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Torcedores comparecem ao Estádio Bezerrão para ver a Seleção Brasileira

Após os dois treinos feitos no Gama neste fim de semana, o time entrará em campo na terça-feira (15), contra o Peru, na Arena BRB Mané Garrincha

 

Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

O passeio de domingo foi diferente para a família do aposentado Luiz Roberto de Campos, 65. Ele juntou os seis netos e uma das filhas, Andressa, e seguiu para a entrada do Estádio Valmir Campelo Bezerra, com a missão de encontrar os jogadores da Seleção Brasileira Masculina de Futebol. O time compareceu, mais uma vez, ao Gama para o segundo treino desde o desembarque em Brasília, onde disputará a partida contra o Peru na terça-feira (15), jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, no Estádio Arena BRB Mané Garrincha.

O aposentado Luiz Roberto de Campos com a filha Andressa e os seis netos:  “Queremos mesmo é ver o Endrick, mas estamos animados para ver alguém, porque é uma oportunidade única para quem mora no Gama” | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

“Sou torcedor do Gama, então costumo vir aqui no Bezerrão”, comentou. “Queremos mesmo é ver o Endrick [revelado pelo Palmeiras e, atualmente, jogador do Real Madrid], mas estamos animados para ver alguém, porque é uma oportunidade única para quem mora no Gama”. Na família de Campos também há são-paulinos, palmeirenses e flamenguistas.

Torcida familiar

O despachante Anderson Souza foi ao jogo com os filhos Anna Júlia e João Victor: “Somos amantes do futebol, então sempre acompanhamos os times aqui em Brasília, porque é muito legal poder prestigiar os jogadores”

Convocado para assumir o lugar de Lucas Paquetá, o meia do Cruzeiro Matheus Pereira era o alvo do despachante Anderson William Souza, 48, e dos filhos dele, Ana Júlia Ottoni, 12, e João Victor Ottoni, 17. Moradores do Riacho Fundo, os cruzeirenses foram até o hotel onde a seleção está hospedada para tentar encontrar o atleta do time mineiro. No entanto, quando chegaram ao local, o ônibus já estava indo para o Bezerrão. O trio não teve dúvida: foi atrás, seguindo o comboio. “Somos amantes do futebol, então sempre acompanhamos os times aqui em Brasília, porque é muito legal poder prestigiar os jogadores. Sem torcida, não há futebol”, avaliou Souza.

Acostumado a acompanhar jogos de futebol, dessa vez, ele e a filha assistirão de casa, mas o filho João Victor já garantiu o lugar na partida de terça-feira. Essa é a segunda vez que ele vai ver a seleção de perto. Em 2014, acompanhou a vitória do Brasil contra Camarões em partida no Mané Garrincha pela Copa do Mundo. Como foi “pé quente” na época, João Victor espera levar sorte aos jogadores brasileiros. “A expectativa é de que eles possam vencer. Acho que vai ser 2 a 1 para o Brasil”, apostou.

O motorista Afonso Alves (D) levou o filho, Ângelo Miguel, para ver de perto a seleção:  “Isso é muito bom para Brasília, porque não temos a tradição do futebol; é importante que eles conheçam a capital e vejam que há torcida”

Esse é o placar que o estudante Ângelo Miguel Alves, 11, também arriscou. Ele foi com o pai, o motorista Afonso Alves, 31, esperar uma brecha para ver a seleção em frente ao Bezerrão. A expectativa da dupla era poder ver o jogador Gerson, que é meia do Flamengo. Para Afonso, a vinda da seleção brasileira é uma forma de aproximar o time da torcida, além de ser uma oportunidade para os brasilienses. “Isso é muito bom para Brasília, porque não temos a tradição do futebol; é importante que eles conheçam a capital e vejam que há torcida”, avaliou.

Estrutura esportiva

“Nesses últimos 20 dias, preparamos tudo para que a estrutura estivesse apta para a seleção, e o feedback que temos da CBF é positivo. Brasília, com certeza, entrará no eixo de jogos da Seleção Brasileira, sabendo que poderá contar com o Bezerrão”

Renato Junqueira, secretário de Esporte e Lazer

Estreitar a relação da Seleção Brasileira Masculina de Futebol com o DF é o que tem sido trabalhado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Este GDF tem investido para que a capital federal entre de vez no circuito de grandes eventos esportivos nacionais e internacionais. Já está previsto que a cidade receberá, em 2027, jogos da Copa do Mundo Feminina de Futebol.

“Temos conversado com a diretoria da CBF”, revelou o secretário de Esporte e Lazer, Renato Junqueira. “Além desse espaço aqui no Gama, nosso compromisso é terminar esta gestão deixando nossos estádios aptos e preparando os equipamentos esportivos na região mais central para que possam ser um centro de referência. O governador não tem medido esforços, muito menos recursos. Tenho certeza de que ainda vamos fazer muito bonito.”

Para a recepção da seleção no jogo de terça-feira, o GDF fez uma força-tarefa de manutenção do gramado e de toda a infraestrutura do Estádio Bezerrão. O local foi reaberto no ano passado após passar pela maior reforma desde 2008. Foram investidos mais de R$ 3,9 milhões para substituição do gramado e do alambrado, além de intervenções na parte hidráulica e pintura.

“Temos investido pesado na recuperação desse estádio”, reforçou Renato Junqueira. “Nesses últimos 20 dias, preparamos tudo para que a estrutura estivesse apta para a seleção, e o feedback que temos da CBF é positivo. É um feedback de que Brasília, com certeza, entrará no eixo de jogos da Seleção Brasileira, sabendo que poderá contar com o Bezerrão.”

Treinamento

Apesar da expectativa do público, o treino de domingo foi a portas fechadas, com apenas 15 minutos de atividade disponível para a imprensa. O mistério é estratégico. O Brasil precisa esconder do adversário a tática que será adotada na partida para garantir a vitória.

Nesta segunda-feira (14), a seleção fará o último treino antes da bola rolar na terça-feira. Por ser véspera da partida, a atividade será na Arena BRB Mané Garrincha. Já na terça-feira, o time joga a partir das 21h45, com a expectativa de estádio lotado. “Não tenho dúvidas de que o Mané Garrincha vai estar lotado – o torcedor brasiliense, de fato, abraça a nossa seleção”, complementou o secretário.

 

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Exposição inédita de Tarsila do Amaral chega a Brasília no Centro Cultural TCU

“Transbordar o mundo” reúne mais de 60 obras e ambiente imersivo que revisita trajetória de umas principais pintoras da arte brasileira

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Pela primeira vez em Brasília, o Centro Cultural TCU apresenta a exposição “Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral”, mostra inédita que convida o público a revisitar a trajetória de uma das figuras centrais do modernismo brasileiro. A exposição será aberta para visitação no dia 11 de fevereiro e permanecerá em cartaz até 10 de maio, com entrada gratuita.

A mostra reúne mais de 60 obras originais, entre elas Operários, além de uma sala imersiva com projeções de pinturas icônicas da artista, como AbaporuA Cuca e Antropofagia. O espaço evoca os chamados “jardins tarsilianos” – paisagens exuberantes e imaginárias que marcaram o universo visual de Tarsila do Amaral, criando uma atmosfera envolvente e sensorial para o visitante.

O percurso curatorial tensiona as relações entre modernidade, identidade e pertencimento cultural, destacando a forma singular como a artista formulou uma linguagem modernista profundamente enraizada na realidade brasileira.

Curadoria da exposição e da sala imersiva

Com curadoria de Karina Santiago, Rachel Vallego e Renata Rocco, a exposição apresenta Tarsila como um “corpo-em-obra“, cuja produção artística e intelectual se constrói em permanente elaboração, atravessando as principais inquietações estéticas, sociais e políticas do século 20.

Licenciado pela Tarsila do Amaral Licenciamento e Empreendimentos S.A. e desenvolvido pela empresa Live Idea, o espaço imersivo tem curadoria de Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral e diretora da Tarsila S.A., em parceria com Juliana Miraldi. A atuação das profissionais articula novas linguagens artísticas, pesquisa, tecnologia e mediação contemporânea da obra da artista.

Detalhes da exposição

Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar de Tarsila ao longo de sua trajetória: dos primeiros anos da produção como pintora até chegar à fase social, marcada por uma abordagem mais direta das desigualdades e transformações estruturais do país.

Além disso, outros dois núcleos abordam a fase de descoberta do espaço ao seu redor, conciliando a velocidade das metrópoles ao tempo dilatado da vida no interior, e do mundo da imaginação, com cores e formas fantásticas.

Entre os destaques está a tela Operários, uma das obras mais emblemáticas da artista e da história da arte brasileira, que sintetiza o olhar crítico de Tarsila sobre o processo de industrialização e o mundo do trabalho. O público também poderá conferir trabalhos como São Paulo, Estrada de ferro Central do Brasil, Autorretrato I, Palmeiras, Floresta e o retrato de Mário de Andrade, entre outros.

Pela primeira vez em Brasília, este conjunto expressivo de obras – provenientes de importantes acervos públicos e privados – oferece uma visão panorâmica e, ao mesmo tempo, aprofundada da produção de Tarsila do Amaral, evidenciando sua relevância estética e intelectual e a atualidade de seu pensamento artístico.

Mais do que uma retrospectiva, “Transbordar o mundo” se afirma como gesto de atualização crítica da obra de Tarsila e evidencia sua capacidade de dialogar com temas contemporâneos como identidade, alteridade, território e memória.

Parcerias institucionais

O conjunto apresentado resulta de ampla articulação institucional do Tribunal de Contas da União (TCU) com importantes acervos públicos e privados, entre eles o Acervo Artístico-Cultural dos Palácios do Estado de São Paulo; a Associação Paulista de Medicina; o Museu de Valores do Banco Central (Bacen); Casa Guilherme de Almeida; a Fábrica de Arte Marcos Amaro (FAMA); o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP); o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP); o Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP); a Pinacoteca de São Paulo; a Galeria Almeida e Dale, além de coleções particulares como a Coleção Ivani e Jorge Yunes; a Coleção Orandi Momesso; a Coleção Paulo Vieira; a Coleção Rose e Alfredo Setúbal; e a Coleção Salvador Lembo.

A exposição conta com patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), instituição pertencente ao estado brasileiro, do Banco de Brasília (BRB) e apoio do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis).

Arte-educação

Além da exposição, o Centro Cultural TCU oferecerá programação educativa complementar, com visitas mediadas e ações voltadas a estudantes, professores e público em geral. Também serão realizadas oficinas de arte-educação aos finais de semana, em diálogo com a temática da exposição.

Serviço

Transbordar o mundo: os olhares de Tarsila do Amaral

Data: 11 de fevereiro a 10 de maio de 2026

Local: Centro Cultural TCU – Brasília/DF – Setor de Clubes Sul, Trecho 3

Entrada gratuita

Secom: ISC/pc

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Ação Carnaval Sem Assédio é lançada pelo quarto ano consecutivo no DF

Iniciativa da Secretaria da Mulher (SMDF) reforça a prevenção à violência de gênero durante a folia, amplia a conscientização e fortalece os canais de denúncia em todas as regiões administrativas

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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares

A Secretaria da Mulher (SMDF) lança, nesta sexta-feira (6), às 14h, o calendário de atuação da ação Carnaval Sem Assédio, iniciativa que chega ao seu quarto ano consecutivo com o objetivo de prevenir e combater situações de assédio e violência contra as mulheres durante o período carnavalesco.

A ação leva equipes da SMDF a estabelecimentos comerciais e blocos de carnaval em regiões administrativas do DF, promovendo conscientização, orientação e acolhimento. A estratégia busca alertar foliões, comerciantes e trabalhadores do setor de entretenimento sobre a importância do respeito e reforçar os canais de denúncia disponíveis para vítimas e testemunhas de violência de gênero, prática que tende a se intensificar nesta época do ano.

Com o slogan “Não acabe com a minha festa”, cerca de 3 mil cartazes e adesivos começaram a ser entregues desde o dia 2 de fevereiro por cerca de 90 servidores da pasta. Os materiais são fixados em locais de grande circulação, como banheiros e entradas de bares e restaurantes, garantindo que o maior número possível de foliões tenha acesso às informações.

“O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”

Celina Leão, vice-governadora

“O Carnaval é um momento de alegria e celebração e nenhuma mulher pode ter esse direito violado por atitudes de desrespeito ou violência”, destaca a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão. “Com o trabalho de todo o GDF, vamos buscar ter um carnaval sem casos de assédio e garantir segurança, orientação e o acolhimento das mulheres”.

Os cartazes trazem um QR Code que direciona para o site da Secretaria da Mulher, além dos principais canais de denúncia: 190 (Polícia Militar), 156 – opção 6 (Central do GDF), 180 (Central de Atendimento à Mulher).

 

Carnaval sem assédio

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), não houve registro de ocorrências de assédio durante o período de Carnaval nos últimos dois anos, resultado atribuído às ações preventivas, à presença do poder público nos territórios e ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres.

“Estar nos blocos, nos bares e nos espaços onde as pessoas estão é fundamental”, enfatiza a secretária da Mulher, Giselle Ferreira. “O Carnaval Sem Assédio é uma ação que salva vidas, porque informa, orienta e mostra às mulheres que elas não estão sozinhas. Respeito também faz parte da festa”.

A iniciativa também coloca em prática o Protocolo Por Todas Elas, instituído pelo Decreto nº 45.772/2024, que regulamenta a Lei nº 7.241/2023. O protocolo prevê que espaços públicos e privados adotem medidas para garantir segurança, proteção e apoio às mulheres vítimas de violência, assédio ou importunação sexual, bem como àquelas que estejam sob risco de sofrer esse tipo de violência, reforçando a atuação integrada da rede de proteção durante grandes eventos.

Serviço

Dia: 06/02
Hora: 14h
Local: New Mercaditto – 201 Sul

*Com informações da SMDF

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Deputados abordam crise do BRB e repasses para educação durante sessão ordinária

Parlamentares da oposição reforçam pedido para abertura de CPI e lamentam cortes do GDF em repasses para a educação

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Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

A sessão ordinária da Câmara Legislativa desta quarta-feira (4) foi reservada a debates parlamentares. Os parlamentares presentes concentraram suas falas sobre a crise envolvendo o processo de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB) e o repasse de recursos para a educação pelo Governo do Distrito Federal (GDF).

O líder da minoria, deputado Gabriel Magno (PT), pediu a presença de representantes do GDF no plenário da Casa para prestar esclarecimentos sobre as investigações envolvendo o BRB. “É inaceitável que, diante da maior crise, não tenham coragem de vir aqui, de dar respostas ao que nós estamos vivendo”, afirmou o parlamentar, que ainda pediu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para analisar a questão.

Os deputados da oposição Chico Vigilante (PT), Fábio Felix (Psol), Max Maciel (Psol) e Paula Belmonte (PSDB) também defenderam a abertura da CPI. No início da tarde desta quarta-feira, novo pedido de impeachment foi protocolado na CLDF.

Educação

Durante a sessão, distritais demonstraram preocupação com o impacto da crise sobre a educação do Distrito Federal. Uma das medidas de contenção de despesas foi a não impressão do nome das escolas nos uniformes dos estudantes.
De acordo com o deputado Ricardo Vale (PT), a falta de identificação da unidade de ensino “pode trazer uma insegurança muito grande para as famílias, para os professores, para os diretores, porque qualquer um agora com a camisa ‘Regional de Ensino’ da cidade entrará na escola”.

A deputada Paula Belmonte (PSDB), por sua vez, relatou que o GDF cancelou emendas da sua autoria destinadas a escolas públicas que somavam cerca de R$ 11 milhões. “Esse dinheiro, que é de todos nós, era para dar dignidade para as nossas crianças. São 129 escolas que não foram atendidas e o governo pegou [o recurso] para pagar dívida. Pagar dívida porque gastou mais do que podia, gastou sem responsabilidade”, apontou.

De acordo com Gabriel Magno, somando todos os distritais, o GDF cancelou R$ 49 milhões em emendas parlamentares destinadas ao Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), responsável por transferir recursos financeiros diretamente às escolas públicas e coordenações regionais de ensino.

Assista à sessão na íntegra:

 

Mario Espinheira – Agência CLDF

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