Atualmente há 18 centros de atenção psicossocial no DF; atendimento é aberto a todos que passam por sofrimento mental grave
Por
Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader
Assim como o corpo, a mente também requer cuidados, e a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) da Secretaria de Saúde (SES-DF) está preparada para atender a todo cidadão que necessite de atendimento. Com serviços que vão da atenção básica ao atendimento hospitalar, das consultas de rotina à emergência, a Raps é pedra fundamental do bem-estar e da integração de diversas comunidades no Distrito Federal.
Um dos alicerces da rede são os 18 centros de atenção psicossocial (Caps) destinados ao atendimento de pessoas com sofrimento mental grave — incluído aquele decorrente do uso de álcool ou demais drogas —, seja em situações de crise, seja nos processos de reabilitação psicossocial. As unidades funcionam em regime de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio ou encaminhamento médico.
“Algumas pessoas ainda têm preconceito com quem busca ajuda, mas hoje — na sociedade em que vivemos, com a rotina que enfrentamos — nós vemos que problemas psíquicos podem acontecer com qualquer pessoa. O conselho que dou a quem tem algum sofrimento mental é que busque auxílio o mais rapidamente possível, antes que o quadro se agrave”, afirma a psicóloga e supervisora do Caps III de Samambaia, Juliana Neves Batista.
Juliana explica que as unidades básicas de saúde (UBSs) da SES-DF são a porta de entrada preferencial para o tratamento da população, responsáveis por tratar quadros psíquicos mais leves. Os Caps atendem casos de maior complexidade, sendo o meio termo entre a atenção primária e os serviços hospitalares e de emergência. “No Caps nós temos um dispositivo chamado acolhimento, em que fazemos esse atendimento inicial. Oferecemos uma escuta qualificada, entendendo as questões daquela pessoa, e ela de fato sente que está sendo acolhida. Em seguida, fazemos o direcionamento correto, nem todo paciente permanece aqui”, conta a psicóloga.
Acolhimento
Marlene Luiza da Cunha: “Esse trabalho está me reestruturando. Existe uma Marlene antes e outra depois do Caps”
Nos Caps, a assistência em saúde mental é prestada por equipe multiprofissional atuando de forma interdisciplinar. A equipe pode ser composta por psiquiatras, clínicos, pediatras, fonoaudiólogos, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, enfermeiros e farmacêuticos.
Um dos casos atendidos pelo Caps III de Samambaia foi o da aposentada Marlene Luiza da Cunha, 66 anos. Não muito depois de ter se aposentado, ela perdeu vários familiares, o que causou muito impacto em sua saúde mental. “Eu tive três momentos muito difíceis, relacionados ao luto. Perdi meu pai em 2015. Em seguida foi meu marido, em 2016, após 31 anos de casada. E 40 dias depois eu perdi a minha mãe. Assim, eu não pude ter essa vivência do luto. Eu estava em choque quando tive que lidar com os problemas de inventário”, afirma.
Marlene conta que, além de ter de lidar com a burocracia e a notícia das mortes em sucessão, um problema de saúde a deixou internada por um longo tempo, resultando em uma depressão profunda. “Estava desorientada, debilitada física e mentalmente. Não podia mais sair sozinha. Comecei a me fechar, a me isolar, não queria mais sair daquele mundinho que a gente cria para se sentir protegido porque tudo externo era agressivo”, relembra.
Os centros oferecem atividades como terapia comunitária, caminhadas e oficinas de crochê aliadas ao atendimento de uma equipe multidisciplinar
O isolamento começou a levantar preocupações na família e amigos. Seriam eles, assim, a dar o primeiro passo em sua recuperação. “Eu não vim ao Caps, o Caps é que veio ao meu encontro”, conta. Por iniciativa de amigos, uma equipe de profissionais do Caps III de Samambaia realizou uma visita domiciliar ao endereço de Marlene. Embora reclusa e avessa ao contato com os outros, ela entendeu naquele dia que precisava de ajuda. “Eles entenderam que eu estava muito acuada. Eu mesma havia entrado em um labirinto, apagado a luz e tentava encontrar a saída”, lembra.
Ponto de virada
Mesmo sem muito ânimo no início, Marlene começou a participar de algumas das ações e terapias desenvolvidas na unidade da SES-DF. A lista de atividades disponíveis é extensa: grupos de bijuteria, terapia comunitária, yoga, hortoterapia, caminhadas, tai chi chuan, dança, karaokê e crochê. Cada uma dessas atividades apresenta um benefício terapêutico próprio, aliado sempre ao acompanhamento clínico da equipe multidisciplinar.
“Um dia, minha orientadora ocupacional me perguntou se eu estava gostando das oficinas, e eu comecei a perceber que, quando a gente não tinha atividades, eu sentia falta do que a gente trabalhava aqui. Nessas atividades a gente vai interagindo com os outros colegas, vai se sentindo melhor. Percebi que as minhas capacidades mentais e físicas estavam voltando e que a autoestima é muito importante para quem precisa de ajuda”, conta.
Hoje, Marlene diz estar “80% recuperada” e faz questão de agradecer ao time do Caps III de Samambaia: “Esse trabalho está me reestruturando. Existe uma Marlene antes e outra depois do Caps. Para mim, essa é a abertura de um processo de cura que depende do próprio paciente. Não há outra palavra para definir o que eu sinto senão gratidão”.
Após a rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a relação do Executivo com o Congresso não mudará.
— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. (…) Não mudou e nem mudará, será a mesma relação institucional.
Para o líder, o resultado não dependeu das respostas do indicado na sabatina. Messias, de acordo com Randolfe, cumpria todos os requisitos necessários para o cargo e a indicação foi rejeitada por circunstâncias políticas.
A indicação de Messias é a terceira feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no atual governo e não estava prevista: foi necessária após o anúncio da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. Para Randolfe, a votação foi pressionada pela proximidade do período eleitoral. A rejeição se deu por 42 votos a 34.
— Eu não diria que foi uma surpresa, porque nós já esperávamos que ia ser uma votação apertada, e uma votação, quando a gente julga apertada, pode se ter uma quantidade reduzida de votos favoráveis — disse o líder, que lamentou a votação, mas afirmou que é preciso respeitar o resultado.
O relator da indicação de Jorge Messias, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu que o resultado da votação foi “uma derrota do governo”. O parlamentar disse, no entanto, que o presidente Lula não deve indicar outro nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) de imediato.
— Lá atrás, ele (Lula) já tinha me dito que não iria mandar outro nome caso isso acontecesse. Então, não vamos discutir nomes. O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — disse Weverton.
Derrota
Para o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição ao nome de Jorge Messias representa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.
Para o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o direito do voto de um senador é o mesmo de um eleitor. Ele disse que votou a favor de Messias, que teria todas as condições de ser um ministro do STF. O senador ainda contou que deu um abraço de solidariedade em Messias, que considera “um brilhante funcionário público”.
— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — declarou Otto.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
A Rádio MEC apresenta, nesta quinta-feira (30), às 21h, uma edição especial do Jazz Livre dedicada ao Dia Internacional do Jazz. A data, celebrada pela Unesco desde 2012, destaca o gênero como um instrumento de liberdade, criatividade e diálogo entre culturas.
A atração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) traz uma curadoria de músicos, com depoimentos e repertórios afetivos sobre o estilo musical.
O Jazz Livre convidou artistas que já se apresentaram na atração a comentar os discos e músicas importantes para a história do gênero. Ao longo do programa, os ouvintes terão acesso a recortes dessas sugestões.
O pianista Renan Francioni, o baterista Antônio Neves Esteves e o compositor Gilson Peranzetta são alguns dos nomes que indicaram obras relevantes do estilo. A proposta é evidenciar o jazz como um gênero que marca a inovação, o apuro estético, o improviso e a fusão entre linguagens e culturas.
Dia Internacional do Jazz
Com origem nas comunidades afro-americanas no sul dos Estados Unidos, por volta do final do século XIX e início do XX, o jazz é uma expressão artística que combina elementos de várias tradições musicais, como o blues.
De acordo com especialistas, um dos traços mais distintivos do jazz é a improvisação. Os músicos criam solos espontâneos durante as performances, o que torna cada apresentação única.
Sobre o Jazz Livre
No ar de segunda a sexta-feira na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. A produção oferece ao público a oportunidade para interagir através do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar mensagens para a equipe da emissora pública.
Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Thiago Regotto é o gerente executivo de rádio.
Sobre a Rádio MEC
Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. Mas também há espaço garantido para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.
A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no aplicativo Rádios EBC.
Devido a eventos previstos para o período entre sexta-feira (1°/5) e domingo (3), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) interditará vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá.
Parque da Cidade
De sexta-feira a domingo, será realizado o evento Brasília Auto Indoor no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. As ações de trânsito terão início nesta quinta-feira (30), às 12h, com o patrulhamento das vias e a implantação da sinalização viária. As equipes vão sinalizar a faixa de desaceleração para a entrada e a saída de veículos dos estacionamentos 1 e 2 e as faixas de pedestres nas proximidades do Pavilhão de Exposições.
Arte: Divulgação/Detran-DF
No sábado (2), a partir das 10h, está prevista a realização de um rali, com largada no Pavilhão de Exposições e percurso em direção à Colônia Agrícola Aguilhada e Núcleo Rural Nova Betânia, na BR-251. As equipes do Detran-DF farão as intervenções viárias necessárias durante a saída dos veículos e a transição para a Via S1.
Os participantes farão uma parada na região do Café sem Troco e retornarão, pela DF-130, passando pela Torre de TV Digital, até o Parque da Cidade. A previsão é que a chegada ocorra até as 16h.
Durante os dias do evento, os agentes do Detran-DF atuarão no controle de tráfego nas imediações do Pavilhão de Exposições, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações de trânsito.
Arena Mané Garrincha
Nesta sexta-feira e no sábado, o Detran-DF fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Micarê.
Na Via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, o Detran-DF implantará sinalização viária para a travessia de pedestres e para coibir o estacionamento irregular. Na entrada principal de automação da arena, será sinalizada uma área destinada aos táxis.
Também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. A partir das 15h30, as equipes vão atuar em pontos fixos e em patrulhamento na região para garantir a fluidez do tráfego e coibir infrações.
Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial
Na sexta-feira, será realizada a corrida 100% Você, com percursos de 5 km e 10 km pelas vias S1, Palácio Presidencial e N1. A largada dos participantes ocorrerá na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu da República, e a chegada será na altura do Ministério da Economia.
A partir das 6h30, a Via S1 será bloqueada na altura do Museu da República, com desvio do fluxo de veículos para a L2 Sul. No momento da largada, a via será totalmente interditada e o fluxo será retido. Após a passagem dos corredores, o acesso à L2 será liberado. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí.
Na Esplanada, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a Via S2. A partir desse ponto, a S1 estará totalmente bloqueada para o tráfego de veículos. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na S2.
Na Via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República. Os acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita, será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento.
As equipes do Detran-DF também farão a interdição do acesso à via Palácio Presidencial, sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (Via L4).
Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir do meio-dia.
Paranoá
Na sexta-feira, será realizado o 7º Encontro de Carrinhos de Rolimã, no Parque Vivencial do Paranoá. As ações de trânsito terão início nesta quinta, às 23h59, com a implantação da sinalização viária na entrada do parque, na altura da Quadra 4, até a rotatória, próxima à unidade do Detran-DF. No local do evento, serão sinalizadas áreas de estacionamento para o público geral, autoridades, veículos de emergência e um heliponto.
A entrada do Parque Vivencial, pela rodovia DF-005, será destinada à saída de veículos de emergência, sendo permitido o acesso de pedestres. O estacionamento de veículos no gramado, na área externa do parque, será permitido.
Durante o evento, os agentes do Detran-DF farão o controle da entrada e da saída de veículos do Parque Vivencial, além de realizar o patrulhamento da região para garantir a segurança e a fluidez do trânsito. As equipes de fiscalização utilizarão viaturas e motocicletas e contarão com o apoio do helicóptero Sentinela, que fará o monitoramento das condições do tráfego.
Eixo Monumental
Neste domingo, o Detran-DF realizará interdições em trechos das vias S1 e N1 do Eixo Monumental para o Circuito da Saúde 2026 — Etapa Ana Néri. A corrida terá percurso de 5 km, com largada e chegada no Memorial dos Povos Indígenas.
A partir das 6h30, nas vias S1 e N1, no trecho entre o Ulysses Centro de Convenções e a via de ligação N1/S1, entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro, as três faixas mais próximas ao canteiro central serão interditadas. O tráfego de veículos permanecerá liberado nas demais faixas. A previsão é que as interdições ocorram até as 11h.