A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) é uma instituição que vai muito além de organizar shows ou exposições: ela é um pilar fundamental para preservar memória, fomentar talentos, promover diversidade cultural e gerar emprego e renda para milhares de brasilienses.
De acordo com o titular da pasta, Claudio Abrantes, a Secec-DF é mais do que uma secretaria: é agente de transformação. “Funciona como ponte entre recursos públicos, iniciativa privada, artistas e o cidadão. Seu trabalho molda o presente da cultura brasiliense — e planta sementes para um futuro em que cultura, identidade e democracia estejam mais entrelaçadas”, ressaltou.
Para quem passa pela cidade, mesmo sem notar — nos livros que lê, no museu que visita, no teatro reformado — muitos benefícios que hoje parecem invisíveis são frutos de programas, editais e políticas cujos reflexos ecoam na vida de muitos.
Veja o que a Secec-DF oferece:
Apoio a projetos culturais
A Secec-DF mantém diversos programas de incentivo cultural, entre eles o Fundo de Apoio à Cultura (FAC), o Programa de Incentivo Fiscal à Cultura (LIC), os Termos de Fomento e o Programa Conexão Cultura DF. Esses mecanismos permitem que artistas, coletivos e produtores culturais realizem desde pequenas iniciativas locais até projetos maiores com circulação nacional e internacional.
Espaços culturais sob gestão própria
A Secec-DF administra espaços que são vitais para fruição, aprendizado e convivência cultural, como a Biblioteca Pública de Brasília, a Biblioteca Nacional de Brasília, museus, galerias, centros culturais, entre outros. Esses espaços oferecem não apenas acervo e eventos, mas também atividades educativas, leitura, pesquisa e acesso gratuito para a população.
Preservação do patrimônio físico e imaterial
Investimentos regulares têm sido feitos para manter e recuperar bens culturais, garantir segurança, acessibilidade e preservar acervos culturais. Exemplos são obras no Memorial dos Povos Indígenas, sinalização, sistemas de combate a incêndio, iluminação, reformas em equipamentos culturais e restauro de espaços importantes.
A Secec-DF mantém diversos programas de incentivo cultural, entre eles o Fundo de Apoio à Cultura (FAC)
Impactos positivos para a sociedade brasiliense
Descentralização e acesso democrático à cultura
A Secec-DF tem buscado levar ações culturais e recursos para além do Plano Piloto, contemplando diversas regiões administrativas (RAs). Editais próprios têm linhas específicas que favorecem a interiorização das oportunidades. Espaços culturais são mantidos em regiões diversas, oferecendo acesso facilitado para quem mora longe do centro de Brasília.
Políticas de formação, educação e identidade
Além de entretenimento, a Secec-DF investe em programas de formação, leitura, educação patrimonial e cultural, inclusão, ações afirmativas, celebrações culturais locais (festivais, cultura popular, manifestações artísticas regionais) que ajudam a fortalecer a identidade brasiliense. Programas institucionalizados, como o Concertos Didáticos, visam integrar escolas e espaços culturais no processo de ensino, sensibilizando novos públicos.
Programas de incentivo mais importantes
· LIC (Lei de Incentivo à Cultura): permite que empresas destinem parte do ICMS ou ISS para patrocinar projetos culturais aprovados, com regras definidas para inscrição, execução e prestação de contas. Em 2025, há um valor de mais de R$ 14 milhões destinado a esse programa.
· Conexão Cultura DF: edital contínuo que apoia circulação cultural, intercâmbio, capacitação, residências artísticas, participação em eventos nacionais e internacionais.
· FAC (Fundo de Apoio à Cultura): um dos principais instrumentos, com editais diversos, apoio direto (a fundo perdido), recolhimento e destinação de recursos públicos para agentes culturais, linguagem plural e ações descentralizadas.
· PNAB (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura): fomenta a cultura de forma contínua (não emergencial), com repasses federais para estados, DF e municípios, para apoiar trabalhadores da cultura, entidades, coletivos, pessoas físicas/jurídicas, em diferentes manifestações culturais. No caso da PNAB-DF, há um Plano de Aplicação de Recursos (PAR) anual, aprovado com participação cultural, consulta pública, que define metas, valores, atividades.
· LPG (Lei Paulo Gustavo): criada durante a pandemia para mitigar impactos no setor cultural, ao mesmo tempo em que é usada como mecanismo de fomento cultural federal. Para a LPG, o DF recebeu recursos para distribuir entre editais culturais (audiovisual e demais áreas). Há uso de cotas afirmativas e inclusão de grupos minoritários no DF sob a LPG para garantir equidade.
Além de entretenimento, a Secec-DF investe em programas de formação, leitura, educação patrimonial e cultural, inclusão, ações afirmativas, celebrações culturais locais
Por que a Secec-DF é essencial mesmo quando “não se vê”?
Mesmo que algumas ações da Secec-DF passem despercebidas no dia a dia, seus efeitos são estruturais:
· Manter bibliotecas funcionando, museus abertos, acervos preservados: são serviços públicos que sustentam cultura, memória, leitura e aprendizagem.
· Declarar editais, financiar projetos locais e decidir quem pode participar: isso garante que a cultura seja plural, representativa, diversa – e não apenas centralizada.
· Possibilitar renda para artistas, artesãos, técnicos culturais, fornecedores de serviços culturais: quando um show acontece, quando um livro é lançado, quando uma oficina é ofertada, centenas de pessoas entram em ação.
· Fomentar identidade, autoestima e pertencimento: quando jovens veem a sua cultura reconhecida, quando tradições populares são valorizadas, quando cultura local entra na sua região — isso muda a forma como se vê o lugar onde vive.
*Com informações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF)
Rochas de praia descritas por Darwin, espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção e sítios arqueológicos pré-históricos. A Restinga de Jaconé, localizada entre os municípios fluminenses de Maricá e Saquarema, é considerada uma área de grande riqueza ambiental, científica e social, apesar de ser severamente fragmentada.
Ponto de passagem do naturalista britânico Charles Darwin, a restinga, no lado de Maricá, possui o primeiro sítio geológico de beachrocks descrito no Brasil. Chamadas de rochas de praia ou praianitos, essas formações têm cerca de 7 mil anos e são de grande importância científica e ambiental. As beachrocks de Darwin estão no centro de uma disputa que opõe ambientalistas e o projeto de construção de um porto. Um imbróglio que se arrasta há mais de 15 anos.
Botânico Massino Bovini com a planta que recebeu o nome em homenagem a Goethe – Foto: Aline Beckstein/Arquivo Pessoal
A lembrança de outro naturalista do século 19, gigante da literatura mundial, também está gravada na biodiversidade de Jaconé. Entre as plantas ameaçadas de extinção, encontramos a Goethea (Pavonia alnifolia), que recebeu esse nome em homenagem ao poeta alemão Goethe, um apaixonado pela flora brasileira.
Professora do Departamento de Ecologia da UERJ Maria Alice S. Alves – Foto: Arquivo Pessoal
O Caminhos da Reportagem, às 23h desta segunda-feira (4), mostra ainda a riqueza da fauna local. Um dos exemplos mais emblemáticos é o pássaro Formigueiro-do- Litoral. Ameaçada de extinção, a ave luta para sobreviver em pequenas áreas de conservação ambiental em Saquarema. Assim como a Borboleta-da-restinga (Parides Ascanius), também ameaçada e que surpreendeu nossa equipe numa rara aparição.
Borboleta da Restinga, espécie rara e ameaçada de extinção – Foto: Aline Beckstein/Arquivo Pessoal
A Restinga de Jaconé possui várias camadas de história e de pré-história, com sítios arqueológicos de 4,5 mil anos que nos ajudam a desvendar o quebra-cabeça da ocupação humana. Uma restinga que nos oferece pistas sobre o passado, mas também subsídios para pensar num futuro diante do desafio das mudanças climáticas.
Serviço
Reportagem e roteiro: Aline Beckstein
Produção: Aline Beckstein e Vitor Abdala
Reportagem cinematográfica: João Victal, Denis Vianna e Márcio de Andrade.
Drone: João Victal
Auxílio Técnico: Adaroan Barros e Yuri Freire
Edição de texto e finalização: Ubirajara Abreu
Sonorização: Maurício Azevedo
Arte: Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia
Geovanna Gravia e Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Paulo Soares
A governadora Celina Leão inaugurou a nova iluminação em LED da quadra de tênis localizada na QC 5, Conjunto 3, no Riacho Fundo II. A entrega faz parte das ações autorizadas por ordens de serviço de zeladoria assinadas pelo Governo do Distrito Federal por meio do programa GDF na Sua Porta. “Não adianta nada você ter uma quadra dessa e não ter como usar à noite. É só você se colocar no lugar do usuário, ver e realmente ouvir aquilo que a população tanto espera de um governo, que tenha a sensibilidade de cuidar da porta da casa do cidadão”, ressaltou Celina Leão.
Na manhã desta segunda-feira (4), a chefe do Executivo assinou 31 ordens de serviço. Entre as intervenções previstas estão reformas de quadras poliesportivas, reinstalação de parquinhos e implantação de iluminação em LED — incluindo a quadra de tênis da QC 5, que recebeu a nova iluminação.
A ação integra a terceira edição do programa itinerante GDF na sua Porta — um programa itinerante que leva serviços públicos às regiões administrativas, aproxima o atendimento da população e agiliza demandas locais.
“É fazer o que nós estamos fazendo aqui hoje: cuidar daquele detalhe, da iluminação, da parada de ônibus, do buraco, do asfalto”, afirmou a governadora.
O presidente da CEB IPes, Elie Issa El Chidiac, destacou a importância da aproximação com a população durante a ação. “Esse é um programa que permite olhar no olho do cidadão e entender o que ele precisa, sem burocracia. Hoje vamos entregar sete obras, com investimento de cerca de R$ 1 milhão”, enfatizou.
Futuro no esporte
“A gente adaptou a quadra para o tênis há seis anos e buscava essa iluminação desde então. Agora está adequada para treinos à noite, com mais segurança e incentivo ao esporte”, ressalta Guilherme Rodrigues, idealizador do projeto social Grand Slam Tênis de Rua | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília
Guilherme Rodrigues é idealizador do projeto social Grand Slam Tênis de Rua, que oferece aulas gratuitas na quadra. Ele destaca que a nova iluminação resolve uma demanda antiga da comunidade. “A gente adaptou a quadra para o tênis há seis anos e buscava essa iluminação desde então. Agora está adequada para treinos à noite, com mais segurança e incentivo ao esporte”, afirmou o professor de tênis.
Os três filhos de Gedeilton Barbosa são alunos. A família mora em Samambaia Sul e comemora a nova iluminação. “A gente treina aqui há dois anos, principalmente à noite, e a iluminação atrapalhava. Era algo que esperávamos há muito tempo. Agora melhora muito”, disse o vidraceiro. Já o pequeno Henry Vasconcelos, de 10 anos, que treina há quatro anos, vê na melhoria um passo a mais para seguir no esporte. “Agora ficou bem melhor para jogar à noite. Ajuda muito a continuar treinando”, contou a criança.
“Agora ficou bem melhor para jogar à noite. Ajuda muito a continuar treinando”, conta o pequeno Henry Vasconcelos | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília
Serviços
O lançamento do programa, no fim de março, foi o primeiro ato de Celina Leão como governadora. De lá para cá, o GDF na sua Porta já passou pelo Itapoã e pelo Paranoá. Nesta terceira edição, a estrutura foi montada no Quadradão Cultural, na QN 10, ao lado do restaurante comunitário no Riacho Fundo II.
Entre os atendimentos disponíveis estão ações nas áreas de saúde, incluindo vacinação, assistência social, apoio à mulher, emissão de documentos, como o RG, além de oportunidades de emprego e serviços urbanos, como iluminação pública e limpeza.
A ação também prioriza o empreendedorismo e o lazer local. O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) está presente na edição fornecendo cursos de qualificação para diversos segmentos do comércio da região, além de promover apresentações culturais para o público. O evento reúne mais de 40 órgãos do GDF como Emater, Neoenergia, Novacap, Agência do Trabalhador, Codhab, Polícia Civil, Delegacia de Atendimento à Mulher, Ouvidoria do GDF, Defensoria Pública do DF, Na Hora, Detran-DF, DER-DF e CEB Ipes.
João Marcelo Araújo atuou como capitão e conquistou o vice-campeonato na categoria sub-10
O auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) será palco da cerimônia de premiação da 38ª Copa Candanga de Futsal, nesta terça-feira (5), a partir das 18h. O evento ocorre por iniciativa do deputado Martins Machado (Republicanos) e reúne vencedores e destaques da competição na edição de 2026.
A Copa Candanga de Futsal é uma das competições mais tradicionais do Distrito Federal na formação de atletas, organizada pela Liga Candanga de Futsal desde o fim dos anos 1990. O torneio reúne equipes de diversas regiões administrativas e foca nas categorias de base, com faixas etárias que vão do Sub-5 ao Sub-15, bem como categorias femininas.
A competição reúne ações voltadas à formação esportiva, à convivência entre os participantes e à preparação das equipes para competições de nível nacional. A Copa também amplia o acesso de crianças e jovens ao esporte e apoia iniciativas comunitárias em diferentes regiões do DF.
Com 9 anos, João Marcelo Araújo atuou como capitão e conquistou o vice-campeonato na categoria sub-10. O atleta representa a AD3 no futsal e o PSG no futebol de campo e foi eleito o melhor jogador em diversas partidas da competição.
Ao comentar a experiência, João Marcelo destacou a importância da prática esportiva e disse que gostaria que mais crianças tivessem acesso ao esporte e ao lazer. Ele também ressaltou o caráter coletivo do resultado: “Essa vitória não é só minha, é minha, da minha família, da minha equipe, dos meus professores”.
A solenidade poderá ser acompanhada pela TV Câmara Distrital, nos canais 9.3 (aberto), 11 da NET/Claro e 9 da Vivo, além do canal oficial da CLDF no YouTube.