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Brasília: as profecias que não se cumpriram

Brasília nasceu precocemente julgada e terrivelmente condenada. Estigmatiza!

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Brasília, 21 abril de 2009


  Silvestre Gorgulho


Brasília nasceu predestinada. Sob fogo cruzado da oposição, da elite e da mídia brasileira, Brasília nasceu também precocemente julgada e terrivelmente condenada. Estigmatizada!


Os brasilienses candangos sempre buscaram resgatar a história da construção da nova Capital com muita emoção, com sentimento de humor e de alegria. Mas não foi bem assim para quem habitava o vasto e belo litoral brasileiro. Não há dúvida: no seu Centenário, em 2060, os historiadores vão colocar a construção de Brasília como uma das três datas mais importantes do Brasil como Nação. As outras duas seriam o Descobrimento e a vinda de D. João VI. A própria Independência ficará em quarto plano, como conseqüência da transferência da Corte de Lisboa para o Rio de Janeiro. 


Da mesma forma que, pela Brasília de hoje, desfilam heróis, a começar pelo presidente JK, Lucio Costa e Oscar Niemeyer, no final dos anos 50 desfilaram também vários profetas do caos. E é muito bom conhecê-los. São aqueles que queriam abortar o sonho de interiorizar a Capital. Pior: que condenaram o sonho e teimaram em não aceitar a realidade.


Em 1974, ao falar no Senado sobre o desenvolvimento de Brasília, Lucio Costa não escondeu sua emoção: “É estranho o fato, esta sensação de ver aquilo que foi uma simples idéia na minha cabeça se transformando nesta cidade enorme, densa, imensa, viva, que é Brasília hoje. Peço licença aos senhores, me dêem um pouco de tempo. Estou muito emocionado”. No plenário, um silêncio profundo. A emoção contagiou a todos. Hoje, talvez, seja fácil justificar a obra, bendizer a epopéia de sua construção e se emocionar. Mas não foi assim.  verdade é que Brasília está indissoluvelmente ligada à teimosia e à ousadia de homens que ultrapassaram obstáculos aparentemente intransponíveis. Até mesmo antes da posse de Juscelino. 


Conhecer algumas destas profecias que, felizmente, não se cumpriram, é também um momento de emoção.


1 – “Não vou baixar nenhum decreto considerando a área do novo Distrito Federal de utilidade pública. Considero a medida intempestiva e uma providência utópica”.  Do ex-presidente Café Filho, em abril 1955, quando o marechal José Pessoa, presidente da Comissão de Localização da Nova Capital levou para ele os estudos técnicos definindo a área do Distrito Federal.


 2 – “Afirma-se a necessidade da mudança da capital para garantir maior desenvolvimento econômico ao nosso hinterland. O argumento pró-mudança não tem nenhuma força”. Correio da Manhã (editorial) 14 de outubro de 1956.


3 – “Brasília será a maior ruína da história contemporânea. A diferença das outras, é que nunca será habitada por ninguém, já que não ficará pronta”. Carlos Lacerda – 1957.


4 – “Brasília será para JK, o que as pirâmides são para os faraós: seu túmulo”. Carlos Lacerda – 1957.


 5 – “Afinal de contas para que tanta pressa? Para satisfação da vaidade? Bobagem. Quando se efetivar a mudança, daqui a 4, a 8 ou 10 anos, far-se-á um obelisco monstro à entrada do El Dorado com a inscrição de que tudo aquilo é devido ao doutor Juscelino e dar-se- á o seu nome à Praça dos Três Poderes. Creio que assim ficará bem para a posteridade”. Editorial “Variações sobre a mudança” de All Right no Correio da Manhã, em 8/maio/58


6 – “Antigamente era negócio da China: hoje se diz negócio de Brasília”. Meta número um (Brasília) já está paralisada: falta dinheiro para obras. Três coisas estão prontas: 1- O palácio (do Presidente)  2) O hotel (dos turistas) 3) A cachoeira (que Deus fez) – Reportagem na Tribuna da Imprensa assinada pelo jornalista Adirson de Barros, em 3/setembro/58


7 – “O sr. Cardia, da censura, interrompeu o locutor Luiz Jatobá que lia uma crônica do jornalista Darwin Brandão, no programa “Noite de Gala”, da TV Rio. Houve protestos de Jatobá e do patrocinador do programa Abraão Medina. A crônica começava assim: “Nosso assunto hoje é a história de uma obsessão e de um obcecado. A obsessão: Brasília. O obcecado: JK”. A leitura da crônica foi interrompida depois desta frase: “Surgiu uma conversa! Brasília não existe”.  Primeira página de O Globo – 30 de setembro de 1958.


8 – “Dificilmente a nova capital será inaugurada em 1960 como deseja o senhor Juscelino Kubitschek”.  Engenheiro João Carlos Vital (ex-prefeito do Distrito Federal – RJ) – 15 de outubro de 1958.


9  – “Brasília jamais será habitada. O poder executivo pode até levar sua estrutura para o Planalto Central, mas e os outros dois, Legislativo e Judiciário, são favoráveis à mudança?”. – Diário de Notícias (editorial) 15 de outubro de 1958.


10 – “Brasília será o símbolo da leviandade e da inconsciência de um governo ou, antes, de um homem dominado pela vaidade de imortalizar-se, como os faraós, construindo porém, não para o próprio túmulo, mas o túmulo das finanças e do crédito brasileiro.”  – Diário de Notícias (editorial) 15 de dezembro de 1958.


 11 – “A nova capital só fica pronta no prazo fixado se a Novacap se transformar em fada madrinha de história da Carochinha e em vez de vigas de aço vindas da América do Norte, a peso de ouro, se utilize uma varinha de condão”. Editorial do Diário de Notícias em 17 de dezembro de 1958.


 12 –– “Penso que os deputados não irão para Brasília. Suponho que seria o caso de uma nova Lei revogando a anterior e dilatando o prazo para a mudança da capital”. – Deputado Carvalho Neto (UDN-PI) – 18 de dezembro de 1958.


 13 – “Nada justificava e nem justifica a mudança da capital. Os motivos alegados a favor da mudança não convencem a ninguém que possua um mínimo de bom senso”. – Senador Othon Mader (UDN-PR) – JB 2/4/59 – Título: Senador quer acabar com a aventura


 14 – “É um desatino!” – Do deputado Adauto Lúcio Cardoso (UDN –GB) depois de chefiar uma Comissão Mista da Câmara que visitou as obras da construção de Brasília.  (Jornal do Brasil – Primeiro/maio/59 – Título: Brasília: um desatino


15 – “Tem-se objetado que a água do lago poderá ser absorvida pelo terreno, deixando-o vazio, total ou parcialmente. Que o perigo existe, não há dúvida, porque chuvas fortes e prolongadas não enchem os poços abertos, até 25 metros (…)”. “Estará errada Brasília ou somos nós que estamos errados, argumentando contra ela. O futuro dirá.”  Maurício Joppert da Silva – ministro dos Transportes no governo José Linhares e presidente do Clube de Engenharia, em longo artigo no Jornal do Brasil em 12/julho/1959.  O argumento de que o lago não iria encher foi muito usado também nas crônicas por Gustavo Corção. Tanto que JK mandou um lacônico telegrama a Corção quando da inauguração da barragem do Paranoá:  – ENCHEU, VIU!”


 16 – “As decantadas maravilhas da região são ilusórias. Os seus característicos de riquezas naturais são os mesmos das pobres savanas tropicais do Brasil Central”. São palavras de Lucas Lopes, (Eng. Lucas Lopes (ex-Ministro dos Transportes nos governos Café Filho e Nereu Ramos) um homem realmente de visão. Se as tivesse ouvido no devido tempo, o dr. Juscelino estaria livre do abacaxi que o atormenta e que duvido muito seja descascado até 21 de abril de 1960″. Editorial do Correio da Manhã “Homem de Visão” em 31 de julho/59.


17 – “Brasília jamais terá energia elétrica ou telefonia. Nunca se comunicará com o restante do País”.  Gustavo Corção – crítico, colunista do Diário de Notícias e de O Globo. Pensador católico e especialista em telecomunicações da época.


18 “O sr. Juscelino, na sua paranóia progressista, continua a acelerar a construção de Brasília, como se o Brasil não estivesse sendo atingido pela crise. A crise social o persegue; sua mania de grandeza é Brasília”. Correio da Manhã – Editorial “O Feijão e o Delírio” –  em 15/9/59


 19 – “É preciso que alguém advirta às autoridades brasileiras, especial ao Presidente da República, que é pouco perigoso isso de transformar todo visitante estrangeiro numa espécie de camelô de Brasília. Lá que aparece um que pode querer cobrar direitos autorais ou serviços profissionais por suas relações públicas. Que isto se faça com sr. Charles Asnavour, o Marajá de Maroda ou artistas de cinema, ainda se compreende. Mas que se procure induzir visitantes oficiais a ir a Brasília dizer coisas simpáticas não parece elegante, para dizer pouco… Até criança se enfara de girafa. ”  Jornal do Brasil, matéria “Camelôs de Brasília” – 14/10/59


 20 – “A Belém Brasília é estrada das onças. Liga o nada a lugar nenhum”. Presidente Jânio Quadros – 1961.


 21 – “Brasília é uma cidade fria e sem alma. Uma ilha da fantasia. Nem esquina a cidade tem. As pessoas não tem onde se encontrar”. De intelectuais cariocas, conceito que acabou tomando conta do Brasil.


 CONCLUSÃO


A força da personalidade e do destino de JK era tão grande que, se ele não tivesse construído Brasília naqueles exatos cinco anos da grande arrancada do desenvolvimento nacional, em que tudo nascia das entranhas da História, talvez Brasília jamais tivesse sido construída. Jânio Quadros não iria fazê-la, pois era contra Brasília. João Goulart, cercado por crises de todos os lados, muito menos. E os militares não teriam imaginação para tanto. Brasília continuaria sendo um belíssimo sonho constitucional. 


Imagina, hoje, o presidente Lula tentando construir Brasília. Não teria licença ambiental do Ibama nem para fazer o Catetinho.


silvestre@gorgulho.com


 

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Comedouros Criativos

A alimentação complementar aumenta a diversidade nas cidades

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Importante lembrar que aquele hábito antigo de colocar ração ou frutas em um recipiente fora de casa para atrair os passarinhos, não era capricho das nossas avós: essa prática de fato beneficia as espécies a longo prazo. A revista científica “Nature Communications” monitorou voluntários que, durante quatro décadas, gostavam de alimentar pássaros em comedouros de jardins e praças urbanas do Reino Unido. O estudo foi publicado comprovando que o número de pássaros não só aumentou como outras variedades se aproximaram e sobreviveram às intempéries e ao forte avanço dos centros urbanos.

No Brasil, que não tem um inverno tão forte, ocorre fenômeno semelhante. Um fato de fácil constatação é que o número de espécies que não frequentam a “boca-livre” permaneceu estável. Também não há aumento na quantidade de pássaros em regiões onde os comedouros não são tão comuns.

Nos comedouros preparados por Johan Dalgas Frisch na sua casa, no centro de São Paulo, logo ao amanhecer, as primeiras interessadas que chegam logo ao amanhecer são as jandaias.

 

HIGIENTE É IMPORTANTE

Mas há um dado significativo e essencial: a higiene dos comedouros é super importante. Não basta colocar alimentos nos jardins de sua casa e garantir a alimentação diária às aves. A má higiene dos comedouros pode contribuir para a transmissão de doenças entre as aves e atrair animais não desejáveis como ratos. Por isso, certifique-se de que o seu comedouro esteja sempre limpinho.

 

AS LIÇÕES DE ROBERTO HARROP

Os comedouros para aves podem ser sofisticados e muito simples. Podem servir de objetos de decoração e algo bem natural como simplesmente colocar um pedaço de frutas espetados num galho de árvore.

 

O cientista social e pesquisador de mercado Roberto Harrop é fascinado por aves. Pernambucano do Recife, tem residência no Condomínio Bosque Águas de Aldeia, onde se dedica a estudar, alimentar, proteger e fotografar as aves da região.

 

Roberto Harrop faz do estudo, da pesquisa e da proteção da natureza seu meio de vida. Na região onde mora, são centenas de espécies de aves , sendo quase cem já fotografadas por Roberto Harrop. Muitas delas compõem seu livro ALVES DE ALDEIA – ORNITOLOGIA DA NAÇÃO PERNAMBUCANA.

 

AVES DE ALDEIA seleciona 75 pássaros do universo ornitológico plantados na aldeia pernambucana onde Roberto Harrop colhe todas as manhãs pelo seu olhar ornitófilo.

 

No prefácio da publicação, o ornitólogo Johan Dalgas Frisch foi muito feliz ao dizer: “… As aves são assim: provocam paixões e despertam encantamento. As aves alimentam a alma humana de humildade, criatividade, engenho e de amor à natureza”.

 

 COMEDOUROS DECORATIVOS

Alguns tipos de comedouros criativos e decorativos que atraem aves até às varandas e jardins das casas.

 

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Pantanal apoia primeira brigada comunitária

Primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia, no Pantanal de MT, será formada neste fim de semana

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Sesc Pantanal

Treinamento da SOS Pantanal, em parceria com o Polo Socioambiental Sesc Pantanal, acontece nos dias 19, 20 e 21 de junho

 

Começa neste final de semana, o treinamento para a formação da primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia (171 km de Cuiabá), distrito de Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.

A turma de 28 pessoas, que inclui moradores e guarda-parques da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), faz parte da iniciativa do Instituto SOS Pantanal para estabelecer 28 brigadas no bioma.

São Pedro de Joselândia faz divisa com a RPPN, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal que é parceiro da ação e responsável pelos equipamentos doados pela SOS Pantanal em benefício da comunidade. A RPPN Sesc Pantanal é a maior reserva natural privada do país, com 108 mil hectares, e também está localizada no município de barão de Melgaço.

COMBATE À INCÊNDIOS FLORESTAIS
As brigadas serão treinadas com apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), em convênio com a SOS Pantanal. Também apoiam o treinamento o Corpo de Bombeiros e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.

A capacitação consiste em duas etapas. A primeira é uma parte teórica, onde são passadas as instruções e os procedimentos para organização das equipes durante o combate. A segunda é a parte prática, onde os brigadistas aprendem no campo como funciona o combate às chamas.

 

BRIGADAS PANTANEIRAS

Durante os meses de junho e julho, a SOS Pantanal capacitará cerca de 200 brigadistas, em 8 municípios diferentes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As brigadas estão espalhadas nos principais pontos onde historicamente o fogo é mais intenso e recorrente.

 

SESC PANTANAL

Com 20 anos de experiência na prevenção e combate a incêndios no Pantanal, a Brigada Sesc Pantanal também fará parte da formação. A instituição já realizou no mês de maio a sua capacitação anual de novos brigadistas, em Poconé e Barão de Melgaço, que faz parte das ações preventivas do Polo para a temporada da seca no bioma. Realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, a formação foi destinada a 40 pessoas, entre guarda-parques, funcionários de fazendas e comunidades rurais e pantaneiras.

 

 

 

 

 

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Meu amigo Orlando Villas-Bôas seu nome é paz!

Carta de saudade

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A vida ensina sempre. Ensinou a você, Orlando, Álvaro, Leonardo e Claudio, ensina a mim e ensina aos nossos filhos. Uma das coisas que aprendi é que só a saudade faz a gente parar no tempo. Sua despedida neste 12 de dezembro 2003, me fez voltar ao mesmo dezembro de 1972, quando você, que tinha acabado de chegar das margens do rio Peixoto, no Xingu, onde contactava os Krenhacãrore, pegou uma kombi em São Paulo e foi para Belo Horizonte paraninfar a turma de Comunicação da UFMG 1972. Por três dias ficou hospedado na minha “república” no 26ª andar do edifício JK, na praça Raul Soares.

À véspera da formatura, 20 de dezembro de 1972, meus 29 colegas e eu tivemos uma verdadeira Aula Magna de Brasil. Foi a mais importante aula dos meus quatro anos de universidade. A aula que direcionou meu caminhar profissional: o jornalismo de meio ambiente. Éramos 30 formandos que, na véspera da grande festa, sentamos no chão do meu apartamento, em círculo como nas tribos, para embevecidos escutar você falando de florestas, de índios, de brancos, de rios, de solidariedade e de bichos.

Sua primeira lição foi, para mim, ex-seminarista, um susto:

“Desde o Descobrimento o homem branco destrói a cultura indígena. Primeiro para salvar sua alma, depois para roubar sua terra”.

Depois vieram as perguntas para matar nossas curiosidades. Suas respostas doces, duras e definitivas vinham aquecidas pela vasta vivência de décadas na Amazônia, como último dos pioneiros da saga da expedição Roncador/Xingu. Eram ouvidas com máxima atenção:

“Foram os índios que nos deram um continente para que o tornássemos uma Nação. Temos para com os índios uma dívida que não está sendo paga”.

“Não fosse a Escola Paulista de Medicina, a Força Aérea Brasileira e a nossa teimosia, muitas tribos já teriam sido aniquiladas”.

“O Serviço de Proteção ao Índio, no Brasil, nunca teve lugar seguro: começou no Ministério da Guerra, com o Marechal Rondon. Depois foi transferido para o Ministério da Agricultura, estagiou no Ministério do Interior e estacionou no Ministério da Justiça. Como o próprio índio, esse serviço parece um estorvo”.

“O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”.

 

AMIGO ORLANDO, você junto com Leonardo, Álvaro e Cláudio, irmãos aventureiros na solidariedade, sempre devem estar relembrando histórias fantásticas. Para os índios, vocês vão se juntar ao Sol e ao trovão para virar lenda. E, para os brancos, deixam uma lição de vida e de coragem.

Das lições daquela noite de 20 de dezembro de 1972, eu guardo uma muito especial. Em vez de ensinar, o homem branco deveria ter humildade para aprender. Você falava da harmonia em uma tribo:
“O velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo”.

 

Meu amigo, obrigado pelas lições dadas há exatos 49 anos.

Obrigado por você ter me apresentado o Brasil e ensinado a ser brasileiro.

Nunca mais vou esquecer que para a criança ser a dona do mundo, nós temos que seguir seu exemplo de garra, de audácia e de aventura para defender nossas culturas, conservar nossa diversidade, preservar nossas florestas, proteger nossos rios e contactar sempre em nome da paz.

A PAZ não se pode manter pela violência e pela força, mas sim pelo respeito, pela tolerância e pela serenidade.

 

MEU AMIGO ORLANDO VILLAS-BÔAS. SEU NOME É PAZ!

 

 

 

 

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