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ALCATRAZES

‘Refúgio de Vida Silvestre de Alcatrazes” – o arquipélago é uma importante unidade de conservação.

 

O Refúgio de Vida Silvestre (RVS) de Alcatrazes é uma unidade de conservação (UC) criada pelo governo federal, no litoral norte de São Paulo, gerido de forma integrada com a Estação Ecológica (ESEC) de Tupinambás, que também fica na região. Alcatrazes nem sempre foi ilha. Durante o último período glacial, era uma montanha interligada ao continente em meio à Mata Atlântica. Com o derretimento do gelo há cerca de 15 mil anos atrás, o nível do mar subiu e isolou o local, transformando-o no arquipélago que conhecemos hoje.


Conhecida como Galápagos do Brasil, Alcatrazes tem este apelido porque este é um local isolado onde existem diversas espécies endêmicas, ou seja, que só encontradas ali. Os mecanismos de evolução que originaram a fauna exclusiva de Alcatrazes são os mesmos que Darwin observou nas Ilhas Galápagos, em 1835.

O isolamento causado pelo aumento do nível do mar, fez com que as espécies de fauna e flora do local não tivessem mais contato com o continente, isso forçou uma adaptação e até extinção de algumas delas.
Um bom exemplo de adaptação é o da serpente jararaca de alcatraz. Com a extinção de pequenos roedores na ilha, seu principal alimento, elas passaram a comer baratas e lacraias. A queda no consumo de calorias forçou uma redução no tamanho e até a composição do veneno dessas cobras foi alterada.

O refúgio é composto pelas ilhas do arquipélago dos Alcatrazes (com exceção da ilha da Sapata e daquelas já protegidas pela ESEC Tupinambás), além de relevante parte de oceano Atlântico, totalizando uma área de 67.364 hectares, sendo a maior unidade de conservação marinha de proteção integral das regiões Sul e Sudeste do Brasil. Na área do Refúgio é proibida a pesca e qualquer tipo de degradação ambiental.

SANTUÁRIO DE BIODIVERSIDADE

Quando foi criada a UC, em 2016, a ideia inicial era para ser um parque nacional. Mas foi decido pela nomenclatura de Refúgio de Vida Silvestre de Alcatrazes, pois a nova UC foi escolhida para melhor atender às necessidades de conservação do arquipélago, que é um “santuário” de biodiversidade. Alcatraz está repleta de espécies endêmicas (só existem no local), ameaçadas e migratórias, além de ser área de reprodução de aves e de espécies marinhas.

Na época, o ICMBio, pela portaria 90, foi criado o Núcleo de Gestão Integrada (NGI) Alcatrazes, que ficou encarregado de gerir as duas unidades de conservação – a ESEC Tupinambás e o Refúgio de Alcatrazes.

 

 

ESTAÇÃO ECOLÓGICA DE TUPINAMBÁS

A Estação Ecológica (ESEC) Tupinambás é uma unidade de conservação composta por áreas marinhas e insulares no litoral norte de São Paulo. Foi criada pelo Decreto Federal n° 94.656, em 20 de julho de 1987, com objetivo de proteger importantes patrimônios naturais da região. Suas áreas são destinadas à preservação da natureza e à realização de pesquisas científicas.

 

 

A ESEC possui áreas no arquipélago dos Alcatrazes e no arquipélago da Ilha Anchieta (ilhas de Cabras, Palmas e Ilhote das Palmas). Essa proteção permite condições ideais para abrigo, reprodução, alimentação e crescimento dos organismos marinhos. Alguns desses organismos têm suas larvas e ovos levados pelas correntes, contribuindo para o repovoamento das áreas adjacentes, que são utilizadas pela pesca por exemplo.

 

A ESEC Tupinambás contribui para a conservação de cerca de 120 espécies ameaçadas de extinção como a toninha (Pontoporia blainvillei), que é o golfinho mais ameaçado do planeta, e ocorre nas ilhas de Ubatuba. Nas suas áreas qualquer tipo de pesca e degradação ambiental são proibidas.

 

A Ilha de Alcatrazes, com grandes paredões rochosos, tem o formato de um Y. Seu ponto mais alto, o Pico da Boa Vista, está 316 metros acima do mar. Foto: Kelen Leite

 

DESENVOLVIMENTO DE

PESQUISAS CIENTÍFICAS

A manutenção de áreas naturais com pouca interferência humana, como é o caso das estações ecológicas, que são verdadeiros laboratórios naturais, permite o desenvolvimento de pesquisas científicas de alta qualidade, pois possibilitam um melhor entendimento dos processos ecológicos naturais.

A unidade desenvolve projetos de educação ambiental com as escolas de ensino fundamental e médio, além de visitas com objetivos educacionais, nas quais os participantes desenvolvem atividades monitoradas em contato com a natureza.

 

Todas as pessoas podem contribuir para a preservação da ESEC Tupinambás, participando do programa de voluntariado. O objetivo é proporcionar uma interação mais próxima da sociedade com a unidade, de forma que os participantes possam adquirir conhecimento e auxiliar na divulgação e multiplicação de informações sobre a importância da conservação desses ambientes.

 

 

OS NINHAIS DE ALCATRAZES

 

A ilha de Alcatrazes abriga uns dos maiores ninhais do país com nidificação de fragatas (Fregata magnificens), atobás (Sula leucogaster) e gaivotões (Larus dominicanus). Nas áreas do Refúgio Alcatrazes e da ESEC Tupinambás, no arquipélago dos Alcatrazes já foram registradas 91 espécies de aves, sendo que 37 delas são residentes.

 

Filhote de atobá (foto: ICMBio)

Dessas aves, 12 são consideradas ameaçadas de extinção, sendo seis são residentes, ou seja, dependem de Alcatrazes para procriação. Essas aves possuem diferentes hábitos de vida podendo ser oceânicas, insulares costeiras, migrantes de longo percurso (praieiras), aquáticas costeiras, terrestres e florestais. Dentre as migratórias, 35 têm procedência do Brasil.

 

Sete das aves oceânicas têm registro para a Antártica. Algumas dessas espécies dependem do ambiente florestal, e são endêmicas (exclusivas) da Mata Atlântica, como o beija-flor-preto (Florisuga fusca), o beija-flor-de-bico-curvo (Polytmus guainumbi), a maria preta (Knipolegus nigerrimus), o tiê-preto (Tachyphonus coronatus), o saí-canário (Thlypopsis sordida) e o azulão (Cyanoloxia brissonii).

 

Alcatrazes – O paredão granítico de 316 metros de altura no meio do oceano impressiona os navegantes por sua beleza e suas águas com boa visibilidade e grande quantidade de vida marinha fazem um convite ao mergulho contemplativo. Foto: Kelen Leite

 

VEGETAÇÃO DO ARQUIPÉLAGO

 

A vegetação do arquipélago dos Alcatrazes é caracterizada por áreas de mata atlântica e campos rupestres. A ilha de Alcatrazes tem como espécies endêmicas um antúrio (Anthurium alcatrazensis) e uma begônia (Begonia venosa). No estado de São Paulo, as plantas Croton compressus e Manettia fimbriata foram coletados apenas na ilha de Alcatrazes.

A rainha do abismo (Sinningia insularis) é endêmica da ilha de Alcatrazes e do morro do Recife, em São Sebastião. Uma espécie de begônia da ilha (Begonia larorum) foi encontrada uma única vez em 1923, sendo atualmente considerada extinta.

Alcatrazes também é o principal local de abrigo, alimentação e descanso de tartarugas marinhas da costa de São Paulo. Em suas águas também são encontradas cerca de 260 espécies de peixes, que são maiores e formam grandes cardumes no arquipélago, sendo considerada a região de fauna recifal mais conservada das regiões Sudeste e Sul do Brasil.

 

PATRIMÔNIO ARQUEOLÓGICO

 

Além de exuberante beleza e expressiva biodiversidade, o arquipélago dos Alcatrazes faz parte do patrimônio arqueológico, histórico e cultural da região. Foi citado nos relatos históricos logo após a colonização do Brasil. No local, foram encontradas cerâmicas que indicam o uso da ilha pelos povos que viviam na região antes do descobrimento do Brasil.

 

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MAIS INFORMAÇÕES:

NOME DA UNIDADE: Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes

BIOMA: Marinho

ÁREA: 67.479,29 hectares

DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Decreto sem número de 02/agosto/2016

ENDEREÇO: Avenida Manoel Hipólito do Rego, nº 1907 – Bairro Arrastão – São Sebastião/SP – CEP: 11.605-136 – TELEFONE: (12) 3892-4427
E-MAIL: ngi.alcatrazes@icmbio.gov.br ou usopublico.alcatrazes@icmbio.gov.br

 

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O papel do brincar na regulação emocional das crianças

Como as brincadeiras ajudam a desenvolver autocontrole, empatia e equilíbrio emocional desde a infância

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Por Alcie Simão  

Brincar é muito mais do que passar o tempo ou gastar energia. Para a criança, a brincadeira é uma linguagem essencial — uma forma de compreender o mundo, expressar sentimentos e aprender a lidar com frustrações, medos, alegrias e desafios. Em um cotidiano cada vez mais acelerado, reconhecer o valor do brincar livre e guiado é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável.

Brincar é sentir, experimentar e elaborar

Durante as brincadeiras, as crianças simulam situações da vida real: cuidam de bonecos, encenam conflitos, inventam aventuras, criam regras e negociam papéis. Tudo isso funciona como um “laboratório emocional”, onde elas podem experimentar sentimentos em um ambiente seguro.

Quando uma criança finge ser médica, super-heroína ou professora, por exemplo, está também elaborando experiências vividas, tentando compreender o que sentiu e ensaiando novas respostas para o futuro. Esse processo ajuda a organizar emoções internas que, muitas vezes, ainda não conseguem ser expressas em palavras.

Regulação emocional começa no corpo

Correr, pular, dançar, construir, desmontar, desenhar e modelar massinha são atividades que envolvem o corpo e os sentidos. Esse movimento é essencial para liberar tensões, reduzir ansiedade e ajudar a criança a se acalmar depois de momentos intensos.

Brincadeiras físicas contribuem para:

  • descarregar estresse acumulado;
  • aumentar a consciência corporal;
  • favorecer o autocontrole;
  • melhorar a capacidade de foco após a atividade.

Já as brincadeiras mais tranquilas, como quebra-cabeças, jogos de encaixe ou leitura compartilhada, ajudam a desacelerar e encontrar estados de calma e concentração.

Aprender a lidar com frustrações e conflitos

Nem toda brincadeira é fácil — e isso é ótimo. Perder um jogo, esperar a vez, seguir regras ou negociar com amigos são experiências que desafiam emocionalmente a criança. Com apoio adulto, esses momentos se tornam oportunidades valiosas de aprendizado.

Ao vivenciar pequenas frustrações no brincar, a criança desenvolve:

  • tolerância ao erro;
  • persistência;
  • flexibilidade;
  • capacidade de resolver problemas;
  • empatia.

Essas competências formam a base da autorregulação emocional, habilidade que será usada por toda a vida.

O papel dos adultos: presença sem controle excessivo

Pais, cuidadores e educadores têm um papel importante nesse processo. Não é necessário dirigir cada brincadeira — muitas vezes, observar e estar disponível já é suficiente. Quando a criança convida o adulto para participar, entrar no jogo com curiosidade e respeito fortalece o vínculo e amplia a segurança emocional.

Algumas atitudes que ajudam:

  • validar sentimentos (“parece que você ficou frustrado, quer tentar de novo?”);
  • evitar resolver tudo imediatamente;
  • estimular a nomeação das emoções;
  • oferecer tempo e espaço para brincar livremente;
  • reduzir distrações como telas durante esses momentos.

Brincar também é construir vínculo

Quando adultos brincam com crianças, criam-se conexões afetivas profundas. Esse tempo compartilhado transmite a mensagem: “você é importante”, “eu estou aqui”, “seus sentimentos importam”. A segurança emocional gerada nessas interações fortalece a autoestima e facilita que a criança procure ajuda quando estiver sobrecarregada.

Um direito e uma necessidade

Mais do que lazer, o brincar é uma necessidade básica da infância. Ele sustenta o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, ajudando a criança a crescer mais confiante, resiliente e preparada para lidar com as próprias emoções.

Em meio a agendas cheias e estímulos digitais constantes, reservar tempo diário para brincar — dentro ou fora de casa, com ou sem brinquedos estruturados — é investir diretamente na saúde emocional das crianças.

Porque, no fundo, toda grande aprendizagem emocional começa em algo simples: uma brincadeira.

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O BRASIL DE JK

HÁ 70 ANOS JUSCELINO TOMAVA POSSE NA PRESIDÊNCIA

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“Lutei dia e noite para dar nova dimensão ao nosso País.

Quis que, da minha administração, não se pudesse dizer,

sem pecar contra a verdade, que o Brasil crescia nas horas noturnas,

enquanto o Governo dormia. Não!

O Governo não dormiu, em minhas mãos.”

Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

Em 526 anos de Brasil, há datas a celebrar e há datas para esquecer. Felizmente, as datas para celebrar são maioria. Duas delas, por exemplo, moldaram este País por serem mais significativas e funcionarem como um divisor de águas do Brasil como Nação. Ambas as datas, separadas por 148 anos, aconteceram no mês de janeiro. A chegada da família real ao Brasil, em 22 de janeiro de 1808 e a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 31 de janeiro de 1956.

A vinda da corte para o Brasil foi uma manobra do príncipe regente, D. João, para garantir que Portugal continuasse independente, quando foi ameaçado de invasão por Napoleão Bonaparte. A principal consequência foi a declaração do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. O Brasil deixou de ser colônia, o que provocou uma série de transformações geopolíticas.

A permanência da família real foi decisiva para manter a unificação e grandiosidade do território nacional, a possibilidade de o país inteiro falar a Língua Portuguesa, além de outros ganhos concretos como a abertura dos portos para as nações amigas e a criação de entidades essenciais: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Real Fábrica de Pólvora, Imprensa Oficial e Banco do Brasil.

Em 31 de janeiro de 1956, 134 anos depois da Independência, vem a segunda data que transformou o Brasil em todas as dimensões: cultural, industrial, econômica e politica: a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Não foi fácil a chegada de JK ao Palácio do Catete. Ainda governador de Minas, Juscelino deixou claro sua intenção de disputar a Presidência da República pelo PSD.

Houve muitas tratativas de lideranças nacionais e até de militares para demover JK de sua intenção. O próprio presidente da República, Café Filho (vice de Getúlio Vargas) e o governador de Pernambuco, Etelvino Lins, se articularam para evitar a candidatura de JK.

Pior: até seu padrinho político, o ex-governador de Minas, Benedito Valadares, temeroso de que o crescimento de JK lhe roubasse influência no Estado, não mediu esforços, nos bastidores, contra a candidatura.

Em dezembro de 1954, militares de alta patente levaram ao então presidente Café Filho um documento em defesa da candidatura única à Presidência. Sem JK, evidentemente.

O presidente Café Filho – que tomou a iniciativa de ler o texto no programa ‘A Voz do Brasil’, ainda procurou demover JK, com o argumento de que as Forças Armadas não aprovavam a sua pretensão.

JK começou a ganhar a eleição ali. Não se deixando intimidar, confirmou sua candidatura e mandou um recado curto e grosso para o presidente Café Filho. Sua frase virou seu lema de vida: “DEUS POUPOU-ME O SENTIMENTO DO MEDO”.

E foi com este sentimento que JK plantou sua candidatura em 10 de fevereiro de 1955, para colher nas urnas, em 3 de outubro, 3.077.411 votos, ou 36% do total.

Não foi fácil. No dia primeiro de novembro, o coronel Jurandir de Bizarria Mamede, discursando no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, sugere golpe militar para impedir a posse de JK e do vice João Goulart.

Em 11 de novembro de 1955, para garantir a posse de JK, antes de deixar o Ministério da Guerra, o Marechal Lott põe os tanques nas ruas e dá o “Golpe da Legalidade”. Carlos Luz, então presidente da República – com o afastamento de Café Filho – é deposto e nove dias depois, em 20 de novembro, o Congresso Nacional aprova o impedimento de Café Filho e elege Nereu Ramos presidente. O senador catarinense assume o governo até a posse de JK.

Há 70 anos, em 31 de janeiro de 1956, JK toma posse e pede ao Congresso a abolição do estado de sítio. No dia seguinte, põe fim à censura à imprensa.

JK, a seu modo, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil. Seu governo plantou hidroelétricas, plantou estradas, plantou bom humor e plantou compromissos: cumpriu todas as 31 metas prometidas durante sua campanha à Presidência. JK plantou indústria automobilística e plantou magnanimidade, perdoando revoltosos e inimigos políticos. JK plantou Brasília.

Ao interiorizar o desenvolvimento com a construção da nova Capital, o Centro-Oeste foi ocupado de todas as formas. Onde não se produzia um grão de soja em 1960, ficou responsável por 49,3% da produção nacional. A soja avançou sobre novas fronteiras e levou junto a cultura do milho. A produção de milho na região – antes de Brasília – era inferior a 9%. Atualmente representa 54,36% da safra nacional. Essas duas culturas levaram uma promissora cultura empreendedora em outros setores: pecuária, frutas, café, arroz, feijão, trigo. Centenas de pequenos povoados nasceram no vazio do Cerrado e transformaram-se, nestes últimos 70 anos, em cidades de pequeno, médio e grande porte com excelentes índices de IDH.

Na Era JK, o Brasil colheu efervescência cultural. O Brasil colheu a primeira Copa do Mundo, colheu Bossa Nova, Cinema Novo. Colheu alegria! O povo brasileiro colheu o sentimento de que é capaz de construir o que parece impossível.

JK plantou Democracia. E o Brasil colheu Paz!

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Casa Perini convida público a viver a colheita da uva

Experiência de enoturismo inclui pisa tradicional, degustações e programação especial em fevereiro

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A vinícola Casa Perini realiza, aos finais de semana de fevereiro, a Saga da Uva — uma experiência de enoturismo que convida o público a participar dos rituais tradicionais da colheita. Com duração aproximada de três horas, das 10h às 13h, a atividade acontece em grupos de até 35 pessoas por edição.

A proposta leva os visitantes ao coração dos parreirais para vivenciar cada etapa do processo: da colheita manual das uvas à clássica pisa com os pés, passando por degustações de rótulos especiais e um momento gastronômico inspirado nas tradições da imigração italiana. O cenário entre as videiras completa a imersão sensorial e aproxima o público da rotina da safra.

Aberta a todas as idades, a atividade recebe famílias com crianças e também visitantes acompanhados de animais de estimação. Pessoas com mobilidade reduzida podem participar, observando apenas a presença de trechos em estrada de chão no percurso.

Os ingressos custam R$ 550 para adultos, R$ 220 para crianças e jovens de cinco a 17 anos, enquanto menores de cinco anos têm entrada gratuita. Cada participante recebe chapéu e avental personalizados como lembrança da vivência. Em caso de chuva, a programação poderá ser transferida para o dia seguinte ou para outro final de semana, conforme as condições climáticas.

Para grupos, empresas ou turmas fechadas, a vinícola oferece a possibilidade de reservas exclusivas mediante agendamento prévio e pagamento antecipado.

De acordo com Franco Onzi Perini, presidente do Conselho de Administração da Casa Perini, o diferencial da iniciativa está na experiência completa e na conexão emocional criada com os participantes. “Na Saga da Uva, promovemos uma imersão no tradicional ritual da colheita praticado por nossos antepassados. As pessoas vivenciam a colheita e a pisa das uvas em meio aos parreirais, harmonizando o momento com vinhos, espumantes e gastronomia típica dos tempos da imigração italiana”, afirma.

As próximas datas da Saga da Uva estão marcadas para 7, 15, 21, 22 e 28 de fevereiro, conforme disponibilidade de ingressos. Informações e reservas podem ser obtidas pelo WhatsApp (54) 99176-8172 ou pelo site Wine Locals.

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