Reportagens

INDIOS DO XINGU No coração do Brasil

Tradição, modernidade e condições de vida das aldeias e ribeirinhos ao longo de todo o rio Xingu

Silvestre Gorgulho, de Brasília


O escritor inglês Patrick Cunningham e sua mulher e fotógrafa Sue vão expor, agora em outubro, em Londres, uma aventura bem tropicalíssima vivida no coração do Brasil. O casal percorreu 2,7 mil quilômetros, visitou 48 aldeias, 18 etnias, comunidades e cidades desde a nascente até a foz do rio Xingu.  A exposição será na Embaixada do Brasil, na Inglaterra, e deve percorrer outros pontos da Europa. O que essa aventura de quatro meses (de 6/abril/07 até 31/julho/07) do casal Cunningham tem de novidade? Muitas coisas: além das belíssimas fotos de Sue, o casal avaliou as condições de educação, saúde, acesso à terra e o forte impacto cultural da vida moderna sobre ribeirinhos e aldeias indígenas.


Fotos: Sue Cunningham


Para participar do Projeto No Coração do Brasil, Sue e Patrick tiveram, primeiro, que ganhar o coração dos índios. Ao lado, o mapa da bacia amazônica, com destaque para o rio Xingu.


 


 


 


 


A aventura começou, de fato, em 2006, quando um projeto de Patrick e Sue com o nome de “Coração do Brasil” recebeu o Prêmio Neville Shulman, da Royal Geographical Society de Londres. Valor do prêmio? Dez mil libras, cerca de  40  mil Reais. E qual o objetivo do projeto? Era documentar e explicar melhor as condições de vida, os anseios e os problemas das comunidades e aldeias que vivem ao longo do rio Xingu. Inclusive dentro do Parque Nacional do Xingu. Foram 117 dias desde a nascente do Xingu, em Mato Grosso, até Porto do Moz, no Pará. Sue, que passou parte da adolescência no Brasil, tem hoje o maior acervo fotográfico brasileiro na Europa. Apaixonada com o País (meu coração é brasileiro, costuma repetir) a fotógrafa se diz preocupada com a questão cultural que, para ela é uma das grandes ameaças. “A invasão de madeireiras, de garimpeiros e agora de sojeiros é um prenúncio de poluição dos rios, de desmatamento, de violência, de doenças e também de erosão cultural”. A aventura de Patrick e Sue continua.
Depois da exposição em Londres, o casal vai em busca de outro sonho: a publicação de um livro onde pretende contar todos os detalhes dos quatro meses que passou no Xingu.


PATRICK CUNNINGHAM  –  Entrevista


Fotos: Sue Cunningham


Patrick Cunningham:


“Visitamos 48 tribos de 18 grupos etnicos diferentes ao longo do Xingu”


 


 


 


Folha do Meio – Qual o ponto central da Expedição pelo Brasil?


Patrick – A expedição durou mais de quatro meses, terminando no Porto de Moz.  Eu e a Sue Cunningham pegamos um barco aberto de sete metros ao longo do rio de Xingu, visitando 48 tribos indígenas, de 18 grupos étnicos diferentes.
Viajamos mais de dois mil quilômetros no rio. Nós trabalhamos juntos por quase vinte anos. Sue é fotógrafa e eu gosto de escrever. Sue cresceu no Brasil, mas a Amazônia já é parte de nossas vidas. Nós estamos envolvidos com os índios há mais de vinte anos.
 
FMA – Por que a expedição ao Xingu?


Patrick – Passamos os últimos vinte anos indo e voltando ao Xingu. Nesse tempo nós visitamos muitas das aldeias enquanto trabalhávamos com organizações que ajudam as comunidades indígenas.
A maioria destas visitas era em aviões pequenos. Depois resolvemos ir pelo rio, de barco, pois assim nós teríamos uma melhor compreensão da vida indígena e dos ribeirinhos.
No ano passado voamos sobre a área outra vez e vimos o quanto da floresta, até os limites das reservas indígenas, já foi devastada. A floresta foi destruída e substituída por fazendas de soja e de gado.


FMA – Onde conseguiram o suporte para a expedição?


Patrick – Ao perceber que o momento é muito importante para o Xingu, fizemos um projeto no ano passado chamado “Coração do Brasil”. Com este projeto nós ganhamos o Prêmio Neville Shulman da Royal Geographical Society (Sociedade Geográfica Real) na Inglaterra. Ainda tivemos o apoio de outras duas organizações, Artists’ Project Earth (Projeto Terra dos Artistas) e Rainforest Concern (Interesses da Amazônia).
Com isto conseguimos cobrir os custos dos equipamentos e do combustível. Mas mesmo sem cobrir o custo de nosso tempo, resolvemos fazer a expedição de qualquer maneira.


FMA – O que vocês encontraram?


Patrick – A primeira coisa que nos chamou atenção, logo no começo do Parque do Xingu, foi a cor da água. Da última vez que Sue esteve lá, o rio estava límpido, transparente. Era possível ver através da água.
 Agora, pelo fato dos fazendeiros de soja terem desmatado a floresta e até a mata ciliar de rios e muitos córregos, a chuva lava o solo, provoca erosão, assoreamento e toda esta terra vai para os rios.
É tão grave, que os índios antes pescavam com arcos e flechas. Mas agora não conseguem mais ver os peixes. A chuva traz também agrotoxinas usadas pelas fazendas de soja e estes restos de agrotóxicos vão direto para os rios.


FMA – E como as aldeias estão resolvendo o problema?


Patrick – Hoje em dia, cada aldeia indígena tem um poço para sua água. Há 15 anos, a água do rio era limpa o bastante para se beber. Então os indígenas, especialmente as crianças, começaram  a pegar doenças, ter diarréia por causa do esgoto e efluentes das pousadas – também chamadas de ‘eco-lodges’ ou pousadas de selva – e das fazendas  de gado que se espalharam ao longo dos rios. A situação ficou tão crítica que a Funasa foi forçada a instalar os poços.


“O ruim da história é que muitos índios cresceram com dentes estragados devido ao consumo de açúcar e alimentos processados, pois ninguém explicou que ao comerem esses alimentos há a necessidade de escovar os dentes.”


PATRICK CUNNINGHAM – Entrevista


Patrick: “As áreas desmatadas estão dando lugar ao gado e à soja. Ficará ainda pior com a produção de biocombustível, que podem  ser renováveis, mas causarão muitos danos ambientais.”


 


FMA – Como está a cultura indígena nas aldeias?


Patrick – Eles ainda dançam, fazem as lindas pinturas de corpo e têm o artesanato. Suas florestas ainda são povoadas e cheias de espíritos.  Eles ainda falam suas próprias línguas na maioria das vezes, embora há cada vez mais índios que sabem falar o português. Em muitas aldeias vestem roupas das cidades, mas isso não significa que perderam sua cultura. É pré-concepção nossa de que os índios verdadeiros têm que andar pelados.
 
FMA – E o que tem ameaçado suas culturas?


Patrick  – De fato, mudanças ameaçam influenciar sua cultura. Varia muito de tribo para tribo. As piores, são as tribos que tiveram contato com os madereiros e garimpeiros por muitos anos. Esses davam muitos presentes. De roupas a casas, de geradores a televisões e de Coca-Cola a biscoitos e carne. Mas não lhes deram nenhuma compreensão dos efeitos das coisas que trouxeram.
As casas de tijolo mudaram a estrutura social de algumas aldeias. O ruim da história é que muitos índios cresceram com dentes estragados devido ao consumo de açúcar e alimentos processados, pois ninguém explicou que ao comerem esses alimentos há a necessidade de escovar os dentes.
Muitos das gerações mais velhas se queixam que os mais novos não se interessam pela aprendizagem das tradições. Dançam forró e escutam CDs.
 Usam as habilidades que aprenderam como o artesanato, para ganhar dinheiro e comprar coisas da cidade. Mas percebemos que muitos jovens ainda apreciam as danças tradicionais e alguns se conscientizam bastante de sua identidade indígena.
 
FMA – Há esperança para o futuro?


Patrick – Somos naturalmente otimistas. Penso que há esperança. Em toda parte encontramos pessoas interessadas em se envolver em projetos de preservação de sua cultura.
Alguns destes projetos foram filmes de rituais e gravações dos mais velhos falando de suas lendas.
Outros quiseram encontrar maneiras de ganhar dinheiro, algo que não mudaria seus hábitos e nem danificaria seu ambiente natural.
Alguns índios produzem um mel orgânico que vendem aos supermercados Pão de Açucar, outros estão colhendo breu branco para perfumes.
A floresta tem uma grande escala de produtos que podem ser extraídos, especialmente óleos como castanha do Brasil, pequi e cumaru.
Os índios também podem produzir produtos comerciais como o urucum, pimenta-do-reino e cacau. Uma das aldeias planta bananas e vende nos mercados locais.


  FMA – Mas qual a maior dificuldade que encontram?


Patrick  – São várias. Uma das dificuldades é a necessidade que eles têm de auxílio para desenvolver estes projetos. Freqüentemente, não têm as habilidades necessárias para conseguir assistência para escrever propostas. Não sabem aonde pedir ajuda e nem percebem o tanto de ajuda que tem disponível.
Quando produzem algum bem, muitas vezes não conseguem comercializar. Aí são explorados por intermediários e atravessadores. Se pudermos encontrar um sistema que possa superar essas dificuldades, não há nenhuma razão para os índios deixarem de dar suporte financeiro às suas próprias comunidades.
É importante que os jovens índios continuem valorizando suas próprias culturas. Evidente que o glamour das novelas, da música popular e dos filmes de Hollywood já rondam as aldeias…
 
FMA – E como evitar que as conquistas tecnológicas cheguem às aldeias?


Patrick – Basta orientá-los e ajudá-los usufruir das modernas tecnologias no que diz respeito à saúde, ao lazer e até à valorização de sua própria cultura. Por exemplo, em alguns lugares os índios até já ajudaram a fazer documentários sobre sua própria vida.
Nós descobrimos que esses DVDs são populares em outras aldeias – mesmo nas aldeias onde se fala uma língua diferente e onde se tem uma cultura diferente. Existem grupos que também querem estabelecer suas próprias estações de rádio. Essas são maneiras de como nossa tecnologia pode ajudar a reforçar sua extraordinária cultura e ainda permite que eles se desenvolvam organicamente.
Suas vidas estão mudando. E vai continuar a mudar. Apenas temos que nos certificar de que a mudança respeite sua cultura e não tenta substituí-la.
 
FMA – Quais outras comunidades vocês viram ao longo do Xingu?


Patrick – Visitamos várias comunidades ribeirinhas. Tivemos que ir a São Félix do Xingu para mandar fotos ao website. Mais abaixo do rio, nós ficamos por algumas noites em Altamira e uma noite em Porto de Moz já no fim da expedição.
Fora das cidades, os ribeirinhos convivem bem como os índios. Suas casas são similares e eles dependem da mandioca e peixe como seu alimento básico. Mas muitas famílias deixaram o rio nesses últimos anos. Algumas  casas foram completamente abandonados.
A maioria dos ribeirinhos chegou na época do “boom” da borracha, evidente que fizeram famílias e seus descentes permaneceram lá. Agora não há nenhum mercado para a borracha e eles estão tendo dificuldade para se manter. Temos que achar um mercado para produtos da floresta. Temos que dar mais valor à floresta em pé do que a floresta no chão.
 
FMA – Como as mudanças climáticas afetam a região?


Patrick – O desmatamento e as queimadas estão mudando o clima. Todos que encontramos por lá, índios ou não, disseram-nos que hoje o rio está mais baixo do que antes e que há menos chuvas. Onde as chuvas começavam regularmente em outubro, não há chuva consistente até dezembro. Dizem que a temperatura está mais alta também. Se isto continuar, a floresta, mesmo nas reservas indígenas, pode secar e morrer.


 




Para Patrick e Sue há uma certeza: se os índios saírem, as motosseras
vão entrar e, então, a  floresta vai cair.


FMA – São mudanças devido ao aquecimento global ou ao desmatamento?


Patrick – É, essas mudanças podem ser, também, conseqüência do aquecimento global. Mas há influência local devido ao uso da terra na região. As áreas desmatadas estão dando lugar ao gado e à soja. Isto ficará ainda pior com a produção de biocombustível. Esses podem, sim, ser renováveis e evitar o uso de combustíveis fósseis, mas causarão muitos danos ambientais.
Voamos sobre uma boa parte de fazendas no sul do Pará, mas não vimos rebanhos, muito pouco gado para tanto desmatamento. “Acho que é ‘gado virtual’, disse Sue.
 
FMA – Qual a mensagem que os índios deixaram para vocês?


Patrick – As represas hidroelétricas são sua maior preocupação. Os povos de todas as 48 aldeias que visitamos pediram que transmitíssemos esta mensagem: “Nós não queremos nenhuma represa no rio Xingu e em seus afluentes.” 
Uma índia agarrou Sue pelos ombros, fixou-a bem nos olhos, e foi categórica: “Para onde eu vou? Onde vou pescar? Onde vou plantar mandioca para minhas crianças? O que será dos meus netos? Por que vocês brancos querem nos matar?”


 FMA – Vocês visitaram algumas barragens?


Patrick – Existem diversas barragens que estão sendo  planejadas para o Xingu.
Seis chamadas PCH ou Pequena Central Hidrelétrica afetam todos os tributários principais. Uma está em construção, a Paranatinga II. Embora sejam chamadas de ‘pequena’, terão um efeito drástico no rio, pois reduzem seu fluxo e interferem com o meio aquático.
Para os índios isto será muito sério. Eles dependem de peixes para sua dieta diária, especialmente no Parque Indígena Xingu, que é o mais próximo das cabeceiras dos rios (headwaters) onde não comem caça. As represas reduzirão a quantidade de peixes, pois impedem que muitas espécies de peixes desovam.
No outro extremo do rio há um projeto para construir um complexo hidrelétrico enorme, chamado Belo Monte. Isto secará o rio no entorno de Altamira, eliminando duas reservas indígenas, do Juruna e do Arara. E inundará o rio mais acima, afetando os povos de Altamira e ao longo do rio.
Não está claro, ainda, até onde os reservatórios se estenderão, mas por certo vai afetar muitas outras aldeias indígenas e ribeirinhos.
 
FMA – Os índios ajudam a preservar…


Patrick – A verdade é que os  índios do Xingu estão preservando a floresta. Mas disso tudo só há uma certeza. E uma certeza definitiva: se eles saírem, as motosseras vão entrar e, então. a consequência é óbvia: a  floresta vai cair. 


 


SUMMARY


Xingu Brazil Expedition –


PATRICK CUNNINGHAM  –  Interview


The expedition lasted over four months, finishing in Porto de Moz. Patrick and Sue Cunningham took a 7-metre open boat along the length of the Xingu River, visiting 48 tribal Indian villages, of seventeen different ethnic groups. We travelled over 2,000 kilometres on the river. Sue is a photographer and Patrick is a writer. Sue grew up in Brazil, and the Amazon is a major part of our lives. We have been involved with Indians for over twenty years.


Indian life
We’ve spent the last twenty years coming and going to the Xingu. In that time we have visited many of the villages while we were working with organisations which help Indian communities. Most of these visits were by small plane, but we always thought it would give us a better understanding of Indian life if we could follow the river.
Last year we flew over the area again and saw just how much of the forest, right up to the boundaries of the indigenous reserves, has been destroyed and replaced with soya farms and cattle ranches.


Indian village
The first thing that struck us, right at the beginning of the Xingu Indigenous Park, was the colour of the water. Last time Sue was there, the river was clear and you could see right through the water. Now, because the soya farmers have cleared the forest away right up to the streams and rivers, every time it rains the soil is washed off the land and into the river.
It’s so bad in some places that the Indians who used to fish with bows and arrows can’t do it any more because they can’t see the fish. The rain also brings with it agrotoxins used by the soya farms, which are washed into the river as well.
Nowadays each Indian village has a well for their water. Fifteen years ago, the river water was clean enough to drink. But then the Indians, especially the children, became ill with diarrhoea because of the sewage and dung from the settlements and cattle ranches which have sprung up along the rivers. It got so bad that FUNASA were forced to install the wells.


Indian culture
They still dance, they still have beautiful body paint and artesanato. Their forests are still full of spirits. They still speak their own languages most of the time, though there are more and more people who can speak Portuguese. In many villages they wear clothes from the towns, but that doesn’t mean they’ve lost their culture. It’s just our preconceptions that a real Indian has to go naked.
But there are changes which threaten to undermine their culture. It varies a lot from tribe to tribe – the worst are the villages where they have had contact with loggers for many years. The loggers gave them things, from clothes to houses, from generators to televisions and from Coca Cola to biscuits and beef. But they didn’t give them any understanding of the effects of the things they brought. Brick houses have changed the whole social structure of some villages, and there are lots of Indians now who have grown up with bad teeth from the sugar and processed foods, because nobody explained that they need to use toothbrushes if they eat these foods.


Future
We are naturally optimistic, and we think there’s plenty of hope. Everywhere we found people who wanted to be involved with projects to support their culture. Some of these were things like films of their rituals and recordings of old people telling the legends. Others wanted to find ways to make money which wouldn’t change their way of life or damage their natural environment.
There are Indians producing organic honey which they sell to the Pão de Açucar supermarkets, others are collecting breu branco for perfumes. The forest has a huge range of resources which can be extracted sustainably, especially oils like Brazil nut, pequi and cumaru. The Indians can produce commercial products like urucum, pimenta do reino and cacau. One village grows bananas which they sell to local supermarkets.


Difficulties
The difficulty is that they need support to develop these projects, and they often don’t have the skills needed to apply for grants and assistance. They don’t know where to go for help, and they don’t realise how much help is available. When they do produce things, they often have no way to approach the markets, other than through middlemen who pay them a pathetically small amount.
If we can find a system to overcome these difficulties, there is no reason why the Indians can’t support their own communities financially, and why their young people can’t learn to value their cultures at least as much as they value the glitter and excitement of novelas, popular music and Hollywood films. In some places the Indians have been helped to make video documentaries about their own lives, and we found DVDs of these were very popular in other villages – even in villages where they speak a different language and have a very different culture.


Along the Xingu
We visited some ribeirinho settlements, and we had to go to São Félix do Xingu to send photos to the website. Further down the river, we stayed for a few nights in Altamira, and one night in Porto de Moz at the end of the expedition.
The ribeirinho people live very much like the Indians. Their houses are similar, and they rely on mandioca as their staple food.
Many people have left the river in recent years, and some settlements have been completely abandoned. Most of the ribeirinhos arrived at the time of the rubber boom – at least, their ancestors did – and the families just stayed on. Now there is no market for the rubber, and they are finding it hard to make a living.


Environment
Deforestation is changing the climate already. Nearly all of the people we met, Indians and non-Indians alike, told us that the river is lower today than it used to be, and that there is less rainfall. Where the rains used to begin properly in October, now there is no really heavy rain until December. They say the temperature is higher too. If this carries on, the forest even in the indigenous reserves may dry out and die.
This might be partly because of world-wide changes, but it is also due to changes in land use; the forest is being cut down to make way for cattle and soya.
This will get worse with the drive to produce biofuels; they may be renewable and save fossil fuels, but they will cause a lot of environmental damage because they need so much land.


Indians message
 Hydroelectric dams are their biggest worry. People in all 48 of the villages we visited asked us to take this message from them: “We do not want any dams on the Xingu and its tributaries.”
One woman grabbed Sue by the shoulders, looked her straight in the eyes, tears welling up in her eyes, and said “Where am I going to escape to, where am I going to fish, where am I going to plant mandioca for my children, what will become of my grandchildren, why are you Whites trying to kill us?”
The dams will reduce the amount of fish because they will prevent the fish from reaching their spawning grounds. The Indians of the Xingu basin are holding up the forest. If they leave, the forest will fall and the chainsaws will come.

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Conheça os 54 senadores eleitos neste domingo

Neste domingo (4), os eleitores do país escolheram 54 senadores. Eles terão mandato de oito anos, entre 1º de fevereiro de 2027 e 31 de janeiro de 2035. Para saber mais sobre os eleitos, clique nos links de cada estado na tabela abaixo.

Publicado

em

Por

 

 

Senadores eleitos por estado

Acre Marcio Bittar (PL) e Mara Rocha (Republicanos)
Alagoas Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB)
Amapá Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD)
Amazonas Eduardo Braga (MDB) e Plínio Valério (PSDB)
Bahia Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT)
Ceará Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede)
Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)
Espírito Santo Renato Casagrande (PSB) e Evair de Melo (Republicanos)
Goiás Gustavo Gayer (PL) e Gracinha Caiado (União)
Maranhão André Fufuca (PP) e Lahesio Bonfim (Novo)
Mato Grosso Mauro Mendes (União) e Zé Medeiros (PL)
Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja (PL) e Capitão Contar (PL)
Minas Gerais Domingos Sávio (PL) e Marília Campos (PT)
Pará Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União)
Paraíba João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB)
Paraná Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo)
Pernambuco Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT)
Piauí Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD)
Rio de Janeiro  Carlos Portinho (PL) e Carlos Jordy (PL)
Rio Grande do Norte Styvenson Valentim (Podemos) e Samanda de Lula (PT)
Rio Grande do Sul Ubiratan Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo)
Rondônia Fernando Máximo (PL) e Bruno Scheid (PL)
Roraima Nicoletti (PL) e Teresa Surita (MDB)
Santa Catarina Carol de Toni (PL) e Carlos Bolsonaro (PL)
São Paulo Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL)
Sergipe  Rogério Carvalho (PT) e Alessandro Vieira (MDB)
Tocantins Eduardo Gomes (PL) e Alexandre Guimarães (MDB)

 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Votação em SP registra índice de abstenção de 22,5% no primeiro turno

Percentual ultrapassou marca registrada na última eleição

Publicado

em

Por

Matheus Crobelatti* – Agência Brasil

 

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 registrou taxa de abstenção de 22,5% no estado de São Paulo, de acordo com dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O percentual no estado é superior à média nacional, que registrou abstenção de 21,6%.

Os números indicam que dos mais de 34,1 milhões de eleitores aptos a comparecer às urnas, cerca de 7,6 milhões não votaram no domingo (4). A ausência foi ainda maior na capital paulista, onde 23,4% do eleitorado faltou à votação, somando mais de 2,1 milhões de cidadãos.

O percentual de abstenção do estado ultrapassou a marca registrada na eleição anterior. Em 2022, a abstenção foi de 21,6%, representando 7,4 milhões de eleitores ausentes. O resultado manteve-se quase idêntico ao de 2018, ocasião em que 21,5% do eleitorado paulista não compareceu (7,1 milhões).

No pleito para o governo do estado, 1,3 milhão de eleitores votaram em branco (5,11%), e 1,9 milhão optaram pelo voto nulo (7,3%).

Já na disputa pelas duas vagas ao Senado, os votos brancos somaram 4,2 milhões (8,1%), enquanto os nulos chegaram a 5,1 milhões (9,7%).

Em relação ao Poder Legislativo, a votação para a Câmara Federal contabilizou mais de 1,5 milhão de votos brancos (5,9%) e 1,1 milhão de nulos (4,3%).

Por fim, na escolha dos deputados para a Assembleia Legislativa, os brancos representaram 7% do total (1,8 milhão), enquanto os votos nulos equivaleram a 4,6% (1,2 milhão).

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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Conheça os 24 deputados distritais eleitos no DF para 2027-2030

Sete novos nomes chegam à Câmara Legislativa, que terá cinco mulheres e 10 partidos representados na legislatura 2027-2030

Publicado

em

Por

Foto: Montagem sobre fotos de divulgação TRE-DF

 

Deputados distritais eleitos serão diplomados até 18 de dezembro e tomarão posse em 6 de janeiro de 2027

Os eleitores do Distrito Federal foram às urnas neste domingo (4) e escolheram os 24 deputados distritais que vão compor a 10ª Legislatura da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), no período de 2027 a 2030. Além de elaborar as leis do Distrito Federal, os novos parlamentares terão a missão de fiscalizar os atos do Poder Executivo ao longo dos próximos quatro anos.

Conheça o perfil de cada um dos eleitos. Ao clicar no nome do deputado, é possível acessar os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), incluindo informações sobre a prestação de contas dos recursos utilizados na campanha.

 

Max Maciel (PSOL) – 92.234 votos
Alcança o segundo mandato na CLDF. Pedagogo e ativista social, é fundador do programa Jovem de Expressão. Nascido em Ceilândia, construiu trajetória em movimentos sociais, culturais e educacionais das periferias do DF. Seu primeiro mandato priorizou a mobilidade urbana, defendendo o transporte público totalmente gratuito, o Tarifa Zero no DF, o passe livre estudantil, a juventude, o fortalecimento do empreendedorismo, a cultura e a inclusão social.

 


Eduardo Pedrosa (União Brasil) – 50.833 votos
Empresário, foi eleito para o terceiro mandato como deputado distrital. Natural de Brasília, tornou-se referência em pautas ligadas às pessoas com deficiência e às mães atípicas. Também se destaca pela atuação em campanhas de combate ao câncer e incentivo ao esporte. Mantém forte presença política no Gama e em outras regiões do DF.

 

 


Chico Vigilante (PT) – 50.046 votos
Natural de Vitorino Freire (MA), chegou a Brasília em 1977 e participou da fundação do Sindicato dos Vigilantes do DF, entidade que presidiu durante a década de 1980. Foi deputado federal por dois mandatos e acumula sucessivas eleições para a Câmara Legislativa. Ao longo da carreira, destacou-se pela defesa dos direitos trabalhistas, das políticas sociais e pela fiscalização do Executivo.

 


Joaquim Roriz Neto (PL) – 45.604 votos
Cientista político, foi reeleito deputado distrital. Nascido em Brasília, é neto do ex-governador Joaquim Roriz e filho da ex-deputada federal Jaqueline Roriz. Dedica-se a pautas voltadas à segurança alimentar, à habitação, à geração de emprego e renda, e voltadas à juventude, como capacitação profissional, inclusão e empreendedorismo.

 

 


Estefane Sampaio (Republicanos) – 45.558 votos
Nascida em Fortaleza, é bacharel em direito, influenciadora política e educadora. Durante a campanha recebeu apoio de figuras nacionais como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A candidata comprometeu-se a defender a família como base da sociedade e da identidade cultural, moral e econômica da capital. Também afirmou que combaterá o progressismo ideológico, a corrupção e a degradação social.

 


Múcio (PSB) – 42.769 votos
Nascido em Brasília, é advogado, músico e servidor público da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Defende o fortalecimento da fiscalização, transparência na gestão pública, políticas estruturantes para a cultura e melhorias na mobilidade urbana.

 

 


Gabriel Magno (PT) – 42.331 votos
Professor da rede pública de ensino do Distrito Federal, reeleito para o segundo mandato. Na CLDF, assumiu teve atuação prioritária nas discussões sobre educação e valorização dos profissionais do setor. Presidiu a Comissão de Educação, Saúde e Cultura da CLDF. Também atua em pautas relacionadas aos direitos humanos e à saúde pública.

 

 


Keka Bagno (PSOL) – 40.569 votos
Eleita para o primeiro mandato, é assistente social. Nascida em Brasília, iniciou a militância na Universidade de Brasília. Foi eleita por duas vezes conselheira tutelar do Distrito Federal. Sua pauta perpassa pela defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes, dos direitos humanos, da igualdade de gênero e de raça, e a ampliação das políticas de assistência social.

 

 


Roosevelt Vilela (PL) – 39.181 votos
Reeleito para o terceiro mandato na CLDF, é subtenente veterano do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Por quase dez anos presidiu o Clube dos Bombeiros. Bacharel em Direito, foi administrador regional de Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way. Líder do PL na Câmara Legislativa, fez campanha pela segurança da família. Atua principalmente em temas ligados à segurança pública, agricultura, educação, esporte e saúde.

 


Robério Negreiros (Podemos) – 37.401 votos
Empresário, bacharel em Direito e liderança do setor de segurança privada. Eleito para o quinto mandato consecutivo na Câmara Legislativa, acumula ampla produção legislativa. Foi líder do governo e consolidou presença em diferentes regiões do Distrito Federal. Atua em pautas relacionadas à geração de emprego, qualificação profissional e inclusão das pessoas com deficiência.

 


Victor Jansen (PL) – 32.120 votos
Tem 25 anos e é identificado com pautas conservadoras e valores ligados ao segmento evangélico. Sua atuação política tem foco em temas como combate às drogas nas escolas, proibição do aborto e empreendedorismo. Tornou-se conhecido por gravar vídeos na Universidade de Brasília e pela forte presença nas redes sociais.

 

 


Jaqueline Silva (MDB) – 31.882 votos
Jaqueline Silva continua na CLDF para o terceiro mandato consecutivo. Nascida no Gama e moradora de Santa Maria, trabalhava como comerciante antes de ingressar no Legislativo. No atual mandato como deputada distrital, preside a Comissão de Assuntos Fundiários e está à frente da Procuradoria da Mulher da Câmara Legislativa. Defende o setor produtivo, o empreendedorismo, os direitos da mulher e a educação, como a luta pelo cartão Material Escolar.

 


Rôney Nemer (PP) – 29.926 votos
Arquiteto, acumula mandatos como deputado distrital e federal. Radicado em Brasília desde a juventude, construiu uma longa trajetória política ligada ao desenvolvimento urbano e à habitação. Também presidiu a Brasiliatur e ocupou funções no Executivo local. Defende políticas de regularização fundiária, planejamento urbano e melhoria da infraestrutura urbana.

 


Pepa (PP) – 29.786 votos
Servidor público, tem base eleitoral em Planaltina e foi reeleito para o segundo mandato. Em sua primeira legislatura, assumiu a função de líder do governo na Câmara Legislativa e é presidente da Comissão de Produção Rural e Abastecimento. Sua atuação está voltada ao esporte, à cultura, à mobilidade urbana e à assistência social.

 

 


Ricardo Vale (PT) – 29.387 votos
Atual primeiro vice-presidente da Câmara Legislativa, é desenhista técnico, graduado em administração e marketing. Morador de Sobradinho, milita pelas causas sociais, com atuação nos movimentos estudantis, culturais, esportivos e em defesa dos direitos humanos. Reeleito para o terceiro mandato na CLDF.

 

 


Wellington Luiz (MDB) – 28.796 votos
Atual presidente da CLDF pelo segundo biênio, segue para o quarto mandato como deputado distrital. Ele também presidiu a Companhia de Desenvolvimento do DF (Codhab) e o Sindicato dos Policiais Civis do DF (Sinpol-DF). É policial civil aposentado e tem como principais bandeiras o fortalecimento da segurança pública, o acesso à moradia, a valorização dos servidores e a proteção das mulheres.

 


Renata Daguiar (Republicanos) – 28.172 votos
Economista e auditora federal do Tesouro Nacional. Também é fundadora do Instituto Reciclando o Futuro, organização criada para apoiar ações sociais e educacionais. Foi subsecretária de Promoção das Mulheres do DF e diretora do FNDE. Tornou-se conhecida por sua atuação em projetos ligados ao terceiro setor. Defende a autonomia feminina, a geração de oportunidades e a empregabilidade, entre outras pautas.

 


Martins Machado (Republicanos) – 27.541 votos
Eleito para o terceiro mandato como deputado distrital, é radialista e pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Seu trabalho político é marcado principalmente pelo incentivo ao esporte. Conquistou o primeiro mandato nas eleições de 2018, ocasião na qual foi o deputado mais bem votado. Atualmente, Martins Machado é o terceiro secretário da Mesa Diretora da CLDF. Na legislatura anterior, presidiu a Comissão de Assuntos Sociais.

 


Hermeto (MDB) – 26.433 votos
Cearense, chegou a Brasília ainda criança e construiu sua trajetória entre a Candangolândia e o Núcleo Bandeirante. Subtenente da Polícia Militar do Distrito Federal, atuou por mais de 30 anos na corporação e também foi administrador regional da Candangolândia. Hermeto foi líder do governo na CLDF e destaca-se pela defesa de pautas como segurança pública, regularização fundiária e melhorias urbanas.

 


André Kubitschek (PL) – 23.683 votos
Administrador e advogado, bisneto do ex-presidente Juscelino Kubitschek e filho do ex-senador e empresário Paulo Octávio. Foi secretário de Juventude do Distrito Federal e sua atuação pública enfatiza empreendedorismo, inovação e qualificação profissional para jovens. Defende a modernização da gestão pública e o fortalecimento do ambiente de negócios.

 

 


Pastor Daniel de Castro (PP) – 21.326 votos
Natural de Itapipoca (CE), é advogado, cientista político, professor, pastor evangélico e ex-administrador de Vicente Pires. Reeleito para o segundo mandato. Exerce o cargo de 1º Secretário da Mesa Diretora da Casa. Prioriza pautas de infraestrutura, educação, saúde e regularização imobiliária. No campo dos valores, destaca a defesa da família, da liberdade religiosa e da vida, posicionando-se contrário à legalização do aborto e das drogas.

 

João Cardoso (PL) – 20.622 votos
Eleito deputado distrital para o terceiro mandato, é auditor-fiscal de atividades urbanas da carreira ambiental e professor de geografia da rede pública. Nascido em Sobradinho, exerce mandato distrital com forte ligação às demandas da região norte do DF. Atua em pautas relacionadas à educação, à valorização dos servidores públicos e ao meio ambiente. Também acompanha temas ligados à regularização de condomínios.

 

 


Rogério Morro da Cruz (PSD) – 19.603 votos
Natural de Porto (PI), surgiu politicamente no movimento comunitário de São Sebastião. Foi ex-presidente de associação de moradores da região entre 2010 e sua primeira eleição para deputado distrital em 2022. Casado e pai de seis filhos, antes de chegar à CLDF trabalhou com porteiro, vigilante e supervisor na área de vendas. No primeiro mandato esteve focado na regularização fundiária e na melhoria da infraestrutura urbana.

 


Dayse Amarilio (PSB) – 15.440 votos
Enfermeira obstetra, é servidora pública da Secretaria de Saúde do Distrito Federal e foi reeleita para o segundo mandato de deputada distrital. Brasiliense, foi presidente do SindEnfermeiro DF. Na CLDF, presidiu a Comissão de Saúde e exerceu a função de Procuradora Especial da Mulher. Tem atuação ligada à valorização dos profissionais da saúde, ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos serviços públicos, e à defesa dos direitos das mulheres.

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