Reportagens
Festival Folclórico de Parintins – 2006
14 lições do encontro da Arte com a Cidadania
| |
As 14 lições do Festival dos bois de Parintins dadas pelo Caprichoso, que cantou “Amazônia, o solo sagrado” , e pelo Garantido, com a “Terra, a grande maloca” Silvestre Gorgulho, de Brasília
Encontro da Arte com a Cidadania
“Em Parintins, funcionam projetos como o Sistema Agroflorestal em Várzea, Projeto Pé-de-Pincha e Sistema de Gestão Ambiental, entre outros, que auxiliam a comunidade e ribeirinhos com palestras, capacitação de voluntários e desenvolvimento do ecoturismo. Além de ajudar na subsistência das comunidades, os projetos mantêm os recursos da fauna e flora mais abundantes. Assim preservamos o meio ambiente”. “Com a arte, reconstruímos nossa história, criamos o belo e educamos nossa comunidade. Retratamos a crença e a fé, símbolos que conduzem o homem independente de raça, cor ou situação social. A temática indígena é o retrato do que somos e temos, o espelho do que conduz o imaginário amazônida. Assim mesclamos o ontem e o hoje”. “A melhoria da qualidade de vida se faz por meio da educação, da geração de emprego e renda. Desenvolvemos um projeto com crianças entre 7 e 17 anos chamado “Resgate Cultura e Cidadania”, através da Fundação Boi Caprichoso – Escola de Artes Irmão Miguel de Pascalle. Nesse sentido trabalhamos os conceitos e práticas de preservação ambiental e cultural”. As 14 lições do Festival de Parintins 01 – Lição de estética: o festival de Parintins é sinônimo de arte, de engenhosidade, de superação de limites e de boa música. É uma verdadeira ópera popular ao ar livre que conta histórias da floresta e de seus mitos. 02 – Lição de ética: a disputa na arena e nas ruas é um hino à tolerância. Dois bois que fazem das cores e dos cantos uma luta de vida ou morte. É uma disputa ferrenha, grandiosa e alucinante. São contrários, que se respeitam. Um boi não vive sem o outro. 03 – Lição de desafio: longe do grande mercado nacional, a 400km de Manaus, numa ilha do rio Amazonas, os artesãos encontram material e tecnologia para surpreender e seduzir turistas nacionais e estrangeiros. 04 – Lição de gestão: é justamente essa força, essa visibilidade e essa união pelo belo que levou o governo e a iniciativa privada a se dar as mãos. Os promotores da festa – governo do Amazonas e Coca-Cola – há décadas plantaram um programa sustentável de organização e valorização do Festival. 05 – Lição de marketing: há mais de uma década os patrocinadores levam formadores de opinião ao bumbódromo de Parintins para assistirem à magia da festa. O Fantástico, da TV Globo, o SBT e a Record estão sempre presentes. Sons e imagens do festival vão para onde nunca se imaginou. Equipes de tevê do Japão, da Europa, da África e da União Soviética já estiveram na ilha e se apaixonaram pela criatividade e ousadia dos artistas de Parintins. 06 – Lição de educação: um dos desafios é incorporar os saberes da cultura popular aos conteúdos escolares, aos programas governamentais e ao esforço de usar a força dos bois na mudança de comportamento da população e dos padrões de produção e de desenvolvimento. 07 – Lição de persistência: o festival nasceu pequeno, pobre e longe de tudo. Em 41 edições, virou a maior referência de cultura popular, de atração turística e de oportunidade de vida para muita gente. 08 – Lição de negócios para fora: os artistas que produzem a toada e a cenografia dos Bois de Parintins foram exportados para o Rio e São Paulo, onde assistem aos famosos carnavalescos na montagem dos carros alegóricos que agora ganham em movimento e expressão. Pequenos shows são levados como amostras a todos os cantos do mundo, gerando renda para artistas parintinenses que encantam platéias por onde passam. 09 – Lição de negócios locais: dezenas de patrocinadores chegam à cidade para divulgar seus produtos. Cada vez mais espaços são transformados em camarotes para acolher turistas. O volume de pessoas que chega a Parintins em barcos regionais aumenta sempre e até uma ponte aérea já foi criada entre Manaus e a ilha durante a festa. 10 – Lição de interiorização da economia: o Festival de Parintins vai moldando a vida da cidade nos outros 362 dias do ano. Virou um destino turístico ao longo do ano. Nos dois últimos anos, doze transatlânticos, com cerca de 2 mil pessoas cada um, fizeram uma parada cultural em Parintins para assistir ao espetáculo extra dos bois Caprichoso e Garantido. 11 – Lição de participação: a coreografia das torcidas, ensaiada durante seis meses, é parte ativa do espetáculo e acontece apenas naquele bumbódromo. É impossível descrever tudo aquilo que se vê na arena e em especial a emoção que se vive diante do conjunto da música, da dança e dos cenários inacreditáveis montados no centro da arena e nas arquibancadas. 12 – Lição de respeito: o bumbódromo é dividido em duas torcidas. Uma se esbanja, faz e acontece, durante a apresentação de seu boi. A outra se cala e assiste. Respeitosamente. E não arreda pé, mesmo que o seu boi já tenha se apresentado. 13 – Lição de retorno comercial: o investimento da Coca-Cola por 12 anos de Festival rendeu à companhia impagáveis páginas na mídia impressa e eletrônica. E mais: uma identidade com o povo e com o evento maior do estado do Amazonas. Na Praia de Botafogo, no Rio, o presidente da Coca-Cola ostenta orgulhoso na sua sala o título de Empresa Benemérita do Município de Parintins. É uma homenagem única a uma empresa que se entregou à magia da festa, a ponto de trocar, durante o festival, a cor do seu próprio logotipo. Talvez o mais valioso do mundo. 14 – Lição socioambiental: a parceria entre governo e iniciativa privada conseguiu, em Parintins, o que poucas cidades brasileiras têm: coleta seletiva do lixo, reciclagem de todo material coletado, formação de uma Associação de Catadores, renda permanente para os associados e busca de dignidade e educação para famílias carentes |
Reportagens
Fim da escala 6×1 passa pela 3ª sessão de discussão no Plenário
Paulo Paim (de costas e no telão) defendeu a proposta e disse que ela deve ter primeira votação na semana que vem
Ton Molina/Agência Senado
A proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais e acaba com a escala 6×1 (seis dias trabalhados e um de descanso) passou pela terceira sessão de discussão no Plenário nesta quinta-feira (8). A PEC 221/2019 ainda precisará de duas sessões de discussão para completar o total de cinco sessões antes da votação em primeiro turno.
O senador Paulo Paim (PT-RS) defendeu a proposta e disse que ela será votada na próxima semana.
— A votação será na semana que vem. O Brasil todo está nessa expectativa. Três sessões terminam hoje, mais duas na terça e na quarta, e na própria quarta à noite ou na quinta-feira nós votaremos essa proposta, que será uma grande conquista para o povo trabalhador — disse Paim em Plenário.
Caso a PEC seja aprovada em primeiro turno, seguirá para o segundo turno, com outras três sessões de discussão em Plenário antes da votação final. Uma PEC precisa ter ao menos três quintos dos votos favoráveis nas duas votações, o que representa o apoio de pelo menos 49 senadores.
A proposição, apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. O relator foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).
‘Hora da mudança’
Único senador inscrito para discutir a proposta nesta quinta-feira, Paim lembrou que na Câmara dos Deputados a PEC foi aprovada com apenas 19 votos contrários (e 461 favoráveis). Na sua visão, o Senado deveria aprovar o texto por unanimidade, assim não haveria perdedores e vencedores. Para ele, nenhum parlamentar deveria querer ter no currículo um voto contra a redução da jornada:
— A sociedade que construirmos hoje é a sociedade em que nós mesmos vamos viver e envelhecer. Não podemos aceitar que alguém passe a vida inteira trabalhando seis dias e descansando um dia. Não aceitamos! É chegada a hora da mudança. Não podemos aceitar jornadas que afastem pais, mães, filhos, netos e bisnetos. Não podemos aceitar que o trabalhador chegue à aposentadoria doente, cansado, sem forças para aproveitar a vida.
Na quarta-feira (7), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que uma votação mais rápida da PEC depende dos senadores, que podem apresentar requerimentos para dispensar prazos e sessões de discussão. Se algum requerimento for apresentado, será colocado em votação, afirmou Davi.


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Reportagens
MEC irá pedir investigação de ameaças a universidades em redes sociais
Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos será acionada
Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) irá acionar a Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal após ameaças denunciadas por universidades federais. Em entrevista à Agência Brasil, o ministro da Educação, Leonardo Barchini, disse que a pasta tem “uma preocupação grande de que essa violência escale”.

O ministro conversou com a Agência Brasil após visitar a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que sofreu um incêndio de grandes proporções, com prejuízo estimado em R$ 100 milhões.
A PF foi acionada para investigar as causas do incêndio. No entanto, como há também denúncias de ameaças feitas nas redes sociais, o ministro pedirá uma investigação específica.
“Nós acionamos a Polícia Federal, que já instaurou inquérito sobre o incêndio em Pernambuco. Mas, após as ameaças verificadas nas redes sociais, nós vamos acionar agora a Diretoria de Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, que atua em conjunto com o Ministério da Educação para vários eventos de ameaças na rede escolar e também ameaça de universidades”, ressaltou.
Além das ameaças na UFPE, nesta quinta-feira (8), a Universidade Federal Fluminense (UFF) também informou em nota que recebeu denúncias de ameaças à instituição.
A universidade informou que se trata de conteúdos compartilhados em aplicativos de mensagens e redes sociais. As mensagens falam, por exemplo, em incendiar a universidade e agredir estudantes em atos políticos. A PF também foi acionada para este caso.
“Toda vez que a gente tem uma situação de risco, a gente aciona a Diretoria de Crimes Cibernéticos da PF e, dessa vez também, tendo em vista o que a gente encontrou no monitoramento das redes sociais e naquilo que a gente tem recebido de estudantes, reitores e professores”, disse, Barchini.
“A universidade é um ambiente plural, um ambiente de manifestação política também”, acrescentou.
Reportagens
Projeto Marias da Penha estreia ciclo de contação de histórias e música contra a violência de gênero na CLDF
Ação com estudantes do CEF 03 de Sobradinho abre série de 10 apresentações culturais e educativas promovidas em instituições do DF
Foto: Divulgação
A programação terá contação de histórias com o Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas
Unindo arte, debate e cidadania, o Projeto Marias da Penha: Cultura e Conscientização contra a Violência de Gênero dá início nesta quinta-feira (8) a uma nova etapa de suas atividades, apostando na contação de histórias e em intervenções artísticas como ferramentas de transformação social. A abertura acontece, a partir das 14h, na Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa, localizada no Térreo Superior (TS) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), com a participação de turmas do Centro de Ensino Fundamental 03 (CEF 03) de Sobradinho.
A atividade de hoje é a primeira de uma série de 10 apresentações que irão circular pela CLDF e por diversas outras instituições do Distrito Federal. A proposta leva reflexões sobre a prevenção da violência doméstica e familiar de maneira acessível e sensível aos jovens, dialogando diretamente com a realidade da comunidade escolar.
A programação traz a contação de histórias do Grupo Paepalanthus, que traduz temas urgentes em narrativas lúdicas e poéticas, além da discotecagem temática comandada pelo DJ Zapatta, trazendo repertório focado na valorização, força e no empoderamento feminino.
Durante o encontro na CLDF, os estudantes visitam a Exposição Marias, conhecem o histórico do projeto e recebem a cartilha educativa “Não é Mimimi, é Violência” — material didático desenvolvido para auxiliar na identificação de condutas abusivas e na divulgação dos canais de apoio e denúncia.
Com entrada franca, a iniciativa é uma realização conjunta da Artise e do Projeto Marias da Penha, contando com o fomento do Ministério da Cultura e o apoio institucional da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e do Conselho Curador de Cultura.
Serviço
Abertura do ciclo de contações – Projeto Marias da Penha.
Data: Hoje, 8 de outubro de 2026.
Horário: 14h
Local: Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) – Sala de Reunião das Comissões Pedro de Sousa (Térreo Superior – TS).
Atrações: Contação de histórias com o Grupo Paepalanthus e discotecagem com DJ Zapatta
Entrada: Gratuita.
Agência CLDF
-
Reportagens1 mês agoConfira orientações para acompanhar o Desfile de 7 de setembro
-
Reportagens4 meses agoCandangão Junino 2026 chega a Santa Maria nesta sexta-feira (26)
-
Artigos4 meses agoARNE SUCKSDORFF
-
Reportagens4 meses agoLula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e veto à carne pela UE
-
Reportagens4 meses agoDada a largada: Brasília inicia contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027™️
-
Artigos2 meses agoEMILIANO PEREIRA BOTELHO
-
Reportagens2 meses agoRetrospectiva: Câmara aprovou no 1º semestre acordo Mercosul-UE, fim da escala 6×1 e reajuste para professores
-
Artigos4 meses agoGRUTA DO MAQUINÉ
