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Grandeza dos Pequenos

Sábia é a sociedade que dá força aos pequenos e valoriza sua cultura local

Silvestre Gorgulho


Para que um jornal de bairro, de algum movimento de cidadania ou de uma cidadezinha do interior, se hoje é fácil ir a uma banca de rodoviária e comprar um grande jornal da capital ou mesmo do Rio de Janeiro e São Paulo?


Por que uma revista de moda, de educação, de meio ambiente, de turismo de uma cidade se se pode ir até a banca do aeroporto e comprar revistas de moda, de meio ambiente, de turismo de Paris, de Nova York ou de Londres?


Para que uma emissora de rádio de um município perdido nesse mundo de Deus se a coisa mais fácil é sintonizar rádios AM, FM, BBC, CBN e mil e umas outras que têm uma programação muito mais interessante e profissional?


Para que uma TV Comunitária ou uma TV local se a CNN, a ESPN, a RAI, a NNK, a CBS, a Globo e outras 300 e tantas tevês podem chegar à nossa sala por uma simples e improvisada parabólica colocada no telhado?


Para que perder tempo com um grupo de teatro local se podemos ver, sem grandes dificuldades, artistas famosos nos grandes teatros de Nova York, do Rio, São Paulo, Brasília, Salvador e Porto Alegre?


Para que gastar dinheiro fazendo filmes tupiniquins, se a coisa mais fácil é ir até a locadora ou mesmo ao Cinemax, para assistir a filmes de uma indústria fantástica como a de Hollywood que produz filmes muito mais ricos e sofisticados?


Para que dar força ao Coral de sua cidade, de sua empresa, de sua universidade se o mundo pode oferecer corais muito mais preparados e famosos à altura de suas mãos nas lojas de DVDs?


Para que incentivar a orquestra de seu Estado se pela tevê, pelo DVD ou até mesmo com uma pequena viagem se pode assistir a uma orquestra verdadeiramente profissional e famosa?


Para que Carnaval no interior se o Carnaval famoso, que rende dinheiro, que atrai turistas e dá manchetes em revistas e jornais está na Sapucaí?


Para que ter um timinho de futebol, de vôlei, de tênis ou de basquete na nossa cidade do interior se a tevê coloca na nossa sala os melhores jogos, os mais importantes campeonatos e os jogadores mais famosos do mundo?


Sabe por quê?
Porque nem os grandes jornais, as grandes redes de televisão, as grandes revistas, as maiores emissoras de rádio, os famosos grupos de teatro, os filmes de Hollywood, os importantes corais das capitais européias, as orquestras de Berlim e da Áustria, as grandes ligas NBA e os Reals Madris, Arsenals, Flamengos e Corinthians vão sobreviver sem a força do homem do interior, sem o valor cultural e as tradições dos longínquos municípios e sem a diversidade de raça, de história e de criatividade dos pequenos.


Só a imprensa local, só o time local, só a escola local e só os movimentos culturais locais estão comprometidos com quem vive ali. Para a grande imprensa, os lugares pequenos do interior são notícias pelo inusitado, quando algo de muito anormal acontece. Entram no noticiário “nacional” pelo fora de série, pelo exótico e pelo estranho. Quer um exemplo? Pergunte ao mundo o que é Bhopal. Poucos, pouquíssimos mesmos responderão: Bhopal é a capital do estado de Madhya Pradesh, no centro da Índia, conhecida como a cidade dos Lagos e das Mesquitas. A grande maioria, mesmo consultando a Internet, dirá: Bhopal é onde tinha uma indústria de veneno da Union Carbide que deixou vazar gás tóxico, matando muita gente inocente. Tal qual Chernobil, na Rússia, Bhopal ficou conhecida por um terrível acidente. Virou uma palavra negativa. Os belos lagos e as majestosas mesquitas só têm valor para quem vive lá. Se não fosse a imprensa local, as rádios e as tevês locais, Bhopal não seria nem um retrato na parede. Estava definitivamente condenada, sem povo, sem história e sem esperança.


Por isso que se diz que todo cidadão vive no município. Ele busca conhecer outros mundos, mas orgulho mesmo o cidadão tem de sua comunidade, de sua terra, de sua identidade, de sua cultura e de suas tradições.


E sabe por que o local e o pequeno são tão importantes? Simples. Porque só o local e o pequeno permitem a interação. É no círculo do mais próximo que se afirma a identidade pessoal na relação com o outro. O grande nos torna objeto e nos distancia de nós mesmos.


Mas é bom salientar algo muito essencial.


Não é o jornal grande que mata o pequeno.


Não é o clube de futebol grande que mata o pequeno.


Não é a Escola de Samba grande que mata a pequena.


Não é a revista grande que mata a pequena.


Não é a orquestra famosa que mata a pequena.


Não é a rádio grande que mata a pequena.
Pelo contrário, todos os grandes precisam dos pequenos, pois ali está seu celeiro de artistas, de esportistas e de bons profissionais.
O que mata o pequeno é a visão curta das autoridades que querem mais aparecer do que servir.


O que mata o pequeno é a visão distorcida do empresário que quer mais o marketing para vender e multiplicar do que o marketing para dividir e somar.
O que mata o pequeno são os governos que pensam mais nos votos e no apoio do atacado do que do varejo.


Feliz é a autoridade que aprende com os erros dos outros e descobre que a perfeição está nos detalhes.


Civilizada é a nação que não deixa morrer sua cultura e suas tradições locais.
Sábia é a sociedade que dá força aos pequenos e aos alternativos.

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EMILIANO PEREIRA BOTELHO

(1948-2026)

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O Brasil perdeu ontem à noite (11/08) um cidadão empreendedor, dedicado e que deixa um legado incomensurável para a agricultura tropical: EMILIANO PEREIRA BOTELHO.
Paracatu perdeu um filho ilustre e eu perdi um amigo, inclusive, que escreveu a abertura do meu livro “DE CASACA E CHUTEIRAS – JK-BRASÍLIA-PELÉ – A Era dos Grandes dribles na Política, Cultura e História”.
Nesse livro, Emiliano, como presidente da CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, escreveu sobre o Planalto Central e a história da revolução verde-amerela do Cerrado, focando na chegada dos japoneses das famílias Kanegae, Hayakawa, Ogawa, Ikeda e Okudi para desbravar a região do Distrito Federal.
Como jogador de futebol, amante da boa música e torcedor do Cruzeiro, EMILIANO BOTELHO tinha seu lado alegre e festeiro. Como profissional da agropecuária, deixa uma história de empreendedorismo: logo depois de ser o superintendente e, depois, presidente da Cooperativa Agropecuária do Vale do Paracatu, a Coopervap, presidiu por mais de 30 anos a CAMPO – Companhia de Promoção Agrícola, ligada ao Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados, o Prodecer.
FOTOS
1) Emiliano Botelho quando foi homenageado pela Casa de Cultura e pela Prefeitura Municipal de Paracatu como Personalidade que fez e faz diferença na região.
2) Emiliano, o Ministro Alysson Paolinelli e o primeiro presidente da CAMPO, Paulo Afonso Romano.
3) Emiliano e sua paixão pelo Cruzeiro, que hoje no jogo com o Flamengo bem podia fazer um minuto de silêncio em sua Memória.
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UnB tem finalistas no Prêmio Jabuti Acadêmico 2026

Obras dos docentes Edileuza Penha, Gabriele Cornelli e Elimar Pinheiro concorrem nas áreas de Artes; Tradução; e Ciências Agrárias e Ciências Ambientais. Premiação ocorre em 11 de agosto, em São Paulo

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Eleições 2026: conheça as regras e faça do seu voto um instrumento de transformação

Entenda o calendário eleitoral, as principais normas do pleito e a importância de buscar informação de qualidade para exercer um voto consciente e fortalecer a democracia brasileira.

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Antes de escolher um candidato, o eleitor escolhe o futuro do país. Em 2026, milhões de brasileiros voltarão às urnas para eleger presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais. Mais do que um direito, o voto é um dos principais instrumentos da democracia e uma oportunidade de influenciar os rumos do Brasil pelos próximos anos.

As eleições deste ano seguem regras definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que buscam garantir transparência, igualdade entre os candidatos e segurança no processo de votação. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro, enquanto o segundo turno, caso necessário para presidente e governadores, ocorrerá em 25 de outubro. A campanha eleitoral oficial começa em 16 de agosto, quando passam a ser permitidas as propagandas e os atos de campanha previstos na legislação.

Além do calendário, algumas normas ganharam destaque em 2026. O TSE atualizou regras relacionadas ao uso da inteligência artificial nas campanhas, reforçou medidas de combate à desinformação, aprimorou procedimentos de auditoria das urnas eletrônicas e promoveu ajustes na regulamentação do Fundo Eleitoral. O objetivo é aumentar a transparência, proteger a integridade do processo eleitoral e oferecer mais segurança aos eleitores.

Mas conhecer as regras é apenas parte da responsabilidade do eleitor. O voto consciente começa muito antes do dia da eleição. É importante pesquisar a trajetória dos candidatos, avaliar suas propostas, verificar seu histórico de atuação e confirmar se as informações compartilhadas nas redes sociais são verdadeiras. Em um cenário marcado pelo grande volume de conteúdos digitais, desconfiar de mensagens sem fonte confiável e consultar os canais oficiais da Justiça Eleitoral faz toda a diferença.

Também vale lembrar que votos brancos e nulos não são direcionados a nenhum candidato e não alteram o cálculo dos votos válidos utilizados para definir os eleitos. Por isso, participar de forma consciente significa escolher um candidato de acordo com suas convicções e acompanhar, depois da eleição, o trabalho dos representantes escolhidos.

A democracia não se fortalece apenas no dia da votação. Ela depende da participação permanente da sociedade, do respeito às instituições e do compromisso de cada cidadão com a informação de qualidade. Informar-se, comparar propostas e votar com responsabilidade são atitudes que ajudam a construir um país mais justo, transparente e representativo.

Para conferir o calendário completo, as regras atualizadas e outras informações oficiais sobre as Eleições 2026, consulte a página oficial das Eleições 2026 do TSE e o Calendário Eleitoral.

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