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Encontro da Arte com a Cidadania

O bumbódromo é o palco onde se desenvolve uma verdadeira ópera popular ao ar livre

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Festival Folclórico de Parintins – 2006

As 14 lições do Festival dos bois de Parintins dadas pelo Caprichoso,
que cantou “Amazônia, o solo sagrado” , e pelo Garantido, com a “Terra,
a grande maloca”

Silvestre Gorgulho,
de Brasília
O
planeta boi está dentro do planeta água. E os dois compõem o cenário
mais belo, mais grandioso e mais místico da região amazônica. No 41º
Festival Folclórico de Parintins, o meio ambiente foi o tema principal
dentro e fora do bumbódromo. Na arena, o boi azul Caprichoso se
apresentou cantando as belezas e a magia da “Amazônia, solo sagrado”. E
o vermelho Garantido vibrou com a terceira vitória seguida envolvendo
torcida e turistas numa mensagem que parece esquecida: “Terra, a grande
Maloca”. Fora do palco, como informa Marco Simões, diretor de
Comunicação da Coca-Cola, “o meio ambiente continuou sendo valorizado
através de iniciativas e gestões de sustentabilidade: lançamento de
programa de reciclagem, coleta seletiva do lixo e fortalecimento de um
programa educacional para resgatar a dignidade de desempregados e
moradores de rua”. O Festival dos bois-bumbá Caprichoso e Garantido é
hoje uma forte manifestação de beleza popular. Os três dias de festa,
sempre no final de junho, mais do que uma referência no calendário
turístico brasileiro, é uma anavilhana de lições. São lições de vida
que eu fui ver e comprovar. Quantas cidades e quantas empresas
brasileiras poderiam fazer o mesmo? Deixo aqui registrado as 14 lições
que tirei e aprendi durante o 41º Festival de Parintins.

“Para
o Bumbá Garantido o tema indígena não é modismo ou obrigação. É, sim,
um compromisso. Queremos mostrar ao Brasil e ao mundo a exuberância e a
pujança da vida na floresta, do povo indígena e dos caboclos
amazônicos. A tribo Parintintins deu nome à cidade e a miscigenação das
raças originou o caboclo. A beleza da cultura indígena, seus causos,
lendas e rituais são a matéria-prima para a teatralização do
espetáculo”.

“Em
Parintins, funcionam projetos como o Sistema Agroflorestal em Várzea,
Projeto Pé-de-Pincha e Sistema de Gestão Ambiental, entre outros, que
auxiliam a comunidade e ribeirinhos com palestras, capacitação de
voluntários e desenvolvimento do ecoturismo. Além de ajudar na
subsistência das comunidades, os projetos mantêm os recursos da fauna e
flora mais abundantes. Assim preservamos o meio ambiente”.

Vicente Nunes de Matos, presidente do Boi Garantido

“Com
a arte, reconstruímos nossa história, criamos o belo e educamos nossa
comunidade. Retratamos a crença e a fé, símbolos que conduzem o homem
independente de raça, cor ou situação social. A temática indígena é o
retrato do que somos e temos, o espelho do que conduz o imaginário
amazônida. Assim mesclamos o ontem e o hoje”.

“A
melhoria da qualidade de vida se faz por meio da educação, da geração
de emprego e renda. Desenvolvemos um projeto com crianças entre 7 e 17
anos chamado “Resgate Cultura e Cidadania”, através da Fundação Boi
Caprichoso – Escola de Artes Irmão Miguel de Pascalle. Nesse sentido
trabalhamos os conceitos e práticas de preservação ambiental e
cultural”.

Carmona de Oliveira Filho – presidente do Boi Caprichos

As 14 lições do Festival de Parintins

01 – Lição de estética:
o festival de Parintins é sinônimo de arte, de engenhosidade, de
superação de limites e de boa música. É uma verdadeira ópera popular ao
ar livre que conta histórias da floresta e de seus mitos.

02 – Lição de ética: a
disputa na arena e nas ruas é um hino à tolerância. Dois bois que fazem
das cores e dos cantos uma luta de vida ou morte. É uma disputa
ferrenha, grandiosa e alucinante. São contrários, que se respeitam. Um
boi não vive sem o outro.

03 – Lição de desafio: longe
do grande mercado nacional, a 400km de Manaus, numa ilha do rio
Amazonas, os artesãos encontram material e tecnologia para surpreender
e seduzir turistas nacionais e estrangeiros.

04 – Lição de gestão: é
justamente essa força, essa visibilidade e essa união pelo belo que
levou o governo e a iniciativa privada a se dar as mãos. Os promotores
da festa – governo do Amazonas e Coca-Cola – há décadas plantaram um
programa sustentável de organização e valorização do Festival.

05 – Lição de marketing:
mais de uma década os patrocinadores levam formadores de opinião ao
bumbódromo de Parintins para assistirem à magia da festa. O Fantástico,
da TV Globo, o SBT e a Record estão sempre presentes. Sons e imagens do
festival vão para onde nunca se imaginou. Equipes de tevê do Japão, da
Europa, da África e da União Soviética já estiveram na ilha e se
apaixonaram pela criatividade e ousadia dos artistas de Parintins.

06 – Lição de educação: um
dos desafios é incorporar os saberes da cultura popular aos conteúdos
escolares, aos programas governamentais e ao esforço de usar a força
dos bois na mudança de comportamento da população e dos padrões de
produção e de desenvolvimento.

07 – Lição de persistência: o
festival nasceu pequeno, pobre e longe de tudo. Em 41 edições, virou a
maior referência de cultura popular, de atração turística e de
oportunidade de vida para muita gente.

08 – Lição de negócios para fora: os
artistas que produzem a toada e a cenografia dos Bois de Parintins
foram exportados para o Rio e São Paulo, onde assistem aos famosos
carnavalescos na montagem dos carros alegóricos que agora ganham em
movimento e expressão. Pequenos shows são levados como amostras a todos
os cantos do mundo, gerando renda para artistas parintinenses que
encantam platéias por onde passam.

09 – Lição de negócios locais: dezenas
de patrocinadores chegam à cidade para divulgar seus produtos. Cada vez
mais espaços são transformados em camarotes para acolher turistas. O
volume de pessoas que chega a Parintins em barcos regionais aumenta
sempre e até uma ponte aérea já foi criada entre Manaus e a ilha
durante a festa.

10 – Lição de interiorização da economia: o
Festival de Parintins vai moldando a vida da cidade nos outros 362 dias
do ano. Virou um destino turístico ao longo do ano. Nos dois últimos
anos, doze transatlânticos, com cerca de 2 mil pessoas cada um, fizeram
uma parada cultural em Parintins para assistir ao espetáculo extra dos
bois Caprichoso e Garantido.

11 – Lição de participação:
a coreografia das torcidas, ensaiada durante seis meses, é parte ativa
do espetáculo e acontece apenas naquele bumbódromo. É impossível
descrever tudo aquilo que se vê na arena e em especial a emoção que se
vive diante do conjunto da música, da dança e dos cenários
inacreditáveis montados no centro da arena e nas arquibancadas.

12 – Lição de respeito: o
bumbódromo é dividido em duas torcidas. Uma se esbanja, faz e acontece,
durante a apresentação de seu boi. A outra se cala e assiste.
Respeitosamente. E não arreda pé, mesmo que o seu boi já tenha se
apresentado.

13 – Lição de retorno comercial:
o investimento da Coca-Cola por 12 anos de Festival rendeu à companhia
impagáveis páginas na mídia impressa e eletrônica. E mais: uma
identidade com o povo e com o evento maior do estado do Amazonas. Na
Praia de Botafogo, no Rio, o presidente da Coca-Cola ostenta orgulhoso
na sua sala o título de Empresa Benemérita do Município de Parintins. É
uma homenagem única a uma empresa que se entregou à magia da festa, a
ponto de trocar, durante o festival, a cor do seu próprio logotipo.
Talvez o mais valioso do mundo.

14 – Lição socioambiental:
a parceria entre governo e iniciativa privada conseguiu, em Parintins,
o que poucas cidades brasileiras têm: coleta seletiva do lixo,
reciclagem de todo material coletado, formação de uma Associação de
Catadores, renda permanente para os associados e busca de dignidade e
educação para famílias carentes

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Meu amigo Orlando Villas-Bôas seu nome é paz!

Carta de saudade

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A vida ensina sempre. Ensinou a você, Orlando, Álvaro, Leonardo e Claudio, ensina a mim e ensina aos nossos filhos. Uma das coisas que aprendi é que só a saudade faz a gente parar no tempo. Sua despedida neste 12 de dezembro 2003, me fez voltar ao mesmo dezembro de 1972, quando você, que tinha acabado de chegar das margens do rio Peixoto, no Xingu, onde contactava os Krenhacãrore, pegou uma kombi em São Paulo e foi para Belo Horizonte paraninfar a turma de Comunicação da UFMG 1972. Por três dias ficou hospedado na minha “república” no 26ª andar do edifício JK, na praça Raul Soares.

À véspera da formatura, 20 de dezembro de 1972, meus 29 colegas e eu tivemos uma verdadeira Aula Magna de Brasil. Foi a mais importante aula dos meus quatro anos de universidade. A aula que direcionou meu caminhar profissional: o jornalismo de meio ambiente. Éramos 30 formandos que, na véspera da grande festa, sentamos no chão do meu apartamento, em círculo como nas tribos, para embevecidos escutar você falando de florestas, de índios, de brancos, de rios, de solidariedade e de bichos.

Sua primeira lição foi, para mim, ex-seminarista, um susto:

“Desde o Descobrimento o homem branco destrói a cultura indígena. Primeiro para salvar sua alma, depois para roubar sua terra”.

Depois vieram as perguntas para matar nossas curiosidades. Suas respostas doces, duras e definitivas vinham aquecidas pela vasta vivência de décadas na Amazônia, como último dos pioneiros da saga da expedição Roncador/Xingu. Eram ouvidas com máxima atenção:

“Foram os índios que nos deram um continente para que o tornássemos uma Nação. Temos para com os índios uma dívida que não está sendo paga”.

“Não fosse a Escola Paulista de Medicina, a Força Aérea Brasileira e a nossa teimosia, muitas tribos já teriam sido aniquiladas”.

“O Serviço de Proteção ao Índio, no Brasil, nunca teve lugar seguro: começou no Ministério da Guerra, com o Marechal Rondon. Depois foi transferido para o Ministério da Agricultura, estagiou no Ministério do Interior e estacionou no Ministério da Justiça. Como o próprio índio, esse serviço parece um estorvo”.

“O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”.

 

AMIGO ORLANDO, você junto com Leonardo, Álvaro e Cláudio, irmãos aventureiros na solidariedade, sempre devem estar relembrando histórias fantásticas. Para os índios, vocês vão se juntar ao Sol e ao trovão para virar lenda. E, para os brancos, deixam uma lição de vida e de coragem.

Das lições daquela noite de 20 de dezembro de 1972, eu guardo uma muito especial. Em vez de ensinar, o homem branco deveria ter humildade para aprender. Você falava da harmonia em uma tribo:
“O velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo”.

 

Meu amigo, obrigado pelas lições dadas há exatos 49 anos.

Obrigado por você ter me apresentado o Brasil e ensinado a ser brasileiro.

Nunca mais vou esquecer que para a criança ser a dona do mundo, nós temos que seguir seu exemplo de garra, de audácia e de aventura para defender nossas culturas, conservar nossa diversidade, preservar nossas florestas, proteger nossos rios e contactar sempre em nome da paz.

A PAZ não se pode manter pela violência e pela força, mas sim pelo respeito, pela tolerância e pela serenidade.

 

MEU AMIGO ORLANDO VILLAS-BÔAS. SEU NOME É PAZ!

 

 

 

 

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Primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia, no Pantanal de MT, será formada neste fim de semana

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Sesc Pantanal

SOS PANTANAL

SESC PANTANAL APOIA PRIMEIRA BRIGADA COMUNITÁRIA
Treinamento da SOS Pantanal, em parceria com o Polo Socioambiental Sesc Pantanal, acontece nos dias 19, 20 e 21 de junho
Começa neste final de semana, o treinamento para a formação da primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia (171 km de Cuiabá), distrito de Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.
A turma de 28 pessoas, que inclui moradores e guarda-parques da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), faz parte da iniciativa do Instituto SOS Pantanal para estabelecer 28 brigadas no bioma.
São Pedro de Joselândia faz divisa com a RPPN, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal que é parceiro da ação e responsável pelos equipamentos doados pela SOS Pantanal em benefício da comunidade. A RPPN Sesc Pantanal é a maior reserva natural privada do país, com 108 mil hectares, e também está localizada no município de barão de Melgaço.
COMBATE À INCÊNDIOS FLORESTAIS
As brigadas serão treinadas com apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), em convênio com a SOS Pantanal. Também apoiam o treinamento o Corpo de Bombeiros e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.
A capacitação consiste em duas etapas. A primeira é uma parte teórica, onde são passadas as instruções e os procedimentos para organização das equipes durante o combate. A segunda é a parte prática, onde os brigadistas aprendem no campo como funciona o combate às chamas.
BRIGADAS PANTANEIRAS
Durante os meses de junho e julho, a SOS Pantanal capacitará cerca de 200 brigadistas, em 8 municípios diferentes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As brigadas estão espalhadas nos principais pontos onde historicamente o fogo é mais intenso e recorrente.
SESC PANTANAL
Com 20 anos de experiência na prevenção e combate a incêndios no Pantanal, a Brigada Sesc Pantanal também fará parte da formação. A instituição já realizou no mês de maio a sua capacitação anual de novos brigadistas, em Poconé e Barão de Melgaço, que faz parte das ações preventivas do Polo para a temporada da seca no bioma. Realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, a formação foi destinada a 40 pessoas, entre guarda-parques, funcionários de fazendas e comunidades rurais e pantaneiras.

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Como será o trânsito do futuro?

Para pensar soluções estratégicas, o Detran-DF terá um centro de inovação tecnológica

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Impulso tecnológico por uma Brasília mais moderna – Agência Brasília

 

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) avança mais uma etapa no processo de modernização e transformação digital e começa a desenhar seu futuro no campo da tecnologia com a inauguração do Centro de Inovação Tecnológica – CITDetran.

A nova instalação do Detran, no Edifício de Governança do Parque Tecnológico de Brasília – BioTIC, irá abrigar uma parte da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Dirtec), que terá como prioridade construir uma agenda de desenvolvimento tecnológico voltada, exclusivamente, para pensar o trânsito da capital para as próximas décadas, de forma inovadora e estratégica. Lá será o centro de criação de soluções que irão transformar o dia a dia do trânsito.

“É disso que o Departamento de Trânsito necessita: olhar para o futuro, pensar como será o trânsito daqui a 10 ou 20 anos. E para isso precisamos nos antecipar”, declarou Zélio Maia, diretor-geral do Detran-DF, que quer desenvolver novas tecnologias o mais rápido possível para enfrentar o trânsito cada vez maior e mais complexo do Distrito Federal.

E para o diretor de Tecnologia do Detran, Fábio de Souza, não é apenas uma mudança institucional, mas um novo modelo de desenvolvimento para todo o Departamento. “E não há nada melhor para se fazer isso do que estar em um ambiente de inovação”, explica Fábio, fundamentando a escolha pela Biotic que será, num futuro próximo, o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do Distrito Federal e que permitirá o estímulo, criação e consolidação dos projetos do Detran, além de possibilitar que as pesquisas se transformem em negócios, assim como estímulo ao desenvolvimento de ações que dinamizem o processo de geração de novos empreendimentos em tecnologia.

 

 

 

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