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Fim da estiagem no Pantanal

A subida das águas vai estender-se até julho de 2006

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Em Corumbá (acima), o rio Paraguai
dá indicativo de que iniciou
a fase de enchente.


Duas imagens características
deste ecossistema: as vitórias-régias,
que reinam em águas pantaneiras
e o Tuiuiu, ave-símbolo da
região.

Silvestre Gorgulho,
de Brasília
Os cientistas sabem e os pantaneiros também.
O Pantanal é um ecossistema de exuberância
única, cuja biodiversidade é
regida pela alternância de períodos
de cheia e seca. É uma região
onde se misturam flora e fauna da região
amazônica e do cerrado. Maior planície
inundada do mundo, com 140 mil km quadrados,
no Pantanal a vida se renova entre uma cheia
e outra. Tudo isto faz do Pantanal Matogrossense,
um santuário ecológico no coração
do Brasil. A Embrapa acaba de anunciar que
após um período de nove meses
registrando níveis abaixo dos índices
históricos, as águas do rio
Paraguai, em Ladário-MS, voltam a atingir
a normalidade. O rio Paraguai é o principal
dreno coletor das águas do Pantanal
e planaltos adjacentes. Isto significa o início
de uma nova fase de vida na região.

Os pesquisadores da Embrapa
Pantanal (Corumbá, MS) acompanham a
retomada da subida das águas do rio
Paraguai, que registrou o menor nível
das últimas três décadas.
O pesquisador e hidrólogo Sérgio
Galdino, explica que, desde que a régua
Ladarense atingiu o seu menor valor dos últimos
32 anos (1974 a 2005), que foi de 88 centímetros,
ocorrido nos dias 8 e 9 de novembro, o rio
Paraguai vêem subindo em média
1 centímetro ao dia. A elevação
é um forte indicativo que o rio iniciou
a sua fase de enchente. “A subida das
águas vai estender-se até os
meses de junho e julho de 2006”, informa
Galdino.
“A cheia de 2006 será muito importante,
pois se o nível máximo na régua
de Ladário, for inferior a 4 metros,
o Pantanal iniciará um novo ciclo de
seca. Caso contrário, ou seja se o
pico da cheia de 2006 for igual ou superior
a 4 metros, então o Pantanal continuará
vivenciando o seu mais longo e intenso ciclo
de cheia, que se tem registro, iniciado em
1974”, salienta o hidrólogo da
Embrapa.
A partir de ste mês, a Embrapa Pantanal
divulga as suas previsões iniciais
sobre a intensidade da cheia de 2006, por
intermédio do método probabilístico,
desenvolvido por pesquisadores da Unidade.
Os interessados em acompanhar o comportamento
do Rio Paraguai e Cuiabá, no Pantanal,
com antecedência de até quatro
semanas, podem acessar as previsões
semanais da CPRM:
http://www.cprm.gov.br/rehi/pdf/prev.pdf.

Desmatamento na Bacia
do rio Paraguai compromete Pantanal

26 mil km² da vegetação
(quase metade da Bacia) já foram transformados
em áreas de pastagem e cultivo


Segundo a CI Brasil, dentro de uns 45
anos a vegetação original
do Pantanal pode desaparecer

O que acontece com a Amazônia,
se repete no Pantanal matogrossense: desmatamentos,
queimadas, assoreamento de rios e a degradação
do solo estão comprometendo terrivelmente
a planície pantaneira. Um levantamento
feito pela Ong Conservação Internacional
(CI-Brasil) mostra que 45% da área
total da Bacia e 17% da cobertura vegetal
original do Pantanal já foram destruídos.
Sempre com o mesmo objetivo: abertura de áreas
de pastagem e cultivo de grãos. Segundo
o relatório, se mantido o ritmo atual
de desmatamento ou troca de pastagens nativas
para a introdução de espécies
exóticas – mais produtivas ao gado
-, dentro de aproximadamente 45 anos a vegetação
original do Pantanal terá desaparecido
completamente.

Como a CI-Brasil chegou a estas
conclusões? Simples: os cientistas
analisaram imagens de satélite e compararam
a proporção da área que
ainda tem vegetação nativa em
relação à área
que já teve sua cobertura vegetal original
suprimida. Constataram que a agropecuária
e as carvoarias são os principais fatores
de risco à conservação
da Bacia do Alto Rio Paraguai, de significativa
importância para a drenagem hidrográfica
central do continente sul-americano.
A Bacia do Alto Rio Paraguai possui cerca
600.000 Km², que se estendem pela América
do Sul, dos quais 363.442 Km² estão
em território brasileiro. As nascentes
dos rios da BAP ocupam uma área de
215.813 Km² localizadas nos planaltos
do seu entorno e representam 59% da área
da Bacia. A destruição do Pantanal
parece não levar em consideração
o fato de o Pantanal, que ocupa 41% da área
da Bacia, ser considerado a maior área
úmida do mundo, declarada Patrimônio
Nacional pela Constituição Brasileira
de 1988, com sítios de relevante importância
internacional pela Convenção
de Áreas Úmidas RAMSAR e áreas
de Reserva da Biosfera estabelecidas pela
Unesco em 2000.

A estatística
da destruição

Os números constam do relatório
“Estimativa de perda da área natural
da Bacia do Alto Paraguai e Pantanal Brasileiro”,
produzido pelo programa Pantanal da CI-Brasil.
A situação da área analisada
é bastante crítica, pois até
2004 cerca de 44% dessa área teve sua
vegetação original completamente
descaracterizada. Dos 87 municípios
incluídos na BAP (34 no Mato Grosso
do Suk e 53 no Mato Grosso), 59 apresentaram
mais da metade de seus respectivos territórios
com a cobertura vegetal alterada, em contraste
com 28 municípios que (ainda) apresentam
entre 12% e 49% de suas áreas suprimidas.
O problema se intensifica em 22 municípios
que desmataram mais de 80% de suas áreas,
dos quais 19 tiveram áreas suprimidas
de vegetação original superiores
a 90% de seus territórios.
“É extremamente importante conservar
as áreas de entorno da planície
pantaneira, pois ali estão as nascentes
dos rios que constituem o Pantanal. Essas
localidades contribuem para o povoamento silvestre
e constituem refúgios para a fauna
nos períodos desfavoráveis,
abrigando espécies que se deslocam
para evitar as enchentes e os extremos climáticos”,
explica Sandro Menezes, gerente do Programa
Pantanal da CI-Brasil.
Até 2004, a destruição
da vegetação nativa no Pantanal
representava cerca de 17% de sua área
original, totalizando aproximadamente 25.750
km². O estado de Mato Grosso do Sul é
responsável por 11% desse índice,
enquanto no Mato Grosso, a taxa foi de 6%.
Houve, na realidade, um aumento significativo.
O desmate entre 1990-2000 na planície
pantaneira aumentou em uma taxa de 0,46% por
ano. O número subiu para 2,3%, considerando
o período 2000-2004.

MT expede 1.218 licenças
de desmatamento no Pantanal

O estudo fez ainda um levantamento
das licenças de desmatamento emitidas
pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente
do estado de MS, entre janeiro de 2002 e setembro
de 2004. Ao todo, foram expedidas 1.218 licenças,
totalizando uma área de 250.700 hectares.
Os municípios com as maiores áreas
licenciadas foram Corumbá, Porto Murtinho
e Aquidauana, localizados integralmente na
planície pantaneira. Também
é preocupante o fato de municípios
com altos percentuais desmatados, como é
o caso de Camapuã, figurarem entre
aqueles que tiveram as maiores áreas
licenciadas para supressão da vegetação.
O cruzamento desses dados com informações
do IBGE indicam que o alto índice de
devastação não se reflete
no aumento do IDH – índice de desenvolvimento
humano – e tampouco no incremento das atividades
ditas produtivas.

Proteção, impacto e
ameaças

Apenas 2,9 % da Bacia e 4,5% da área
da planície pantaneira estão
protegidos por algum tipo de Unidade de Conservação
de Proteção Integral (UCPI)
e Reservas Particulares do Patrimônio
Natural (RPPN). Em toda a área da BAP
apenas 10.596 Km² encontram-se protegidos
em 19 UCPI e em 34 reservas. Na área
de planície que abrange os dois Estados,
são somente cinco UCPI públicas
e 16 RPPN, totalizando 6.757,99 km².
No Mato Grosso do Sul, existe apenas uma unidade
de conservação pública
na planície pantaneira que é
o Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro,
ainda a ser implementada e que protegerá
0,5% do Pantanal sul-mato-grossense.
O impacto imediato dessa situação
é a degradação do solo,
o comprometimento dos processos hidrológicos
que determinam os ciclos de cheia e seca,
em grande parte responsáveis por toda
a riqueza biológica da região
e a perda de biodiversidade, pois recursos
como abrigo, alimento e locais de reprodução
oferecidos pelas florestas e demais tipos
de vegetação às espécies
animais não estarão mais disponíveis.
Um exemplo é a arara-azul, espécie
ameaçada de extinção,
que depende da árvore chamada popularmente
de manduvi (Sterculia apetala – Sterculiaceae),
para abrigo e reprodução. Apesar
de todos os esforços de conservação
empreendidos na região do Pantanal,
sem a disponibilidade dessa árvore
a arara-azul está fadada a desaparecer
da natureza.

Recomendações
A Secretaria de Meio Ambiente do Mato Grosso
do Sul e o próprio Ibama admitem limitações
de estrutura e funcionários para fiscalizar
as ações. E se por um lado o
Ministério do Meio Ambiente trabalha
para que o percentual de áreas protegidas
no Pantanal e Cerrado aumente, o Ministério
da Agricultura trabalha com uma perspectiva
de utilização de aproximadamente
100 milhões de hectares adicionais
para a expansão da agricultura, o que
certamente vai acelerar o processo de desmatamento
na BAP e no Pantanal.
O relatório recomenda algumas ações
para reverter a situação atual,
como o alinhamento da atuação
das diferentes esferas do poder público
(municipal, estadual e federal); revisão
da legislação vigente referente
às áreas de proteção
permanente e reservas legais para a região
da Bacia do Alto rio Paraguai; integração
nas políticas de conservação
e uso dos recursos naturais entre os estados
de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul; maior
esforço do poder público no
sentido de avaliar profundamente o licenciamento
e a fiscalização de novos empreendimentos
que provoquem impactos sobre a região
da Bacia do Alto rio Paraguai e a implementação
de um amplo programa de restauração
ambiental nas áreas já degradadas
e que estejam em discordância com a
legislação vigente, atribuindo
aos responsáveis pela degradação
o ônus de custear este processo.

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Meu amigo Orlando Villas-Bôas seu nome é paz!

Carta de saudade

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A vida ensina sempre. Ensinou a você, Orlando, Álvaro, Leonardo e Claudio, ensina a mim e ensina aos nossos filhos. Uma das coisas que aprendi é que só a saudade faz a gente parar no tempo. Sua despedida neste 12 de dezembro 2003, me fez voltar ao mesmo dezembro de 1972, quando você, que tinha acabado de chegar das margens do rio Peixoto, no Xingu, onde contactava os Krenhacãrore, pegou uma kombi em São Paulo e foi para Belo Horizonte paraninfar a turma de Comunicação da UFMG 1972. Por três dias ficou hospedado na minha “república” no 26ª andar do edifício JK, na praça Raul Soares.

À véspera da formatura, 20 de dezembro de 1972, meus 29 colegas e eu tivemos uma verdadeira Aula Magna de Brasil. Foi a mais importante aula dos meus quatro anos de universidade. A aula que direcionou meu caminhar profissional: o jornalismo de meio ambiente. Éramos 30 formandos que, na véspera da grande festa, sentamos no chão do meu apartamento, em círculo como nas tribos, para embevecidos escutar você falando de florestas, de índios, de brancos, de rios, de solidariedade e de bichos.

Sua primeira lição foi, para mim, ex-seminarista, um susto:

“Desde o Descobrimento o homem branco destrói a cultura indígena. Primeiro para salvar sua alma, depois para roubar sua terra”.

Depois vieram as perguntas para matar nossas curiosidades. Suas respostas doces, duras e definitivas vinham aquecidas pela vasta vivência de décadas na Amazônia, como último dos pioneiros da saga da expedição Roncador/Xingu. Eram ouvidas com máxima atenção:

“Foram os índios que nos deram um continente para que o tornássemos uma Nação. Temos para com os índios uma dívida que não está sendo paga”.

“Não fosse a Escola Paulista de Medicina, a Força Aérea Brasileira e a nossa teimosia, muitas tribos já teriam sido aniquiladas”.

“O Serviço de Proteção ao Índio, no Brasil, nunca teve lugar seguro: começou no Ministério da Guerra, com o Marechal Rondon. Depois foi transferido para o Ministério da Agricultura, estagiou no Ministério do Interior e estacionou no Ministério da Justiça. Como o próprio índio, esse serviço parece um estorvo”.

“O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”.

 

AMIGO ORLANDO, você junto com Leonardo, Álvaro e Cláudio, irmãos aventureiros na solidariedade, sempre devem estar relembrando histórias fantásticas. Para os índios, vocês vão se juntar ao Sol e ao trovão para virar lenda. E, para os brancos, deixam uma lição de vida e de coragem.

Das lições daquela noite de 20 de dezembro de 1972, eu guardo uma muito especial. Em vez de ensinar, o homem branco deveria ter humildade para aprender. Você falava da harmonia em uma tribo:
“O velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo”.

 

Meu amigo, obrigado pelas lições dadas há exatos 49 anos.

Obrigado por você ter me apresentado o Brasil e ensinado a ser brasileiro.

Nunca mais vou esquecer que para a criança ser a dona do mundo, nós temos que seguir seu exemplo de garra, de audácia e de aventura para defender nossas culturas, conservar nossa diversidade, preservar nossas florestas, proteger nossos rios e contactar sempre em nome da paz.

A PAZ não se pode manter pela violência e pela força, mas sim pelo respeito, pela tolerância e pela serenidade.

 

MEU AMIGO ORLANDO VILLAS-BÔAS. SEU NOME É PAZ!

 

 

 

 

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Primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia, no Pantanal de MT, será formada neste fim de semana

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Sesc Pantanal

SOS PANTANAL

SESC PANTANAL APOIA PRIMEIRA BRIGADA COMUNITÁRIA
Treinamento da SOS Pantanal, em parceria com o Polo Socioambiental Sesc Pantanal, acontece nos dias 19, 20 e 21 de junho
Começa neste final de semana, o treinamento para a formação da primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia (171 km de Cuiabá), distrito de Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.
A turma de 28 pessoas, que inclui moradores e guarda-parques da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), faz parte da iniciativa do Instituto SOS Pantanal para estabelecer 28 brigadas no bioma.
São Pedro de Joselândia faz divisa com a RPPN, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal que é parceiro da ação e responsável pelos equipamentos doados pela SOS Pantanal em benefício da comunidade. A RPPN Sesc Pantanal é a maior reserva natural privada do país, com 108 mil hectares, e também está localizada no município de barão de Melgaço.
COMBATE À INCÊNDIOS FLORESTAIS
As brigadas serão treinadas com apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), em convênio com a SOS Pantanal. Também apoiam o treinamento o Corpo de Bombeiros e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.
A capacitação consiste em duas etapas. A primeira é uma parte teórica, onde são passadas as instruções e os procedimentos para organização das equipes durante o combate. A segunda é a parte prática, onde os brigadistas aprendem no campo como funciona o combate às chamas.
BRIGADAS PANTANEIRAS
Durante os meses de junho e julho, a SOS Pantanal capacitará cerca de 200 brigadistas, em 8 municípios diferentes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As brigadas estão espalhadas nos principais pontos onde historicamente o fogo é mais intenso e recorrente.
SESC PANTANAL
Com 20 anos de experiência na prevenção e combate a incêndios no Pantanal, a Brigada Sesc Pantanal também fará parte da formação. A instituição já realizou no mês de maio a sua capacitação anual de novos brigadistas, em Poconé e Barão de Melgaço, que faz parte das ações preventivas do Polo para a temporada da seca no bioma. Realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, a formação foi destinada a 40 pessoas, entre guarda-parques, funcionários de fazendas e comunidades rurais e pantaneiras.

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Como será o trânsito do futuro?

Para pensar soluções estratégicas, o Detran-DF terá um centro de inovação tecnológica

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Impulso tecnológico por uma Brasília mais moderna – Agência Brasília

 

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) avança mais uma etapa no processo de modernização e transformação digital e começa a desenhar seu futuro no campo da tecnologia com a inauguração do Centro de Inovação Tecnológica – CITDetran.

A nova instalação do Detran, no Edifício de Governança do Parque Tecnológico de Brasília – BioTIC, irá abrigar uma parte da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Dirtec), que terá como prioridade construir uma agenda de desenvolvimento tecnológico voltada, exclusivamente, para pensar o trânsito da capital para as próximas décadas, de forma inovadora e estratégica. Lá será o centro de criação de soluções que irão transformar o dia a dia do trânsito.

“É disso que o Departamento de Trânsito necessita: olhar para o futuro, pensar como será o trânsito daqui a 10 ou 20 anos. E para isso precisamos nos antecipar”, declarou Zélio Maia, diretor-geral do Detran-DF, que quer desenvolver novas tecnologias o mais rápido possível para enfrentar o trânsito cada vez maior e mais complexo do Distrito Federal.

E para o diretor de Tecnologia do Detran, Fábio de Souza, não é apenas uma mudança institucional, mas um novo modelo de desenvolvimento para todo o Departamento. “E não há nada melhor para se fazer isso do que estar em um ambiente de inovação”, explica Fábio, fundamentando a escolha pela Biotic que será, num futuro próximo, o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do Distrito Federal e que permitirá o estímulo, criação e consolidação dos projetos do Detran, além de possibilitar que as pesquisas se transformem em negócios, assim como estímulo ao desenvolvimento de ações que dinamizem o processo de geração de novos empreendimentos em tecnologia.

 

 

 

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