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Aves brasileiras

Dalgas lança livro completo sobre espécies de aves brasileiras e plantas que as atraem

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Os dois livros “Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem” e “Aves Brasileiras – Minha Paixão” serão lançados em 5 de outubro, no Dia da Ave


Johan Dalgas Frisch mais uma vez traz a vida da floresta e dos campos para dentro de casa. Está lançando sua mais nova obra, “dois livros definitivos sobre as aves brasileiras”, no dizer do ex-presidente José Sarney, autor do prefácio. Os dois livros são: “Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem” e um outro livro que conta a saga de sua vida: “Aves Brasileiras – Minha Paixão”. O primeiro é um livro mais técnico, com desenhos das mais de 1.800 espécies de aves feitas pelo seu pai, Svend Frisch. Além de belíssimas fotos, a obra traz a ficha técnica de cada espécie, detalhando a Ordem, a Família e o Gênero. Os nomes científicos (em geral em latim ou grego) são todos traduzidos. Outros detalhes importantes em cada ficha técnica são as lendas e os mapas localizando os habitats de cada espécie. O livro tem 480 páginas, prefácio do ex-presidente José Sarney e apresentação do publicitário Jens Olesen, presidente do grupo McCann-Erickson para a América Latina e Caribe. O segundo livro “Aves Brasileiras, Minha Paixão” tem 183 páginas, divulga suas pesquisas e estudos ornitológicos. Mas conta, também, as aventuras e desventuras deste engenheiro industrial, que faz de suas empresas uma fonte de recursos para bancar sua paixão passarinheira


OBRAS DO AUTOR – Dalgas Frisch lançou seu primeiro disco “Cantos de Aves do Brasil” em 1962. Depois lançou mais quatro discos: “Vozes da Amazônia”, que inclui o canto do uirapuru, “Sinfonia das Aves Brasileiras”, “A Ave, a Selva e a Melodia” e “Aves Brasileiras”.


É de sua autoria também dois tipos de relógios com cantos de aves, que acompanham os livros “Doze Cantos do Brasil” e “Cantos Harmoniosos da América”. Em 1994, lançou com seu filho Christian o livro “Jardim dos Beija-flores”.


Como e onde adquirir os livros – Os livros “Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem” e “Aves Brasileiras – Minha Paixão” podem se adquiridos nas principais livrarias do Brasil ou diretamente com o autor, no seguinte endereço:


Praça Uirapuru, 20 –
05675-030 – São Paulo – SP
Fones: 55 + + (11) 3814-8000
fax: 55 ++ (11) 3815-3693
E-mail: dalgas@uol.com.br


O menino sonhador


Silvestre Gorgulho


Era uma vez um menino que vivia de sonhar.
Ele tinha o gen do sonho na alma.
Seu bisavô, Enrico Mylius Dalgas, foi um sonhador: plantou todas as florestas da Dinamarca.
Seu pai, Svend, foi outro sonhador:
desenhou todas espécies de aves brasileiras.
E ele, aos 5 anos de idade, aprendeu a sonhar: assobiava os cantos das aves
que viviam no jardim de sua casa.


Seus sonhos sempre tinham floresta no meio.
Ele sonhava com o zumbido do vento,
com o tilintar das folhas secas que caíam,
com o som das cachoeiras e com a beleza das aves.
Cresceu sonhando com a natureza.
De tanto sonhar, aprendeu que cada floresta
tinha um som diferente,
porque tinha ruídos diferentes,
porque tinha cantos diferentes e
porque tinha vida diferente.


Aí resolveu cair na realidade e conhecer
todas as florestas brasileiras. Uma a uma.
Visitou a Mata Atlântica, os Campos do Sul,
a Caatinga, o Cerrado, o Pantanal e
a Floresta Amazônica.
Quanto mais se embrenhava na floresta, mais sonhos ele tinha.
Sonhos que viraram paixão.
Aí sua alma se mudou para os campos e
ele se apaixonou de vez pelos pássaros,
os habitantes mais alegres e
mais charmosos das florestas.


Era uma vez um menino que sonhou a vida inteira e, aos 75, ainda não acordou.
Ainda sonha que os homens façam pelas aves,
o que fazem por si próprios.
Sonha que as cidades respeitem mais estas jóias da natureza dando-lhes maior proteção, comer e beber.
Sonha, ainda, em viver eternamente apaixonado e que esta paixão escorra das páginas deste novo livro para dentro dos olhos, das mãos e
da alma de cada um dos habitantes desta bendita Terra que possui a maior biodiversidade do mundo.


Johan Dalgas Frisch deixa na sua história de menino-passarinho muitas mensagens.
A melhor delas: vida sem paixão é vida que se vai como folha seca de uma árvore que cai.
Vida com paixão é vida que se vive intensamente, prazerosamente e que deixa um rastro de luz
para iluminar eternamente nossas pegadas.


Era uma vez um menino que vivia de sonhar e
seus sonhos tinham sempre floresta,
paixão e o cantar fantástico, doce e
melodioso das Aves Brasileiras.


As surpresas da edição


O livro “Aves Brasileiras” além de mostrar um grande número de aves não incluídas na edição anterior, totalizando cerca de 1800 espécies, guarda muitas surpresas. Foi feita uma inédita padronização etimológica de todas as aves apresentadas, somando-se ainda informações como o tamanho e nomes populares;
Foram traduzidos, ora do grego, ora do latim, todos os nomes científicos de gêneros e outros 1800 de espécies, para dar o genuíno significado da descrição do ornitólogo responsável;
Foi utilizada a nova lista sistemática das ordens, famílias, subfamílias e, eventualmente, tribos, baseada na classificação molecular (por análise do DNA).
Os mapas mostram a região de maior incidência de cada espécie. São apresentados, ainda, fotos das flores, árvores e arbustos que mais atraem cada tipo de ave. (Ao lado, uma mostra do detalhamento sobre pintassilgo e carinho-da-terra).

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Meu amigo Orlando Villas-Bôas seu nome é paz!

Carta de saudade

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A vida ensina sempre. Ensinou a você, Orlando, Álvaro, Leonardo e Claudio, ensina a mim e ensina aos nossos filhos. Uma das coisas que aprendi é que só a saudade faz a gente parar no tempo. Sua despedida neste 12 de dezembro 2003, me fez voltar ao mesmo dezembro de 1972, quando você, que tinha acabado de chegar das margens do rio Peixoto, no Xingu, onde contactava os Krenhacãrore, pegou uma kombi em São Paulo e foi para Belo Horizonte paraninfar a turma de Comunicação da UFMG 1972. Por três dias ficou hospedado na minha “república” no 26ª andar do edifício JK, na praça Raul Soares.

À véspera da formatura, 20 de dezembro de 1972, meus 29 colegas e eu tivemos uma verdadeira Aula Magna de Brasil. Foi a mais importante aula dos meus quatro anos de universidade. A aula que direcionou meu caminhar profissional: o jornalismo de meio ambiente. Éramos 30 formandos que, na véspera da grande festa, sentamos no chão do meu apartamento, em círculo como nas tribos, para embevecidos escutar você falando de florestas, de índios, de brancos, de rios, de solidariedade e de bichos.

Sua primeira lição foi, para mim, ex-seminarista, um susto:

“Desde o Descobrimento o homem branco destrói a cultura indígena. Primeiro para salvar sua alma, depois para roubar sua terra”.

Depois vieram as perguntas para matar nossas curiosidades. Suas respostas doces, duras e definitivas vinham aquecidas pela vasta vivência de décadas na Amazônia, como último dos pioneiros da saga da expedição Roncador/Xingu. Eram ouvidas com máxima atenção:

“Foram os índios que nos deram um continente para que o tornássemos uma Nação. Temos para com os índios uma dívida que não está sendo paga”.

“Não fosse a Escola Paulista de Medicina, a Força Aérea Brasileira e a nossa teimosia, muitas tribos já teriam sido aniquiladas”.

“O Serviço de Proteção ao Índio, no Brasil, nunca teve lugar seguro: começou no Ministério da Guerra, com o Marechal Rondon. Depois foi transferido para o Ministério da Agricultura, estagiou no Ministério do Interior e estacionou no Ministério da Justiça. Como o próprio índio, esse serviço parece um estorvo”.

“O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”.

 

AMIGO ORLANDO, você junto com Leonardo, Álvaro e Cláudio, irmãos aventureiros na solidariedade, sempre devem estar relembrando histórias fantásticas. Para os índios, vocês vão se juntar ao Sol e ao trovão para virar lenda. E, para os brancos, deixam uma lição de vida e de coragem.

Das lições daquela noite de 20 de dezembro de 1972, eu guardo uma muito especial. Em vez de ensinar, o homem branco deveria ter humildade para aprender. Você falava da harmonia em uma tribo:
“O velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo”.

 

Meu amigo, obrigado pelas lições dadas há exatos 49 anos.

Obrigado por você ter me apresentado o Brasil e ensinado a ser brasileiro.

Nunca mais vou esquecer que para a criança ser a dona do mundo, nós temos que seguir seu exemplo de garra, de audácia e de aventura para defender nossas culturas, conservar nossa diversidade, preservar nossas florestas, proteger nossos rios e contactar sempre em nome da paz.

A PAZ não se pode manter pela violência e pela força, mas sim pelo respeito, pela tolerância e pela serenidade.

 

MEU AMIGO ORLANDO VILLAS-BÔAS. SEU NOME É PAZ!

 

 

 

 

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Primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia, no Pantanal de MT, será formada neste fim de semana

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Sesc Pantanal

SOS PANTANAL

SESC PANTANAL APOIA PRIMEIRA BRIGADA COMUNITÁRIA
Treinamento da SOS Pantanal, em parceria com o Polo Socioambiental Sesc Pantanal, acontece nos dias 19, 20 e 21 de junho
Começa neste final de semana, o treinamento para a formação da primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia (171 km de Cuiabá), distrito de Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.
A turma de 28 pessoas, que inclui moradores e guarda-parques da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), faz parte da iniciativa do Instituto SOS Pantanal para estabelecer 28 brigadas no bioma.
São Pedro de Joselândia faz divisa com a RPPN, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal que é parceiro da ação e responsável pelos equipamentos doados pela SOS Pantanal em benefício da comunidade. A RPPN Sesc Pantanal é a maior reserva natural privada do país, com 108 mil hectares, e também está localizada no município de barão de Melgaço.
COMBATE À INCÊNDIOS FLORESTAIS
As brigadas serão treinadas com apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), em convênio com a SOS Pantanal. Também apoiam o treinamento o Corpo de Bombeiros e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.
A capacitação consiste em duas etapas. A primeira é uma parte teórica, onde são passadas as instruções e os procedimentos para organização das equipes durante o combate. A segunda é a parte prática, onde os brigadistas aprendem no campo como funciona o combate às chamas.
BRIGADAS PANTANEIRAS
Durante os meses de junho e julho, a SOS Pantanal capacitará cerca de 200 brigadistas, em 8 municípios diferentes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As brigadas estão espalhadas nos principais pontos onde historicamente o fogo é mais intenso e recorrente.
SESC PANTANAL
Com 20 anos de experiência na prevenção e combate a incêndios no Pantanal, a Brigada Sesc Pantanal também fará parte da formação. A instituição já realizou no mês de maio a sua capacitação anual de novos brigadistas, em Poconé e Barão de Melgaço, que faz parte das ações preventivas do Polo para a temporada da seca no bioma. Realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, a formação foi destinada a 40 pessoas, entre guarda-parques, funcionários de fazendas e comunidades rurais e pantaneiras.

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Como será o trânsito do futuro?

Para pensar soluções estratégicas, o Detran-DF terá um centro de inovação tecnológica

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Impulso tecnológico por uma Brasília mais moderna – Agência Brasília

 

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) avança mais uma etapa no processo de modernização e transformação digital e começa a desenhar seu futuro no campo da tecnologia com a inauguração do Centro de Inovação Tecnológica – CITDetran.

A nova instalação do Detran, no Edifício de Governança do Parque Tecnológico de Brasília – BioTIC, irá abrigar uma parte da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Dirtec), que terá como prioridade construir uma agenda de desenvolvimento tecnológico voltada, exclusivamente, para pensar o trânsito da capital para as próximas décadas, de forma inovadora e estratégica. Lá será o centro de criação de soluções que irão transformar o dia a dia do trânsito.

“É disso que o Departamento de Trânsito necessita: olhar para o futuro, pensar como será o trânsito daqui a 10 ou 20 anos. E para isso precisamos nos antecipar”, declarou Zélio Maia, diretor-geral do Detran-DF, que quer desenvolver novas tecnologias o mais rápido possível para enfrentar o trânsito cada vez maior e mais complexo do Distrito Federal.

E para o diretor de Tecnologia do Detran, Fábio de Souza, não é apenas uma mudança institucional, mas um novo modelo de desenvolvimento para todo o Departamento. “E não há nada melhor para se fazer isso do que estar em um ambiente de inovação”, explica Fábio, fundamentando a escolha pela Biotic que será, num futuro próximo, o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do Distrito Federal e que permitirá o estímulo, criação e consolidação dos projetos do Detran, além de possibilitar que as pesquisas se transformem em negócios, assim como estímulo ao desenvolvimento de ações que dinamizem o processo de geração de novos empreendimentos em tecnologia.

 

 

 

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