Reportagens
Esporte e meio ambiente
A Copa do Mundo do Gol Verde
![]() |
Silvestre Gorgulho,
de Brasília
do prazer e da paz chama-se esporte. O grande
formador do caráter, da disciplina,
da cooperação e da coragem chama-se
esporte. A grande força da educação
chama-se prática esportiva, pois desenvolve
o corpo, a mente e alimenta o espírito
de solidariedade, de respeito e de valores
éticos. O esporte favorece a consciência
do bem para o indivíduo e para o grupo.
A competição sadia e o esforço
para ultrapassar limites molduram corpo e
espírito.
Nesse partilhar emoções,
o esporte favorece as relações
entre os povos e é um do mais fortes
instrumentos para fortalecer o civismo. Em
suma, o esporte significa a inclusão
social, promoção da qualidade
de vida e do meio ambiente. Por isso, a prática
esportiva tem forte relação
com o desenvolvimento sustentável.
Não só na condução
dos eventos e na organização
dos jogos, mas também na gestão
dos recursos materiais. Se muitos esportes
precisam de água pura para suas promoções,
todos não podem prescindir de ar puro
e de ambiente saudável para o bom desempenho
dos atletas e a feliz participação
dos torcedores. E mais: a prática esportiva
não pode nunca ser motivo de violência
ou fonte de poluição.
E há outro dado fundamental. O esporte
é uma alavanca econômica fortíssima.
Além do segmento turismo, o esporte
envolve muitos recursos na produção
de equipamentos esportivos, no marketing de
vendas, na construção de quadras
e de estádios e nos direitos de imagem
e de transmissão.
Por fazer ídolos – por
sua exposição permanente em
todas modalidades de mídia – e por
ter poderosos patrocinadores, o esporte não
é só uma atividade econômico-financeira
de primeira grandeza, é também
um gerador de conceitos e um fermento de civilidade
e de conscientização ecológica.
Tanto a nível de atletas e torcedores,
em particular, como da população,
em geral. Pelo esporte todas as comunidades
e nações podem construir uma
sociedade mais justa, mais saudável,
mais alegre e mais equilibrada.
Não existe nenhuma outra
atividade no mundo que tenha mais implicação
na economia, no social, na política,
na promoção de bens de consumo
e até na segurança do que o
esporte. Para se ter uma idéia desta
força, é no esporte que as indústrias
do mal (cigarro e bebidas alcoólicas)
vão buscar parcerias para “encantar”
seus produtos. É no esporte dos mais
variados que estas indústrias gostam
de plantar, pelo marketing, a força
do belo, do forte, do alegre e do prazer.
Em tempo da Copa do Mundo, quando
bilhões de pessoas se postam para torcer
fanaticamente pela seleção de
seu país ou para ver o mais importante
torneio de futebol do planeta, vale a pena
estudar a relação e a força
do esporte com a gestão sustentável.
A Alemanha montou para a 18a Copa do Mundo
um evento de grandes proporções,
mas que gere pouca poluição
e que seja ecologicamente correto na produção,
na organização e no consumo.
Esse é um programa que nasceu ainda
na década de 90 e se chama Gol Verde!
Nomeou até um embaixador especial,
em parceria com a Fifa, para o gerenciamento
sustentável da Copa: o ambientalista
Klaus Toepfer.
O que é o Gol
Verde
A Copa da Alemanha implantou o programa Gol
Verde [Green Goal] que vai marcar posição
em quatro áreas: água, lixo,
energia e mobilidade. Jogada de craque. O
Gol Verde fará do evento, a Copa do
Meio Ambiente. São 32 seleções,
com cores variadas nos uniformes e bandeiras,
mas todas ostentando uma mesma cor nos seus
objetivos: o verde de desenvolvimento sustentável.
“Essa é uma Copa do Mundo que
quer ter não apenas um, mas vários
campeões ambientais”, explica
o Diretor da Divisão de Comunicação
e Informação Pública
do Pnuma, Eric Falt. “Pela primeira
vez os cuidados com o meio ambiente terão
prioridade máxima nessa competição,
com objetivos claros e mensuráveis,
e esperamos que a iniciativa deixe um legado”.
Todo o time do Gol Verde, capitaneado por
Klaus Toepfer, quer neutralizar todas as 100
mil toneladas de dióxido de carbono
geradas pelo sistema de transportes, construção
e manutenção dos estádios
da Alemanha. E, também, pela presença
dos mais de 3,2 milhões de espectadores.
Ingresso: estádio
e transporte
Eric Falt explica que como parte de um plano
sólido de preservação
ambiental, quem comprar os ingressos para
qualquer uma das partidas nos 12 estádios
da Copa poderá usá-los para
ter acesso gratuito ao local do jogo por meio
dos transportes públicos durante 24h,
de acordo com o plano de ingresso Kombi. O
acordo de ingressos Kombi irá custar
cerca de 2 milhões de Euros ao Comitê
de organização da Copa, mas
deverá evitar a emissão de vários
gases causadores do efeito estufa ao reduzir
o uso de veículos particulares.
Energia elétrica
Outras táticas, como a de economizar
energia elétrica, estão centradas
nas atividades dos estádios. Por exemplo,
sistemas de gerenciamento de energia de última
geração foram instalados no
estádio de Munique e devem promover
uma redução de 20% no consumo
de energia todos os dias, sejam eles dias
de jogo ou não.
Reuso de água
Além disso, o gramado do Olympiastadion
entre outros estádios será irrigado
por um sistema especial que capta a água
da chuva, e mictórios sem água
nos banheiros masculinos serão utilizados
em diversos locais selecionados.
Reutilizar
Com a questão de evitar o desperdício
como prioridade, os organizadores apresentaram
o “Copo da Copa” reutilizável.
Os espectadores farão um depósito
caução de um Euro pelo copo
que utilizarem e poderão adquirir um
só copo em cada evento.
Hoje também foi anunciado que 300 voluntários,
treinados para educar os espectadores sobre
os objetivos do Gol Verde, estarão
em cada um dos 12 estádios.
Conscientização
Uma brochura sobre o Gol Verde, com os logotipos
das organizações que apóiam
a iniciativa, que inclui o Pnuma, o Ministério
do Meio Ambiente, DBU, FIFA, Deutsche Telekom,
Plastics Europe, Coca Cola, Deutsche Bahn,
EnBW and Total, já está disponível
em estações de trem e metrô
nas 12 cidades que abrigarão o torneio.
A brochura, elemento chave para a conscientização
do público, foi enviada nessa semana
para 25.000 jornalistas em todo o mundo.
“Impactos ambientais, inclusive aqueles
que causam aumento das taxas de mudanças
climáticas, estão sendo cada
vez mais levados em consideração
em eventos esportivos. O movimento olímpico,
do qual o Pnuma é parceiro atuante,
já é um desses caminhos”,
disse o porta-voz do Pnuma.
“O Comitê Organizador da Copa do
Mundo tem sido veemente na busca das mesmas
considerações para o futebol.
Nós fomos encorajados tanto por seus
planos quanto por seu entusiasmo e esperamos
ansiosamente trabalhar com o comitê
e com a Fifa, bem como esperamos atingir resultados
sólidos, confiáveis e aparentes
em áreas como eficiência energética,
cuidado com o desperdício e economia
de água”, salientou Eric Falt.
|
Pnuma
![]() Klaus Toepfer, o embaixador-artilheiro do Gol Verde da Copa |
Silvestre Gorgulho
Um craque ambiental entrou em campo para
gerenciar o programa do Gol Verde. É
Klaus Toepfer, ex-ministro da Alemanha, ex-
diretor executivo do Pnuma e hoje o Embaixador
do Gol Verde na Copa do Mundo. Com exclusividade,Toepfer
falou à Folha do Meio.
Folha do Meio – Como
começou esta história de se
fazer a Copa do Mundo Verde?
Klaus Toepfer – A idéia nasceu
no inicio da década de 90, quando a
Federação Alemã de Futebol
começou a pensar em sediar a Copa do
Mundo de 2006. Questões ambientais
ainda não faziam parte da lista de
deveres da FIFA relacionada aos estádios.
No entanto, o Comitê Organizador Local
sentiu a necessidade de incluir estas questões
em todos os planos desde o começo.
FMA – Como o senhor
está encarando este desafio de ser
o Embaixador Verde da Copa do Mundo?
Klaus Toepfer – À medida que
a Copa do Mundo se aproxima, o interesse nos
objetivos e atividades do Green Goal começa
a decolar. Temos uma grande entrevista coletiva
(26 de maio) marcada em Berlim com a lenda
do futebol alemão Franz Beckenbauer.
Estou certo que isso vai impulsionar o programa
Gol Verde e elevar o papel do Embaixador.
É bom lembrar que um dos desafios é
trazer algum realismo para as expectativas
públicas do Gol Verde. Quando se estabele
um projeto desse tipo, sempre haverá
aqueles que dizem “Não é
o suficiente, por que você não
vai mais além?!” E isso é
bom, nós precisamos ser pressionados
pela opinião pública e pelas
ONGs. Sabemos que estamos inovando. Essa é
a primeira Copa em que o meio ambiente faz
parte da agenda. Acho que podemos aprender
com a Copa da Alemanha para que futuras Copas
do Mundo se tornem mais verdes.
FMA – O senhor jogou
futebol?
Klaus Toepfer – Como qualquer garoto
que cresce em ambientes não privilegiados,
jogar bola com os amigos foi um dos poucos
esportes acessíveis e disponíveis.
Joguei até meus 26 anos, quando perdi
contato com meu clube amador, localizado perto
de Hanover. Quando criança, joguei
de ala, pela direita. E era bastante ágil.
Com o tempo, passei a jogar no meio de campo
pela direita. Finalmente acabei jogando na
lateral direita, onde espero ter sido uma
boa barreira.
FMA – Quais seriam os
principais impactos ambientais em relação
ao esporte, em geral, e ao futebol, em particular?
Klaus Toepfer – Alguns dos principais
impactos ambientais vêm na fase de projeto
e nas construções.
É vital levar em consideração
nessa fase a acústica ambiental como
energia solar ativa e passiva, reaproveitamento
da água, boas linhas de transporte
público etc. Se apenas no final das
obras for levado em conta tudo isso, os custos
vão ser muito mais elevados. Também
é importante que novas estruturas sejam
erguidas em locais apropriados, com vistas
ao uso sustentável pós-evento.
A operação de grandes estruturas
também pode consumir enorme quantidade
de eletricidade e isso contribui para a emissão
de gases de efeito estufa. Também vale
citar a grande quantidade de lixo gerada tanto
na construção como durante os
eventos.
Os grandes torneios de futebol, em termos
ambientais, têm os mesmos desafios das
Olimpíadas.
FMA – Como o Pnuma,
o governo alemão, a Fifa e os organizadores
da Copa vão agir para conseguir incorporar
as questões ambientais na preparação
e execução de cada jogo?
Klaus Toepfer – Com a aproximação
da Copa, o Comitê Organizador está
contente em dizer que o clima de equilíbrio
ambiental para todo o torneio foi alcançado
pela primeira vez na história das Copas
do Mundo da FIFA. É essencial que se
alcance todos objetivos que foram estabelecidos:
redução de 20% de energia nos
estádios, 20% de uso de água
e 20% de lixo.
O Comitê Organizador vai trabalhar de
perto e em conjunto com os estádios,
com o governo alemão, com a FIFA, com
as várias industrias e parceiros de
negócios, e com a UNEP para alcançar
esses objetivos e para comunicar todos os
esforços ao público.
Quanto às seleções, como
da Alemanha e do Brasil, houve um acordo para
que os jogadores e comissão técnica
usem o trem para as viagens, sempre que for
possível.
FMA – E em relação
aos torcedores nos estádios?
Klaus Toepfer – Folhetos do Gol Verde
estão sendo distribuídos aos
torcedores nas estações de trens
para que eles conheçam nossas metas.
Há também o incentivo ao uso
dos transportes públicos. Temos um
ingresso chamado Kombi. Como parte dos planos
de transportes ambientalmente corretos, torcedores
que adquirirem esses tickets para qualquer
um dos jogos, terão acesso livre ao
transporte público por 24 horas.
O compromisso do “ticket Kombi”,
isoladamente, vai custar ao Comitê de
Organização cerca de 2 milhões
de Euros. Mas vai diminuir as grandes quantidade
de gases de efeito estufa, por reduzir o uso
de carros particulares. Nós esperamos
que um em cada dois torcedores usem o transporte
público.
Quanto ao lixo, os organizadores introduziram
o re-utilizável “Copo da Copa”.
Os torcedores vão pagar 1 Euro pelo
copo, que vai ser o único vendido e
usado para as bebidas nos campos.
Haverá também 300 voluntários,
treinados para educar os torcedores em relação
aos objetivos do programa Gol Verde. Eles
vão estar distribuídos em cada
um dos 12 estádios.
Um filmete vai ser apresentado antes de cada
partida. Esse filme tem como alvo não
só torcedores, mas também os
jogadores durante seus exercícios de
aquecimento. O filme a ser apresentado pela
primeira vez, em Berlim, na semana que vem,
tem o slogan “Campeões Mundiais
pelo Meio Ambiente – Estamos Trabalhando
Nisso”.
FMA – E haverá
um programa específico para trabalhar
a mídia, os jornalistas e até
os patrocinadores da Copa?
Klaus Toepfer – Essa semana 25 mil
folhetos do Gol Verde vão ser entregues
aos jornalistas do mundo inteiro. Apesar da
grande conferência de imprensa acontecer
na semana que vem, o programa vem distribuindo
e atualizando as notícias regularmente.
FMA – Como é
ser a primeira Copa “climaticamente neutra”?
Klaus Toepfer – O esquema do Clima
Neutro vai compensar todas as 100 mil toneladas
de dióxido de carbono geradas, na Alemanha,
a partir de transportes, construção
e manutenção dos estádios,
além de 3.2 milhões de torcedores
esperados. Parte dessas emissões será
compensada por projetos de carbono como a
plantação de árvores
e produção de energia limpa
em países em desenvolvimento.
FMA – Que mensagem o
senhor acha que vai ficar para os bilhões
de torcedores que verão a Copa?
Klaus Toepfer – Espero que os torcedores
desta Copa lembrem-se do evento como um fantástico
espetáculo responsavelmente organizado
e também, que se levou muito em conta
as questões ambientais. Que as futuras
Copas demandem medidas ambientais mais fortes
ainda.
FMA – Agora, só
para nós aqui: quais seleções
vão fazer o final da Copa?
Klaus Toepfer – Que pergunta! Meu
coração espera que a Alemanha
chegue lá. Mas, não será
surpresa se o outro for esse mágico
time do Brasil.
summary
Klaus Toepfer –
INTERVIEW
Klaus Toepfer is the former Executive
Director of the United Nations Environment
Programme (UNEP) and Green Goal Ambassador
for the FIFA World Football (Soccer) Cup
The Idea
The idea was born in the early 90’s when the
German Football Federation first thought about
bidding for the 2006 FIFA World Cup. Environmental
questions were not a part of the FIFA booklet
of duties that is binding for the stadiums,
but the Local Organizing Committee felt a
need to include this issue in the overall
plans from the very start.
The challenges
As the 2006 FIFA World Cup gets ever closer
to kick off, the interest in the aims and
activities of the Green Goal are really beginning
to take off. We have a big press conference
scheduled in Berlin (26 May) with German football
legend Franz Beckenbauer.
I am sure that this will propel Green Goal
and the role of the Ambassador to increasing
heights. Let me add that one of the challenges
is to bring some realism to the public expectations
of the Green Goal. When you establish such
a project there will always be those who say
“It is not enough, why do you not go
further?” And that is good, we need to
be pressed by the public and by NGOs. But,
you know, we are really breaking new ground
here. This is the first World Cup where environment
is being put firmly on the agenda.
I think we can learn from the event in Germany
so that future World Cups become ever greener.
I played football (soccer Like
any small boy growing up in a less than privileged
background, kicking a ball around with friends
was one of the few sports available and affordable.
I played regularly until about aged 26 when
I lost touch with my amateur club based in
a small village not too far from Hanover.
As a child, I played on the right wing and
I was pretty fast. As the years progressed
I switched first to right midfield and then
finely right defense where I hope I was pretty
tough and impregnable!
Environmental impacts
Some of the main environmental impacts come
in the design and construction phase. It is
vital that environmentally sound design, like
passive and active solar, water recycling,
good public transport links and so on, is
factored in at the outset. Otherwise it can
become much more expensive if added in at
the end. It is also important that new structures
are sensitively sited and that there is an
eye on their sustainable use post the event
they were built and designed for.
The operation of massive structures and buildings
can also consume huge amounts of electricity
and this adds to greenhouse gas emissions.
There are also the large quantities of waste
generated both in the construction phase and
when large numbers of crowds are gathering
to watch events or a match.
I think big football tournaments are really
no different in terms of environmental challenges
than say the Olympics.
Partners
As we’re approaching the tournament, the Local
Organizing Committee is happy to say that
climate neutrality for the overall tournament
has been achieved – a first in FIFA World
Cup history. Now it’s vitally important to
reach the goals that were set for the stadiums
– 20% less energy in the stadiums, 20% less
water use, 20 % less trash The Local Organizing
Committee will work in close cooperation with
the stadiums, the German government, FIFA,
the various industry and business partners
and UNEP to reach these goals and to communicate
all efforts to the public.
In terms of the teams, some like Germany and
Brazil, have committed themselves to using
the train as much as possible for traveling
to venues.
Cup of the Cup
Our Green Goal brochure is being made available
to fans at train stations so they know our
aims. Other measures include encouraging fans
to travel by public transport. We have a thing
called a Kombi ticket. As part of an environmentally
sound transport plan, fans purchasing tickets
for the matches in the 12 World Cup venues
will be able to use them for free access to
local public transportation during 24h, as
part of the Kombi ticket scheme.
The Kombi ticket commitment alone will cost
the World Cup 2006 Organizing Committee some
two million Euros, but should save large amounts
of greenhouse gases by reducing private car
use.
Indeed we hope every second fan will arrive
and depart from matches on public transport.
With the issue of waste avoidance foremost
on their minds, the organizers have also introduced
the reusable “Cup of the Cup”. Fans
will pay a deposit of one Euro for the cup
which will be the only one sold and used for
drinks at the grounds. There will also be
300 volunteers, trained to educate fans about
the aims and objectives of Green Goal, located
inside each of the 12 stadia.
Journalists
This week 25,000 of the Green Goal brochures
are being delivered to journalists world-wide
and, apart from next week’s big press conference,
Green Goal has been issuing regular press
releases and updates.
Climate Neutral
The Climate Neutral scheme will offset all
100,000 tonnes of carbon dioxide generated
within Germany by transportation, construction
and maintenance of the stadia, and the presence
of 3.2 million expected spectators.
Part of these emissions will be offset by
carbon friendly projects like tree planting
and clean energy schemes, in developing countries.
Future Word Cups
I hope the fans watching the 2006 FIFA World
Cup will remember the event as a fantastic
spectacle that was well and responsibly organized
and that part of that responsibility extended
to the environment in meaningful and verifiable
ways. And that fans at future World Cups will
demand ever stronger environmental measures.
Final Match
What a question!! My heart hopes for Germany
to be there and my head tells me that, not
surprisingly, the other team will be the wizards
from Brazil!!
Reportagens
Let’s Wine Brasília reúne mais de 80 rótulos em festival de vinhos com taça exclusiva inclusa
Evento acontece no dia 25 de julho, no The Club Beach Tennis, na Asa Sul, e combina degustações, gastronomia e música em um dos espaços mais procurados da capital.
O festival Let’s Wine Brasília está de volta com uma proposta que une vinho, gastronomia e um ambiente descontraído para quem deseja aproveitar o inverno brasiliense. A próxima edição será realizada no dia 25 de julho, das 18h às 23h, no The Club Beach Tennis, na SGAS 608 Sul, reunindo mais de 80 rótulos nacionais e importados, além de opções gastronômicas assinadas pelo restaurante Vila 5.
Promovido pelo selo Festivais Boa Mesa, o evento aposta em uma experiência leve e acessível, aproximando o universo do vinho de diferentes públicos. A ideia é transformar o tradicional happy hour em uma noite de degustação ao ar livre, em um espaço conhecido pela prática de beach tennis e pelos encontros entre amigos.
Mais de 80 rótulos para degustação
Os visitantes poderão escolher entre uma ampla seleção de vinhos cuidadosamente selecionados, incluindo rótulos brasileiros e importados de diversas regiões produtoras.
Os vinhos estarão disponíveis em taças, com preços a partir de R$ 18, permitindo que o público experimente diferentes estilos durante a noite. Também haverá venda de garrafas com condições promocionais exclusivas para o evento.
A programação foi pensada tanto para apreciadores experientes quanto para quem deseja conhecer novos sabores em um ambiente descontraído.
Gastronomia assinada pelo Vila 5
Para acompanhar os vinhos, a área gastronômica contará com um cardápio desenvolvido pelo restaurante Vila 5, que preparou opções de finger foods, tábuas de frios e petiscos ideais para harmonização.
O menu foi elaborado para valorizar diferentes estilos de vinho, desde espumantes e brancos refrescantes até tintos mais encorpados, típicos da estação.
O clima do inverno favorece a experiência
Julho é um dos meses mais agradáveis para eventos ao ar livre em Brasília. As temperaturas mais amenas durante a noite criam o cenário ideal para degustar vinhos, especialmente tintos e espumantes.
Enquanto o pôr do sol convida ao consumo de brancos e rosés, a queda da temperatura ao longo da noite favorece rótulos mais intensos, tornando a experiência ainda mais agradável.
Espaço une esporte, lazer e convivência
O The Club Beach Tennis, localizado na Asa Sul, tornou-se um dos principais pontos de encontro da capital para quem busca lazer, esporte e eventos gastronômicos. Sua estrutura ao ar livre oferece um ambiente confortável e descontraído, perfeito para encontros entre casais, grupos de amigos e apreciadores da cultura do vinho.
Ingressos incluem taça exclusiva
Os ingressos para o festival estão no primeiro lote, com valor de R$ 35, e dão direito a uma taça personalizada e exclusiva do Let’s Wine.
As vagas são limitadas e a organização informa que não haverá venda de ingressos na entrada. As compras devem ser realizadas antecipadamente pela plataforma Sympla.
Serviço
Let’s Wine Brasília – Edição The Club Beach Tennis
- Data: 25 de julho de 2026 (sábado)
- Horário: das 18h às 23h
- Local: The Club Beach Tennis
- Endereço: SGAS 608 Sul, ao lado do Colégio Marista João Paulo II (Maristinha), atrás da ACM, Brasília (DF)
- Ingresso: R$ 35 (1º lote)
- Incluso: uma taça personalizada e exclusiva do evento
- Vendas: antecipadas pela plataforma Sympla
- Classificação: evento exclusivo para maiores de 18 anos.
Reportagens
Controle sobre as próprias informações é a base da soberania contemporânea, afirma presidente do IBGE
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
“Na sociedade contemporânea, os dados constituem a verdadeira soberania nacional, mas somente se as informações forem utilizadas para construir inteligência pública. E essa é a vocação histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse o presidente do órgão, Marcio Pochmann, nesta sexta-feira (3), durante sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem aos 90 anos da instituição.
Pochmann ressaltou ainda que, durante dois séculos, a riqueza das nações foi medida pela capacidade de controlar fronteiras, defender territórios, preservar recursos naturais ou transformar matéria-prima em bens industriais. Hoje, no entanto, esse cenário mudou, principalmente com o surgimento de tecnologias como a inteligência artificial.
“No século 21, soberania significa também produzir conhecimento sobre a própria sociedade. Significa dominar tecnologias estratégicas, desenvolver inteligência artificial comprometida com o interesse público, assegurar que os dados produzidos por milhões de brasileiros fortaleçam o desenvolvimento nacional e a democracia”, enumerou.
Estatísticas confiáveis
Uma das autoras do pedido de realização da homenagem ao IBGE, a deputada Luizianne Lins (Rede-CE), ressaltou que não existe democracia sem estatísticas confiáveis.
A parlamentar lembrou que são os dados produzidos pelo instituto sobre a população brasileira e suas condições de vida que orientam a formulação de políticas públicas e determinam, por exemplo, as transferências de recursos da União para estados e municípios.
Importância
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão, também destacou a importância do instituto na formulação de estratégias para mudar essa realidade.
“O IBGE nos mostra um Brasil profundo, um Brasil que foi em grande medida invisibilizado, e desnuda as suas próprias desigualdades”, disse Erika. “O IBGE ajuda a explicitar esse Brasil real para que, a partir daí, nós possamos construir os mecanismos necessários para superar as nossas desigualdades e os nossos desafios. Portanto, o IBGE é absolutamente fundamental para a construção da democracia”, acrescentou.
Números do IBGE
Atualmente, de acordo com Luiziane Lins, a instituição tem 11 mil servidores em 27 superintendências estaduais e mais de 560 agências municipais. A deputada acrescenta que, somente em 2026, o IBGE deve produzir e divulgar 269 pesquisas sobre o Brasil e os brasileiros.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Partido político é passível de controle por lavagem de dinheiro, aprova CSP
Projeto teve voto favorável da relatora, Ivete da Silveira (no telão)
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Partidos políticos poderão ter que se submeter às normas de controle de lavagem de dinheiro dispostas na legislação. A medida está prevista em projeto de lei aprovado nesta terça-feira (7) na Comissão de Segurança Pública (CSP) e busca reforçar a fiscalização sobre doações, contribuições e demais receitas partidárias.
O PL 4.636/2020 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro para submeter partidos e suas respectivas fundações às obrigações legais de prevenção e controle desse tipo de crime. Com a mudança, as legendas passam a integrar a lista de pessoas e entidades obrigadas a adotar mecanismos de controle de operações financeiras e de identificação de movimentações suspeitas.
A proposta, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e de outros senadores, recebeu parecer favorável da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Como foi aprovada em decisão final na CAE, seguirá para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação em Plenário.
Alessandro Vieira afirma que o projeto visa responsabilizar os partidos quando for comprovado benefício decorrente da lavagem de dinheiro. De acordo com o autor, os debates sobre “lavagem de dinheiro eleitoral” se intensificaram após a Operação Lava Jato, que, segundo ele, revelou “relações obscuras entre empresas e políticos”.
A relatora argumenta que partidos políticos ocupam papel central na ligação entre sociedade e Estado; por isso, a sujeição das agremiações a controles mais rigorosos pode reforçar a integridade do ambiente eleitoral e reduzir espaços para a entrada de recursos ilícitos na atividade política.
— A medida proposta tende a fortalecer a confiança da sociedade nas instituições representativas, ao sinalizar que estruturas partidárias se submetem a padrões mais elevados de conformidade e de responsabilidade na gestão de recursos — afirma Ivete.
Unidos Contra a Corrupção
Na justificativa do projeto, Alessandro Vieira afirma que a proposta foi inspirada na iniciativa Unidos Contra a Corrupção, movimento que reúne representantes de diferentes setores da sociedade em defesa da adoção de práticas de transparência e integridade no combate à corrupção.
Entre os objetivos da mobilização, está estimular a adesão de agentes políticos às Novas Medidas contra a Corrupção, conjunto de 70 propostas legislativas voltadas ao fortalecimento dos mecanismos de prevenção e controle da corrupção. Segundo o senador, o PL 4.636/2020 foi elaborado com base em uma das propostas do pacote.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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