Artigos
PAISAGENS BRASILEIRAS
DEPOIMENTO DO ARQUITETO-DA-PAISAGEM CARLOS FERNANDO DE MOURA DELPHIM SOBRE O LIVRO “TUTELA JURÍDICA DA PAISAGEM”.
Considero o arquiteto Carlos Fernando de Moura Delphim um dos maiores paisagistas da atualidade. Ele conviveu com o mestre Burle Marx, com quem trocava informações sobre a natureza brasileira. Mas quando o tema é estudos da paisagem natural e cultural, teorias sobre patrimônio, planejamento para manejo de preservação de sítios de valor histórico, recursos naturais e análises sobre geoparques, Carlos Fernando vai muito além do mestre. É mais completo e mais holístico, por ter um viés didático, lato senso, científico e de excelência que extrapola o termo paisagista. Formado pela UFMG, Carlos Fernando criou, no IPHAN, a área de Patrimônio Natural, assim como a categoria de Paisagem Cultural. É membro da Comissão de Patrimônio Mundial da Unesco e trabalha com projetos e planejamento para manejo e preservação de sítios de valor paisagístico, histórico, natural, paleontológico e arqueológico. É autor de várias publicações e três livros de referência: “Jardins do Brasil” – “Jardins do Rio” e “Jardins Inspirados”, da Atlântica Editora.
A TUTELA JURÍDICA DA PAISAGEM
Carlos Fernando de Moura Delphim fala sobre o livro do promotor Luciano Furtado Loubet e os caminhos para equilibrar proteção ambiental e desenvolvimento

“Luciano Furtado Loubet aborda um tema importante no cenário jurídico brasileiro tão necessário ao enfrentamento da crise global do clima. Já passou a hora de defender a paisagem como um direito humano”.
OS CONFLITOS ENTRE A PROTEÇÃO DA PAISAGEM E O DESENVOLVIMENTO.

Arquiteto formado pela UFMG, ex-diretor do IPHAN e membro da Comissão de Patrimônio Mundial da Unesco, Carlos Fernando de Moura Delphim tem um viés didático e científico de excelência que extrapola o termo paisagista.
Por Carlos Fernando de Moura Delphim
“O livro “Tutela Jurídica da Paisagem”, de Luciano Furtado Loubet é o mais novo lançamento que aborda os conflitos entre a proteção da paisagem e o avanço de atividades econômicas, tais como desvio de cachoeiras para energia, plantio de soja no Pantanal, instalação de tirolesas em pontos turísticos e construções de prédios próximos a bens culturais.
Com uma análise prática e aprofundada, Luciano Furtado Loubet apresenta caminhos para equilibrar proteção ambiental e desenvolvimento.
Qualquer contribuição à exígua literatura brasileira sobre paisagem é extremamente bem-vinda. Sobretudo quando não se trata de elocubrações teóricas, mas fundamentadas no exercício de um Promotor de Justiça no Núcleo Ambiental do Ministério Público do Mato Grosso do Sul e Vice-Presidente da Associação Brasileira dos membros de Ministério Público.
Suponho que exercer tais cargos em um estado tão rico em paisagens naturais, com uma vocação agropecuária como é Mato Grosso do Sul, seja uma tarefa muito árdua.
Para tanto exige-se muita isenção e idoneidade. Um livro sobre a tutela jurídica da paisagem é mais do que bem-vindo, sobretudo quando órgãos federais se recusam a cuidar da paisagem cultural, uma categoria por mim apresentada e aprovada pelo Iphan”.
PRESERVAÇÃO E EQUILÍBRIO.
OS LIVROS DE CARLOS FERNANDO
Os livros “Jardins do Brasil” – “Jardins do Rio” e “Jardins Inspirados” mostram imagens de sítios históricos como o Parque São Clemente, considerado um dos mais importantes jardins históricos do Brasil, cujo desenho original é do mestre francês Auguste François Marie Glaziou, trazido pelo Imperador Dom Pedro II para cuidar das mais belas paisagens da realeza e da aristocracia brasileira. Esse jardim, localizado em Nova Friburgo, é muito pouco conhecido dos brasileiros. Outros exemplos são os jardins botânicos do Rio de Janeiro e de Brasília; os jardins do Observatório Nacional, do Passeio Público e da Quinta da Boa Vista, no Rio; o parque do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, que é o museu com maior acervo de bens do Império no país, além de uma rara o mais recente de todos os retratados no livro, compõe um roteiro completo de visitação pelas áreas verdes da cidade e do estado do Rio. Carlos Fernando não esqueceu os jardins modernos de seu grande amigo Roberto Burle Marx em seu Sítio em Barra de Guaratiba e na capital do País, Brasília.
Considerado um dos mais belos livros já editados, a obra mostra uma visão do autor comprometida com a preservação da natureza e com as formas equilibradas de convivência entre o homem e o mundo natural. Para Carlos Fernando, os jardins sempre foram um indicador do nível de civilização de um povo. “Quanto mais civilizada uma cultura, mais perfeita a arte de seus jardins”, costuma dizer. Para Carlos Fernando, em todas as culturas o jardim significa o paraíso, o paraíso perdido desde o Éden.
PARAÍSO E INFERNO
Partindo desse enfoque, o autor de “Jardins do Brasil” propõe duas possibilidades para enfrentar o futuro no Planeta: Paraíso e Inferno, conceitos antagônicos que são as duas opções da humanidade. O Paraíso representa a relação equilibrada entre homem e cultura. O Inferno, a desordem resultante das ações equivocadas do homem sobre o meio ambiente, ações que podem resultar no desaparecimento da humanidade e da própria vida sobre a face da Terra.
Carlos Fernando de Moura Delphim argumenta que o ser humano se encontra em uma encruzilhada, em um momento crucial no qual ainda pode optar pela deflagração de um caos ou pela reestruturação do Cosmos. Nesse contexto, os jardins e a preservação das paisagens naturais e culturais são o mais perfeito símbolo. ‘Dentre os momentos mais maravilhosos do Universo pode-se citar o surgimento da energia, da matéria, da vida, do homem. Resta aguardar um milagre. Que a Humanidade assuma o compromisso de um novo caminho movido por esta energia primeira e criadora, o Amor’, conclui o paisagista.
GLAZIOU, O PAISAGISTA DO IMPERADOR
Auguste François Marie Glaziou nasceu na França, em 1833. Formado em engenharia civil, estudou botânica no Museu de História Natural de Paris, aprofundando seus conhecimentos em agricultura e horticultura. Participou da reforma do Jardim Público da cidade de Bordeaux, na França.
Em 1858, Glaziou veio para o Rio de Janeiro, onde durante longo período acumulou os cargos de Diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial e Inspetor dos Jardins Municipais, além de integrar a Associação Brasileira de Aclimação.

GLAZIOU: o paisagista francês deixou um dos mais importantes legados para a Brasília: projeto do Lago Paranoá.
Em 1858, Glaziou veio para o Rio de Janeiro, onde durante longo período acumulou os cargos de Diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial e Inspetor dos Jardins Municipais, além de integrar a Associação Brasileira de Aclimação.
Sua ligação com o imperador, lhe permitiram estar ligado à maior parte de projetos paisagísticos acontecidos na Corte durante o Segundo Império, como as reformas do Passeio Público, da Quinta da Boa Vista e do Campo de Santana.
Além de transformar a paisagem brasileira na segunda metade do século XIX, Glaziou deixou um legado importante para Brasília. Ele participou da segunda Missão Louis Cruls, em 1894, quando percebeu a viabilidade da construção de um lago. No segundo relatório Cruls, Auguste Glaziou apontou a solução técnica para a construção do Lago Paranoá:
“Entre os dois grandes chapadões conhecidos na localidade pelos nomes de Gama e Paranoá, existe uma imensa planície sujeita a ser coberta pelas águas da estação chuvosa: outrora era um lago devido à junção de diferentes cursos de água formando o Paranoá; o excedente desse lago, atravessando uma depressão do chapadão, acabou com o carrear dos saibros e mesmo das pedras grossas, por abrir nesse ponto uma brecha funda, de paredes quase verticais pela qual se precipitam hoje todas as águas dessas alturas. É fácil compreender que, fechando essa brecha com uma obra de arte (barragem) forçosamente a água tomará ao seu lugar primitivo e formará um lago navegável em todos os sentidos, num comprimento de 20 a 25 quilômetros sobre uma largura de 16 a 18.”

LAGO PARANOÁ – O idealizador do Lago Paranoá foi o paisagista francês Auguste Glaziou, membro integrante da 2ª Comissão Cruls. A construção da barragem se inicia em 1957, sob responsabilidade da empresa norte-americana Raymond Concrete Pile of Americas. O constante atraso nas obras fez com que JK mandasse rescindir o contrato com a Raymond e transferisse o comando da construção da barragem para as construtoras Camargo Corrêa, Rabelo, Rodobras, Geotec e Engenharia Civil e Portuária.

Obedecendo as diretrizes de Auguste Glaziou, 63 anos depois, em 1957, a Novacap definiu a prioridade da construção do Lago Paranoá no edital do projeto do Plano Piloto. Construído em três anos, a barragem foi inaugurada em 12 de setembro de 1959 (aniversário de JK) dando início à formação do Lago Paranoá.
Artigos
Rolê Cultural promove “Dia de Rolê” especial no CCBB Brasília
Em clima de férias, o Rolê Cultural – CCBB Educativo amplia a experiência do público com o Dia de Rolê: Grafite no CCBB, que convida o grafiteiro surdo Odrus para criar, junto com o público, um mural coletivo em três encontros performáticos. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site ingressos.ccbb.com.br ou presencialmente na bilheteria do CCBB Brasília.
O evento acontece em 12, 13 e 14/12 sempre das 15h30 às 18h30 e leva a linguagem da arte urbana para a área externa do centro cultural. Em uma oficina performática conduzida por Odrus, o público acompanha e participa da criação de um mural coletivo e interativo. Ao longo de três dias, crianças, jovens e adultos podem experimentar técnicas de grafite com tinta spray atóxica à base de água, aprender truques diretamente com o artista e vivenciar o grafite como expressão de presença, escuta e ocupação poética do espaço público.
O Dia de Rolê integra a programação gratuita de férias do Rolê Cultural – CCBB Educativo, com atividades pensadas para famílias, grupos de amigos e visitantes de diferentes idades, sujeitas à lotação dos espaços. O projeto é patrocinado pelo Banco do Brasil, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet).
Sobre o CCBB Brasília
O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis.
Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances.
Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas.
Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade.
Acessibilidade
A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo.
Horários da van – De quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30.
Programação:
Dia de Rolê: Grafite no CCBB
O Rolê Cultural recebe o grafiteiro surdo Odrus para uma oficina performática de grafite. Nessa ação que mistura diferentes linguagens artísticas, o público é convidado a assistir e participar da criação de um mural coletivo e interativo. Ao longo de três dias, os participantes poderão experimentar técnicas e truques da arte urbana com tinta spray atóxica à base de água, aprendendo diretamente com o artista enquanto contribuem para a composição da obra.
Data: 12, 13 e 14/12 sempre das 15h30 às 18h30
Duração: 3h
Classificação: A partir de 6 anos
Ponto de encontro: Área externa
Serviço:
Rolê Cultural – Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil
Centro Cultural Banco do Brasil – Distrito Federal
Endereço: SCES Trecho 2 – Brasília/DF Tel.: 61 3108-7600
Programação completa em ccbb.com.br/brasilia/programacao/ccbb-educativo
Ingressos: ingressos.ccbb.com.br
Agendamento para grupos e escolas: conecta.mediato.art.br
Acesso: gratuito
Classificação Indicativa: livre
CCBB Brasília
Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h.
SCES Trecho 2 – Brasília/DF
Tel: (61) 3108-7600
E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Site/ bb.com.br/cultura
Tiktok/@ccbbcultura
Youtube/ Bancodobrasil
Fonte: Camila Maxi
Foto: Tati Reis.
Artigos
Os protagonistas de Brasília são homenageados no Prêmio JK
Evento do Correio Braziliense celebra talentos de várias áreas e eterniza o legado cultural de Guilherme Reis.
v
Os vencedores da primeira edição do Prêmio JK, promovido pelo Correio Braziliense, serão anunciados amanhã. A premiação destaca personalidades que contribuem para o desenvolvimento da capital em áreas como esporte, direito e justiça, saúde e gestão pública. Na categoria In Memoriam, o homenageado é o ator, diretor, produtor e ex-secretário de Cultura Guilherme Reis, que morreu em setembro, aos 70 anos.
A cerimônia será realizada nesta terça-feira (9/12), às 19h, no auditório do Tribunal de Contas da União (TCU). Os premiados foram escolhidos por uma comissão formada por jornalistas do Correio, profissionais que acompanham de perto o cotidiano da cidade e identificam, com olhar crítico, quem realmente ajuda a construir Brasília.
Uma homenagem ao fundador da capital
O nome do prêmio celebra o legado do ex-presidente Juscelino Kubitschek, idealizador de Brasília e responsável por transformar em realidade o sonho da nova capital. Assim como JK fez o país olhar para o futuro, o Correio Braziliense também faz parte dessa história: ambos completaram 65 anos em abril. Em 2024, os Diários Associados comemoraram ainda o centenário do grupo criado por Assis Chateaubriand.
Movido por paixão e dedicação ao teatro
Homenageado na categoria In Memoriam, Guilherme Reis deixou uma marca profunda no cenário cultural do Distrito Federal. Diretor do Teatro Dulcina de Moraes, atuou tanto na vanguarda teatral quanto no desenvolvimento de eventos culturais que se tornaram referência para Brasília.
Sua esposa por 20 anos, Carmem Moretzsohn, 63, emociona-se ao recordar o companheiro:
“Generoso, afetuoso, com uma empatia rara e um humor inabalável.”
Ela lembra que Guilherme era movido por uma paixão incondicional pelo teatro e dominava todas as funções da cena.
“Se faltasse alguém, ele mesmo resolvia. Era ator, diretor, iluminador, cenógrafo, figurinista e, sobretudo, um grande produtor. Estar presente neste prêmio o deixaria profundamente feliz.”
Melina Sales dos Santos, 46, atriz e arte-educadora, casada com o filho de Guilherme, também guarda lembranças afetivas.
“Era um avô muito generoso para a Zilah, sempre presente com carinho, brincadeiras e memórias inesquecíveis. Somos muito gratos por essa convivência.”
Uma tradição que nasce
A primeira edição do Prêmio JK marca o início de uma nova tradição do Correio Braziliense, que pretende transformar o evento em parte fixa do calendário cultural e institucional do Distrito Federal — assim como outras iniciativas históricas do jornal.
Artigos
AS ÁRVORES LUNARES
As sementes que orbitaram a Lua são hoje árvores em Brasília e outras cidades. O plantio das mudas ocorreu há 45 anos e as arvores já estão na segunda geração.
A Apollo 14, operada pelos astronautas Alan Shepard, Edgar Mitchell e Stuart Roosa, fez a terceira missão lunar da NASA. A nave espacial decolou no final da tarde de 31 de janeiro de 1971 e retornou em 9 de fevereiro. A missão foi tão especial que rende frutos até hoje por um experimento científico inédito: a expedição levou para o espaço 500 sementes de árvores de várias espécies, que deram 14 voltas na lua. No retorno à Terra, as sementes foram plantadas, germinadas e renderam mudas que foram distribuídas nos Estados Unidos e em alguns países amigos. O objetivo era estudar a ação da microgravidade sobre as plantas. No Brasil, quatro cidades receberam mudas: Brasília, Rio de Janeiro e, no Rio Grande do Sul, Santa Rosa e Cambará do Sul.
Na volta à Terra, as sementes foram plantadas e germinaram em uma unidade do Serviço Florestal no estado do Mississippi. Renderam 450 mudas. Como parte das comemorações do bicentenário dos Estados Unidos, as mudas foram distribuídas por vários locais, entre 1975 e 1976. Para a NASA, a árvore representa a ligação da cidade com a história da exploração espacial e a união entre ciência, meio ambiente e inovação.
No Brasil, segundo a Agência Espacial norte-americana, quatro localidades receberam mudas da Árvore da Lua:
1) Brasília, na sede do Ibama, onde existe um bosque, foi plantado um carvalho canadense ‘Liquidambar styraciflua’, conhecido popularmente como liquidâmbar), em 14 de dezembro de 1980.
2) Outra, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
3) No Parque de Exposições de Santa Rosa, noroeste do Rio Grande do Sul, foi plantada uma muda de plátano (Platanus occidentalis) como atração pela 5ª Feira Nacional da Soja em agosto de 1981. O evento foi celebrado para comemorar os 50 anos de Santa Rosa.
4) Outra sequoia foi plantada em Cambará do Sul, nos Campos de Cima da Serra, em 26 de setembro de 1982, na Praça Central São José.

Apollo 14: as árvores da lua e os cosmonautas Suart Roosa, Alan Shepard e Edgar Mitchel (foto: NASA)
A HISTÓRIA
O experimento científico foi realizado em conjunto entre o Serviço Florestal dos Estados Unidos e a NASA, com o objetivo de estudar a ação da microgravidade sobre as plantas. O Serviço Florestal dos EUA indicou Stuart Roosa para comandar o projeto e selecionou as sementes de cinco espécies para o experimento. Stuart Roosa levou as sementes em seu kit pessoal e ficou com ele enquanto orbitou a Lua.
As sementes que orbitaram o satélite natural da Terra durante o voo tripulado foram germinadas e plantadas em solo terrestre. O experimento recebeu o nome de árvores lunares ou árvores-da-lua, mas ficou claro que não houve germinação ou plantio na superfície lunar.
Na volta à Terra, as sementes germinaram em uma unidade do Serviço Florestal no estado do Mississippi. Elas renderam 450 mudas.
Além de uma árvore plantada no jardim da Casa Branca, em Washington-DC, a maioria das mudas seguiu para capitais estaduais dos Estados Unidos, para instituições de pesquisas espaciais e, até onde se sabe, para alguns países amigos, como o Brasil, Inglaterra, Suíça e Japão.

BRASÍLIA – Há 45 anos, em 14 de dezembro de 1980, autoridades da Embaixada dos Estados Unidos, do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente plantaram a ‘Liquidambar styraciflua’, conhecida como Árvore da Lua.

Placa que lembra o plantio do carvalho canadense – liquidâmbar – em 14 de dezembro de 1980. (foto: Silvestre Gorgulho)

BRASÍLIA – A muda de um carvalho canadense – liquidâmbar – é hoje uma árvore frondosa. Foto de Silvestre Gorgulho em 04 de novembro de 2025.
A ARVORE DA LUA EM SANTA ROSA-RS
A árvore lunar de Santa Rosa serve não apenas como um marco de curiosidade científica, mas também como um símbolo de esperança, perseverança e inovação, associando a cidade a uma parte da história da humanidade. Além disso, ela se tornou um ponto de interesse para moradores e visitantes que se fascinam com o legado da exploração espacial dos Estados Unidos e seu impacto no mundo inteiro.

Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, foi uma das cidades brasileiras agraciadas com uma dessas árvores lunares. A espécie plantada na cidade é um *plátano* (Platanus occidentalis), que é uma das cinco variedades levadas ao espaço. Essa árvore foi plantada em um local público, e sua presença simboliza a ligação de Santa Rosa com um evento histórico significativo: a exploração espacial.

Placa que lembra o plantio da Árvore da Lua, em Santa Rosa (RS) em 13 de agosto de 1981, com a presença do presidente João Baptista Figueiredo.
A árvore lunar de Santa Rosa serve não apenas como um marco de curiosidade científica, mas também como um símbolo de esperança, perseverança e inovação, associando a cidade a uma parte da história da humanidade. Além disso, ela se tornou um ponto de interesse para moradores e visitantes que se fascinam com o legado da exploração espacial dos Estados Unidos e seu impacto no mundo inteiro.

A sequoia plantada em Cambará do Sul, em 1982, entre dois cambarás, na Praça São José, consta na lista da NASA.
SEGUNDA GERAÇÃO DA ÁRVORE DA LUA
Detalhe interessante é que uma segunda geração da sequoia lunar foi doada à Prefeitura de Caxias do Sul. Essa muda é derivada de árvore cultivada em Santa Rosa na década de 1980 e passou por um período de adaptação antes de ser plantada no Jardim Botânico Armando Alexandre Biazus, de Caxias do Sul-RS.
Segundo engenheiro agrônomo Ramon Sirtoli, da SEMMA, a muda com cerca de 30cm de altura foi obtida por meio do processo de multiplicação a partir da planta-mãe. “Antes de ir para o Jardim Botânico, a muda foi levada para o Horto Municipal, em Ana Rech, onde passou por um período de adaptação, em estufa, para ter condições favoráveis para o desenvolvimento ser mais rápido”.
FUNDAÇÃO MOON TREE
Natural de Durango, Colorado, o norte-americano Stuart Roosa nasceu em 16 de agosto de 1933. Ele trabalhou para o Serviço Florestal dos EUA no início dos anos 1950, combatendo incêndios e, mais tarde, juntou-se à Força Aérea dos EEUU e se tornou um piloto de teste. A Nasa selecionou Roosa para o curso de formação de astronauta de 1966. Ele começou a carreira na Nasa como integrante da equipe de apoio da Apollo 9. Após a missão em que ele levou as sementes à órbita da Lua, Roosa foi piloto reserva de comando das Apollos 16 e 17.
Hoje existe uma entidade, a Fundação Moon Tree, que é dirigida pela filha de Roosa, Rosemary, com o objetivo de mapear e plantar mais árvores da Lua em regiões ao redor do mundo. A fundação patrocina e realiza cerimônias para plantar novas árvores, com sementes produzidas pela geração original de árvores que cresceram a partir das sementes carregadas pelo seu pai Stuart Roosa.
-
Artigos3 meses ago23 de setembro dia de Padre Pio
-
Artigos4 meses agoO ADEUS JK
-
Artigos4 meses agoJackson Rangel, jornalista capixaba com mais de 40 anos de carreira
-
Artigos3 meses agoSÃO LOURENÇO: UM MEMORIAL PARA A CIDADE
-
Reportagens2 meses agoGDF leva Harlem Globetrotters a Ceilândia em ação social com estudantes
-
Reportagens4 meses agoCLDF comemora 47 anos da Associação dos Servidores da Terracap
-
Reportagens4 meses agoDF cria Centro de Inteligência Artificial e se torna referência nacional em inovação em gestão pública
-
Reportagens2 meses agoTV Brasil e Canal Gov transmitirão Círio de Nazaré neste domingo
