Reportagens

Esporte e meio ambiente

A Copa do Mundo do Gol Verde

Silvestre Gorgulho,
de Brasília

A grande indústria da saúde,
do prazer e da paz chama-se esporte. O grande
formador do caráter, da disciplina,
da cooperação e da coragem chama-se
esporte. A grande força da educação
chama-se prática esportiva, pois desenvolve
o corpo, a mente e alimenta o espírito
de solidariedade, de respeito e de valores
éticos. O esporte favorece a consciência
do bem para o indivíduo e para o grupo.
A competição sadia e o esforço
para ultrapassar limites molduram corpo e
espírito.

Nesse partilhar emoções,
o esporte favorece as relações
entre os povos e é um do mais fortes
instrumentos para fortalecer o civismo. Em
suma, o esporte significa a inclusão
social, promoção da qualidade
de vida e do meio ambiente. Por isso, a prática
esportiva tem forte relação
com o desenvolvimento sustentável.
Não só na condução
dos eventos e na organização
dos jogos, mas também na gestão
dos recursos materiais. Se muitos esportes
precisam de água pura para suas promoções,
todos não podem prescindir de ar puro
e de ambiente saudável para o bom desempenho
dos atletas e a feliz participação
dos torcedores. E mais: a prática esportiva
não pode nunca ser motivo de violência
ou fonte de poluição.
E há outro dado fundamental. O esporte
é uma alavanca econômica fortíssima.
Além do segmento turismo, o esporte
envolve muitos recursos na produção
de equipamentos esportivos, no marketing de
vendas, na construção de quadras
e de estádios e nos direitos de imagem
e de transmissão.

Por fazer ídolos – por
sua exposição permanente em
todas modalidades de mídia – e por
ter poderosos patrocinadores, o esporte não
é só uma atividade econômico-financeira
de primeira grandeza, é também
um gerador de conceitos e um fermento de civilidade
e de conscientização ecológica.
Tanto a nível de atletas e torcedores,
em particular, como da população,
em geral. Pelo esporte todas as comunidades
e nações podem construir uma
sociedade mais justa, mais saudável,
mais alegre e mais equilibrada.

Não existe nenhuma outra
atividade no mundo que tenha mais implicação
na economia, no social, na política,
na promoção de bens de consumo
e até na segurança do que o
esporte. Para se ter uma idéia desta
força, é no esporte que as indústrias
do mal (cigarro e bebidas alcoólicas)
vão buscar parcerias para “encantar”
seus produtos. É no esporte dos mais
variados que estas indústrias gostam
de plantar, pelo marketing, a força
do belo, do forte, do alegre e do prazer.

Em tempo da Copa do Mundo, quando
bilhões de pessoas se postam para torcer
fanaticamente pela seleção de
seu país ou para ver o mais importante
torneio de futebol do planeta, vale a pena
estudar a relação e a força
do esporte com a gestão sustentável.
A Alemanha montou para a 18a Copa do Mundo
um evento de grandes proporções,
mas que gere pouca poluição
e que seja ecologicamente correto na produção,
na organização e no consumo.
Esse é um programa que nasceu ainda
na década de 90 e se chama Gol Verde!
Nomeou até um embaixador especial,
em parceria com a Fifa, para o gerenciamento
sustentável da Copa: o ambientalista
Klaus Toepfer.

O que é o Gol
Verde

A Copa da Alemanha implantou o programa Gol
Verde [Green Goal] que vai marcar posição
em quatro áreas: água, lixo,
energia e mobilidade. Jogada de craque. O
Gol Verde fará do evento, a Copa do
Meio Ambiente. São 32 seleções,
com cores variadas nos uniformes e bandeiras,
mas todas ostentando uma mesma cor nos seus
objetivos: o verde de desenvolvimento sustentável.
“Essa é uma Copa do Mundo que
quer ter não apenas um, mas vários
campeões ambientais”, explica
o Diretor da Divisão de Comunicação
e Informação Pública
do Pnuma, Eric Falt. “Pela primeira
vez os cuidados com o meio ambiente terão
prioridade máxima nessa competição,
com objetivos claros e mensuráveis,
e esperamos que a iniciativa deixe um legado”.
Todo o time do Gol Verde, capitaneado por
Klaus Toepfer, quer neutralizar todas as 100
mil toneladas de dióxido de carbono
geradas pelo sistema de transportes, construção
e manutenção dos estádios
da Alemanha. E, também, pela presença
dos mais de 3,2 milhões de espectadores.

Ingresso: estádio
e transporte

Eric Falt explica que como parte de um plano
sólido de preservação
ambiental, quem comprar os ingressos para
qualquer uma das partidas nos 12 estádios
da Copa poderá usá-los para
ter acesso gratuito ao local do jogo por meio
dos transportes públicos durante 24h,
de acordo com o plano de ingresso Kombi. O
acordo de ingressos Kombi irá custar
cerca de 2 milhões de Euros ao Comitê
de organização da Copa, mas
deverá evitar a emissão de vários
gases causadores do efeito estufa ao reduzir
o uso de veículos particulares.

Energia elétrica
Outras táticas, como a de economizar
energia elétrica, estão centradas
nas atividades dos estádios. Por exemplo,
sistemas de gerenciamento de energia de última
geração foram instalados no
estádio de Munique e devem promover
uma redução de 20% no consumo
de energia todos os dias, sejam eles dias
de jogo ou não.

Reuso de água
Além disso, o gramado do Olympiastadion
entre outros estádios será irrigado
por um sistema especial que capta a água
da chuva, e mictórios sem água
nos banheiros masculinos serão utilizados
em diversos locais selecionados.

Reutilizar
Com a questão de evitar o desperdício
como prioridade, os organizadores apresentaram
o “Copo da Copa” reutilizável.
Os espectadores farão um depósito
caução de um Euro pelo copo
que utilizarem e poderão adquirir um
só copo em cada evento.
Hoje também foi anunciado que 300 voluntários,
treinados para educar os espectadores sobre
os objetivos do Gol Verde, estarão
em cada um dos 12 estádios.

Conscientização
Uma brochura sobre o Gol Verde, com os logotipos
das organizações que apóiam
a iniciativa, que inclui o Pnuma, o Ministério
do Meio Ambiente, DBU, FIFA, Deutsche Telekom,
Plastics Europe, Coca Cola, Deutsche Bahn,
EnBW and Total, já está disponível
em estações de trem e metrô
nas 12 cidades que abrigarão o torneio.
A brochura, elemento chave para a conscientização
do público, foi enviada nessa semana
para 25.000 jornalistas em todo o mundo.
“Impactos ambientais, inclusive aqueles
que causam aumento das taxas de mudanças
climáticas, estão sendo cada
vez mais levados em consideração
em eventos esportivos. O movimento olímpico,
do qual o Pnuma é parceiro atuante,
já é um desses caminhos”,
disse o porta-voz do Pnuma.
“O Comitê Organizador da Copa do
Mundo tem sido veemente na busca das mesmas
considerações para o futebol.
Nós fomos encorajados tanto por seus
planos quanto por seu entusiasmo e esperamos
ansiosamente trabalhar com o comitê
e com a Fifa, bem como esperamos atingir resultados
sólidos, confiáveis e aparentes
em áreas como eficiência energética,
cuidado com o desperdício e economia
de água”, salientou Eric Falt.

Pnuma

Klaus Toepfer, o embaixador-artilheiro
do Gol Verde da Copa

Klaus
Toepfer –
ENTREVISTA

Silvestre Gorgulho
Um craque ambiental entrou em campo para
gerenciar o programa do Gol Verde. É
Klaus Toepfer, ex-ministro da Alemanha, ex-
diretor executivo do Pnuma e hoje o Embaixador
do Gol Verde na Copa do Mundo. Com exclusividade,Toepfer
falou à
Folha do Meio.

Folha do Meio – Como
começou esta história de se
fazer a Copa do Mundo Verde?
Klaus Toepfer –
A idéia nasceu
no inicio da década de 90, quando a
Federação Alemã de Futebol
começou a pensar em sediar a Copa do
Mundo de 2006. Questões ambientais
ainda não faziam parte da lista de
deveres da FIFA relacionada aos estádios.
No entanto, o Comitê Organizador Local
sentiu a necessidade de incluir estas questões
em todos os planos desde o começo.

FMA – Como o senhor
está encarando este desafio de ser
o Embaixador Verde da Copa do Mundo?
Klaus Toepfer –
À medida que
a Copa do Mundo se aproxima, o interesse nos
objetivos e atividades do Green Goal começa
a decolar. Temos uma grande entrevista coletiva
(26 de maio) marcada em Berlim com a lenda
do futebol alemão Franz Beckenbauer.
Estou certo que isso vai impulsionar o programa
Gol Verde e elevar o papel do Embaixador.

É bom lembrar que um dos desafios é
trazer algum realismo para as expectativas
públicas do Gol Verde. Quando se estabele
um projeto desse tipo, sempre haverá
aqueles que dizem “Não é
o suficiente, por que você não
vai mais além?!” E isso é
bom, nós precisamos ser pressionados
pela opinião pública e pelas
ONGs. Sabemos que estamos inovando. Essa é
a primeira Copa em que o meio ambiente faz
parte da agenda. Acho que podemos aprender
com a Copa da Alemanha para que futuras Copas
do Mundo se tornem mais verdes.

FMA – O senhor jogou
futebol?
Klaus Toepfer –
Como qualquer garoto
que cresce em ambientes não privilegiados,
jogar bola com os amigos foi um dos poucos
esportes acessíveis e disponíveis.
Joguei até meus 26 anos, quando perdi
contato com meu clube amador, localizado perto
de Hanover. Quando criança, joguei
de ala, pela direita. E era bastante ágil.
Com o tempo, passei a jogar no meio de campo
pela direita. Finalmente acabei jogando na
lateral direita, onde espero ter sido uma
boa barreira.

FMA – Quais seriam os
principais impactos ambientais em relação
ao esporte, em geral, e ao futebol, em particular?
Klaus Toepfer –
Alguns dos principais
impactos ambientais vêm na fase de projeto
e nas construções.
É vital levar em consideração
nessa fase a acústica ambiental como
energia solar ativa e passiva, reaproveitamento
da água, boas linhas de transporte
público etc. Se apenas no final das
obras for levado em conta tudo isso, os custos
vão ser muito mais elevados. Também
é importante que novas estruturas sejam
erguidas em locais apropriados, com vistas
ao uso sustentável pós-evento.
A operação de grandes estruturas
também pode consumir enorme quantidade
de eletricidade e isso contribui para a emissão
de gases de efeito estufa. Também vale
citar a grande quantidade de lixo gerada tanto
na construção como durante os
eventos.
Os grandes torneios de futebol, em termos
ambientais, têm os mesmos desafios das
Olimpíadas.

FMA – Como o Pnuma,
o governo alemão, a Fifa e os organizadores
da Copa vão agir para conseguir incorporar
as questões ambientais na preparação
e execução de cada jogo?
Klaus Toepfer –
Com a aproximação
da Copa, o Comitê Organizador está
contente em dizer que o clima de equilíbrio
ambiental para todo o torneio foi alcançado
pela primeira vez na história das Copas
do Mundo da FIFA. É essencial que se
alcance todos objetivos que foram estabelecidos:
redução de 20% de energia nos
estádios, 20% de uso de água
e 20% de lixo.
O Comitê Organizador vai trabalhar de
perto e em conjunto com os estádios,
com o governo alemão, com a FIFA, com
as várias industrias e parceiros de
negócios, e com a UNEP para alcançar
esses objetivos e para comunicar todos os
esforços ao público.
Quanto às seleções, como
da Alemanha e do Brasil, houve um acordo para
que os jogadores e comissão técnica
usem o trem para as viagens, sempre que for
possível.

FMA – E em relação
aos torcedores nos estádios?
Klaus Toepfer –
Folhetos do Gol Verde
estão sendo distribuídos aos
torcedores nas estações de trens
para que eles conheçam nossas metas.
Há também o incentivo ao uso
dos transportes públicos. Temos um
ingresso chamado Kombi. Como parte dos planos
de transportes ambientalmente corretos, torcedores
que adquirirem esses tickets para qualquer
um dos jogos, terão acesso livre ao
transporte público por 24 horas.
O compromisso do “ticket Kombi”,
isoladamente, vai custar ao Comitê de
Organização cerca de 2 milhões
de Euros. Mas vai diminuir as grandes quantidade
de gases de efeito estufa, por reduzir o uso
de carros particulares. Nós esperamos
que um em cada dois torcedores usem o transporte
público.
Quanto ao lixo, os organizadores introduziram
o re-utilizável “Copo da Copa”.
Os torcedores vão pagar 1 Euro pelo
copo, que vai ser o único vendido e
usado para as bebidas nos campos.
Haverá também 300 voluntários,
treinados para educar os torcedores em relação
aos objetivos do programa Gol Verde. Eles
vão estar distribuídos em cada
um dos 12 estádios.
Um filmete vai ser apresentado antes de cada
partida. Esse filme tem como alvo não
só torcedores, mas também os
jogadores durante seus exercícios de
aquecimento. O filme a ser apresentado pela
primeira vez, em Berlim, na semana que vem,
tem o slogan “Campeões Mundiais
pelo Meio Ambiente – Estamos Trabalhando
Nisso”.

FMA – E haverá
um programa específico para trabalhar
a mídia, os jornalistas e até
os patrocinadores da Copa?
Klaus Toepfer –
Essa semana 25 mil
folhetos do Gol Verde vão ser entregues
aos jornalistas do mundo inteiro. Apesar da
grande conferência de imprensa acontecer
na semana que vem, o programa vem distribuindo
e atualizando as notícias regularmente.

FMA – Como é
ser a primeira Copa “climaticamente neutra”?
Klaus Toepfer –
O esquema do Clima
Neutro vai compensar todas as 100 mil toneladas
de dióxido de carbono geradas, na Alemanha,
a partir de transportes, construção
e manutenção dos estádios,
além de 3.2 milhões de torcedores
esperados. Parte dessas emissões será
compensada por projetos de carbono como a
plantação de árvores
e produção de energia limpa
em países em desenvolvimento.

FMA – Que mensagem o
senhor acha que vai ficar para os bilhões
de torcedores que verão a Copa?
Klaus Toepfer –
Espero que os torcedores
desta Copa lembrem-se do evento como um fantástico
espetáculo responsavelmente organizado
e também, que se levou muito em conta
as questões ambientais. Que as futuras
Copas demandem medidas ambientais mais fortes
ainda.

FMA – Agora, só
para nós aqui: quais seleções
vão fazer o final da Copa?
Klaus Toepfer –
Que pergunta! Meu
coração espera que a Alemanha
chegue lá. Mas, não será
surpresa se o outro for esse mágico
time do Brasil.

summary

Klaus Toepfer –
INTERVIEW
Klaus Toepfer is the former Executive
Director of the United Nations Environment
Programme (UNEP) and Green Goal Ambassador
for the FIFA World Football (Soccer) Cup

The Idea
The idea was born in the early 90’s when the
German Football Federation first thought about
bidding for the 2006 FIFA World Cup. Environmental
questions were not a part of the FIFA booklet
of duties that is binding for the stadiums,
but the Local Organizing Committee felt a
need to include this issue in the overall
plans from the very start.

The challenges
As the 2006 FIFA World Cup gets ever closer
to kick off, the interest in the aims and
activities of the Green Goal are really beginning
to take off. We have a big press conference
scheduled in Berlin (26 May) with German football
legend Franz Beckenbauer.
I am sure that this will propel Green Goal
and the role of the Ambassador to increasing
heights. Let me add that one of the challenges
is to bring some realism to the public expectations
of the Green Goal. When you establish such
a project there will always be those who say
“It is not enough, why do you not go
further?” And that is good, we need to
be pressed by the public and by NGOs. But,
you know, we are really breaking new ground
here. This is the first World Cup where environment
is being put firmly on the agenda.
I think we can learn from the event in Germany
so that future World Cups become ever greener.

I played football (soccer Like
any small boy growing up in a less than privileged
background, kicking a ball around with friends
was one of the few sports available and affordable.
I played regularly until about aged 26 when
I lost touch with my amateur club based in
a small village not too far from Hanover.
As a child, I played on the right wing and
I was pretty fast. As the years progressed
I switched first to right midfield and then
finely right defense where I hope I was pretty
tough and impregnable!

Environmental impacts
Some of the main environmental impacts come
in the design and construction phase. It is
vital that environmentally sound design, like
passive and active solar, water recycling,
good public transport links and so on, is
factored in at the outset. Otherwise it can
become much more expensive if added in at
the end. It is also important that new structures
are sensitively sited and that there is an
eye on their sustainable use post the event
they were built and designed for.
The operation of massive structures and buildings
can also consume huge amounts of electricity
and this adds to greenhouse gas emissions.
There are also the large quantities of waste
generated both in the construction phase and
when large numbers of crowds are gathering
to watch events or a match.
I think big football tournaments are really
no different in terms of environmental challenges
than say the Olympics.

Partners
As we’re approaching the tournament, the Local
Organizing Committee is happy to say that
climate neutrality for the overall tournament
has been achieved – a first in FIFA World
Cup history. Now it’s vitally important to
reach the goals that were set for the stadiums
– 20% less energy in the stadiums, 20% less
water use, 20 % less trash The Local Organizing
Committee will work in close cooperation with
the stadiums, the German government, FIFA,
the various industry and business partners
and UNEP to reach these goals and to communicate
all efforts to the public.
In terms of the teams, some like Germany and
Brazil, have committed themselves to using
the train as much as possible for traveling
to venues.

Cup of the Cup
Our Green Goal brochure is being made available
to fans at train stations so they know our
aims. Other measures include encouraging fans
to travel by public transport. We have a thing
called a Kombi ticket. As part of an environmentally
sound transport plan, fans purchasing tickets
for the matches in the 12 World Cup venues
will be able to use them for free access to
local public transportation during 24h, as
part of the Kombi ticket scheme.
The Kombi ticket commitment alone will cost
the World Cup 2006 Organizing Committee some
two million Euros, but should save large amounts
of greenhouse gases by reducing private car
use.
Indeed we hope every second fan will arrive
and depart from matches on public transport.
With the issue of waste avoidance foremost
on their minds, the organizers have also introduced
the reusable “Cup of the Cup”. Fans
will pay a deposit of one Euro for the cup
which will be the only one sold and used for
drinks at the grounds. There will also be
300 volunteers, trained to educate fans about
the aims and objectives of Green Goal, located
inside each of the 12 stadia.

Journalists
This week 25,000 of the Green Goal brochures
are being delivered to journalists world-wide
and, apart from next week’s big press conference,
Green Goal has been issuing regular press
releases and updates.

Climate Neutral
The Climate Neutral scheme will offset all
100,000 tonnes of carbon dioxide generated
within Germany by transportation, construction
and maintenance of the stadia, and the presence
of 3.2 million expected spectators.
Part of these emissions will be offset by
carbon friendly projects like tree planting
and clean energy schemes, in developing countries.

Future Word Cups
I hope the fans watching the 2006 FIFA World
Cup will remember the event as a fantastic
spectacle that was well and responsibly organized
and that part of that responsibility extended
to the environment in meaningful and verifiable
ways. And that fans at future World Cups will
demand ever stronger environmental measures.

Final Match
What a question!! My heart hopes for Germany
to be there and my head tells me that, not
surprisingly, the other team will be the wizards
from Brazil!!

Continue Reading
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Reportagens

Inscrições abertas para curso básico de Libras

Projeto Conecta DF, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, oferece 12 oficinas para quem quer aprender a linguagem dos sinais; aulas são online e gratuitas, das 18h30 às 20h30

Published

on

 

Carolina Caraballo, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Ainda dá tempo de se inscrever no curso básico de Língua Brasileira de Sinais (Libras) do Conecta DF, uma iniciativa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec). São 12 oficinas totalmente online, cada uma com cinco dias de duração, voltadas para jovens e adultos com 12 anos ou mais. As inscrições, gratuitas, podem ser feitas pelo site do projeto. O primeiro módulo começa na próxima segunda-feira, 5 de dezembro.

 

“Precisamos aprender a dialogar com essas pessoas; não há espaço para a exclusão”Sol Montes, subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural

Arte: Secec

Os temas abordados nas oficinas vão além das técnicas em Libras. Mais do que aprender a se comunicar com surdos, os participantes vão conhecer mais sobre inclusão, acessibilidade e empreendedorismo. Os módulos são semanais, sempre de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 20h30. Para garantir o certificado de conclusão, é preciso ter, no mínimo, 60% de presença online.

“Inicialmente, foram disponibilizadas 1.040 vagas, mas o número de inscrições superou nossas expectativas, já passou de 6 mil”, conta a subsecretária de Difusão e Diversidade Cultural, Sol Montes. “Esperamos chegar até as sete mil matrículas. Por se tratar de um curso online, teremos condições de atender todos os interessados.”

A subsecretária reforça a importância de iniciativas como o Conecta DF para derrubar as barreiras da comunicação com a comunidade surda: “De toda a população com deficiência do país, o maior contingente é o de surdos. Precisamos aprender a dialogar com essas pessoas; não há espaço para a exclusão”.

Além das 12 oficinas de Libras, o projeto ainda oferece outros quatro workshops voltados para contabilidade, empreendedorismo e gestão de entidades do terceiro setor, todos com intérpretes na linguagem dos sinais. “A ideia é apostar na inclusão social”, comenta a produtora-executiva do Conecta DF, Mônica Alves. “Temos muitos surdos inscritos, pessoas que aproveitam essa oportunidade oferecida pelo governo para se capacitar”.

Serviço: curso básico de Libras

→ Com oficinas para jovens a partir de 12 anos e adultos
→ Inscrições pelo site www.conectadf.com.br
→ Início das aulas: 5 de dezembro.

 

 

 

Continue Reading

Reportagens

Amanhã será ponto facultativo nos órgãos federais sediados em Brasília

Decisão está publicada no Diário Oficial de hoje

Published

on

 

Os órgãos federais e entidades da administração pública direta, autárquica e fundacional do Executivo federal, localizados no Distrito Federal, devem observar o dia 30 de novembro, Dia do Evangélico, comemorado nesta quarta-feira, como ponto facultativo.

A portaria do Ministério da Economia, que determina a medida, está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (29). De acordo com o documento, assinado pelo ministro Paulo Guedes, a medida não é aplicável às unidades administrativas que prestem atendimento ao público e que já possuam agendamento para atender – presencial ou remotamente – nesta quarta-feira.

O Dia do Evangélico foi instituído pela Lei Distrital nº 963, de 4 de dezembro de 1995, como feriado distrital, sem prejuízo da prestação dos serviços considerados essenciais.

Edição: Kleber Sampaio

Fonte EBC

Continue Reading

Reportagens

Dicas para consumidores fazerem um bom negócio nas compras de Natal

Fim de ano é uma época especial para presentear pessoas queridas, mas é preciso estar atento para não fazer um mau negócio. Prazos de troca, golpes e gastos elevados são pontos de atenção

Published

on

 

Carolina Caraballo, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

Você está todo animado para encarnar o Papai Noel. Planeja comprar vários presentes e está só esperando a primeira parcela do 13º para ir às compras. Antes de lotar o pé da árvore de Natal com caixas e sacolas, que tal conhecer algumas dicas de como não fazer um mau negócio neste fim de ano?

Se você vai comprar os presentes pela internet ou pelo telefone, saiba que tem até sete dias para fazer a devolução ou a troca do produto. O artigo não precisa apresentar defeito nem nada. Mas atenção: o respaldo legal para que a transação seja cancelada não torna a compra a distância a opção mais segura.

“Tenha uma noção clara da quantia que você poderá disponibilizar. E se atenha a ela”Rafael Oliveira, diretor de Fiscalização do Procon-DF

“Temos visto muitos golpes pelas redes sociais, [como] perfis falsos que recebem o pagamento pela venda, mas não enviam o produto”, alerta o diretor-geral do Instituto de Defesa do Consumidor do Distrito Federal (Procon-DF),Marcelo Nascimento. “É importante pesquisar a reputação da empresa, checar os comentários de outros consumidores e desconfiar de preços muito mais baratos do que os praticados no mercado.”

Já as lojas físicas não são obrigadas a trocar um produto que não apresente defeito. “A grande maioria das empresas flexibiliza essa política como forma de cativar o consumidor”, observa Marcelo. “Mas elas não têm obrigação legal de efetuar a troca por produtos de outro tamanho ou de outra cor”.

Para não abusar da sorte (ou da boa vontade do vendedor), vale ficar atento às regras de cada loja. Algumas não aceitam substituir mercadorias compradas em promoção. Outras estipulam prazos para que o artigo seja trocado. “A política de trocas precisa estar escrita em algum documento”, avisa Marcelo. “Se não estiver, o consumidor pode exigir que o vendedor escreva no cupom fiscal, por exemplo, o que foi acordado”.

Se você foi surpreendido por uma experiência negativa, deve procurar o Procon-DF pelo telefone 151 ou pelo e-mail 151@procon.df.gov.br. Para fazer a denúncia, basta informar o nome do estabelecimento e descrever a irregularidade. Agora, se a compra foi efetuada e o produto não foi entregue, a pessoa deve juntar o máximo de documentos possíveis que comprovem a transação comercial, de nota fiscal à troca de e-mails.

Saúde financeira

Prazos de troca curtos ou a possibilidade de cair em um golpe não devem ser as únicas preocupações de quem quer presentear no Natal. É preciso ficar de olho no orçamento familiar para não terminar o ano endividado. O diretor de Fiscalização do Procon-DF, Rafael Oliveira, sugere estipular o valor que poderá ser gasto antes mesmo de ir às compras.

“Tenha uma noção clara da quantia que você poderá disponibilizar. E se atenha a ela”, ensina. “Fique atento também à precificação – em meio às decorações natalinas, as etiquetas de preço nem sempre estão visíveis, obrigando o consumidor a entrar nas lojas.”

O cuidado deve ser redobrado ao usar o cartão de crédito, garante Marcelo. “O parcelamento é muito atrativo, parece que a gente vai pagar valor muito baixo”, observa. “Mas, quando você soma as parcelas de seis, sete presentes, o valor pode ficar muito alto”.

Marcelo lembra que o ano começa com gastos elevados, como matrícula em instituições de ensino, compra de material escolar e pagamento de Imposto Sobre Propriedade de Veículo Automotor (IPVA). “É importante se programar”, adverte.

Continue Reading

Reportagens

SRTV Sul, Quadra 701, Bloco A, Sala 719
Edifício Centro Empresarial Brasília
Brasília/DF
rodrigogorgulho@hotmail.com
(61) 98442-1010