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Incêndios florestais

É tempo de combater queimadas e incêndios florestais

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Silvestre Gorgulho, de Brasília


  É tempo d e reduzir a prática da queimada no manejo da terra e combater intensamente os incêndios florestais. Com a seca, aumentam os incêndios nas florestas e campos, provocando desequilíbrio ambiental, perda de fertilidade do solo, poluição, destruição das redes de eletricidade e de cercas, acidentes rodoviários e outros problemas mais. Todos os anos esses e outros reflexos das queimadas causam prejuízos para o Brasil, para os estados, para fazendeiros e, sobretudo, para a natureza. O Ibama tem promovido uma intensa campanha de controle do uso do fogo na agricultura, mas ainda é muito pouco. Há que haver um mutirão contra as queimadas, com a participação de governos estaduais, prefeituras, fazendeiros e da sociedade, sobretudo onde as queimadas têm acontecido com mais intensidade nessa época da seca. Existem tecnologias alternativas para reduzir a prática da queimada no manejo da terra e garantir a produtividade. Por que é importante conhecer essas tecnologias alternativas que a Embrapa tem para oferecer? Simples! Porque, na verdade, as queimadas são métodos arcaicos amplamente utilizados na agricultura brasileira, praticadas por indígenas e caboclos para facilitar a limpeza das áreas, sobretudo na cultura de cana-de-açucar e do algodão.


Além da limpeza de resíduos, ele elimina pragas, queima dejetos de serrarias, lixo e, incrível, é usado até como técnica de caça. Mas esses benefícios são muito pequenos para o impacto que causa, por isso preocupa a comunidade científica, ambientalistas e os governos, pois as queimadas podem gerar incêndios florestais devastadores e afetam diretamente os processos físico-químicos e biológicos dos solos. Além disso, deteriora a qualidade do ar, reduz a biodiversidade e prejudica a saúde humana. Isso sem falar na alteração da composição química da atmosfera, com o aumento do efeito estufa, e a maior penetração da radiação ultravioleta, com a destruição da camada de ozônio. Ao escapar do controle, o fogo atinge tanto o patrimônio público quanto o privado (florestas, cercas, linhas de transmissão e de telefonia e construções).


Os números das queimadas no Brasil
· 300 mil queimadas ocorrem por ano no Brasil;
· 85% das queimadas ocorrem na Amazônia Legal (Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas, Amapá, Pará, parte do Maranhão, do Mato Grosso e do Tocantins);
· 90% ocorrem em áreas desmatadas;
· Os estados que mais fizeram queimadas nos últimos três anos foram Mato Grosso (38% do total), Pará (27%), Maranhão (10%) e Tocantins (7%).


Para entender melhor


O que é o fogo?
O fogo é o desenvolvimento simultâneo de calor e luz, produzido pela combustão de certos corpos. Fogo é fenômeno natural. Toda a biomassa da floresta consiste de acúmulo de energia produzida pela fotossíntese. O dióxido de carbono, a água e a energia solar combinam-se para produzir celulose e outros carboidratos. Esse material é armazenado em todas as plantas verdes. O fogo reverte rapidamente esse processo, liberando a energia armazenada. É fácil visualizar essa relação básica ao se comparar as fórmulas da fotossíntese: CO2 + H2 O + ENERGIA SOLAR – (C6 H10 O5) + O e a combustão: (C6 H10 O5)N + O + IGNIÇÃO – CO2 + H2 O + CALOR
Pode-se observar que as fórmulas são quase idênticas, mas em direções opostas.


O que é queimada?
A queimada é prática agropastoril ou florestal que utiliza o fogo de forma controlada para viabilizar a agricultura. A queimada deve ser regida pela aplicação controlada do fogo à vegetação natural ou plantada, sob determinadas condições ambientais que permitam que o fogo mantenha confinada a área, dentro de uma intensidade de calor e uma velocidade de propagação compatíveis com os objetivos do manejo. A queima deve ser autorizada pelo Ibama ou pelo órgão estadual competente.


O que é incêndio florestal?
É o fogo sem controle que incida sobre qualquer forma de vegetação, podendo tanto ser provocado pelo homem quanto por uma causa natural.


Onde é proibido usar fogo
· Nas florestas e demais formas de vegetação;
· Para queima pura e simples de aparas de madeira, resíduos florestais e material lenhoso;
· Também não se pode usar fogo numa faixa de 15m dos limites de segurança das linhas de transmissão de energia elétrica;
· 100m ao redor da área de domínio de subestação de energia elétrica;
· 25m ao redor da área de domínio de estações de telecomunicações;
· 50m a partir do aceiro existente nas Unidades de Conservação;
· 15m de cada lado das rodovias estaduais e federais e das ferrovias, medidos a partir da faixa de domínio;
· Em área definida pela circunferência de raio igual a onze mil metros, tendo como referência o centro geométrico da pista de pouso dos aeroportos.


Como fazer a queima controlada
O interessado na obtenção de autorização para a queima deverá:


1) Definir as técnicas, os equipamentos e a mão-de-obra a serem utilizados;
2) Fazer o reconhecimento da área e avaliar o material a ser queimado;
3) Promover o enleiramento dos resíduos de vegetação, de forma a limitar a ação do fogo;
4) Preparar aceiros de no mínimo três metros de largura, ampliando essa faixa quando as condições climáticas, ambientais e topográficas assim o permitirem;
5) Providenciar pessoal treinado pra atuar no local da operação, com equipamentos apropriados;
6) Comunicar formalmente aos vizinhos a intenção de realizar a queimada controlada;
7) Prever a realização da queima em dia e horário apropriados, evitando os períodos de temperatura mais elevada;
8) Providenciar o oportuno acompanhamento de toda a operação de queima, para adotar, se necessário e a tempo, medidas de contenção do fogo.



Saiba como reduzir queimadas nas áreas de pastagens
Conheça diversas tecnologias da Embrapa para evitar o fogo e ainda aumentar a produtividade


Na história da pecuária nacional, é comum utilizar queimadas nas pastagens, principalmente na região dos Cerrados e da Amazônia, para renovar ou recuperar as áreas de pastoreio, eliminar plantas daninhas e agregar nutrientes ao solo, oriundos do material vegetal queimado. À primeira vista, a pastagem rebrotada surge com mais força e melhor aparência. Mas, ao longo dos anos, essa prática provoca a degradação físico-química do solo e traz enormes prejuízos ao ambiente. Em pastagens cultivadas, a queima pode, inclusive, eliminar as forrageiras leguminosas. Essa queima pode ser substituída, com vantagens, pelo uso de tecnologias alternativas. A melhor forma de utilizar a massa produzida pelas forrageiras é por intermédio do manejo de animais. Ele é um grande aliado no planejamento e na utilização da massa produzida pelas forrageiras. Com a tecnologia certa, o produtor melhora o consumo da matéria seca disponível nas pastagens, estendendo sua utilização até os períodos mais críticos, evitando assim o risco de queimadas. Conheça algumas soluções que, além de evitar o fogo, podem aumentar o desfrute do rebanho e a renda do produtor.


1 – Misturar uréia pecuária ao sal mineral é uma boa solução


Para que essa tecnologia dê resultado, é fundamental dispor de pastagens com boa disponibilidade de forragem, ou seja, bastante pasto seco. Ela é simples e de baixo custo. A mistura da uréia pecuária ao sal mineral fornece a proteína de que o animal precisa e não encontra na pastagem seca (cujo teor protéico é baixo) e ainda estimula o animal a aumentar o consumo de forragem. Com esse manejo, os animais podem ter ganho de peso. Além disso, se eles consomem maior quantidade de forragem na estação seca, menos ficará de sobra, e o pasto não mais precisará ser queimado para eliminar o excesso de material morto.


2 – Uso da “mistura múltipla”


A “mistura múltipla” é um suplemento alimentar para gado bovino, composto pela mistura de sal mineral com ingredientes que servem como fonte de energia (milho), fonte de proteína natural (farelo de soja) e fonte de nitrogênio não protéico (uréia). Para usar essa tecnologia também é necessário dispor de bastante pasto seco. Ela é mais completa do que a tecnologia da uréia, pois busca atender mais plenamente às exigências nutricionais dos animais. O ganho de peso obtido pelos produtores do Cerrado, dá um retorno de cerca de R$24,00 por ha. em 120 dias.


3 – Pastagem nativa complementada com Banco de Proteína


O Banco de Proteína é um sistema integrado, onde uma porção da área da pastagem nativa ou cultivada é reservada para leguminosas forrageiras de alto valor nutritivo. O acesso dos animais aos bancos de proteína pode ser livre ou limitado ao longo do ano ou em determinadas épocas. Ele corrige a deficiência de proteína e fornece forragem de melhor qualidade aos animais. Com o emprego do banco de proteínas, a área de pastagem pode ser reduzida, sem haver prejuízos acentuados no peso final dos animais. Mas as duas maiores vantagens são: as pastagens nativas não precisam ser queimadas (com a carga animal adequada não ocorre acúmulo de macega ou forragem) e o aumento da produção (as fêmeas podem ser cobertas aos dois anos de idade e os machos têm maior ganho de peso).


4 – Melhorando a pastagem sem o fogo


As alternativas tecnológicas desenvolvidas para restabelecer a capacidade produtiva das pastagens contemplam, em sua grande maioria, correção e fertilização do solo, associadas à sua movimentação, com implementos agrícolas. O uso das culturas de milho, milheto, arroz e soja, implantadas em pastagens degradadas e dentro de recomendações técnicas específicas, tem possibilitado a melhoria das pastagens e a produção de grãos durante um ou mais ciclos de cultivo. Na recuperação de pastagens, sem o uso de culturas anuais, deve-se incluir uma leguminosa forrageira, que incrementa a produção de forragem nas chuvas, pela maior oferta de nitrogênio, e elimina a perda de peso dos animais. A queimada destrói as leguminosas e essa é uma alternativa que impede a utilização do fogo.


5 – Adubação de manutenção + manejo de pastagens


Pode ser aplicada para pastagens cultivadas de Brachiaria e de Panicum. Consiste na aplicação anual (ou a cada dois anos) de fertilizantes solúveis de fósforo e potássio, em cobertura, no início da estação chuvosa. As quantidades de fertilizantes a serem aplicadas devem ser calculadas com base na análise do solo e recomendadas por um técnico da região, que conheça as características do solo e das condições de manejo animal da propriedade.


6 – Pastejo rotacionado intensivo + adubação + diversificação


A intensificação da pecuária via adubação possibilita o aproveitamento do excesso de forragem que, em outras situações, seria queimado. Permite, ainda, que a forrageira domine as ervas daninhas da pastagem, outra justificativa para as queimas.


7 – Diversificando espécies forrageiras


Outra tecnologia simples e interessante é a diversificação de espécies forrageiras na propriedade. Ela permite ofertar maior quantidade de forragem, durante as chuvas, e ainda preserva aquelas que mantêm sua qualidade ao longo da estação do ano, para uso no período seco. Proporciona maior racionalização no processo de produção da forragem e são também reduzidos os riscos de pragas e doenças que podem assolar os cultivos de uma espécie. É uma prática que precisa ser amplamente difundida entre os produtores de todo o país. A forragem constitui-se em fonte alimentar indispensável para os rebanhos e pode ser convertida em produtos como carne, leite e lã, prevenindo e reduzindo a prática das queimadas.


8 – Como reduzir queimadas nos sistemas de agricultura familiar


A queimada também é muito utilizada no preparo do solo para a prática da agricultura. Muitos produtores, principalmente os pequenos, são responsáveis por grandes quantidades de focos de incêndio que ocorrem no país. O hábito de utilizar as queimadas traz sérias conseqüências, já que o solo, com o passar do tempo, torna-se pobre, diminuindo a produtividade. O pequeno produtor geralmente pratica o sistema de agricultura familiar (caracterizado pela área reduzida das propriedades e utilização de mão-de-obra familiar) sem uso de tecnologia moderna e assistência técnica. Somente na região amazônica, o sistema engloba cerca de 600 mil estabelecimentos agropecuários.


Segundo técnicos da Embrapa, como o sistema de agricultura familiar possibilita variadas formas de cultivo, é impraticável desenvolver tecnologias próprias para cada tipo de sistema. Por isso, abaixo seguem algumas alternativas que podem substituir as queimadas, tornando o solo mais produtivo e possibilitando ao pequeno produtor colocar no mercado um produto mais competitivo.


O Sistema agroflorestal
O sistema agroflorestal é a técnica de plantio de culturas alimentares e madeireiras em uma mesma área. A sua vantagem é proporcionar ao agricultor um fluxo de renda durante todo o ano, além de preservar a vegetação nativa. Nesse sistema, pode-se utilizar diversas culturas. No entanto, é importante que o agricultor tenha uma noção das preferências do mercado consumidor local, optando pelas variedades que possam lhe trazer retorno financeiro.


A utilização do manejo florestal
No Pará, o comércio madeireiro é a segunda fonte de renda do estado. Além de gerar mais empregos que a pecuária, a exploração racional da madeira pode trazer mais quatro benefícios: geração de renda para o estado e o país; geração de empregos; controle do uso e do desmatamento da floresta; e diminuição dos focos de incêndio.


Para tanto, é necessário seguir alguns princípios básicos, como fazer o inventário florestal e mapear o estoque de árvores; conhecer a legislação vigente; conhecer o mercado para as madeiras existentes; replantar as árvores retiradas; realizar os tratos silviculturais, favorecendo a regeneração e o aumento de produtividade; planejar trilhas para o transporte das árvores derrubadas; aproveitamento de todas as partes da árvore retirada; realizar o controle contábil da exploração econômica e ambiental; e tomar precauções para evitar incêndios.


O reflorestamento social
Cerca de 55 milhões de hectares da Amazônia brasileira são compostos de áreas alteradas, onde é possível realizar o plantio de espécies madeireiras, de crescimento rápido, para produção de celulose, madeira, laminados e carvão vegetal.


Em áreas em condições de pleno Sol, algumas espécies são mais indicadas, como o parapará, o morototó, o taxi-branco, a castanha-do-pará, a paricá e a araracanga. Também é interessante a utilização de espécies fruteiras, para atender o consumo familiar como a manga, o caju, a taperebá, a pupunha, o dendê, o cupuaçu, o açaí, o coco, o café e diversas plantas medicinais.



9 – O alerta da meteorologia


O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), órgão vinculado ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento, tem um sistema de alerta de risco de queimadas. O sistema pode ser acessado via internet em tempo real (www.inmet.gov.br) e seu segredo é a utilização não somente de imagens de satélite, indicando onde há focos de calor, mas a combinação desses dados com vários outros mapas meteorológicos, como os de umidade relativa do ar, cobertura de nuvens e bacias hidrográficas. Antes, o satélite identificava apenas as áreas que estavam quentes. Isso dava origem a vários erros, porque o reflexo do sol nos rios ou em nuvens era interpretado como perigo de queimada.


A expressão focos de calor é utilizada para interpretar o registro de calor captado na superfície do solo pelo sensor AVHRR, que viaja a bordo dos satélites da série NOAA. Este sensor capta e registra qualquer temperatura acima de 47°C e a interpreta como sendo um foco de calor, o que não é necessariamente um foco de fogo ou incêndio. A combinação dos dados permite agora um alerta de alta confiabilidade.
O sistema do INMET mapea a situação de todos os estados brasileiros. Os usuários da rede podem saber quais as áreas de risco de combustão a cada 12 horas, o que ajuda na prevenção de queimadas para fins agrícolas e propagação de incêndios prejudiciais à biodiversidade.


Pelo site www.inmet.gov.br o Instituto apresenta outras novidades como o modelo de previsão numérica do tempo, o Modelo Brasileiro de Alta Resolução (MBAR). Ele consiste em um dos mais avançados métodos utilizados em meteorologia, possibilitando maior detalhamento da área em estudo e o aumento de acerto nas previsões do tempo. O modelo oferece prognósticos de chuva, cobertura de nuvens, pressão, ventos e temperatura para até 48 horas. Por isso, a tomada de decisões fica facilitada, auxiliando também na confecção de previsão de tempo. Além disso, os meteorologistas podem obter informações de determinada região em estudo a cada 25km.


10 – Quem pode ajudar na prevenção dos incêndios florestais?


São vários os organismos brasileiros que ajudam na prevenção e combate de incêndios florestais. Além do Ibama, das Secretarias de Meio Ambientes dos estados, das Polícias Florestais e do Corpo de Bombeiro, a Embrapa e o INPE monitoram os focos de calor e ajudam a espalhar informações que possam ser usadas no combate ao fogo, Além das diversas tecnologias e do trabalho dos organismos estatais, a grande ajuda para o combate de queimadas deve vir da sociedade, especialmente da área rural. Vem do esforço consciente do proprietário rural no uso do fogo, preocupado com seus vizinhos e com seu patrimônio. E como fazer isso? Simples. Primeiro, tomando as precauções; segundo, mobilizando os vizinhos para que todos compartilhem desse esforço nos dias de queimada, fazendo um mutirão para evitar que o fogo gere muita perda. Cada propriedade rural, dependendo do tamanho, perde 10% de sua renda com prejuízo resultante do fogo que foge ao controle. É o fogo que queima cerca, que queima paiol, pastagem fora de época, que consome pomares. Isso pode ser alterado se todos estiverem atentos para eliminar o fogo que vem do vizinho com medidas de precaução.


11 – Outras tecnologias para evitar queimadas em pequenas propriedades


Rotação de culturas
Além do uso de fertilizantes e de sementes selecionadas, a intensificação da agricultura traz benefícios para as pastagens dos pequenos produtores. Ao realizar a rotação das áreas utilizadas para agricultura intensiva com as pastagens, o produtor terá pastagens mais duradouras e produtivas. Como conseqüência, o agricultor não precisará utilizar a queimada para limpeza das pastagens, trazendo benefícios para o solo, o meio ambiente, além de fixar o homem no campo.
Os produtos a serem utilizados numa agricultura intensiva dependem de vários fatores, como análise de mercado, assistência técnica, controle de qualidade, constância na oferta e crédito garantido.


O zoneamento agroecológico
Outra técnica que permite a utilização racional do recurso solo é o zoneamento agrícola. Por meio dessa tecnologia, o produtor saberá o melhor período para plantar, o local mais adequado para agricultura e pecuária, a localização de reservas florestais, proteção de fontes e mananciais e como diminuir os riscos de degradação do solo. Essa estratégia deve ser utilizada pelos estados e municípios em seu planejamento agrícola.


A queimada controlada
A produção da agricultura familiar na Amazônia exige, em muitas propriedades, a remoção da floresta ou da vegetação secundária, o que significa derrubar e queimar. A queimada é uma prática barata para limpeza das pastagens nativas e, por isso, muito utilizada. No entanto, vale lembrar que queimada não significa incêndio. Por isso, para se fazer uma queimada controlada é necessário seguir alguns passos.
A queima controlada somente deve ser realizada em áreas definidas e com autorização do órgão competente. Por meio dessa técnica, o fogo orientado é utilizado como ferramenta para consumir a macega ou o excesso de material combustível. Para executar uma queimada controlada deve-se procurar o Ibama.


Os aceiros
Os aceiros são faixas onde a vegetação foi completamente removida da superfície do solo, geralmente localizada ao longo de cercas ou divisas, cujo objetivo é prevenir e impedir a passagem do fogo e a ocorrência de incêndios indesejáveis. Os aceiros devem ser feitos no início do período seco.


Mais informações:
Algumas recomendações devem ser seguidas para realizar a queimada controlada. Embrapa Gado de Corte (67-768-2000), Embrapa Cerrados (61-388-9953), Embrapa Meio-Norte (86-225-1141), Embrapa Amazônia Oriental (91-276-8170), Embrapa Amazônia Ocidental (92-622-2012), Embrapa Rondônia (69-222-3080), Embrapa Acre (68-224-3932), Embrapa Roraima (95-626-7125) ou Embrapa Amapá (96-241-1551), Secretarias de Estado do Meio Ambiente, Brigadas do Corpo de Bombeiros e Brigadas Civis dos Sindicatos de Trabalhadores Rurais e com o próprio Ibama, Inmet – (61) 344-7743 – www.inmet.gov.br


 

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UnDF ganha o primeiro campus, no Lago Norte

Estrutura vai atender alunos oriundos da região Norte do DF; governo já trabalha para a construção de um segundo polo de ensino, no Parque Tecnológico

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Ian Ferraz, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

“Essa é uma das maiores obras do nosso governo. Sou fruto da oportunidade e a oportunidade vem através do ensino e da educação. Aqui teremos profissionais qualificados lutando por uma educação de qualidade na nossa cidade”Governador Ibaneis Rocha

A Universidade do Distrito Federal Jorge Amaury (UnDF) ganhou o seu primeiro campus nesta terça-feira (28). Localizado no CA 2, no Lago Norte, o espaço vai atender alunos de toda a ponta norte do DF, como Varjão, Granja do Torto, Paranoá, Paranoá Park, Itapoã, Sobradinho, Sobradinho II, Planaltina e demais interessados em ingressar na instituição de ensino.

A cerimônia de inauguração da estrutura do Lago Norte contou com a participação do governador Ibaneis Rocha, da reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck, e da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, entre outras autoridades. Para o governador, a obra é um dos grandes marcos da gestão.

“Essa é uma das maiores obras do nosso governo, uma obra muito importante. Sou fruto da oportunidade, e a oportunidade vem por meio do ensino e da educação. Aqui teremos profissionais qualificados lutando por uma educação de qualidade na nossa cidade”, destacou o governador Ibaneis Rocha.

A criação da UnDF democratiza o acesso ao ensino superior. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2020, o DF teve 42,4 mil matrículas no ensino superior público e 106,9 mil matrículas em instituições privadas para o ensino presencial. Ou seja, 71,5% das vagas estão concentradas em entidades privadas de ensino.

O GDF trabalha para abrir um segundo campus no Parque Tecnológico (Biotic) para abrigar as faculdades de engenharia, tecnologia e inovação e a reitoria. No local serão investidos R$ 56 milhões para a construção do campus

“É importante lembrar que em 2019 tínhamos 124 mil jovens de 15 a 29 anos que não trabalhavam nem estudavam. Com a pandemia, esse cenário se tornou mais perverso, e a possibilidade da UnDF é ampliar essa oferta”, observou a reitora pro tempore da UnDF, Simone Benck.

O Campus Norte ocupa um espaço de 6,5 mil m² em um prédio cedido pela Terracap. A estrutura conta com 46 salas de aula e foi toda reformada, com a recuperação de calçadas, pátios, salas, banheiros, estacionamento e jardinagem – serviços que foram custeados pela Secretaria de Educação (SEE). O campus poderá comportar até 1,5 mil alunos.

“O maior beneficiário dessa universidade será, sem dúvida, o estudante da rede pública de ensino. Formaremos professores de qualidade que vão colaborar com os nossos alunos”, acrescenta a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

Os cursos da UnDF estão previstos para as áreas de Ciências da saúde e humanas, Cidadania e meio ambiente, Gestão governamental de políticas públicas e de serviços, Educação e magistério, Letras, artes e línguas estrangeiras modernas, Ciências da natureza e matemática, Educação física e esportes, Segurança pública e defesa social, Engenharia e áreas tecnológicas de setores produtivos e Arquitetura e urbanismo.

 

Cerimônia de inauguração do primeiro campus da UnDF, no Lago Norte, nesta terça-feira (28)

De olho na ampliação da estrutura e da oferta de ensino, o Governo do Distrito Federal (GDF) trabalha para abrir um segundo campus no Parque Tecnológico (Biotic), a fim de  abrigar as faculdades de engenharia, tecnologia e inovação e a reitoria. No local serão investidos R$ 56 milhões.

O convênio, celebrado nesta terça-feira (28) com o lançamento pedra fundamental, é firmado entre UnDF, Novacap, Biotic e Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) – que vai investir R$ 56 milhões na criação de um espaço de laboratórios multiúso para o desenvolvimento de pesquisas de alta tecnologia, em associação com grandes centros de pesquisa e desenvolvimento do país e do mundo.

A sanção da lei que criou a UnDF foi assinada em julho de 2021 pelo governador Ibaneis Rocha. Fruto de um sonho de décadas, o projeto pioneiro, de autoria do Executivo local, autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior

“O GDF, por meio da FAP-DF, já investiu mais de R$ 359 milhões em projetos de ciência, tecnologia e inovação. A UnDF não é diferente, e contou com fomento da fundação desde o início, com estudos de viabilidade, metodologias e estruturação da universidade, até o convênio para a construção da unidade voltada ao desenvolvimento de pesquisas de alta tecnologia”, detalha o diretor-presidente da FAP-DF, Marco Antônio Costa Júnior.

Também nesta terça-feira foi publicada no Diário Oficial do DF (DODF) a Resolução nº 5, que dispõe sobre a criação da Escola de Engenharia, Tecnologia e Inovação (Eseti), conectada ao Centro Interdisciplinar de Engenharias, Tecnologia e Inovação, que compõe a estrutura organizacional executiva da UnDF. Os primeiros cursos serão de Sistema de Informação, de Ciência da Computação, de Engenharia de Softwares e de Engenharia da Computação

A universidade

De iniciativa do Poder Executivo local, o Projeto de Lei Complementar nº 34/2020 enviado à Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em 19 de março de 2020 enfrentava, enfim, uma incômoda realidade: o DF figurava, junto ao Acre, Rondônia, Sergipe e Espírito Santo, como uma das cinco unidades federativas no país que não tinham uma universidade pública estadual sob sua alçada.

A sanção da lei que criou a UnDF foi assinada em julho de 2021 pelo governador Ibaneis Rocha. Fruto de um sonho de décadas, o projeto pioneiro, de autoria do Executivo local, autoriza a construção do primeiro centro universitário distrital, ampliando a oferta gratuita de vagas no ensino superior.

Na ocasião, o GDF anunciou investimento de R$ 200 milhões pelos próximos quatro anos, a realização de concurso público para professores e tutores e a destinação de espaços para as instalações acadêmicas.

“Ela nasce de um compromisso nosso em 2018. Há muito tempo se falava da criação da universidade do DF. Fizemos um trabalho arrojado com a participação do nosso saudoso professor Jorge Amaury e da [reitora pro tempore] Simone Benck. Conseguimos encaminhar à CLDF o projeto de lei, criando e garantindo recursos para a universidade. Hoje, 11 meses após a sanção do projeto de lei, estamos entregando o primeiro prédio da universidade, com o concurso nas ruas para a contratação de professores e tutores, e estamos lançando também a pedra fundamental do novo prédio da universidade no Parque Tecnológico da Biotic”, declarou o governador.

O nome da UnDF é uma homenagem ao professor Jorge Amaury, que esteve na luta pela implantação dessa universidade até 2021 e faleceu vítima de covid-19.

 

 

 

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Rua do Lazer será estendida a todas as regiões administrativas

Diário Oficial publica decreto que possibilita a ampliação de espaços ao ar livre para lazer e a prática esportiva e cultural em todo o DF

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Agência Brasília* | Edição: Chico Neto

 

Publicado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (28) o Decreto nº 43.485, que institui o programa Rua do Lazer em todas as regiões administrativas do DF. Já implantada no Eixão e no Paranoá, a iniciativa possibilita a ampliação de espaços a céu aberto para a realização de exercícios físicos e práticas esportivas e, naturalmente, lazer à comunidade em geral.

Coordenado pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), o programa estabelece o fechamento de vias públicas para prática de atividades físicas, lazer e cultura. Administrações regionais interessadas podem requerer a implementação da atividade por meio do Sistema Eletrônico de Informações (SEI).

“Ao possibilitar o acesso gratuito da população a locais propícios para a prática de atividades físicas, estamos democratizando o esporte e levando mais qualidade de vida e saúde para a população”, afirma a secretária de esporte e lazer Giselle Ferreira.

O processo de solicitação de implantação passará por análise do corpo técnico de órgãos como DF Legal, Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob), Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que vão ajudar a definir os melhores pontos para o programa em cada região.

A Rua do Lazer inclui fechamento de pontos específicos aos domingos e feriados, das 6h às 17h, desde que a operação seja requerida com antecedência mínima de 30 dias. O trânsito de veículos no local será proibido durante o horário de funcionamento do programa, e o uso de sinalização viária para bloqueio da via é obrigatório.

*Com informações da Secretaria de Esporte e Lazer

 

 

 

 

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Governo Federal instala mais de 17 mil novos pontos de internet em todo o país

Cidades das regiões Norte e Nordeste concentram 75% das antenas instaladas, contribuindo para o fortalecimento da educação e para o desenvolvimento socioeconômico em localidades com baixo índice de conectividade

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Conexão por satélite e via terrestre, gratuita e com alta velocidade, está instalada em 1.460 cidades nordestinas; 6.807 escolas na região têm acesso à internet garantido – Foto: MCom

Por meio do programa que oferece gratuitamente conexão à internet em banda larga, foram entregues 17 mil pontos ativos no país, beneficiando mais de 11 milhões de brasileiros, em cerca de 3,1 mil cidades.

São 13,3 mil pontos instalados em localidades rurais (78% do total), onde garantir o acesso à internet é um desafio ainda maior. O programa instala antenas e roteadores em locais específicos, como escolas, assentamentos, Unidades Básicas de Saúde (UBS), comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas, além de telecentros comunitários, por exemplo.

Juntos, Alagoas e Maranhão dispõem de mais de 2,8 mil antenas. Os locais com acessos instalados recebem conexão com velocidades que alcançam 10, 15 ou 20 megabites por segundo (Mbps).

A conexão permite que moradores se conectem com mais pessoas, naveguem por uma rede sem limites de conhecimentos e explorem ferramentas digitais disponíveis na palma da mão, ferramenta importante sobretudo para as escolas, que não tinham internet, e, a partir de abril, já contam com um contrato que prevê a conexão de 12 mil unidades. Atualmente, no Nordeste, 6.803 escolas têm acesso à internet garantido.

Bahia

O estado da Bahia é o estado com maior número de escolas conectadas no Nordeste. São, até o momento, 1.877 unidades de rede pública de ensino com internet. Para os baianos, já foram destinados, ao todo, 2.244 pontos, 80% deles em localidades rurais.

Com informações da Casa Civil.

 

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