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Rio Amazonas: aventura da nascente à foz

Pedro Werneck – ENTREVISTA

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O enigma da nascente nos cumes gelados dos Andes e a grandiosidade da foz, no oceano Atlântico, fazem do rio Amazonas um mar de mistérios. Pedro Werneck se aventurou pelo maior rio do mundo e documentou sua geografia, cultura e diversidade nos 6.993 quilômetros percorridos. A chegada do expedicionário ocorreu justamente no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho.










Pedro Werneck se aventura pelo maior rio do mundo e documenta sua geografia e cultura nos 6.993 quilômetros de muita diversidade


 


 


 


Qual o maior rio do mundo? Esta pergunta já foi respondida por pesquisadores e referendada por aparelhos científicos de última geração. Onde nasce o rio Amazonas? Esta pergunta também já foi respondida por técnicos brasileiros e peruanos, em 2007. Mas muitas outras perguntas e respostas vão ser dadas nesta reportagem que conta uma aventura do documentarista e expedicionário brasileiro, Pedro Werneck, que percorreu sozinho o maior rio do mundo, desde sua nascente, nas montanhas geladas do sul do Peru, até a foz no oceano Atlântico, no Brasil.


Desde a oficialização por Peru e Brasil, em 2007, do local da nascente do rio Amazonas, e após a publicação pelo INPE, em 2009, dos trabalhos de medição comparativa do comprimento do Amazonas e do rio Nilo, a expedição do documentarista Pedro Werneck foi a mais completa. Ele percorreu quase sete mil quilômetros: a pé pelos Andes, de carro margeando a nascente, e de barco no sentido Oeste para Leste, pelo lado do Peru e do Brasil.
A expedição navegou por toda a extensão do sistema Apurimac-Ene-Tambo-Ucayali-Amazonas, registrando a geografia, a cultura e toda diversidade do maior rio do Planeta. A expedição durou um mês e percorreu 6.993 quilômetros. Pedro Werneck seguiu as mesmas coordenadas utilizadas pelo INPE para a medição do Amazonas. Ele foi o primeiro documentarista do mundo a descer o Amazonas, a partir da nascente e ir até o extremo da foz e não apenas até Macapá ou Canal Norte.


 


 Pedro Werneck   ENTREVISTA


18 de Junho de 2009


Pedro Werneck chegou a Belém e ao extremo da foz no dia 5 de junho de 2009, quando se comemorava o Dia Mundial do Meio Ambiente. Na chegada, o expedicionário foi recebido com uma grande festa na Estação das Docas, com homenagens da comunidade científica, do público e da Marinha do Brasil. Nesta entrevista, Pedro Werneck dá suas impressões sobre a aventura.


 


A chegada de Pedro à foz do Amazonas, no Oceano Atlântico


 


 


 


 


FMA – O que levou você a
fazer esta grande expedição?

Pedro Werneck – Meu principal objetivo é sempre chamar a atenção para a importância do rio Amazonas, não apenas para o Brasil, mas para o Planeta. O Amazonas é um rio que empurra o Oceano Atlântico, despejando um volu­me de água impressio­nante.
A vazão é de mais de 300 mi­lhões de m3 por segundo.
Mas minha ligação com o rio Amazonas é bem antiga. Tenho acompanhado, desde pequeno, os trabalhos de meus pais, a jornalista e escritora Paula Saldanha e o biólogo e documentarista Roberto Werneck. Eles estiveram na nascente do Amazonas, ao sul do Peru, em novembro de 1994. Nossa produtora RW Cine organizou e financiou a Primeira Expedição Científica Brasileira e Peruana, em 2007, que fixou marcos geodésicos e oficializou o setor da nascente do Amazonas. A partir dessa oficialização, o INPE pode concluir os trabalhos de medição do Amazonas.


FMA –  Qual foi a parte mais difícil?
Pedro –  Passei por momentos muito pesados e perigosos. Primeiro, a subida ao cume do Nevado Mismi, com quase seis mil metros de altitude. A partir dos 5 mil metros, começa a chamada a zona da morte, porque você tem apenas metade do oxigênio na atmosfera e qualquer esforço provoca, no mínimo, tonteiras e uma grande falta de ar.
O mais difícil foi agüentar a temperatura de 20 graus negativos. Nosso acampamento sobre o gelo e a neve foi castigado à noite pelo vento e a sensação térmica era de menos 30 graus.


FMA – O que você encontrou no cume das monta­nhas andinas?
Pedro – É muito curiosa essa região do Nevado Mismi, porque ele é o divisor de águas, dos rios que correm para sudoeste, para o Oceano Pacífico, a apenas 300 quilômetros, e dos rios que correm para nordeste – como é o caso do Amazonas (ou sistema Apurimac-Ucayali-Amazonas), que percorre quase 7 mil quilômetros e vai desaguar no Oceano Atlântico.
Outra coisa que me encantou foi documentar a drenagem da laguna McIntyre, considerada nascente do Amazonas. Essa laguna glaciar alimenta a Quebrada Carhuasanta, com águas que passam por entre as pedras.


FMA – Qual o trecho do rio que mais impressionou?
Pedro – Durante toda a expedição passei por trechos muito interessantes e diversos. Aliás, diversidade é um conceito maravilhoso, quando se fala do Amazonas: diferentes paisa­gens, culturas, populações. Paisagem e cultura dos Incas, no Alto Apurimac, tradições da floresta nas Amazônias peruana e brasileira. Agressões ao rio e à mata ciliar e à própria Floresta Amazônica.


FMA – Como foi a descida do maior rio do Planeta?
Pedro – Desci os trechos do Amazonas nas montanhas dos Andes, a pé, caminhando na neve. Depois, fui acompanhando riachos que se juntam para formar o famoso Apurimac – o rio sagrado dos incas. Fui bordeando o Apurimac, de carro e navegando em pequenos botes. Já na planície, enfrentei infindáveis jornadas de barco de carga, navegando pelo Ucayali, na selva peruana. O Apurimac e o Ucayali são, na verdade, o próprio Amazonas, com os nomes dados nas diferentes regiões.


FMA – O que sua expedição traz como novidade?
Pedro – Fui a primeira pessoa do mundo a descer o rio Amazonas, seguindo as coordenadas fornecidas pelo INPE – do ponto extremo de onde desce a primeira gota para formar o Apurimac-Ucayali-Amazonas, até o extremo da foz, no oceano Atlântico. Outras pessoas desceram, a partir de nascentes de afluentes – muitas vezes a partir do Marañon –  e terminaram suas jornadas, antes do extremo da foz.
É importante ressaltar que muita gente acha que o rio Amazonas começa em Iquitos e corre para leste, por causa da nomenclatura, nos mapas. Este ponto está ao norte do Peru, enquanto a verdadeira nascente está ao sul.


 


Uma preguiça presa – o tráfico de animais é uma constante


 


 


Quem é Pedro Werneck
A regra é clara e o DNA não mente: filho de peixe, peixinho é. Pedro Werneck é filho da jornalista, autora e ilustradora de livros Paula Saldanha e do biólogo/fotógrafo Roberto Werneck. Nasceu vivendo a aventura expedicionária dos pais. Pedro, além da paixão pela natureza e pela aventura, é documentarista especializado em produções sobre meio ambiente. Há seis anos tornou-se diretor, fotógrafo e editor da empresa criada por Paula e Roberto (RW Cine) há 32 anos. Há 25 anos, a família Werneck faz um dos melhores programas educativos e de aventura da tevê brasileira: a TV Expedições.


 


Mapa das etapas percorridas


 



Pedro Werneck fez o percurso em cinco etapas. A primeira etapa (nascente a Cailloma);   A segunda etapa (Cailloma a Atalaya);   A terceira etapa (Atalaya a Iquitos);   A quarta etapa (Iquitos a Manaus);   A quinta etapa (Manaus à Foz). Como previsto, a aventura de Pedro Werneck terminou no Dia Mundial do Meio Ambiente, em 5 de junho.



 Pedro Werneck passou por momentos perigosos ao subir o cume do Nevado Mismi, com quase 6 mil metros de altitude


 


 


 


Barco de Atalaya a Pucalpa: pelo grande rio se comercializa de tudo, sobretudo madeira, frutas, animais e até drogas


 


 


 


FMA – Depois de concluir esta expedição, o que você planeja?
Pedro – As viagens não acabaram. Retornarei a alguns locais para documentar, de forma mais aprofundada algumas regiões. Depois, vou me concentrar ainda mais nesse projeto, para produzir um documentário longa-metragem: ‘Amazonas, maior rio do mundo – uma aventura da nascente à foz.’
Quero colocar o Amazonas em pauta. A região norte não tem apenas a maior floresta equatorial do mundo, mas uma colossal bacia hidrográfica, com a maior concentração de água doce, em estado líquido, do Planeta. Descer o Amazonas, da nascente à foz, e chamar a atenção para a importância do maior rio do mundo foi, realmente, uma expedição fantástica, a mais importante de minha vida!


 


Madeira nobre da Floresta Amazônica sendo retirada pelo Porto de Pucalpa


 


 


 


 





O RIO NILO


Por muito tempo o Nilo foi considerado o maior rio do mundo com extensão de 6.695 quilômetros


O rio Nilo também tem suas controvérsias quanto ao tamanho. O Nilo está no nordeste da África, com uma extensão é de 6.695Km (5.600Km desde o lago Vitória). Bacia: 3.000.000 Km2.
O rio nasce de um curso de água de Burundi, com o nome de Kagera, e depois se lança no lago Vitória, do qual sai denominado Nilo Vitória, em Uganda. Atravessa o lago Kioga e depois o lago Mobutu, recebendo então o nome de Bahr el-Gebel. Penetra no Sudão e recebe o Bahr el-Ghazal pela margem direita e o Sobat pela margem direita, tomando o nome de Nilo Branco.
Em Cartum, conflui com o Nilo Azul (procedente da Etiópia) e depois recebe o Atbara na região das cataratas.
Atravessa o Egito do sul ao norte,  lançando-se no mar Mediterrâneo por um grande delta, que começa no Cairo e avança em duas ramificações: a de Roseta (1.076m3/segundo) e a de Damieta (500m3/segundo).




 


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AMAZON RIVER ADVENTURE
Pedro Werneck adventures along the largest river in the world documenting the geography and culture of 6,993km of wide ranging diversity


18 de Junho de 2009


What is the largest river in the world? This question has been answered by researchers and substantiated by the latest scientific devices. Where is the source of the Amazon River? This question has also been answered by Brazilian and Peruvian technicians in 2007. But there are many other questions and answers that will be posed in this report that describe the adventure of the Brazilian documentary film maker and adventurer, Pedro Werneck, who traveled alone along the largest river in the world, from the source in the icy mountains in the south of Peru to the mouth in the Atlantic Ocean in Brazil.



Since the location of the source of the Amazon was made official by Peru and Brazil and afterward published by INPE in 2009, and the work involved in comparative measurement of the length of the Amazon and the Nile, the expedition conducted by the documentary film maker Pedro Werneck has been the most complete. He traveled 6,993 kilometers on foot through the Andes, by car along the source and by boat traveling East to West between Peru and Brazil. The expedition navigated the entire extent of the Apurimac-Ene-Tambo-Ucayali-Amazonas system, recording the geography, culture and all the diversity of the largest river on the planet. Pedro Werneck was the first documentary film maker in the world to travel down the Amazon, from the source of the river to the extreme mouth and not just as far as Macapá or the North Channel.


Who is Pedro Werneck
DNA doesn’t lie, Pedro Werneck is a chip off the old block; he is the son of journalist, author and book illustrator, Paula Saldanha and biologist/photographer, Roberto Werneck. He was born living the expeditionary adventure of his parents. Pedro, in addition to his passion for nature and adventure, is a documentary film maker specialized in productions concerning the environment. Six years ago he became a director, photographer and editor of the company created by his parents,  Paula and Roberto, (RW Cine) 32 years ago.  For 25 years, the Werneck family has produced one of the best educational and adventure programs for Brazilian TV:  TV Expedições.


The expedition stages
Pedro Werneck conducted the expedition in five stages. The first stage (mouth to Cailloma); the second stage (Cailloma to Atalaya); the third stage (Atalaya to Iquitos); the fourth stage (Iquitos to Manaus) and the fifth stage (Manaus to the mouth). As forecast, Pedro Werneck’s adventure ended on June 5, World Environment Day. When he arrived in Belém, the expeditionary received an enormous welcoming party at the Estação das Docas, including speeches honoring him from the scientific community, the public and the Brazilian Navy.


Pedro Werneck – INTERVIEW
My main objective has always been to draw attention to the importance of the Amazon River. The Amazon is a river that empties an impressive volume of water into the Atlantic Ocean. The outflow is over 300 million m3 per second. I experienced difficult and dangerous moments. First, there was a climb up to the peak of the Nevado Mismi, nearly 6,000 meters in altitude.  Beginning at 5,000 meters it is referred to as the death zone.  I descended parts of the Amazon in the Andes Mountains on foot, hiking through the snow. Then I followed the streams that form the famous Apurimac – the sacred river of the Incas.  I trailed the Apurimac by car and navigated in small boats.  On the plains, I endured endless cargo boat travels, navigating the Ucayali, in the Peruvian jungle.  The Apurimac and the Ucayali are in reality the Amazon itself, bearing names given it in different regions. I was the first person in the world to go down the Amazon River, following the coordinates provided by the INPE – the true source where the first drop descends to form the Apurimac-Ucayali-Amazonas, until the mouth in the Atlantic Ocean.  Other persons have descended from the source of an affluent –  often beginning in Marañon – and ending their journeys before the extreme mouth.  It is important to emphasize that many people believe that the Amazon River begins in Iquitos and flows east, owed to its nomenclature on the maps. This point is to the north of Peru, while the true source is to the south. The journeys have not ended.  I will return to some of the locations to document some regions in more depth.  Afterward I will also concentrate more on this project to produce a long reel film:  “The Amazon, the largest river in the world – an adventure from beginning to the end.”




silvestre@gorgulho.com




 

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Monumentos de Brasília estão entre as melhores fotos turísticas do mundo

Décima edição do concurso internacional da enciclopédia online Wikipedia selecionou pontos da cidade para concorrer ao prêmio de melhor click

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O Museu Histórico de Brasília está entre as imagens do fotógrafo brasiliense  classificadas para a final do concurso da Wikipedia | Fotos: Francisco Saldanha

 

AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: SAULO MORENO

A enciclopédia online Wikipédia vai anunciar, em fevereiro, a fotografia de monumento mais representativa do mundo postada na internet. Entre as dez finalistas, Brasília concorre com quatro trabalhos do fotógrafo Francisco Willian Saldanha: Museu Histórico, Memorial JK, Santuário Dom Bosco e Catedral Metropolitana.

As fotos foram escolhidas para a etapa brasileira do Wiki Loves Monuments 2021 entre 928 trabalhos inscritos, sendo 596 pela primeira vez. A décima edição do concurso contou com a participação de 113 fotógrafos, 72 deles novatos na competição.

“Nossa capital é diferente de tudo que já se viu. Somos uma cidade única, a oitava mais instagramável do mundo entre os patrimônios tombados pela Unesco, somos a terceira capital brasileira preferida como destino interno, estamos entre os dez melhores lugares para se visitar no verão, por compra de pacotes turísticos. Tudo isso é reflexo de nossas entregas, de um trabalho diuturno que só um governo de ação, como o nosso, é capaz de conseguir”Vanessa Mendonça, secretária de Turismo

O vencedor da etapa Brasil foi um fotógrafo lituano que mora no Rio de Janeiro. Donatas Dabravolskas registrou a estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade, localizada em Copacabana, e outros dois trabalhos dele também foram selecionados entre os 10 melhores. Já o brasiliense Francisco Willian Saldanha, que em anos anteriores emplacou duas fotos entre os melhores registros de monumentos do mundo no concurso, garantiu quatro trabalhos entre os dez melhores do Brasil este ano e garantiu a segunda colocação nacional com a fotografia do Museu Histórico de Brasília.

 

 

Vitrais do Santuário Dom Bosco chamaram a atenção do júri, em 2019, com a nona colocação mundial. Este ano, estão em oitavo e voltam a disputar a final

 

 

“Eu gosto de mostrar a grandiosidade da beleza de Brasília, acho linda a leveza do concreto nos monumentos, o Museu da História retrata muito bem esse trabalho incrível de Niemeyer colocando blocos suspensos. Fico feliz em poder mostrar para o mundo, por meio da fotografia, a nossa capital. O meu objetivo é esse, levar Brasília para o mundo e trazer visitantes para cá”, afirma Francisco Willian Saldanha.

A secretária de Turismo do Distrito Federal comemorou a nova conquista para a cidade: “Nossa capital é diferente de tudo que já se viu. Somos uma cidade única, a oitava mais instagramável do mundo entre os patrimônios tombados pela Unesco, somos a terceira capital brasileira preferida como destino interno, estamos entre os dez melhores lugares para se visitar no verão, por compra de pacotes turísticos. Tudo isso é reflexo de nossas entregas, de um trabalho diuturno que só um governo de ação, como o nosso, é capaz de conseguir”, celebrou Vanessa Mendonça.

 

Na sétima colocação ficou a foto do Memorial JK, construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

 

O Wiki Loves Monuments é realizado desde 2015 no Brasil, e este ano com uma categoria dedicada exclusivamente à Bahia. Desde o início do concurso, o número de registros na Wikidata, uma base de dados livres que gera listas de monumentos, aumentou de 1,5 mil para mais de 10 mil, com representantes de todas as regiões do país. Segundo Éder Porto, um dos organizadores da seleção, a ideia é estimular a captura de imagens de monumentos “fora da rota” e sujeitos ao vandalismo, à negligência e ao abandono do Estado. “Esse registro pode ser o último”, diz ele.

Quatro das dez fotos de monumentos selecionadas como as melhores do Brasil retratam Brasília. Todas são de autoria de Francisco William Saldanha. Em 2020, Saldanha ficou com a nona colocação mundial com uma foto dos vitrais azuis do Santuário Dom Bosco, igreja projetada pelo arquiteto Carlos Alberto Naves em homenagem ao padroeiro de Brasília. Ele também foi o vencedor da etapa brasileira. E em 2019, quando obteve o 13º lugar global com uma foto da escultura Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, mais conhecida como Os Candangos. A escultura foi criada em 1959 e fica na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A imagem do Museu Histórico de Brasília, também conhecido como Museu da Cidade, ficou com a 2ª colocação. O museu foi projetado por Oscar Niemeyer e integra o Conjunto Cultural Três Poderes. Ele tem por objetivo preservar os trabalhos relativos à história da construção de Brasília. É o mais antigo da capital, inaugurado no dia 21 de abril de 1960 – no dia da inauguração da cidade, evento que marcou a transferência oficial da capital do Rio de Janeiro para Brasília. Lá está uma exposição permanente com inscrições históricas, transcritas em braille e inglês.

Na sétima colocação ficou a foto do Memorial JK, que é um museu, mausoléu e centro cultural construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira. O Santuário Dom Bosco foi mais uma vez retratado pelo fotógrafo e ficou com a oitava colocação, agora mostrando um novo ângulo dos vitrais. E em nono lugar ficou a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília. O monumento concebido por Oscar Niemeyer venceu em 1988 o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.


*Com informações da Secretaria de Turismo do DF

 

 

 

 

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Mais R$ 1,5 milhão investidos em sistemas de esgoto

Programa da Emater, que garante mais segurança à produção de alimentos, já beneficiou 1,3 mil agricultores e moradores de áreas rurais desde 2020

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Para levar saneamento básico às comunidades do campo do Distrito Federal, a Emater criou o Programa de Saneamento Rural. Entre 2020 e 2021, foi investido R$ 1,57 milhão na implantação de 284 sistemas individuais de tratamento de esgoto do tipo fossa ecológica ou biodigestor instalados em propriedades, que ampliou o acesso de produtores e moradores de áreas rurais ao saneamento básico.

Para este ano, a previsão é que outros 200 sistemas sejam instalados, mais um investimento de R$ 1,5 milhão.

O programa surgiu da necessidade de melhoria da qualidade sanitária dos alimentos produzidos, bem como para garantir a proteção ambiental e a promoção da saúde.

Pelo projeto, a instalação dos sistemas de tratamento é feita em propriedades de agricultores de baixa renda, fornecedores dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) e agricultores que estão em processo de certificação no Programa de Boas Práticas Agropecuárias.

Mais de 1,3 mil agricultores e moradores do campo foram beneficiados pelo programa nos últimos dois anos

De acordo com a presidente da Emater, Denise Fonseca, o alcance dos benefícios que a instalação dos sistemas traz não se limita à propriedade rural. “Nos últimos dois anos foram mais de 1,3 mil agricultores e moradores do campo beneficiados. Fora o atendimento indireto da população do Distrito Federal, que são os consumidores dos alimentos produzidos. Tudo que a gente faz no campo também beneficia a cidade”, destaca.

Para a coordenadora do programa, Ana Paula Rosado, o projeto dá condições dignas aos moradores do campo, garantindo sustentabilidade e alimentos saudáveis. “O esgoto liberado diretamente no meio ambiente pode contaminar o solo, a água e os alimentos produzidos, sendo prejudicial à saúde dos moradores do campo e da população de maneira geral. Muitos produtores não têm condição financeira para essa implantação”, explica.

Até o momento, os sistemas instalados em 2020 e 2021 contaram com o recurso de emendas parlamentares dos deputados Leandro Grass e Reginaldo Sardinha. Em 2022, pelo menos 200 instalações serão feitas por meio de recursos destinados também por Leandro Grass e pelo deputado Jorge Vianna. Segundo o extensionista Antônio Dantas, executor do contrato pela Emater, caso haja recurso, a expectativa é que o número de sistemas de tratamento de esgoto instalados possa chegar a 350.

Histórico

Iniciado ainda em 2017, o trabalho partiu de uma parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri). A pasta doava os equipamentos, a Emater ajudava na seleção das famílias e os produtores e moradores arcavam com os custos de instalação. Nos dois primeiros anos, chegaram a ser instalados 105 kits nesta modalidade.

412sistemas de saneamento foram instalados desde 2017 no projeto de parceria com a Seagri

Em 2020, a Emater retomou o projeto, que passou por remodelação com a entrega do kit completo e já instalado. Os custos de mão de obra, muitas vezes, dificultavam e até inviabilizavam sua instalação. Nesta nova modalidade, foram colocados 165 kits em 2020 e outros 119 em 2021. “Calculamos que, incluindo material e instalação, cada kit sairia em torno de R$ 7 mil. E há propriedades que necessitam de mais de um, pois cada kit atende uma casa com até cinco pessoas”, enumera Ana Rosado.

Se somados, os kits de tratamento instalados desde 2017, no projeto de parceria com a Seagri, aos que foram colocados até dezembro de 2021, 412 sistemas de saneamento foram instalados graças às iniciativas da Seagri e da Emater.

Como funciona

As fossas ecológicas que estão sendo instaladas no meio rural pela Emater fazem um tipo de tratamento dos dejetos da cozinha e do banheiro. A água suja passa por mais de um processo de filtragem e chega ao final com pelo menos 80% do resíduo tratado. Em alguns modelos, a eficácia do tratamento chega a 95%. O restante, o próprio meio ambiente consegue absorver sem risco de contaminação.

Um dos beneficiados pelo Programa de Saneamento Rural da Emater, o trabalhador rural Ênio Tomas de Aquino, de 62 anos, comemora a instalação. Ele estava preocupado com a água que, em Vargem Bonita, é muito rasa, o que a deixa vulnerável a contaminações. “Vai melhorar nossa saúde e também do meio ambiente, porque nosso planeta está precisando que a gente cuide dele”, afirma.

Critérios para programa

Como a Emater atua de maneira supletiva atendendo as propriedades rurais que necessitam, é feita uma seleção prévia das famílias. Cada escritório analisa individualmente os casos antes de definir quais terão os equipamentos instalados.

Entre os critérios, estão enquadrar-se como família de baixa renda e comercializar alimentos em programas de compra institucional. Também são levados em conta os produtos cultivados. Hortaliças, por exemplo, são mais suscetíveis à contaminação do solo, por isso acabam sendo priorizadas.

*Com informações da Emater

 

 

 

 

 

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Governo Federal finalizou mais de 60 obras para segurança hídrica e investiu R$ 1,1 bilhão em 2021

Jornada das Águas, conclusão da última etapa do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e do Ramal do Agreste, além da proposição de um novo Marco Hídrico para o setor, estão entre as grandes realizações da área no ano passado

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SEGURANÇA HÍDRICA

 

Governo Federal finalizou mais de 60 obras para segurança hídrica e investiu R$ 1,1 bilhão em 2021

Esses recursos vão possibilitar o início, a retomada ou a realização de estudos e projetos de 17 obras hídricas, de irrigação e de saneamento na região do Semiárido, além de garantir a continuidade de empreendimentos em execução – Foto: MDR

 

 

Garantir a segurança hídrica para a população que convive com a seca tem sido uma das prioridades do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Por isso, durante todo o ano de 2021, a Pasta não deixou faltar recursos para a área e investiu mais de R$ 1,1 bilhão para obras e projetos no setor.

Os investimentos garantiram a conclusão de 61 obras e projetos que vão ampliar a oferta de água e beneficiar cerca de 14,5 milhões de pessoas, principalmente no Nordeste. Desse total, 50 estão situados na região.

Nesse contexto, o Governo Federal inaugurou o último trecho do canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, concluindo as últimas obras físicas necessárias para garantir o caminho das águas dos dois Eixos (Leste e Norte). A conclusão era aguardada pela população há 13 anos. Outro grande empreendimento hídrico concluído em 2021 foi o Trecho IV do Canal do Sertão Alagoano.

Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Regional iniciou a construção do Ramal do Apodi (RN) e iniciou a elaboração de projetos e estudos, tais como Projeto Seridó, Canal do Sertão Baiano, Canal do Xingó, Ramal do Salgado, Adutora do Agreste Potiguar, transposição de bacias no Piauí e Maranhão.

 

 

 

 

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