Reportagens

Brasília recebe evento de carros antigos, exposições de arte e oficinas neste fim de semana

Programação conta com opções gratuitas em diferentes pontos da cidade

 

Por Thaís Umbelino, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger

 

O fim de semana começa antecipado animado na capital federal, a partir desta quinta-feira (23), com opções gratuitas em diferentes pontos da cidade. Entre exposições de arte, oficinas de danças e shows de rock, opções não faltam na programação. Confira.

Evento automotivo

Pavilhão do Parque da Cidade tem a exposição gratuita Auto Parque, com carros antigos, customizados e motos | Fotos: Divulgação

Desta sexta-feira (24) até domingo (26), os fãs de carros antigos e motos têm entrada gratuita para aproveitar a mostra Auto Parque, que ocorre no Pavilhão do Parque da Cidade e promete reunir máquinas, carros antigos, customizados e motos em um encontro para confraternização e troca de experiências. A entrada é mediante retirada de ingresso no site do evento.

O público também conta com shows de rock ao vivo com as bandas Lupa, Let it Beatles e o cantor Rubinho Gabba, praça de alimentação com food trucks diversificados, além de espaço kids com brinquedoteca e atividades lúdicas para crianças. A coordenação é do Instituto Movimento Inova, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF).

Exposições

Exposição Luzes da Coreia – Festival de Lanternas Coreanas é atração no Pátio Brasil Shopping

Quem deseja viajar para a Coreia sem sair de Brasília tem a oportunidade de visitar a exposição Luzes da Coreia – Festival de Lanternas Coreanas, que abre na sexta-feira e fica em cartaz até 24 de abril. Com faixa etária livre, os ingressos custam R$ 8 (meia) e R$ 16 (inteira). A exposição está em cartaz no Pátio Brasil Shopping, 2º piso, com horário de funcionamento das 10h às 22h (segunda a sábado) e das 14h às 20h (domingos e feriados).

A exposição foi organizada pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, dirigido por Cheul Hong Kim. Promovida pelo Fundo de Envolvimento da Indústria, Comércio e Turismo (Feicotur), a iniciativa recebe curadoria da jornalista Ana Cláudia Guimarães, coordenação da NSM Produções e Eventos, projeto e execução HKB e apoio da Secretaria de Turismo (Setur-DF). Mais informações no perfil oficial da exposição e/ou site oficial do Centro Cultural Coreano no Brasil.

O Museu dos Correios conta com a exposição Acervo do Museu das Mulheres: Primeiras Aquisições

O público também tem a oportunidade de conhecer a exposição Acervo do Museu das Mulheres: Primeiras Aquisições, que fica em cartaz na galeria do terceiro andar do Museu dos Correios (Setor Comercial Sul) até 30 de março. Primeiro museu brasileiro dedicado às mulheres em Brasília, o espaço conta com obras de grandes mestres da gravura, como Fayga Ostrower e Anna Bella Geiger. Inclui, ainda, peças das artistas plásticas pioneiras de Brasília Naura Timm, Marlene Godoy, Lêda Watson, Helena Lopes, Ray di Castro e Betty Bettiol. Na exposição, realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), são exibidas gravuras, esculturas, pinturas, fotografias, objetos, desenhos, vídeo-arte, vídeo-performance, foto-performance e outros itens do acervo. A visitação, com entrada franca, é de terça a sexta, das 10h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. Mais informações: Museu das Mulheres.

Oficinas

Como preparação para o 31º Festival Folclórico do Pellinsky, a ONG Adhas oferece oficinas culturais em técnicas de dança voltadas para as tradições populares brasileiras. Entre as modalidades oferecidas estão boi-bumbá do Amazonas, carimbó, dança africana, dança indiana, jazz e samba de gafieira, com uma carga horária de 136 horas-aula. As aulas são voltadas para adultos de até 34 anos e ocorrem nos sábados e domingos, das 14h às 18h, no Centro de Ensino Médio (CEM) Integrado do Cruzeiro, no Cruzeiro Velho. As inscrições são gratuitas pelo contato (61) 992787806.

Com o fomento da Secec-DF, o 31º Festival Folclórico do Pellinsky vai reunir grupos folclóricos de todo o país em 26 de abril, no Clube AABB, no Setor de Clubes Esportivos Sul.

Oficinas gratuitas de técnicas circenses são oferecidas no Circo Vitória, instalado no Setor Central da Ponte Alta Norte, no Gama

Para aprimorar o processo criativo, a opção é a oficina Sete Passos para Criar uma Jornada de Criatividade Inspirada na Criação do Mundo, que ocorre no domingo e na segunda-feira (26), das 14h às 17h, no Museu dos Correios. Como parte das atividades do Núcleo Educativo do Museu das Mulheres, a oficina tem por objetivo inspirar os participantes a desenvolverem sua criatividade por meio de uma reflexão profunda sobre a narrativa da criação, explorando estratégias para o processo criativo e utilizando vivências práticas com os quatro elementos fundamentais. A iniciativa é da artista plástica Ray di Castro em Brasília.

Para a realização dos exercícios, os participantes devem levar papel branco, giz de cera, potes tinta guache (branco, preto, vermelho, preto e branco) e pincéis. As inscrições são gratuitas neste link. São disponibilizadas 15 vagas para a oficina.

No Gama, a trupe do Circo Vitória oferece oficinas gratuitas de técnicas circenses como bambolê, tecido, lira, acrobacias na cama elástica, trapézio e corda bamba, para crianças, adolescentes e jovens, no contraturno escolar. As inscrições estão abertas e podem ser feitas de forma presencial, pelas redes sociais ou pelo telefone 61 98381-5537, enquanto houver vagas.

O Circo Vitória está instalado no Setor Central, da Ponte Alta Norte, ao lado da 14ª Delegacia de Polícia. As aulas ocorrem às segundas e terças-feiras, nos períodos matutino e vespertino. Não é necessário experiência prévia. A ação faz parte do projeto de manutenção de espaço do Fundo de Apoio à Cultura (FAP-DF) e passará por cinco regiões administrativas, ao longo de dez meses. Guará, Samambaia e Riacho Fundo II receberam a iniciativa ao longo de 2024. A partir de março, o Circo Vitória se instala no Recanto das Emas para a última fase das atividades.

Já espetáculos circenses do Circo Vitória ocorrem na quinta e na sexta-feira, às 20h30, sábado, domingo e feriados, nos horários de 16h30, 18h30 e 20h30. Os ingressos custam R$ 15 (meia) e R$ 30 (inteira). Adultos pagantes de inteira têm direito à entrada gratuita de uma criança de até 10 anos.

Serviço

→ Oficinas gratuitas de arte circense com Circo Vitória: às segundas e terças-feiras. Duração: dois meses, no Setor Central, da Ponte Alta Norte (ao lado da 14ª DP) – Gama/DF
Inscrições: 61 98381-5537 (WhatsApp) | Instagram do circo ou no próprio circo
→ Espetáculos
Quinta e sexta-feira, às 20h30 | Sábado, domingo e feriado: 16h30, 18h30 e 20h30.

 

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Vladimir Sacchetta, jornalista e pesquisador, morre aos 75 anos

Dedicou-se a projetos da memória cultural e política brasileiras

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Guilherme Jeronymo – Repórter da Agência Brasil

 

Morreu nesta sexta-feira (15) o jornalista, produtor cultural, pesquisador e escritor Vladimir Sacchetta, aos 75 anos.

Sacchetta registrou as greves operárias do ABC, a memória do movimento operário e de revolucionários brasileiros, como Olga Benário. Colaborou em duas obras premiadas com o Jabuti: a obra póstuma de Florestan Fernandes e Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia, que escreveu em coautoria com Carmen Lúcia Azevedo e Márcia Camargos.

Sacchetta dedicou seus últimos anos a projetos de documentação e memória, como o Memorial da Democracia, do Instituto Lula; registros da Imprensa Alternativa, junto ao Instituto Vladimir Herzog, além de trabalhos sobre cultura brasileira.

“Vladimir Sacchetta dedicou sua trajetória à preservação da memória cultural e política brasileira, construindo um trabalho fundamental para o registro das lutas democráticas, da resistência à ditadura militar e da defesa intransigente da liberdade de expressão”, diz, em nota, o Instituto Vladimir Herzog.

Foi um dos fundadores da Sociedade dos Observadores de Saci, dedicada a valorização da cultura nacional. Também foi conselheiro do Centro de Documentação do Movimento Operário Mario Pedrosa (Cemap), no qual participou ativamente até poucos dias atrás.

“O Cemap perde um conselheiro brilhante; o Brasil perde um de seus maiores guardiões da memória”, diz o Cemap, em nota.

Sacchetta deixa dois filhos e neto.

O velório será realizado neste sábado (16) na Barra Funda, na capital paulista.

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Brasília é a capital mais segura do país, com redução histórica do número de homicídios

Resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer no primeiro trimestre de 2026; índice coloca o Distrito Federal na primeira posição nacional em segurança relacionada a crimes letais

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Geovanna Gravia, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

O Distrito Federal alcançou a primeira colocação nacional nos indicadores de crimes letais no primeiro trimestre de 2026. O resultado considera a soma de homicídios e mortes a esclarecer por 100 mil habitantes, metodologia baseada em dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O levantamento colocou o DF na liderança tanto entre as unidades da Federação quanto entre as capitais brasileiras com a menor taxa do país.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação. Santa Catarina aparece logo atrás, com 5,63. Entre as capitais, Brasília alcançou índice de 5,61 e liderou o ranking nacional, seguida por Curitiba (10,05) e Campo Grande (10,39).

Segundo o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, esse resultado está ligado a um conjunto de ações adotadas na segurança pública do DF. “Hoje temos mais policiais nas ruas, atuação diária nas regiões administrativas, trabalho direcionado no combate às manchas criminais, uso de ferramentas como o DF 360 e participação intensiva da comunidade por meio dos Conselhos Comunitários de Segurança. Existe todo um ecossistema que contribuiu para essa redução”, afirmou o chefe da pasta durante a assinatura da ordem de serviço para construção da nova Policlínica da Polícia Civil (PCDF), nesta sexta-feira (15).

 

Durante o evento, Patury explicou que o resultado não considera apenas os homicídios registrados. O levantamento também inclui os chamados casos de mortes a esclarecer — situações em que ainda não foi definida a causa da morte. “Temos 42 homicídios no DF e zero a esclarecer. Nós sabemos o nome e sobrenome de cada caso. Estávamos em segundo lugar, no primeiro trimestre agora de 2026, e agora alcançamos o primeiro lugar. Passamos Santa Catarina e Florianópolis”, destacou.

Os dados mostram que, no primeiro trimestre deste ano, o DF registrou taxa de 5,58 mortes por 100 mil habitantes entre as unidades da federação | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Mais segurança pública

A redução dos crimes letais acompanha outros indicadores positivos da segurança pública. Os roubos no transporte coletivo do DF caíram 52% em 2025. Ao longo do ano, foram registrados 111 casos, contra 230 em 2024.

Além disso, 15 regiões administrativas não tiveram nenhuma ocorrência, segundo dados do 2º Anuário de Segurança Pública do DF. Os números mostram o avanço das ações de segurança e das mudanças adotadas no sistema de transporte, que têm contribuído para reduzir os crimes e aumentar a segurança da população.

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Comissão Geral debate transporte escolar no Distrito Federal

Iniciativa é da deputada Paula Belmonte, que apresentará diagnóstico sobre a área com foco em desafios, gestão e qualidade do serviço

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Foto: Tony Winston / Agência Brasília

 

Por iniciativa da deputada distrital Paula Belmonte (PSDB), a Câmara Legislativa do Distrito Federal realiza, nesta quinta-feira (14), às 15h, uma comissão geral para debater o transporte escolar no Distrito Federal. O encontro reunirá parlamentares, representantes do poder público, especialistas e a sociedade civil para apresentação e discussão de um diagnóstico técnico sobre o funcionamento do serviço no DF.

O estudo foi solicitado pelo gabinete da parlamentar e elaborado pela Consultoria Técnico-Legislativa da CLDF (Conofis). O relatório analisa o transporte escolar entre os anos de 2021 e 2025, abordando aspectos relacionados à qualidade dos veículos, organização das rotas, gestão do serviço e percepção de estudantes, familiares e profissionais envolvidos.

De acordo com o levantamento, foram identificados desafios que impactam diretamente o cotidiano dos estudantes, como atrasos, interrupções no atendimento, condições da frota e dificuldades de acesso, especialmente em regiões rurais. O diagnóstico também aponta entraves relacionados à utilização de processos predominantemente manuais e à ausência de padronização tecnológica entre as unidades escolares.

A análise destaca ainda que fatores como as condições das vias e a falta de infraestrutura adequada nos pontos de embarque podem comprometer a frequência escolar e o acesso dos alunos à educação.  A comissão geral busca ampliar a participação social na discussão, reunindo gestores públicos, trabalhadores do setor, pais, estudantes e demais interessados na construção de propostas para o aperfeiçoamento da política pública.

 

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF

 

Segundo a deputada Paula Belmonte, o debate é fundamental para garantir avanços no atendimento aos estudantes da rede pública. “Estamos falando de um serviço essencial, que garante o acesso e a permanência dos nossos estudantes na escola. Esse diagnóstico é um passo importante para corrigir falhas e avançar com responsabilidade”, afirmou a parlamentar.

Acompanhe:

 

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