Reportagens
Plano de Intervenção Urbana do SIA é apresentado à população
Propostas incluem melhorias em calçadas, ciclovias e estacionamentos, além da dinamização para permitir residências
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Agência Brasília* | Edição: Paulo Soares
O Plano de Intervenção Urbana (PIU) do Setor de Indústria e Abastecimento (SIA) foi apresentado à população pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), que mostrou as propostas de melhorias para a região. A iniciativa prevê desde a requalificação de calçadas, ciclovias e estacionamentos, até medidas para incentivar o desenvolvimento econômico local.
O estudo foi elaborado pela equipe técnica da Seduh e apresentado à comunidade na noite dessa quarta-feira (24), em audiência pública no auditório do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Distrito Federal (Sinduscon-DF), no SIA Trecho 2/3. O evento também foi transmitido pela pasta no YouTube, no canal Conexão Seduh.
As propostas foram feitas após a equipe técnica realizar visitas in loco e ouvir demandas da população e da Administração Regional. No caso específico do SIA, a ideia é dinamizar a região para oferecer mais do que apenas lotes comerciais e industriais, como pontuou o secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Vaz.
“O objetivo é darmos vida à cidade”, afirmou Marcelo Vaz. “O SIA é uma região administrativa bastante específica. Praticamente não tem residências, a não ser uma ocupação irregular. Então, os lotes são eminentemente comerciais e industriais. Com a população um pouco mais diminuída, o interesse é muito mais empresarial”, ressaltou.
Nesse sentido, o administrador regional do SIA, Bruno Oliveira, destacou que a região é responsável por 57% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no Distrito Federal. “Temos que ter a preocupação de melhorar cada vez mais a nossa cidade, dar uma condição para o empresariado trabalhar, porque aqui é onde se gera emprego e renda que será investida no DF. Por isso, esse momento é de suma importância para o SIA”.
Para o desenvolvimento do PIU, o método adotado baseou-se na análise comparativa entre a cidade legal (planejada) e a cidade real (situação atual). Inicialmente, realizou-se o levantamento e a sistematização de dados para identificar as deficiências e potencialidades da região. A partir da consolidação dessas informações, foram feitas análises técnicas que subsidiaram a definição das estratégias para a requalificação urbana.
Propostas
Entre as propostas estão a requalificação do sistema viário e de canteiros centrais, além de melhorias nos espaços livres de uso público (Elups). O texto também propõe a criação de 57 estacionamentos, a implantação de 22 que nunca foram executados, e a reforma de outros 252, uma das principais demandas do setor.
Quanto à acessibilidade e mobilidade urbana, está prevista a construção de calçadas acessíveis em setores como os de Oficinas Norte (SOFN) e de Transportes Rodoviários e Cargas (STRC). Também é proposto que a ciclovia existente na parte sul do SIA, localizada na via marginal da Estrada Parque Taguatinga-Guará (EPTG), seja interligada com a malha cicloviária já existente nas proximidades, como a do Guará, por exemplo.
“Com base em análises técnicas, será possível otimizar a área pública, melhorar as condições de acessibilidade, viabilizar a qualificação dos espaços públicos e contribuir para a qualidade urbana da cidade”, garantiu a subsecretária de Desenvolvimento das Cidades da Seduh, Letícia Luzardo.
“Temos que ter a preocupação de melhorar cada vez mais a nossa cidade, dar uma condição para o empresariado trabalhar, porque aqui é onde se gera emprego e renda que será investida no DF. Por isso, esse momento é de suma importância para o SIA”
Bruno Oliveira, administrador regional do SIA
Luos
O evento também foi uma oportunidade para apresentar a minuta do Projeto de Lei Complementar (PLC) que propõe alterações à Lei Complementar nº 948/2019, que trata da Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). Para isso, serão acrescentadas à norma algumas das mudanças previstas no PIU do SIA, como alteração de usos e adequações de lotes.
Como a região apresenta predominância industrial, comercial e de prestação de serviços, uma das propostas é a alteração de usos no SOF Norte para permitir residências, assim como alguns já permitem atualmente. Outro exemplo trata de dois grandes lotes em frente à Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), cada um com mais de 100 mil², onde está prevista a possibilidade de fazer um estudo de reparcelamento das áreas, que pode prever no futuro o uso residencial.
“Entendemos que seria interessante, até espelhando o que acontece hoje no Park Sul, essa possibilidade de uso residencial no SOF Norte, onde já tem, inclusive, à beira da pista, essa possibilidade em lotes menores. Os lotes maiores passam a ter também essa possibilidade”, informou Marcelo Vaz.
Presente na audiência, o vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Distrito Federal (Fecomércio-DF), Ovídio Maia, elogiou o Plano de Intervenção Urbana do SIA. “Esse é uma das melhores iniciativas que a Seduh está capitaneando. Entender quais são os problemas da cidade e buscar as soluções é a melhor coisa, porque a cidade é viva. E essa iniciativa de dinamizar é muito importante”, destacou.
A minuta do projeto de lei e os relatórios técnicos estão disponíveis no site da Seduh, na seção sobre Audiências Públicas.
Trâmite
As sugestões da população feitas durante a audiência serão consideradas para a elaboração do texto final da proposta do PIU do SIA. Em seguida, o Plano passará pela deliberação do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano (Conplan). Essa será a última etapa no Poder Executivo antes de ser enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação
Reportagens
Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização tem resultado divulgado
MEC reconheceu esforços de 4,7 mil redes públicas de ensino
Daniella Almeida – repórter da Agência Brasil
Mais de 4,7 mil redes públicas de ensino brasileiras foram certificadas com o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. O Ministério da Educação (MEC) divulgou o resultado final nesta segunda-feira (9).

A pontuação obtida pode ser consultada pelos estados e municípios participantes no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec), com login do gestor de educação local na conta da plataforma Gov.br.
O Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização atesta publicamente o empenho das secretarias de educação estaduais, distrital e municipais na implementação de políticas, ações e estratégias que assegurem o direito à alfabetização.
O selo é dividido em três categorias: bronze, prata e ouro.
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Números
Nesta edição, o MEC contabilizou as inscrições de 4.872 redes de ensino das 5.595 que aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), o que corresponde a um índice de 87,1% de participação dos entes da federação.
Em nota, o MEC afirma que a quantidade de certificações evidencia “o elevado engajamento das redes públicas de ensino em todas as regiões do país”.
Entre os inscritos nesta segunda edição da premiação, 97% (4.728 redes de ensino) obtiveram êxito e conquistaram o selo, sendo 2.285 selos Ouro; 1.896 selos Prata; e 547 selos Bronze.
A categoria ouro está vinculada ao atingimento da meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).
A certificação considera: gestão, governança, formação, acompanhamento da aprendizagem e implementação de ações estruturantes. Também reconhece o trabalho coletivo de articuladores e o papel dos gestores escolares e professores.
Selo
O Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização não envolve premiação em dinheiro. A iniciativa federal é um reconhecimento simbólico dos esforços das secretarias no cumprimento do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
Este compromisso busca para garantir, até 2030, a alfabetização de todas as crianças do Brasil até o fim do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar aprendizagens de alunos do 3º, 4º e 5º ano que apresentam defasagens. As metas são anuais.
O selo tem o objetivo também de promover o compartilhamento de práticas bem-sucedidas de gestão que estejam comprometidas com as metas de alfabetização, para incentivar políticas de redução de desigualdades previstas no Plano Nacional de Educação (PNE).
A cerimônia de entrega do selo ocorrerá em Brasília, em data a ser definida pelo MEC.
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Nova Escola Classe 425 amplia oferta de vagas e transforma rotina escolar em Samambaia
Com investimento de R$ 14 milhões, unidade passou a atender 700 alunos, deixou de ter uma estrutura precária e pré-moldada e se transformou em uma escola moderna, acessível e acolhedora
Karol Ribeiro, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
Há três meses, a comunidade escolar de Samambaia comemorou a entrega da nova estrutura da Escola Classe (EC) 425. Com investimento de R$ 14 milhões do Governo do Distrito Federal (GDF), a antiga “escola de lata” deu lugar a um prédio moderno, acessível e adequado às necessidades pedagógicas dos estudantes. A unidade, que funcionava em instalações provisórias desde 1991, agora atende 700 alunos da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, um aumento em relação aos 600 que havia antes.
“Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias”
Liliene de Souza, diretora da EC 425
Segundo a diretora da unidade, Liliene de Souza, a nova estrutura representa uma conquista esperada há mais de três décadas. Ela conta que a antiga escola havia sido construída de forma provisória, com blocos de madeira e apenas um pavimento térreo.
“Se considerarmos turmas com 30 estudantes, poderíamos atender aproximadamente 1.100 crianças; entretanto, mantemos diversas turmas reduzidas para garantir o atendimento adequado aos nossos estudantes atípicos”, explica a gestora. “Por isso, neste momento, nossa capacidade é de cerca de 700 estudantes.”
Estrutura reforçada
A escola recebe estudantes da educação infantil e dos anos iniciais do ensino fundamental, da faixa etária dos 4 aos 11 anos. O número de salas aumentou de 15 para 18, o que permitiu abrir cerca de 100 novas vagas. “Essa ampliação é muito significativa, porque muitas famílias antes não conseguiam matricular os filhos aqui e precisavam se deslocar para outras regiões; agora, com a nova estrutura, conseguimos atender mais crianças e facilitar a vida dessas famílias”, ressalta Liliene.
Além do aumento de salas de aula, a escola também recebeu quadra de esportes coberta, laboratórios, biblioteca, auditório e estacionamento. Uma das professoras do espaço, Lannuccia Borges, conta que a mudança estrutural da unidade representa uma verdadeira virada de página. Ela relata que trabalha na escola há quatro anos, mas apenas neste ano pôde lecionar em um prédio novo e adequado. Antes da reforma, a realidade era muito diferente.
“Tínhamos uma estrutura bastante precária, que dificultava o nosso trabalho pedagógico e também a aprendizagem das crianças”, afirma. “Não basta o professor planejar e querer fazer um bom trabalho se não houver condições adequadas para isso.” A docente lembra que o termo “escola de lata” surgiu pela precariedade da antiga construção: “Eram janelas quebradas, portas que não fechavam, tetos que caíam quando chovia. As crianças tinham medo, e nós, professores, também, mas precisávamos demonstrar coragem para acolhê-las da melhor forma possível”.
Nova realidade
Mãe de ex-alunos da EC 425 de Samambaia, a professora Elisete Pereira descreve o sentimento de impotência diante do cenário antigo. “Era muito triste ver meu filho estudando em um lugar sem segurança, sem conforto, sem uma quadra de esportes, sem espaços adequados”, lembra. “As salas eram quentes, pequenas e mal ventiladas. Como mãe, a gente quer o melhor para os filhos, e era doloroso saber que eles não tinham acesso a uma escola com estrutura digna. Muitas mães compartilhavam esse mesmo sentimento de tristeza e preocupação”.
Hoje, ela vive a realidade completamente diferente da nova EC 425, e com um vínculo ainda mais forte, agora como professora. “A estrutura atual é excelente, até melhor do que muitas escolas particulares”, comemora. “Temos acessibilidade para cadeirantes, refeitório, biblioteca, salas amplas e arejadas. É um ambiente acolhedor, bonito, pensado para o aprendizado e o bem-estar das crianças”.
Impacto
Segundo Lannuccia Borges, a nova estrutura interfere diretamente no aprendizado. “Quando uma criança é acolhida em um espaço apropriado, ela tem mais condições de aprender”, pontua. “Cada aluno tem seu tempo, mas se o ambiente oferece conforto e recursos, o desenvolvimento é muito mais significativo”.
Com a nova estrutura, os benefícios não se limitam aos alunos. “Estamos todos mais motivados, gestão, coordenação e docentes”, afirma a professora. “Hoje temos salas amplas, arejadas, com armários, televisões e espaços adequados para projetos. Antes, chegávamos e não conseguíamos abrir o armário porque estava estragado. Agora, tudo funciona. Isso nos dá vontade de planejar mais, de inovar nas aulas”.
Com obras coordenadas pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), agora o novo espaço conta com uma área total construída de 4.464,82 metros quadrados, para oferecer mais conforto e qualidade no ensino das crianças. São 18 salas de aula, laboratórios de informática e artes, biblioteca, auditório, refeitório, cozinha, depósito, área de recreação, parquinho e sanitários. A escola tem ainda 30 vagas de estacionamento e uma quadra coberta de 768 metros quadrados.
A aluna Beatriz Fonseca, de 10 anos, também comemora o novo espaço de aprendizagem Entre os novos espaços, ela conta o que mais chama atenção: “A biblioteca, o refeitório e os banheiros. Dá mais gosto vir para uma escola assim, maravilhosa”.
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CLDF aprova projetos que suspendem prazos de validade de concursos públicos
Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF
Os primeiros projetos de lei aprovados pela Câmara Legislativa do Distrito Federal em 2026 dão novo fôlego aos aprovados em concursos públicos do Distrito Federal. Votadas em dois turnos e redação final, nesta terça-feira (10), as duas proposições apreciadas tratam da suspensão do prazo de validade de certames para provimento de vagas.
O Projeto de Lei nº 2.124/2026 suspende os prazos dos concursos em razão de restrições orçamentárias e financeiras nos exercícios de 2025 e 2026. O texto diz respeito aqueles homologados e em vigor na data de publicação do Decreto nº 47.386, de 25 de junho de 2025, e do Decreto nº 48.172, de 20 de janeiro de 2026.
Iniciativa do deputado Eduardo Pedrosa (foto), do União Brasil, o texto estabelece que os prazos de validade suspensos voltarão a correr a partir do primeiro dia útil subsequente a 31 de dezembro de 2026. Ainda de acordo com a proposta, não há impedimento para a nomeação de candidatos durante a suspensão dos prazos.
Também votado nesta tarde, o Projeto de Lei nº 2.139/2026 foi aprovado, na forma de substitutivo, com o intuito de alterar a norma geral dos concursos públicos no DF, a Lei nº 4.949/2012. O texto, de autoria do deputado João Cardoso (foto), do Avante, suspende o prazo de validade dos certames homologados antes ou durante os 180 dias anteriores ao final do mandato do titular do Poder Executivo do DF, até a posse dos eleitos.

Segundo o PL, o prazo voltará a correr, pelo período remanescente, no primeiro dia útil após o término da restrição ou vedação. O órgão ou entidade responsável pelo concurso deverá publicar, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), o ato declaratório da suspensão e, posteriormente, da retomada do prazo.
Vários parlamentares elogiaram, em plenário, as proposições aprovadas, e os autores agradeceram o apoio dos colegas presentes. O presidente da Casa, deputado Wellington Luiz (MDB), se comprometeu a pedir ao Executivo a sanção “o mais rapidamente possível”, visto que alguns concursos públicos vencem ainda este mês.
Denise Caputo – Agência CLDF
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