Reportagens

Esporte e meio ambiente

A Copa do Mundo do Gol Verde

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Silvestre Gorgulho,
de Brasília

A grande indústria da saúde,
do prazer e da paz chama-se esporte. O grande
formador do caráter, da disciplina,
da cooperação e da coragem chama-se
esporte. A grande força da educação
chama-se prática esportiva, pois desenvolve
o corpo, a mente e alimenta o espírito
de solidariedade, de respeito e de valores
éticos. O esporte favorece a consciência
do bem para o indivíduo e para o grupo.
A competição sadia e o esforço
para ultrapassar limites molduram corpo e
espírito.

Nesse partilhar emoções,
o esporte favorece as relações
entre os povos e é um do mais fortes
instrumentos para fortalecer o civismo. Em
suma, o esporte significa a inclusão
social, promoção da qualidade
de vida e do meio ambiente. Por isso, a prática
esportiva tem forte relação
com o desenvolvimento sustentável.
Não só na condução
dos eventos e na organização
dos jogos, mas também na gestão
dos recursos materiais. Se muitos esportes
precisam de água pura para suas promoções,
todos não podem prescindir de ar puro
e de ambiente saudável para o bom desempenho
dos atletas e a feliz participação
dos torcedores. E mais: a prática esportiva
não pode nunca ser motivo de violência
ou fonte de poluição.
E há outro dado fundamental. O esporte
é uma alavanca econômica fortíssima.
Além do segmento turismo, o esporte
envolve muitos recursos na produção
de equipamentos esportivos, no marketing de
vendas, na construção de quadras
e de estádios e nos direitos de imagem
e de transmissão.

Por fazer ídolos – por
sua exposição permanente em
todas modalidades de mídia – e por
ter poderosos patrocinadores, o esporte não
é só uma atividade econômico-financeira
de primeira grandeza, é também
um gerador de conceitos e um fermento de civilidade
e de conscientização ecológica.
Tanto a nível de atletas e torcedores,
em particular, como da população,
em geral. Pelo esporte todas as comunidades
e nações podem construir uma
sociedade mais justa, mais saudável,
mais alegre e mais equilibrada.

Não existe nenhuma outra
atividade no mundo que tenha mais implicação
na economia, no social, na política,
na promoção de bens de consumo
e até na segurança do que o
esporte. Para se ter uma idéia desta
força, é no esporte que as indústrias
do mal (cigarro e bebidas alcoólicas)
vão buscar parcerias para “encantar”
seus produtos. É no esporte dos mais
variados que estas indústrias gostam
de plantar, pelo marketing, a força
do belo, do forte, do alegre e do prazer.

Em tempo da Copa do Mundo, quando
bilhões de pessoas se postam para torcer
fanaticamente pela seleção de
seu país ou para ver o mais importante
torneio de futebol do planeta, vale a pena
estudar a relação e a força
do esporte com a gestão sustentável.
A Alemanha montou para a 18a Copa do Mundo
um evento de grandes proporções,
mas que gere pouca poluição
e que seja ecologicamente correto na produção,
na organização e no consumo.
Esse é um programa que nasceu ainda
na década de 90 e se chama Gol Verde!
Nomeou até um embaixador especial,
em parceria com a Fifa, para o gerenciamento
sustentável da Copa: o ambientalista
Klaus Toepfer.

O que é o Gol
Verde

A Copa da Alemanha implantou o programa Gol
Verde [Green Goal] que vai marcar posição
em quatro áreas: água, lixo,
energia e mobilidade. Jogada de craque. O
Gol Verde fará do evento, a Copa do
Meio Ambiente. São 32 seleções,
com cores variadas nos uniformes e bandeiras,
mas todas ostentando uma mesma cor nos seus
objetivos: o verde de desenvolvimento sustentável.
“Essa é uma Copa do Mundo que
quer ter não apenas um, mas vários
campeões ambientais”, explica
o Diretor da Divisão de Comunicação
e Informação Pública
do Pnuma, Eric Falt. “Pela primeira
vez os cuidados com o meio ambiente terão
prioridade máxima nessa competição,
com objetivos claros e mensuráveis,
e esperamos que a iniciativa deixe um legado”.
Todo o time do Gol Verde, capitaneado por
Klaus Toepfer, quer neutralizar todas as 100
mil toneladas de dióxido de carbono
geradas pelo sistema de transportes, construção
e manutenção dos estádios
da Alemanha. E, também, pela presença
dos mais de 3,2 milhões de espectadores.

Ingresso: estádio
e transporte

Eric Falt explica que como parte de um plano
sólido de preservação
ambiental, quem comprar os ingressos para
qualquer uma das partidas nos 12 estádios
da Copa poderá usá-los para
ter acesso gratuito ao local do jogo por meio
dos transportes públicos durante 24h,
de acordo com o plano de ingresso Kombi. O
acordo de ingressos Kombi irá custar
cerca de 2 milhões de Euros ao Comitê
de organização da Copa, mas
deverá evitar a emissão de vários
gases causadores do efeito estufa ao reduzir
o uso de veículos particulares.

Energia elétrica
Outras táticas, como a de economizar
energia elétrica, estão centradas
nas atividades dos estádios. Por exemplo,
sistemas de gerenciamento de energia de última
geração foram instalados no
estádio de Munique e devem promover
uma redução de 20% no consumo
de energia todos os dias, sejam eles dias
de jogo ou não.

Reuso de água
Além disso, o gramado do Olympiastadion
entre outros estádios será irrigado
por um sistema especial que capta a água
da chuva, e mictórios sem água
nos banheiros masculinos serão utilizados
em diversos locais selecionados.

Reutilizar
Com a questão de evitar o desperdício
como prioridade, os organizadores apresentaram
o “Copo da Copa” reutilizável.
Os espectadores farão um depósito
caução de um Euro pelo copo
que utilizarem e poderão adquirir um
só copo em cada evento.
Hoje também foi anunciado que 300 voluntários,
treinados para educar os espectadores sobre
os objetivos do Gol Verde, estarão
em cada um dos 12 estádios.

Conscientização
Uma brochura sobre o Gol Verde, com os logotipos
das organizações que apóiam
a iniciativa, que inclui o Pnuma, o Ministério
do Meio Ambiente, DBU, FIFA, Deutsche Telekom,
Plastics Europe, Coca Cola, Deutsche Bahn,
EnBW and Total, já está disponível
em estações de trem e metrô
nas 12 cidades que abrigarão o torneio.
A brochura, elemento chave para a conscientização
do público, foi enviada nessa semana
para 25.000 jornalistas em todo o mundo.
“Impactos ambientais, inclusive aqueles
que causam aumento das taxas de mudanças
climáticas, estão sendo cada
vez mais levados em consideração
em eventos esportivos. O movimento olímpico,
do qual o Pnuma é parceiro atuante,
já é um desses caminhos”,
disse o porta-voz do Pnuma.
“O Comitê Organizador da Copa do
Mundo tem sido veemente na busca das mesmas
considerações para o futebol.
Nós fomos encorajados tanto por seus
planos quanto por seu entusiasmo e esperamos
ansiosamente trabalhar com o comitê
e com a Fifa, bem como esperamos atingir resultados
sólidos, confiáveis e aparentes
em áreas como eficiência energética,
cuidado com o desperdício e economia
de água”, salientou Eric Falt.

Pnuma

Klaus Toepfer, o embaixador-artilheiro
do Gol Verde da Copa

Klaus
Toepfer –
ENTREVISTA

Silvestre Gorgulho
Um craque ambiental entrou em campo para
gerenciar o programa do Gol Verde. É
Klaus Toepfer, ex-ministro da Alemanha, ex-
diretor executivo do Pnuma e hoje o Embaixador
do Gol Verde na Copa do Mundo. Com exclusividade,Toepfer
falou à
Folha do Meio.

Folha do Meio – Como
começou esta história de se
fazer a Copa do Mundo Verde?
Klaus Toepfer –
A idéia nasceu
no inicio da década de 90, quando a
Federação Alemã de Futebol
começou a pensar em sediar a Copa do
Mundo de 2006. Questões ambientais
ainda não faziam parte da lista de
deveres da FIFA relacionada aos estádios.
No entanto, o Comitê Organizador Local
sentiu a necessidade de incluir estas questões
em todos os planos desde o começo.

FMA – Como o senhor
está encarando este desafio de ser
o Embaixador Verde da Copa do Mundo?
Klaus Toepfer –
À medida que
a Copa do Mundo se aproxima, o interesse nos
objetivos e atividades do Green Goal começa
a decolar. Temos uma grande entrevista coletiva
(26 de maio) marcada em Berlim com a lenda
do futebol alemão Franz Beckenbauer.
Estou certo que isso vai impulsionar o programa
Gol Verde e elevar o papel do Embaixador.

É bom lembrar que um dos desafios é
trazer algum realismo para as expectativas
públicas do Gol Verde. Quando se estabele
um projeto desse tipo, sempre haverá
aqueles que dizem “Não é
o suficiente, por que você não
vai mais além?!” E isso é
bom, nós precisamos ser pressionados
pela opinião pública e pelas
ONGs. Sabemos que estamos inovando. Essa é
a primeira Copa em que o meio ambiente faz
parte da agenda. Acho que podemos aprender
com a Copa da Alemanha para que futuras Copas
do Mundo se tornem mais verdes.

FMA – O senhor jogou
futebol?
Klaus Toepfer –
Como qualquer garoto
que cresce em ambientes não privilegiados,
jogar bola com os amigos foi um dos poucos
esportes acessíveis e disponíveis.
Joguei até meus 26 anos, quando perdi
contato com meu clube amador, localizado perto
de Hanover. Quando criança, joguei
de ala, pela direita. E era bastante ágil.
Com o tempo, passei a jogar no meio de campo
pela direita. Finalmente acabei jogando na
lateral direita, onde espero ter sido uma
boa barreira.

FMA – Quais seriam os
principais impactos ambientais em relação
ao esporte, em geral, e ao futebol, em particular?
Klaus Toepfer –
Alguns dos principais
impactos ambientais vêm na fase de projeto
e nas construções.
É vital levar em consideração
nessa fase a acústica ambiental como
energia solar ativa e passiva, reaproveitamento
da água, boas linhas de transporte
público etc. Se apenas no final das
obras for levado em conta tudo isso, os custos
vão ser muito mais elevados. Também
é importante que novas estruturas sejam
erguidas em locais apropriados, com vistas
ao uso sustentável pós-evento.
A operação de grandes estruturas
também pode consumir enorme quantidade
de eletricidade e isso contribui para a emissão
de gases de efeito estufa. Também vale
citar a grande quantidade de lixo gerada tanto
na construção como durante os
eventos.
Os grandes torneios de futebol, em termos
ambientais, têm os mesmos desafios das
Olimpíadas.

FMA – Como o Pnuma,
o governo alemão, a Fifa e os organizadores
da Copa vão agir para conseguir incorporar
as questões ambientais na preparação
e execução de cada jogo?
Klaus Toepfer –
Com a aproximação
da Copa, o Comitê Organizador está
contente em dizer que o clima de equilíbrio
ambiental para todo o torneio foi alcançado
pela primeira vez na história das Copas
do Mundo da FIFA. É essencial que se
alcance todos objetivos que foram estabelecidos:
redução de 20% de energia nos
estádios, 20% de uso de água
e 20% de lixo.
O Comitê Organizador vai trabalhar de
perto e em conjunto com os estádios,
com o governo alemão, com a FIFA, com
as várias industrias e parceiros de
negócios, e com a UNEP para alcançar
esses objetivos e para comunicar todos os
esforços ao público.
Quanto às seleções, como
da Alemanha e do Brasil, houve um acordo para
que os jogadores e comissão técnica
usem o trem para as viagens, sempre que for
possível.

FMA – E em relação
aos torcedores nos estádios?
Klaus Toepfer –
Folhetos do Gol Verde
estão sendo distribuídos aos
torcedores nas estações de trens
para que eles conheçam nossas metas.
Há também o incentivo ao uso
dos transportes públicos. Temos um
ingresso chamado Kombi. Como parte dos planos
de transportes ambientalmente corretos, torcedores
que adquirirem esses tickets para qualquer
um dos jogos, terão acesso livre ao
transporte público por 24 horas.
O compromisso do “ticket Kombi”,
isoladamente, vai custar ao Comitê de
Organização cerca de 2 milhões
de Euros. Mas vai diminuir as grandes quantidade
de gases de efeito estufa, por reduzir o uso
de carros particulares. Nós esperamos
que um em cada dois torcedores usem o transporte
público.
Quanto ao lixo, os organizadores introduziram
o re-utilizável “Copo da Copa”.
Os torcedores vão pagar 1 Euro pelo
copo, que vai ser o único vendido e
usado para as bebidas nos campos.
Haverá também 300 voluntários,
treinados para educar os torcedores em relação
aos objetivos do programa Gol Verde. Eles
vão estar distribuídos em cada
um dos 12 estádios.
Um filmete vai ser apresentado antes de cada
partida. Esse filme tem como alvo não
só torcedores, mas também os
jogadores durante seus exercícios de
aquecimento. O filme a ser apresentado pela
primeira vez, em Berlim, na semana que vem,
tem o slogan “Campeões Mundiais
pelo Meio Ambiente – Estamos Trabalhando
Nisso”.

FMA – E haverá
um programa específico para trabalhar
a mídia, os jornalistas e até
os patrocinadores da Copa?
Klaus Toepfer –
Essa semana 25 mil
folhetos do Gol Verde vão ser entregues
aos jornalistas do mundo inteiro. Apesar da
grande conferência de imprensa acontecer
na semana que vem, o programa vem distribuindo
e atualizando as notícias regularmente.

FMA – Como é
ser a primeira Copa “climaticamente neutra”?
Klaus Toepfer –
O esquema do Clima
Neutro vai compensar todas as 100 mil toneladas
de dióxido de carbono geradas, na Alemanha,
a partir de transportes, construção
e manutenção dos estádios,
além de 3.2 milhões de torcedores
esperados. Parte dessas emissões será
compensada por projetos de carbono como a
plantação de árvores
e produção de energia limpa
em países em desenvolvimento.

FMA – Que mensagem o
senhor acha que vai ficar para os bilhões
de torcedores que verão a Copa?
Klaus Toepfer –
Espero que os torcedores
desta Copa lembrem-se do evento como um fantástico
espetáculo responsavelmente organizado
e também, que se levou muito em conta
as questões ambientais. Que as futuras
Copas demandem medidas ambientais mais fortes
ainda.

FMA – Agora, só
para nós aqui: quais seleções
vão fazer o final da Copa?
Klaus Toepfer –
Que pergunta! Meu
coração espera que a Alemanha
chegue lá. Mas, não será
surpresa se o outro for esse mágico
time do Brasil.

summary

Klaus Toepfer –
INTERVIEW
Klaus Toepfer is the former Executive
Director of the United Nations Environment
Programme (UNEP) and Green Goal Ambassador
for the FIFA World Football (Soccer) Cup

The Idea
The idea was born in the early 90’s when the
German Football Federation first thought about
bidding for the 2006 FIFA World Cup. Environmental
questions were not a part of the FIFA booklet
of duties that is binding for the stadiums,
but the Local Organizing Committee felt a
need to include this issue in the overall
plans from the very start.

The challenges
As the 2006 FIFA World Cup gets ever closer
to kick off, the interest in the aims and
activities of the Green Goal are really beginning
to take off. We have a big press conference
scheduled in Berlin (26 May) with German football
legend Franz Beckenbauer.
I am sure that this will propel Green Goal
and the role of the Ambassador to increasing
heights. Let me add that one of the challenges
is to bring some realism to the public expectations
of the Green Goal. When you establish such
a project there will always be those who say
“It is not enough, why do you not go
further?” And that is good, we need to
be pressed by the public and by NGOs. But,
you know, we are really breaking new ground
here. This is the first World Cup where environment
is being put firmly on the agenda.
I think we can learn from the event in Germany
so that future World Cups become ever greener.

I played football (soccer Like
any small boy growing up in a less than privileged
background, kicking a ball around with friends
was one of the few sports available and affordable.
I played regularly until about aged 26 when
I lost touch with my amateur club based in
a small village not too far from Hanover.
As a child, I played on the right wing and
I was pretty fast. As the years progressed
I switched first to right midfield and then
finely right defense where I hope I was pretty
tough and impregnable!

Environmental impacts
Some of the main environmental impacts come
in the design and construction phase. It is
vital that environmentally sound design, like
passive and active solar, water recycling,
good public transport links and so on, is
factored in at the outset. Otherwise it can
become much more expensive if added in at
the end. It is also important that new structures
are sensitively sited and that there is an
eye on their sustainable use post the event
they were built and designed for.
The operation of massive structures and buildings
can also consume huge amounts of electricity
and this adds to greenhouse gas emissions.
There are also the large quantities of waste
generated both in the construction phase and
when large numbers of crowds are gathering
to watch events or a match.
I think big football tournaments are really
no different in terms of environmental challenges
than say the Olympics.

Partners
As we’re approaching the tournament, the Local
Organizing Committee is happy to say that
climate neutrality for the overall tournament
has been achieved – a first in FIFA World
Cup history. Now it’s vitally important to
reach the goals that were set for the stadiums
– 20% less energy in the stadiums, 20% less
water use, 20 % less trash The Local Organizing
Committee will work in close cooperation with
the stadiums, the German government, FIFA,
the various industry and business partners
and UNEP to reach these goals and to communicate
all efforts to the public.
In terms of the teams, some like Germany and
Brazil, have committed themselves to using
the train as much as possible for traveling
to venues.

Cup of the Cup
Our Green Goal brochure is being made available
to fans at train stations so they know our
aims. Other measures include encouraging fans
to travel by public transport. We have a thing
called a Kombi ticket. As part of an environmentally
sound transport plan, fans purchasing tickets
for the matches in the 12 World Cup venues
will be able to use them for free access to
local public transportation during 24h, as
part of the Kombi ticket scheme.
The Kombi ticket commitment alone will cost
the World Cup 2006 Organizing Committee some
two million Euros, but should save large amounts
of greenhouse gases by reducing private car
use.
Indeed we hope every second fan will arrive
and depart from matches on public transport.
With the issue of waste avoidance foremost
on their minds, the organizers have also introduced
the reusable “Cup of the Cup”. Fans
will pay a deposit of one Euro for the cup
which will be the only one sold and used for
drinks at the grounds. There will also be
300 volunteers, trained to educate fans about
the aims and objectives of Green Goal, located
inside each of the 12 stadia.

Journalists
This week 25,000 of the Green Goal brochures
are being delivered to journalists world-wide
and, apart from next week’s big press conference,
Green Goal has been issuing regular press
releases and updates.

Climate Neutral
The Climate Neutral scheme will offset all
100,000 tonnes of carbon dioxide generated
within Germany by transportation, construction
and maintenance of the stadia, and the presence
of 3.2 million expected spectators.
Part of these emissions will be offset by
carbon friendly projects like tree planting
and clean energy schemes, in developing countries.

Future Word Cups
I hope the fans watching the 2006 FIFA World
Cup will remember the event as a fantastic
spectacle that was well and responsibly organized
and that part of that responsibility extended
to the environment in meaningful and verifiable
ways. And that fans at future World Cups will
demand ever stronger environmental measures.

Final Match
What a question!! My heart hopes for Germany
to be there and my head tells me that, not
surprisingly, the other team will be the wizards
from Brazil!!

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Reportagens

UnDF ganha o primeiro campus, no Lago Norte

Estrutura vai atender alunos oriundos da região Norte do DF; governo já trabalha para a construção de um segundo polo de ensino, no Parque Tecnológico

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Ian Ferraz, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

“Essa é uma das maiores obras do nosso governo. Sou fruto da oportunidade e a oportunidade vem através do ensino e da educação. Aqui teremos profissionais qualificados lutando por uma educação de qualidade na nossa cidade”Governador Ibaneis Rocha

A Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) ganhou o seu primeiro campus nesta terça-feira (28). Localizado no CA 2, no Lago Norte, o espaço vai atender alunos de toda a ponta norte do DF, como Varjão, Granja do Torto, Paranoá, Paranoá Park, Itapoã, Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina e demais interessados em ingressar na instituição de ensino.

A cerimônia de inauguração da estrutura do Lago Norte contou com a participação do governador Ibaneis Rocha, da reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck, e da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, entre outras autoridades. Para o governador, a obra é um dos grandes marcos da gestão.

“Essa é uma das maiores obras do nosso governo, uma obra muito importante. Sou fruto da oportunidade, e a oportunidade vem por meio do ensino e da educação. Aqui teremos profissionais qualificados lutando por uma educação de qualidade na nossa cidade”, destacou o governador Ibaneis Rocha.

A criação da UnDF democratiza o acesso ao ensino superior. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2020, o DF teve 42,4 mil matrículas no ensino superior público e 106,9 mil matrículas em instituições privadas para o ensino presencial. Ou seja, 71,5% das vagas estão concentradas em entidades privadas de ensino.

O GDF trabalha para abrir um segundo campus no Parque Tecnológico (Biotic) para abrigar as faculdades de engenharia, tecnologia e inovação e a reitoria. No local serão investidos R$ 56 milhões para a construção do campus

“É importante lembrar que em 2019 tínhamos 124 mil jovens de 15 a 29 anos que não trabalhavam nem estudavam. Com a pandemia, esse cenário se tornou mais perverso, e a possibilidade da UnDF é ampliar essa oferta”, observou a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck.

O Campus Norte ocupa um espaço de 6,5 mil m² em um prédio cedido pela Terracap. A estrutura conta com 46 salas de aula e foi toda reformada, com a recuperação de calçadas, pátios, salas, banheiros, estacionamento e jardinagem – serviços que foram custeados pela Secretaria de Educação (SEE). O campus poderá comportar até 1,5 mil alunos.

“O maior beneficiário dessa universidade será, sem dúvida, o estudante da rede pública de ensino. Formaremos professores de qualidade que vão colaborar com os nossos alunos”, acrescenta a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

Os cursos da UnDF estão previstos para as áreas de Ciências da saúde e humanas, Cidadania e meio ambiente, Gestão governamental de políticas públicas e de serviços, Educação e magistério, Letras, artes e línguas estrangeiras modernas, Ciências da natureza e matemática, Educação física e esportes, Segurança pública e defesa social, Engenharia e áreas tecnológicas de setores produtivos e Arquitetura e urbanismo.

 

Cerimônia de inauguração do primeiro campus da UnDF, no Lago Norte, nesta terça-feira (28)

De olho na ampliação da estrutura e da oferta de ensino, o Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para abrir um segundo campus no Parque Tecnológico (Biotic), a fim de  abrigar as faculdades de engenharia, tecnologia e inovação e a reitoria. No local serão investidos R$ 56 milhões.

O convênio, celebrado nesta terça-feira (28) com o lançamento pedra fundamental, é firmado entre UnDF, Novacap, Biotic e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) – que vai investir R$ 56 milhões na criação de um espaço de laboratórios multiúso para o desenvolvimento de pesquisas de alta tecnologia, em associação com grandes centros de pesquisa e desenvolvimento do país e do mundo.

A sanção da lei que criou a UnDF foi assinada em julho de 2021 pelo governador Ibaneis Rocha. Fruto de um sonho de décadas, o projeto pioneiro, de autoria do Executivo local, autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior

“O GDF, por meio da FAP-DF, já investiu mais de R$ 359 milhões em projetos de ciência, tecnologia e inovação. A UnDF não é diferente, e contou com fomento da fundação desde o início, com estudos de viabilidade, metodologias e estruturação da universidade, até o convênio para a construção da unidade voltada ao desenvolvimento de pesquisas de alta tecnologia”, detalha o diretor-presidente da FAP-DF, Marco Antônio Costa Júnior.

Também nesta terça-feira foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) a Resolução nº 5, que dispõe sobre a criação da Escola de Engenharia, Tecnologia e Inovação (Eseti), conectada ao Centro Interdisciplinar de Engenharias, Tecnologia e Inovação, que compõe a estrutura organizacional executiva da UnDF. Os primeiros cursos serão de Sistema de Informação, de Ciência da Computação, de Engenharia de Softwares e de Engenharia da Computação

A universidade

De iniciativa do Poder Executivo local, o Projeto de Lei Complementar nº 34/2020 enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 19 de março de 2020 enfrentava, enfim, uma incômoda realidade: o DF figurava, junto ao Acre, Rondônia, Sergipe e Espírito Santo, como uma das cinco unidades federativas no país que não tinham uma universidade pública estadual sob sua alçada.

A sanção da lei que criou a UnDF foi assinada em julho de 2021 pelo governador Ibaneis Rocha. Fruto de um sonho de décadas, o projeto pioneiro, de autoria do Executivo local, autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior.

Na ocasião, o GDF anunciou investimento de R$ 200 milhões pelos próximos quatro anos, a realização de concurso público para professores e tutores e a destinação de espaços para as instalações acadêmicas.

“Ela nasce de um compromisso nosso em 2018. Há muito tempo se falava da criação da universidade do DF. Fizemos um trabalho arrojado com a participação do nosso saudoso professor Jorge Amaury e da [reitora pro tempore] Simone Benck. Conseguimos encaminhar à CLDF o projeto de lei, criando e garantindo recursos para a universidade. Hoje, 11 meses após a sanção do projeto de lei, estamos entregando o primeiro prédio da universidade, com o concurso nas ruas para a contratação de professores e tutores, e estamos lançando também a pedra fundamental do novo prédio da universidade no Parque Tecnológico da Biotic”, declarou o governador.

O nome da UnDF é uma homenagem ao professor Jorge Amaury, que esteve na luta pela implantação dessa universidade até 2021 e faleceu vítima de covid-19.

 

 

 

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Rua do Lazer será estendida a todas as regiões administrativas

Diário Oficial publica decreto que possibilita a ampliação de espaços ao ar livre para lazer e a prática esportiva e cultural em todo o DF

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (28) o Decreto nº 43.485, que institui o programa Rua do Lazer em todas as regiões administrativas do DF. Já implantada no Eixão e no Paranoá, a iniciativa possibilita a ampliação de espaços a céu aberto para a realização de exercícios físicos e práticas esportivas e, naturalmente, lazer à comunidade em geral.

Coordenado pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), o programa estabelece o fechamento de vias públicas para prática de atividades físicas, lazer e cultura. Administrações regionais interessadas podem requerer a implementação da atividade por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

“Ao possibilitar o acesso gratuito da população a locais propícios para a prática de atividades físicas, estamos democratizando o esporte e levando mais qualidade de vida e saúde para a população”, afirma a secretária de esporte e lazer Giselle Ferreira.

O processo de solicitação de implantação passará por análise do corpo técnico de órgãos como DF Legal, Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que vão ajudar a definir os melhores pontos para o programa em cada região.

A Rua do Lazer inclui fechamento de pontos específicos aos domingos e feriados, das 6h às 17h, desde que a operação seja requerida com antecedência mínima de 30 dias. O trânsito de veículos no local será proibido durante o horário de funcionamento do programa, e o uso de sinalização viária para bloqueio da via é obrigatório.

*Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

 

 

 

 

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Reportagens

Governo Federal instala mais de 17 mil novos pontos de internet em todo o país

Cidades das regiões Norte e Nordeste concentram 75% das antenas instaladas, contribuindo para o fortalecimento da educação e para o desenvolvimento socioeconômico em localidades com baixo índice de conectividade

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Conexão por satélite e via terrestre, gratuita e com alta velocidade, está instalada em 1.460 cidades nordestinas; 6.807 escolas na região têm acesso à internet garantido – Foto: MCom

Por meio do programa que oferece gratuitamente conexão à internet em banda larga, foram entregues 17 mil pontos ativos no país, beneficiando mais de 11 milhões de brasileiros, em cerca de 3,1 mil cidades.

São 13,3 mil pontos instalados em localidades rurais (78% do total), onde garantir o acesso à internet é um desafio ainda maior. O programa instala antenas e roteadores em locais específicos, como escolas, assentamentos, Unidades Básicas de Saúde (UBS), comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, além de telecentros comunitários, por exemplo.

Juntos, Alagoas e Maranhão dispõem de mais de 2,8 mil antenas. Os locais com acessos instalados recebem conexão com velocidades que alcançam 10, 15 ou 20 megabites por segundo (Mbps).

A conexão permite que moradores se conectem com mais pessoas, naveguem por uma rede sem limites de conhecimentos e explorem ferramentas digitais disponíveis na palma da mão, ferramenta importante sobretudo para as escolas, que não tinham internet, e, a partir de abril, já contam com um contrato que prevê a conexão de 12 mil unidades. Atualmente, no Nordeste, 6.803 escolas têm acesso à internet garantido.

Bahia

O estado da Bahia é o estado com maior número de escolas conectadas no Nordeste. São, até o momento, 1.877 unidades de rede pública de ensino com internet. Para os baianos, já foram destinados, ao todo, 2.244 pontos, 80% deles em localidades rurais.

Com informações da Casa Civil.

 

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Reportagens

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(61) 98442-1010