conteúdo a seguir reúne informações publicadas por veículos como O Globo, G1, CNN Brasil, Estadão, Folha de S.Paulo, BBC, Gazeta do Povo e Veja, além de decisões do Supremo Tribunal Federal e informações da Polícia Federal do Brasil, publicadas ao longo de março de 2026.
As mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, tornaram-se peça central nas investigações sobre um esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados vinculados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo estimativas citadas nas investigações, o impacto potencial no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) pode chegar a R$ 47,3 bilhões, somando operações atribuídas ao Banco Master e ao Will Bank, o que configuraria o maior risco financeiro já registrado no sistema de garantia bancária brasileiro.
A perícia da Polícia Federal utilizou técnicas de análise forense digital para recuperar conversas armazenadas no aparelho de Vorcaro, incluindo mensagens enviadas com o recurso de “visualização única” no aplicativo WhatsApp. Parte do material teria sido preservada por meio de capturas de tela armazenadas no bloco de notas do próprio aparelho.
Os diálogos revelam momentos de tensão no dia da primeira prisão do empresário, ocorrida em 17 de novembro de 2025 no Aeroporto Internacional de Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos. Também aparecem conversas sobre tentativas de venda do Banco Master ao grupo Fictor, apresentado em negociações como ligado a investidores árabes, além de contatos com políticos e autoridades.
Trechos das mensagens passaram a circular na imprensa, o que levou à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro André Mendonça para apurar o vazamento do material.
Entre os diálogos analisados pela perícia, há conversas registradas em 17 de novembro de 2025 com um contato salvo no celular de Vorcaro como “Alexandre Moraes”. Nas mensagens, o empresário pede informações sobre possíveis vazamentos de reportagens e sobre o andamento de investigações.
Em um dos trechos registrados às 7h19, Vorcaro escreve:
“Bom dia. Tudo bem? Estou tentando antecipar os investidores… De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada […] Mas a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas lá.”
Mais tarde, às 17h22, ele afirma:
“Fiz uma correria aqui pra tentar salvar. Fiz o que deu, vou anunciar parte da transação.”
Minutos depois, às 17h26, envia nova mensagem:
“Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”
Às 20h48, escreve:
“Foi. Seria melhor na sexta junto com os gringos, mas foi o que deu […] Tô indo assinar… e estou online.”
Segundo os registros periciais citados nas reportagens, a resposta foi apenas um emoji de confirmação.
Outras mensagens mencionadas nas reportagens indicam encontros presenciais. Em abril de 2025, Vorcaro escreve:
“Tô indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa”.
Em março do mesmo ano, registra:
“Chegou Hugo e Ciro aqui pra falarem com Alexandre”, em referência aos políticos Hugo Motta e Ciro Nogueira.
O ministro Alexandre de Moraes declarou publicamente que não manteve qualquer troca de mensagens com o empresário. Em manifestação enviada à imprensa, afirmou que não recebeu as mensagens citadas e classificou como falsa a associação feita com seu nome.
A Polícia Federal confirmou a extração das conversas e seus horários, mas afirmou que não há comprovação técnica definitiva de que o destinatário das mensagens fosse o ministro. Reportagens de O Globo e do Estadão disseram ter verificado o número associado ao contato e o contexto das conversas.
As mensagens também mencionam encontros e relações com figuras políticas.
O senador Ciro Nogueira aparece descrito em conversas como “grande amigo”. Em determinado diálogo, Vorcaro comemora a aprovação de um projeto de lei considerado favorável ao setor financeiro.
Há ainda referência a um jantar na residência oficial da Câmara dos Deputados, em 26 de fevereiro de 2025, organizado pelo então presidente da Casa, Hugo Motta, que teria reunido seis empresários.
Outro trecho menciona uma reunião ocorrida em dezembro de 2024 com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na qual também estaria presente o economista Gabriel Galípolo, indicado para presidir o Banco Central do Brasil.
Em conversas privadas, Vorcaro também faz críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro após publicações em redes sociais.
Outro registro citado nas reportagens refere-se a um evento realizado em Londres em abril de 2024, no qual Vorcaro discursou ao lado de autoridades do Judiciário, incluindo os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Parte do material apreendido inclui conversas pessoais com a empresária Martha Graeff. Trechos dessas mensagens foram divulgados pela imprensa, o que levou a defesa do empresário a questionar a divulgação com base na Lei 9.296 de 1996, que regula interceptações e sigilo de comunicações.
As conversas tratam de temas pessoais, viagens e encontros sociais. Há referências a uma suposta “extorsão bem chata” em Brasília em abril de 2024, além de planos de viagens para Lisboa e Saint-Tropez.
Em outros trechos aparecem convites para camarotes no Carnaval de 2025, além da menção a possíveis convidados estrangeiros, como Ivanka Trump e Jared Kushner.
Também aparecem mensagens rotineiras enviadas a diferentes contatos, com cumprimentos e comentários sobre encontros sociais e políticos.
Segundo os investigadores, parte das conversas aponta para um esquema de fraude relacionado a empréstimos consignados vinculados ao INSS.
Entre os elementos citados nas investigações estão o uso de bases de dados obtidas ilegalmente, supostamente originadas de sistemas ligados à Polícia Federal, à Receita Federal e a bancos de dados internacionais. Os investigadores também mencionam pagamentos regulares a servidores públicos descritos nas mensagens como “consultorias informais”.
Outro ponto citado nas reportagens envolve um contrato firmado com o escritório Barci de Moraes, ligado a familiares do ministro Alexandre de Moraes, com valores mensais estimados em R$ 3,6 milhões.
Mensagens trocadas no próprio dia 17 de novembro de 2025 indicam preocupação em concluir a venda do Banco Master antes de uma eventual intervenção regulatória. No dia seguinte, 18 de novembro, foi decretada a liquidação da instituição.
Outro conjunto de mensagens menciona um grupo interno apelidado de “A turma”, que receberia cerca de R$ 1 milhão por mês.
Segundo a Polícia Federal, o grupo seria coordenado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido pelo apelido “Sicário”. Ele foi posteriormente preso e morreu durante o desenrolar das investigações.
Os investigadores classificaram o núcleo como uma organização criminosa com atuação semelhante à de estruturas mafiosas, envolvendo monitoramento ilegal de pessoas, tentativas de remoção de conteúdos negativos na internet e intimidação de adversários.
Entre as mensagens atribuídas a Vorcaro está uma conversa sobre o jornalista Lauro Jardim, colunista de O Globo. Em determinado trecho, o empresário escreve que gostaria de vê-lo agredido em um assalto. Mourão responde perguntando se poderia agir, e Vorcaro confirma.
Há também mensagens direcionadas a uma ex-funcionária identificada como Monique e a empregados do banco, nas quais aparecem ordens para “dar um sacode” e “intimidar”.
Outras conversas mencionam o monitoramento do ex-marido de Martha Graeff, com referência ao suposto acesso indevido a contas em redes sociais.
O senador Alessandro Vieira, integrante da comissão parlamentar que investiga o crime organizado, afirmou que o material indica a existência de uma estrutura paralela de pressão e vigilância.
O ministro Alexandre de Moraes negou qualquer contato com Daniel Vorcaro e declarou que não há veracidade nas mensagens atribuídas a ele.
A Polícia Federal afirmou que, até o momento, não há elementos suficientes para investigação direta do ministro. Paralelamente, o ministro André Mendonça determinou a abertura de inquérito no STF para apurar o vazamento das mensagens.
A defesa de Daniel Vorcaro solicitou investigação sobre a divulgação do material, especialmente das conversas de natureza pessoal, e sustenta que partes das mensagens foram retiradas de contexto.
Na terceira fase da Operação Compliance Zero, realizada em 4 de março de 2026, Vorcaro voltou a ser preso juntamente com outros investigados.
As mensagens também passaram a ser analisadas pela comissão parlamentar que investiga fraudes no INSS. Parte dos documentos foi encaminhada a órgãos de controle e levou ao afastamento de servidores ligados ao Banco Central.
O desfecho do caso ainda está em aberto, mas as investigações da Polícia Federal do Brasil já indicam que o episódio ultrapassa os limites de um escândalo bancário. O que começou como suspeita de fraudes em consignados do Instituto Nacional do Seguro Social passou a revelar uma rede de poder, dinheiro e influência que agora precisa ser completamente exposta. Se as suspeitas se confirmarem, o Caso Master poderá entrar para a história como um dos episódios mais graves de captura institucional já revelados no país.
Carlos Arouck
Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.
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MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INVESTIGAÇÃO SOBRE COBRANÇA DE PEDÁGIO NA SERRA DA CAPIVARA

Prefeitura de Coronel José Dias vai precisar explicar bloqueio de rodovias

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O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI), abriu procedimento investigatório para analisar o bloqueio de rodovias no município de Coronel José Dias, com objetivo de cobrança de uma espécie de pedágio (veja detalhes em: https://folhadomeio.com/2026/02/pedagio-aos-visitantes/.), para acessar o Parque Nacional Serra da Capivara, uma unidade de conservação federal que não cobra nenhuma taxa para ingresso nos seus circuitos turísticos.

A polêmica começou após a câmara de vereadores do município aprovar uma lei que estabelece um novo imposto denominado de Taxa de Preservação Ambiental e Turística (TPAT), que começa com o valor diário de R$ 20,00, para os visitantes que desejam conhecer o parque nacional através do seu território. Para isso, a Prefeitura fechou acessos alternativos e instalou barreiras físicas controladas por funcionários para cobrança do valor.

A decisão causou uma grande repercussão no trade turístico local que pressupõe um impacto negativo no fluxo de visitantes que chegam nessa região do Piauí para conhecer a Serra da Capivara, e seus sítios arqueológicos declarados como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO. Segundo dados da Secretaria Estadual de Turismo do Piauí, a maior parte dos visitantes é composta por grupos de estudantes da própria região que alegam não dispor desses valores para visitar o parque nacional.

Agora, o município de Coronel José Dias vai precisar esclarecer ao Ministério Público quem autorizou o bloqueio de rodovias nos acessos ao parque. Para piorar, pipocam denuncias dos próprios turistas sobre as condições insalubres que os funcionários da Prefeitura enfrentam no dia-a-dia dos bloqueios. Abrigados numa tenda improvisada, sem acesso a internet ou rede móvel de comunicação, esses agentes não dispõem das mínimas condições de trabalho, nem mesmo um banheiro químico para as suas necessidades fisiológicas.

Ao serem parados nos bloqueios, os turistas precisam mostrar o comprovante do pagamento da TPAT para continuar o trajeto em direção ao parque nacional num claro desrespeito ao direito fundamental garantido pelo Artigo 5*, inciso XV, da Constituição Federal de 1988 (liberdade de locomoção). Se, por acaso, o visitante não tiver pago a taxa, ao chegar no bloqueio, são orientados a voltar até uma área com rede de wi-fi nos povoados próximos, para o pagamento do pedágio e, só assim, seguir viagem.

A cobrança, apesar de amparada por uma Lei Municipal, induz o visitante a erro, pois o bloqueio acontece nas proximidades do principal acesso ao parque nacional, levando o turista a acreditar que está pagando um imposto obrigatório para entrar na reserva federal. A chefia do parque, por seu lado, não tomou nenhuma medida prática e efetiva para alertar aos visitantes sobre a gratuidade do acesso ao parque nacional.

Ao contrário, os funcionários do ICMBio, que é órgão responsável pela gerencia do parque nacional, não se fazem presentes no bloqueio para alertar os visitantes que o pagamento não é obrigatório nem impeditivo para o seu acesso à unidade de conservação. “Uma espécie de dobradinha entre a atual gestão do parque e o Poder Público Municipal”, desabafa o proprietário de uma pousada no povoado do Sítio do Mocó, que não concorda com a cobrança da taxa.

Inclusive, existem denúncias que vários parentes da atual chefe, Marian Rodrigues – que não é funcionária concursada do ICMBio, mas sim ocupante de cargo de indicação politica -, entre eles, o seu cônjuge, como ela, todos residentes no município de Coronel José Dias, são condutores de visitantes credenciados pelo órgão federal para trabalhar no parque nacional, ou ocupam cargos de confiança na Prefeitura do município, fazendo uma espécie de “vista grossa”, induzindo os visitante à pagar o pedágio municipal para entrar no parque.

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