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CONCESSÃO DO PARQUE É ADIADA

Operação de concessão no Parque Nacional de Jericoacoara é adiado para abril de 2025

 

Está adiada a concessão do Parque Nacional de Jericoacoara. Prevista, inicialmente, para 10 de janeiro de 2025, a formalização do Plano de Transferência das Operações e as premissas estabelecidas no contrato, como a cobrança dos ingressos, será iniciada a partir de abril. O adiamento foi proposto pelo Comitê de Transição da Operação dos Serviços Concessionados de Apoio à Visitação do Parque Nacional de Jericoacoara, formado pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio) e pela Concessionária Urbia Cataratas Jericoacoara.

 

A concessão dos serviços de apoio à visitação no Parque Nacional de Jericoacoara representa um marco na busca por um equilíbrio entre a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável. Acompanhada pelo BNDES e fundamentada em estudos técnicos especializados, a iniciativa foi construída com a participação social, mediante consultas e audiências públicas. O projeto passou por análise dos órgãos de controle e fiscalização, garantindo a legitimidade do processo.

O motivo, segundo informou o Comitê de Transição é para garantir uma transição cuidadosa e mais alinhada aos compromissos assumidos.

 

 

PARQUES PRIVATIZADOS

FOZ DO IGUAÇU E FERNANDO NORONHA

Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu está na cidade de Foz do Iguaçu, na fronteira entre Paraguai, Argentina e Brasil e protege a maior reserva remanescente da Mata Atlântica. Detentor do título de Patrimônio Natural da Humanidade, este parque possui como principal atração as famosas Cataratas do Iguaçu e protege a única população crescente de onças-pintadas da Mata Atlântica. É o segundo parque mais visitado do País, atrás somente do Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Em 22 de março de 2022, foi realizado o Leilão de Concessão para Serviços de Visitação do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. O evento ocorreu na Bolsa de Valores de São Paulo e foi uma iniciativa que une o ICMBio, o Programa de Parcerias e Investimentos do Ministério da Economia (PPI/ME) e o BNDES.

Parque Nacional do Iguaçu – Foto: Bruno Bimbato

Parques nacionais como Foz do Iguaçu e Fernando de Noronha são exemplos de como a concessão pode melhorar a experiência dos visitantes e alavancar o turismo local. Nestes casos, a cobrança de ingressos não reduziu o fluxo de turistas. Pelo contrário, as taxas foram revertidas em infraestrutura e serviços de alta qualidade, promovendo mais segurança, conforto e atraindo ainda mais visitantes.

Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha – Foto: Zaira Matheus/Acervo ICMBio

 

ISENÇÕES COM GARANTIAS E BENEFÍCIOS

Os moradores, trabalhadores, frequentadores habituais, prestadores de serviços credenciados, pesquisadores e pessoas inscritas no CadÚnico estão isentos do pagamento de ingressos. A iniciativa reflete o compromisso de garantir o acesso ao parque àqueles que mantêm uma relação cotidiana com ele. Paralelamente, os valores arrecadados com a entrada de turistas serão direcionados para melhorias nos atrativos e na conservação da biodiversidade, promovendo um equilíbrio entre acessibilidade e sustentabilidade.

 

A CONCESSÃO

MELHORIAS PREVISTAS

 

Ao longo dos 30 anos de concessão, a concessionária Urbia Cataratas Jericoacoara investirá R$ 1 bilhão na operação e na infraestrutura do parque. Entre as melhorias previstas estão:

– Melhorias nos portais de acesso ao Parque;

– Manutenção e sinalização das trilhas;

– Instalação de banheiros, chuveiros públicos, quiosques, rede Wi-Fi e pontos de informação;

– Construção de estacionamentos e Centros de Visitantes,

– Segurança reforçada, monitoramento por imagens, primeiros socorros e atendimento ambulatorial.

A iniciativa também vai gerar 300 empregos diretos e indiretos, fortalecendo a economia local.

O Comitê de Transição garantiu que, além da geração de empregos e do impacto positivo no turismo, a concessão ajudará a preservação das Áreas de Proteção Ambiental – APA, da Lagoa da Jijoca e da Tatajuba, com a Criação do Mosaico de Unidades de Conservação de Jericoacoara. Parte da receita arrecadada será destinada ao Mosaico, buscando a preservação ambiental e o Turismo Sustentável nos municípios de Jijoca, Cruz e Camocim, que, em conjunto, abrigam os belos atrativos da Região de Jericoacoara.

 

ACOMPANHAMENTO E

FISCALIZAÇÃO DAS OBRAS

As obras em andamento no Parque Nacional de Jericoacoara foram devidamente autorizadas pelo ICMBio, em conformidade com a Instrução Normativa conjunta do ICMBio e do IBAMA nº 03/2023, que regulamenta a Autorização de instalações, serviços, atividades, obras e edificações realizadas por terceiros no interior de Unidades de Conservação federais. As obras e investimentos têm como objetivo implantar as infraestruturas voltadas ao uso público e à conservação ambiental, com um cronograma total de execução estimado em 36 meses.
Com uma gestão pautada na transparência, na participação social e inspirada em modelos de sucesso, a concessão dos serviços de apoio à visitação no Parque Nacional de Jericoacoara busca transformar a unidade de conservação em um exemplo de sustentabilidade e desenvolvimento responsável. O adiamento no início da cobrança dos ingressos reflete o compromisso do Instituto Chico Mendes em assegurar uma transição gradual e garantir que os serviços concessionados tragam benefícios concretos tanto para a comunidade local quanto para os visitantes.

 

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ERA UMA VEZ…

QUANDO NASCIA UM REI.

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Mais uma data cheia de uma lenda brasileira.
Neste 2026, fazem 70 anos da posse de JK na Presidência da República, em 31 de janeiro… 50 anos de sua morte em 22 de agosto… e, 70 anos do primeiro jogo oficial do Rei Pelé, então um menino de apenas 15 anos, como profissional do Santos.
Pelé, que completaria 16 anos em 23 de outubro de 1956, entrou no segundo tempo (no lugar de Del Vecchio) do jogo Santos 7 x 1 Corinthians de Santo André, fez gol aos 36 min do segundo tempo e ganhou seu primeiro troféu: a Taça Independência.
Daí para frente, o Edson virou DICO… que virou PELÉ… que reinventou o futebol e que parou guerras.
Recebi de um leitor de meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – PELÉ-BRASÍLIA-JK – A ERA DOS GRANDES DRIBLES NA POLÍTICA, CULTURA E HISTÓRIA” o seguinte comentário sobre a polêmica quem foi maior: Pelé ou Maradona?
– “Pelé tornou o futebol mudialmente conhecido. Maradona ficou conhecido por causa do futebol”.
FOTOS: A súmula original com o registro do primeiro gol de Pelé integra o acervo do Museu de Santo André desde 2019. Ela registra a partida realizada em 7 de setembro de 1956 entre o Santos Futebol Clube e o Corinthians de Santo André no Estádio Américo Guazzeli.
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O BRASIL PERDE UM PROFISSIONAL DE EXCELÊNCIA

Uma manhã triste hoje em Brasília.

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O Brasil se despede de CARLOS MONFORTE, exemplo de profissional dedicado, um pai de família exemplar e um amigo de todas as horas.
Carlos Monforte, Maria Ignez, Serginho e Flavinha, uma família linda que conheço desde 1979. Maria Ignez e Carlos Monforte fazem parte do jornalismo brasileiro de excelência. Ambos com uma história maravilhosa em Santos, São Paulo e Brasília.
Carlos Monforte foi pioneiro e implantou o BOM DIA BRASIL. Sucesso absoluto! Lembrar Carlos Monforte é reverenciar o seu legado e suas ações de amizade, de cidadania que fizeram a diferença.
Vá em Paz, meu amigo. Você foi um Guereiro de Luz!
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MISSA DA SAUDADE PARA UM GUERREIRA DE LUZ

Maria Elisa Costa.

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Nessa segunda-feira dia 31 de agosto, às 18h30, na Igrejinha de Fátima na 308 Sul.
“O tempo tem carícias com as coisas velhas”, pressentia Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas ou Cora Coralina (1889-1985). Hoje, 66 anos depois da inauguração, Brasília vive uma realidade: participantes de sua construção estão em outro patamar. Os artistas construtores, todos eles, já se foram. O legado de JK, Oscar Niemeyer, Lucio Costa, Joaquim Cardozo, Athos Bulcão, Mariane Perretti, Burle Marx, Ceschiatti e Bruno Giorgi está aí para a gente celebrar e respeitar.
Dia 25, sexta-feira, partiu uma das mais importantes coajuvantes da criação e da construção de Brasília, a arquiteta Maria Elisa Costa, filha de Lucio Costa.
Maria Elisa se une a outros personagens que ajudaram a colocar Brasília de pé: Israel Pinheiro, Ernesto Silva, Augusto Guimarães, Carlos Magalhães da Silveira, Jofre Mozart Parada e Moacyr Gomes de Souza.
A escolha do projeto do Plano Piloto foi feita em 16 de março de 1957. A construção, mesmo, começou em abril. Vamos voltar três meses antes. Tardinha de uma segunda-feira, 4 de fevereiro de 1957. Maria Elisa, com 22 anos, cursava a Faculdade Nacional de Arquitetura. Tão logo Maria Elisa entra no apartamento, ouve a voz do pai:
– Minha filha, vem aqui que quero mostrar “uma coisa”.
Ela chega, cheia de livros e cadernos, e não dá lá muita importância para a “coisa”. A “coisa” era, simplesmente, o primeiro esboço da Asa Sul de Brasília, a lápis com toques de cor e com anotações manuscritas. Na escala de 1/25.000, como o projeto foi apresentado no concurso.
Ela ainda ouviu seu pai descrever a nova capital, tim-tim por tim-tim. Quando terminou, lembra Maria Elisa: “Papai, com a camisa encharcada de suor, expôs pela primeira vez em palavra falada, a sua criação solitária. Sim – continua ela – porque o projeto de Brasília foi feito por ele sozinho, em casa. Fui a primeira pessoa a saber como seria nossa capital”.
Aquela revelação – uma descoberta que mudaria a História do Brasil e o conceito de urbanismo no mundo – continha um conteúdo único e um vislumbre singular de esperança e de revolução. Ela mesmo explica:
“Quando lembro desse momento ímpar, o que mais me surpreende é que não achei nada de extraordinário. Tudo aquilo me parecia simplesmente normal: mudar a capital, inventar uma cidade… tudo! O próprio fato do meu pai ter feito o projeto sozinho em casa, desenhado a mão-livre e em escala, para mim não foi surpresa. Era esse, o jeito dele”.
A montagem do projeto do Plano Piloto para inscrição no concurso foi outra epopeia artesanal. “Fizemos a montagem em pranchas de cartolina, espalhadas no chão, com a ajuda de minha irmã Helena e de nossa prima, Nadja, sob rígida orientação do ‘inventor’. Detalhe por detalhe. A gente ia colando aquelas preciosas páginas nas cartolinas com aneisinhos de fita adesiva”.
O projeto tinha cinco pranchas, uma com o belo desenho da cidade em escala de 1/25.000, a nanquim e colorido com lápis de cor. E, mais quatro, com o texto da “Memória Descritiva” datilografado, ilustrado com impecáveis croquis, também desenhados a nanquim, alguns com leves toques de cor aqui e ali. À exceção da datilografia, tudo foi feito pessoalmente por Lucio Costa sem a ajuda de ninguém.
A própria Maria Elisa conta: “Fomos para a cidade de carro, meu pai dirigindo. Parou junto à entrada do Ministério da Educação. Minha irmã e eu descemos e entregamos as cinco pranchas na sobreloja. Faltavam 10 minutos para terminar o prazo. Pegamos o pequeno protocolo de número 26, e entregamos para meu pai. Era 11 de março de 1957”. A partir daí, foi a saga da construção.
Desde aquele 4 de fevereiro, Maria Elisa Costa nunca mais se desgrudou de Brasília. Acompanhou tudo. Era a ‘mãe’ cuidando da ‘filha’, como membro do Conselho de Arquitetura e Meio Ambiente, como presidente do IPHAN ou atendendo solicitações diversas dos governadores de Brasília.
Passaram-se os anos. E lá estava Maria Elisa Costa na luta para defender a Capital em duas situações opostas e adjacentes: de um lado, a extensa área urbana em expansão e, de outro, o Plano Piloto a ser preservado. Ela tinha a noção exata de que uma coisa é gerenciar o desenvolvimento urbano da cidade em expansão. E outra, bem diferente, é assegurar a preservação de seu núcleo original. Explica ela: “O centro histórico da capital é a área delimitada pelo divisor de águas da Bacia do Paranoá. Toda e qualquer intervenção nessa área, mesmo não sendo localizada dentro do perímetro tombado ou em seu entorno direto, deve ser compatível com o texto original da Portaria 314 do IPHAN. Tem que ser fiscalizada. Toda e qualquer intervenção nessa área deve passar por uma comissão técnica permanente de alto nível, criada para esse fim. E que tenha com poder de veto”.
A eterna guardiã do dr. Lucio reacendeu em nosso espírito o sentido da preservação e ajudou a moldar a beleza de Brasília.
Obrigado, Maria Elisa Costa.
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