Alexandre Curado Com 46.510 hectares, a APA de Cafuringa limita-se ao norte e oeste pelo estado de Goiás, a leste pela DF-150 e pelo ribeirão da Contagem, e ao sul pela APA do Descoberto e pelo Parque Nacional de Brasília. Local de belas cachoeiras como Mumunhas e Poço Azul. Em Cafuringa estão também as cavernas, como a Gruta do Sal, devido ao terreno calcáreo. Engloba parte da Chapada da Contagem e da bacia do rio Maranhão. Preserva um dos mais extensos campos naturais do DF e as maiores reservas de matas mesofíticas que se estendem em direção à bacia do Tocantins.
“Esse passado esquecido nas chapadas e nos vales rendados por uma trama de nascentes, córregos, ribeirões e rios de águas limpas convive com a presença de Brasília, cidade símbolo da modernidade brasileira. O relevo acidentado da região, colocou-a fora do eixo de expansão urbana do Distrito Federal. Na alvorada do século XXI, a APA de Cafuringa desponta como a mais preservada do DF e guarda em seu mar de morros e em suas variadas fitofisionomias importante diversidade biológica”. Pedro Braga Netto, arquiteto e Mestre em Planejamento Urbano
Silvestre Gorgulho,de Brasília Na linguagem popular, cafuringa – segundo o Aurélio – é coisa miúda, insignificante. Na linguagem futebolística, são apelidos de dois gigantes: Moacir Fernandes e Marcos Evangelista de Moraes. Moacir, ou melhor, Cafuringa foi o irreverente e driblador ponta direita do Fluminense e do Atlético Mineiro. Marcos, por ter características semelhantes, também recebeu o apelido de Cafuringa, mas acabou sendo apenas Cafu, hoje lateral direito do Milan e da Seleção Brasileira. Já na linguagem ambiental, Cafuringa é uma região miúda no tamanho, mas gigante na suas características e peculiaridades. É uma Área de Proteção Ambiental, situada à noroeste de Brasília – DF, com grande importância natural pela qualidade de seus recursos ambientais, por sua beleza cênica, pelos mananciais, pela flora, fauna e por ser a continuidade do Parque Nacional de Brasília.
Como acontece com todas as áreas de preservação situadas próximas aos grandes centros urbanos, também a APA de Cafuringa corre perigo. A acelerada e desordenada urbanização no Distrito Federal vêm provocando uma série de degradações, desmatamentos, ocupação irregular do solo e poluição de mananciais. Segundo o arquiteto e mestre em planejamento urbano Pedro Braga Netto, da Secretaria de Meio Ambiente do DF, o futuro da APA de Cafuringa depende da capacidade do governo e da sociedade em colocar em prática as várias propostas já arquitetadas pelos técnicos no sentido de promover uma gestão de manejo adequada e uma preservação eficiente de seus recursos naturais. Com o objetivo de mostrar a importância da UC, foi lançado o livro “APA de Cafuringa – A Última Fronteira Natural do DF”, dia 12 de abril, editado por Pedro Braga Netto, Valmira Vieira Mecenas e Eriel Sinval Cardoso. Neste livro, vários autores mostraram seus estudos e ressaltaram as peculiaridades da APA, bem como apresentaram propostas para sua preservação.
Valmira Vieira Mecenas – ENTREVISTA
Mecenas da APA de Cafuringa
Engenheira-agrônoma, com Mestrado em Ecologia pela UnB, Valmira Mecenas é natural de Balsas-MA. Profissional ligada às questões ambientais do DF desde 1965, Valmira muito se orgulha de ser chamada a Mãe da APA de Cafuringa.
Folha do Meio – Como começou este trabalho com a APA do Cafuringa? Valmira Mecenas – Começou em 1987, depois de uma conversa com o prof. Paulo Nogueira Neto, que foi o primeiro Secretário do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia de Brasília, órgão criado pelo então governador José Aparecido de Oliveira. Nessa época havia uma forte sinalização do crescimento urbano e rural, com profundas mudanças hidroambientais em toda a bacia do Paranoá, onde estão o Plano Piloto e o Núcleo Bandeirante. Diante destes estudos, resolvemos iniciar os trabalhos para a criação da APA de Cafuringa, considerada hoje a última fronteira natural do DF, com 46.510 hectares.
FMA – Mas como foi o andamento destes estudos e deste trabalho? Valmira – Desde 1988, lá se vão 18 anos. Nesta luta toda, há um divisor de águas de conscientização ambiental que foi a reunião da ONU, a RIO´92. Então existem dois cenários. O primeiro foi a construção e ocupação da área do DF a todo custo. Depois da RIO´92, veio o despertar de uma nova consciência ecológica no Brasil. Vieram com esta conscientização, um arcabouço de novas leis e regulamentações que ajudaram a melhorar a qualidade de vida da região.
FMA – O que representa, quanto a biodiversidade, a proteção da fauna e flora da área de Cafuringa? Valmira – Em termos de proteção da flora e fauna, a APA de Cafuringa representa muito. É importante salientar que, apesar do esforço da Secretaria do Meio Ambiente em criar nestes 18 anos mais de 58 unidades de conservação, a APA de Cafuringa tem um significado singular, pois preserva um dos mais extensos campos naturais do Distrito Federal.
FMA – O Plano de Manejo da APA de Cafuringa já foi aprovado? Valmira – Lamentavelmente nem o Plano de Manejo e nem o zoneamento ambiental da APA foram ainda aprovados. São dois instrumentos normativos que se completam, buscando garantir a sustentabilidade da APA. Urge fazê-los. São grandes as agressões ambientais na APA: desmatamento da vegetação nativa, exploração mineral tanto licenciada como clandestina, parcelamentos do solo urbano, exploração do calcário e até retirada de areia.
FMA – E como está a exploração mineral na APA do Cafuringa ? Valmira – A verdade é que a exploração mineral dentro da APA do Cafuringa está produzindo danos irreversíveis. Além de desfigurar completamente a região, a área tem importância estratégica por ser a última fronteira natural do Distrito Federal. Temos que arregaçar as mãos e defender esta APA.
Após a rejeição da indicação de Jorge Rodrigo Araújo Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), o líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a relação do Executivo com o Congresso não mudará.
— A relação continua a mesma. Nós já tivemos vitórias e derrotas no Senado, no Congresso e na Câmara dos Deputados e a relação não mudou. (…) Não mudou e nem mudará, será a mesma relação institucional.
Para o líder, o resultado não dependeu das respostas do indicado na sabatina. Messias, de acordo com Randolfe, cumpria todos os requisitos necessários para o cargo e a indicação foi rejeitada por circunstâncias políticas.
A indicação de Messias é a terceira feita pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no atual governo e não estava prevista: foi necessária após o anúncio da aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025. Para Randolfe, a votação foi pressionada pela proximidade do período eleitoral. A rejeição se deu por 42 votos a 34.
— Eu não diria que foi uma surpresa, porque nós já esperávamos que ia ser uma votação apertada, e uma votação, quando a gente julga apertada, pode se ter uma quantidade reduzida de votos favoráveis — disse o líder, que lamentou a votação, mas afirmou que é preciso respeitar o resultado.
O relator da indicação de Jorge Messias, senador Weverton (PDT-MA), reconheceu que o resultado da votação foi “uma derrota do governo”. O parlamentar disse, no entanto, que o presidente Lula não deve indicar outro nome para o Supremo Tribunal Federal (STF) de imediato.
— Lá atrás, ele (Lula) já tinha me dito que não iria mandar outro nome caso isso acontecesse. Então, não vamos discutir nomes. O que está se discutindo é que impuseram uma derrota a uma pessoa que nada tinha a ver com o processo eleitoral. Cometeram uma injustiça enorme com o ministro Messias — disse Weverton.
Derrota
Para o líder da Oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), a rejeição ao nome de Jorge Messias representa uma derrota do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
— Nós trabalhamos para derrotar o ministro Jorge Messias. Nada de pessoal contra ele. Mas contra o que ele representa neste momento. Hoje acaba o Lula 3. Perde credibilidade e capacidade de articulação. Perde inclusive a legitimidade para conduzir um processo de negociação na Casa. Sem dúvida nenhuma, o governo sofre hoje uma derrota acachapante — afirmou.
Para o presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), o direito do voto de um senador é o mesmo de um eleitor. Ele disse que votou a favor de Messias, que teria todas as condições de ser um ministro do STF. O senador ainda contou que deu um abraço de solidariedade em Messias, que considera “um brilhante funcionário público”.
— Cada um vota como acha. A democracia é assim. Lamento muito, mas é página virada — declarou Otto.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
A Rádio MEC apresenta, nesta quinta-feira (30), às 21h, uma edição especial do Jazz Livre dedicada ao Dia Internacional do Jazz. A data, celebrada pela Unesco desde 2012, destaca o gênero como um instrumento de liberdade, criatividade e diálogo entre culturas.
A atração da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) traz uma curadoria de músicos, com depoimentos e repertórios afetivos sobre o estilo musical.
O Jazz Livre convidou artistas que já se apresentaram na atração a comentar os discos e músicas importantes para a história do gênero. Ao longo do programa, os ouvintes terão acesso a recortes dessas sugestões.
O pianista Renan Francioni, o baterista Antônio Neves Esteves e o compositor Gilson Peranzetta são alguns dos nomes que indicaram obras relevantes do estilo. A proposta é evidenciar o jazz como um gênero que marca a inovação, o apuro estético, o improviso e a fusão entre linguagens e culturas.
Dia Internacional do Jazz
Com origem nas comunidades afro-americanas no sul dos Estados Unidos, por volta do final do século XIX e início do XX, o jazz é uma expressão artística que combina elementos de várias tradições musicais, como o blues.
De acordo com especialistas, um dos traços mais distintivos do jazz é a improvisação. Os músicos criam solos espontâneos durante as performances, o que torna cada apresentação única.
Sobre o Jazz Livre
No ar de segunda a sexta-feira na faixa das 21h, o Jazz Livre tem uma hora de duração com o melhor repertório do gênero e da música instrumental. A produção oferece ao público a oportunidade para interagir através do WhatsApp (21) 99710-0537. Os ouvintes podem participar das edições e mandar mensagens para a equipe da emissora pública.
Apresentado por Sidney Ferreira, o Jazz Livre tem produção de Anderson Domingos e Carlos Soca. A coordenação de produção fica com Rodrigo Soprana. Thiago Regotto é o gerente executivo de rádio.
Sobre a Rádio MEC
Conhecida de norte a sul do país como “A Rádio de Música Clássica do Brasil”, a Rádio MEC é consagrada pelo público por sua vocação direcionada à música de concerto. Mas também há espaço garantido para faixas de jazz e música popular brasileira, combinação que garante a conquista de novos públicos e agrada a audiência cativa.
A emissora pode ser sintonizada pela frequência FM 99,3 MHz e AM 800 kHz no Rio de Janeiro. O dial da Rádio MEC em Brasília está em FM 87,1 MHz e AM 800 kHz. O público também acompanha a programação em Belo Horizonte na frequência FM 87,1 MHz. O conteúdo ainda é veiculado no aplicativo Rádios EBC.
Devido a eventos previstos para o período entre sexta-feira (1°/5) e domingo (3), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) interditará vias do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios, Parque da Cidade e Paranoá.
Parque da Cidade
De sexta-feira a domingo, será realizado o evento Brasília Auto Indoor no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade. As ações de trânsito terão início nesta quinta-feira (30), às 12h, com o patrulhamento das vias e a implantação da sinalização viária. As equipes vão sinalizar a faixa de desaceleração para a entrada e a saída de veículos dos estacionamentos 1 e 2 e as faixas de pedestres nas proximidades do Pavilhão de Exposições.
Arte: Divulgação/Detran-DF
No sábado (2), a partir das 10h, está prevista a realização de um rali, com largada no Pavilhão de Exposições e percurso em direção à Colônia Agrícola Aguilhada e Núcleo Rural Nova Betânia, na BR-251. As equipes do Detran-DF farão as intervenções viárias necessárias durante a saída dos veículos e a transição para a Via S1.
Os participantes farão uma parada na região do Café sem Troco e retornarão, pela DF-130, passando pela Torre de TV Digital, até o Parque da Cidade. A previsão é que a chegada ocorra até as 16h.
Durante os dias do evento, os agentes do Detran-DF atuarão no controle de tráfego nas imediações do Pavilhão de Exposições, em pontos fixos e realizando o patrulhamento na região a fim de melhorar a fluidez, auxiliar a travessia de pedestres e coibir infrações de trânsito.
Arena Mané Garrincha
Nesta sexta-feira e no sábado, o Detran-DF fará intervenções viárias nas imediações da Arena Mané Garrincha, onde será realizado o Festival Micarê.
Na Via N1, na altura do Planetário, e na via de contorno do Estádio Nacional de Brasília, o Detran-DF implantará sinalização viária para a travessia de pedestres e para coibir o estacionamento irregular. Na entrada principal de automação da arena, será sinalizada uma área destinada aos táxis.
Também serão instalados painéis eletrônicos de mensagens em locais estratégicos para orientar condutores e pedestres. A partir das 15h30, as equipes vão atuar em pontos fixos e em patrulhamento na região para garantir a fluidez do tráfego e coibir infrações.
Esplanada dos Ministérios e via Palácio Presidencial
Na sexta-feira, será realizada a corrida 100% Você, com percursos de 5 km e 10 km pelas vias S1, Palácio Presidencial e N1. A largada dos participantes ocorrerá na Esplanada dos Ministérios, próximo ao Museu da República, e a chegada será na altura do Ministério da Economia.
A partir das 6h30, a Via S1 será bloqueada na altura do Museu da República, com desvio do fluxo de veículos para a L2 Sul. No momento da largada, a via será totalmente interditada e o fluxo será retido. Após a passagem dos corredores, o acesso à L2 será liberado. Os motoristas que seguirem pela L2 Sul, no sentido Esplanada, serão direcionados para o Buraco do Tatuí.
Na Esplanada, a faixa mais à direita será destinada à saída de veículos dos ministérios. O fluxo seguirá até a altura do Itamaraty, onde será desviado para a Via S2. A partir desse ponto, a S1 estará totalmente bloqueada para o tráfego de veículos. O acesso ao estacionamento da Catedral de Brasília será permitido apenas pelo túnel da Cúria, na S2.
Na Via N1, o bloqueio ocorrerá desde o quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF) até a via de ligação N1/S1, na altura do Museu da República. Os acessos à N1, pela via Palácio Presidencial e pela L4 Norte estarão fechados. Ainda na N1, a faixa mais à direita, será destinada à saída de veículos de emergência do CBMDF, enquanto as demais faixas serão utilizadas pelos participantes do evento.
As equipes do Detran-DF também farão a interdição do acesso à via Palácio Presidencial, sentido Palácio do Jaburu, com o desvio do fluxo de veículos para a Estrada Parque das Nações (Via L4).
Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão no controle do tráfego para garantir a segurança viária. A previsão é que as vias sejam liberadas a partir do meio-dia.
Paranoá
Na sexta-feira, será realizado o 7º Encontro de Carrinhos de Rolimã, no Parque Vivencial do Paranoá. As ações de trânsito terão início nesta quinta, às 23h59, com a implantação da sinalização viária na entrada do parque, na altura da Quadra 4, até a rotatória, próxima à unidade do Detran-DF. No local do evento, serão sinalizadas áreas de estacionamento para o público geral, autoridades, veículos de emergência e um heliponto.
A entrada do Parque Vivencial, pela rodovia DF-005, será destinada à saída de veículos de emergência, sendo permitido o acesso de pedestres. O estacionamento de veículos no gramado, na área externa do parque, será permitido.
Durante o evento, os agentes do Detran-DF farão o controle da entrada e da saída de veículos do Parque Vivencial, além de realizar o patrulhamento da região para garantir a segurança e a fluidez do trânsito. As equipes de fiscalização utilizarão viaturas e motocicletas e contarão com o apoio do helicóptero Sentinela, que fará o monitoramento das condições do tráfego.
Eixo Monumental
Neste domingo, o Detran-DF realizará interdições em trechos das vias S1 e N1 do Eixo Monumental para o Circuito da Saúde 2026 — Etapa Ana Néri. A corrida terá percurso de 5 km, com largada e chegada no Memorial dos Povos Indígenas.
A partir das 6h30, nas vias S1 e N1, no trecho entre o Ulysses Centro de Convenções e a via de ligação N1/S1, entre a Catedral Rainha da Paz e a Praça do Cruzeiro, as três faixas mais próximas ao canteiro central serão interditadas. O tráfego de veículos permanecerá liberado nas demais faixas. A previsão é que as interdições ocorram até as 11h.