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Índio quer computador e universidade

A informática e a internet chegam às aldeias do extremo norte do Amazonas para promover a inclusão social

Silvestre Gorgulho


 A luta pela causa indígena não tem fim: mais saúde, demarcação de terra, educação e respeito. Mas esta luta, para muitas tribos, atingiu outro patamar: computadores, internet, cursos profissionalizantes e universidades. No final do ano passado, dez índios de três aldeias Tukano do Alto Rio Negro – Balaio, Taracuá e Pari-cachoeira – receberam diploma do 1º curso de Alfabetização Digital Diferenciada, no auditório do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia – Ibict. O programa, que é uma iniciativa do Ibict, com apoio da Funai e da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), tem como meta alfabetizar digitalmente as comunidades indígenas e inserir a internet na vida dos índios. Também objetiva proporcionar autonomia pela informática aos índios, fazendo com que os professores indígenas sirvam de multiplicadores e criem conteúdos sobre a cultura indígena, fortalecendo a sua história e linguagem. Segundo o diretor do Ibict, Emir Suaiden, esta ação, que recebeu o nome de Corredor Digital, é histórica, pois foi “a primeira vez que o Ibict, em 50 anos de existência, promoveu um evento como o da Alfabetização Digital Diferenciada, num programa importantíssimo de inclusão social”.As aldeias indígenas atendidas pelo programa do Ibict estão no extremo norte do Amazonas, perto da fronteira com a Colômbia e a Venezuela. Os dez índios treinados aprenderam a trabalhar com o Windows e o Microsoft Office.
Hoje eles são multiplicadores destas ações tecnológicas, mas na verdade quando vieram a Brasília fazer o curso, eles tiveram o primeiro contato com o computador. As três aldeias Tukano do Alto Rio Negro – Balaio, Taracuá e Pari-cachoeira estão separadas entre si por 1.600km.
 “É a primeira experiência de inclusão digital com comunidades indígenas. E resolvemos fazer com que fosse mais do que simplesmente levar computadores para lá. Queremos que funcione como uma ferramenta de for-talecimento da cultura e da língua dos tukanos”, explica Orlene Lúcia Carvalho, professora do Departamento de Lingüística da UnB. Ela trabalha no projeto com Cecília Leite e Dora Galesso, ambas do Ibict.


Mouse virou Bi’i


Um dado interessante: o programa previu a  personalização dos programas e equipamentos que os índios passaram a conhecer.
No encontro em Brasília eles definiram que nomes iriam dar para as partes do computador. O mouse virou Bi’í, que na língua deles quer dizer rato. Mas a lição maior veio de Sebastião Duarte, que vive na tribo de Taracuá, uma das três da etnia tukano: “Vocês brancos são muito fracos nisso. Não entendo como o brasileiro não tem a sensibilidade de perceber que isso também é uma forma de dominação”.
E seguindo o raciocínio de defesa de sua cultura, Sebastião Duarte foi além: o que mais atrai nossas tribos é a preservação dos próprios valores. “Para os índios é importante poder manter a própria cultura viva, armazenado na língua deles seus mitos e lendas”, concluiu.
Os conceitos da informática também passam por analogia com procedimentos do dia-a-dia das tribos. Para explicar o que são ferramentas, foto de uma enxada, e para falar do conceito de tecnologia, a feitura da bebida alcoólica que eles consomem por lá, a kaxiri. E como a intenção do programa é dar autonomia para as comunidades, os planos são preparar os programas para receberem as palavras da língua tukano.



“Para os índios é importante poder manter a própria cultura viva,
armazenado na língua deles seus mitos e lendas”
Sebastião Duarte


 “Tudo o que não aconteceu de 2003 a 2006 a gente fará acontecer até 2010. Vocês, índios, terão no meu segundo mandato muito mais atenção do governo”.
Do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aproveitando o Dia do Índio para fazer um mea-culpa por não ter melhorado, em seu primeiro mandato, a qualidade  de vida dos 700 mil índios do País.
O presidente reconheceu o descaso do governo nas aldeias.


Mantendo a cultura


Depois da fase de treinamento em Brasília, técnicos e professores viajaram para as aldeias, localizadas numa região do Amazonas conhecida como Cabeça de Cachorro. Lá fizeram o acompanhamento e a manutenção dos equipamentos e do uso dos computadores.
Este processo vai durar ainda até o final deste ano. “A intenção de um acompa-nhamento de tão perto é para vermos os acertos e erros do processo.
E isso é importante porque há o interesse de continuar com essa ação em outros lugares e com outras etnias”, afirma Dora Galesso, diretora da ação Corredor Digital.
Nas aldeias os computadores acessam a internet por satélite e funcionam com placas de energia solar.
“A nossa intenção é levar a autonomia que a informática traz para que eles, e outras sociedades culturais diferentes da nossa, como os quilombolas, possam manter sua cultura e também disponibilizá-la para nós”, explica Dora Galesso. 
Orlene Lúcia Carvalho lembra sempre uma afirmação do índio Oséas Ramos Marinho, da aldeia de Pari-cachoeira, que fez o curso no Ibict. Para Oséas, “a inclusão digital dos índios é uma forma de poder lutar com os brancos usando a arma que eles usam”.  Explica o índio, hoje internauta, que “muitos jovens saíam de suas casas para ir atrás de estudos e oportunidades de emprego. Agora, essa oportunidade chegou à própria aldeia através da informática”.


“Muitos jovens índios saíam de suas casas para ir atrás de estudos e
oportunidades de emprego. Agora,
essa oportunidade chegou à própria aldeia através da informática”.
Oséas Ramos Marinho, da aldeia de Pari-cachoeira.


 


Dia do Índio chegou no Memorial


Pela primeira vez na história de Brasília
um índio é nomeado diretor do
Memorial dos Povos Indígenas


As Nações Unidas estabeleceram objetivos a serem alcançados no campo dos direitos humanos dos povos indígenas como as metas do milênio. E entre esses alvos está a necessidade de dar oportunidades às representações indígenas no planejamento e nas políticas públicas. O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem buscado mudanças concretas na gestão pública. Busca inovar, também, nos empreendimentos sócioculturais. Por exemplo, pela primeira vez na história de Brasília, um indígena será o coordenador das atividades do Memorial dos Povos Indígenas. É um reconhecimento ao indígena que resgatou as obras de Oscar Niemeyer, buscou recursos financeiros junto ao Banco do Brasil e para sua construção e buscou  apoio espiritual das lideranças indígenas tradicionais. Naturalmente nada disso teria sentido sem o apoio político e visionário do ex-governador José Aparecido de Oliveira. Foi Aparecido quem conseguiu da Unesco fazer de Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade, um título que faz hoje 20 anos e será comemorado com um grande seminário internacional, em dezembro.


 Segundo o líder e novo diretor do Memorial dos Povos Indígenas de Brasília, o líder indigenista Marcos Terena, o conceito de um memorial indígena não pode incorrer em erros do pensamento museológico da conservação ou de um passado morto.
“Dentro de um mundo moderno e tecnológico – diz Terena – a sociedade e as informações se tornaram mais velozes e mais dinâmicas. O  respeito ao passado indígena e a história oral são formas de equilíbrio e boa convivência com os novos tempos e argumentos para o futuro melhor”. Assim, também, caminha a humanidade indígena.
Para Marcos Terena não existe no conceito indígena esse homenagear permanente aos mortos ou o constante reclamar dos erros desse passado que geralmente gera ódio e contradição. “As sociedades indígenas não compartem por exemplo que para gerar a paz, é preciso impor a guerra entre povos irmãos”.
Brasília, capital das culturas brasileiras, promove um novo o-lhar aos direitos indígenas. Por Brasília transitam mais de 100 povos a cada ano. Moram em Brasília e arredores cerca de 5 mil indígenas.
Segundo Terena, isso “é uma demonstração cabal de que Brasília  não é uma cidade leviana. Nem apenas um palco de políticos corruptos. Brasília faz parte de um povo que vive e convive com a realidade de negros, brancos e indígenas”.
Para Marcos Terena, talvez o Memorial dos Povos Indígenas não tem que responder de imediato às demandas da cultura indígena que corresponde a pelo menos 200 etnias, mas deve construir um sistema dinâmico que gere na sociedade nacional, uma nova consciência sobre o significado de ser brasileiro.
“Vale relembrar personalidades que já nos anos 70 buscavam seus direitos como o cacique Mário Juruna e seu inseparável gravador.
O importante é buscar um relacionamento de respeito mútuo entre os diferentes e relembrar sempre como erro a jamais ser repetido, o calvário e a morte de Galdino Pataxó”.
“Certamente – enfatiza Marcos Terena – atuar como coordenador das novas atividades do Memorial dos Povos Indígenas será, também, a busca de uma linha de parcerias com instâncias nacionais e internacionais para a reconstrução física desse importante espaço.
Um Café Indígena, um parque temático intercultural que gere convivência, e exercite a memória, a sabedoria e os conhecimentos tradicionais indígenas”.
“O espaço significa um habitat ecológico e cultural que possibilite à sociedade envolvente, um cenário das artes, das literaturas e do cotidiano indígena. Afinal – conclui o novo diretor do Memorial dos Povos Indígenas – existe em Brasília uma população indígena grande. Pessoas que  reconhecem com orgulho sua origem e defendem sua cultura, suas tradições e seu futuro como cidadãos”.
De fato, esse é um desafio a ser atingido e um exemplo a ser seguido pelas políticas públicas, seja para o indígena coordenador do Memorial, seja para o Governo de Brasília, seja para toda a sociedade brasileira”.
Esse dia do Índio chegou.


Marcos Terena
Um nome que se confunde com a própria natureza: rica, dadivosa,


exuberante, amiga e fiel.


Silvestre Gorgulho, de Brasília


O índio, piloto e líder Marcos Terena tem história. Criou o primeiro movimento indígena no Brasil e idealizou e organizou a Conferência Mundial dos Povos Indígenas sobre território, meio ambiente e desenvolvimento, durante a RIO/92, onde foi escrito a Carta da Terra com 109 recomendações e a Declaração da Kari-Oca. Terena é membro do Comitê Intertribal e da Comissão Brasileira de Justiça e Paz, da Coalizão Internacional Land is Life e da Cátedra Indígena Internacional.



Voltemos no tempo. Em 1990, o jornalista Zózimo Barroso do Amaral deu em sua coluna do Jornal do Brasil uma nota, com o título “Procura-se”. A nota dizia que um índio de nome Marcos Terena acabara de ser demitido da Funai, onde era piloto – mesmo tendo entrado em avião só como passageiro e, assim mesmo, morrendo de medo. Foi na resposta de Marcos Terena ao JB, que se conheceu o valor, a grandeza, a altivez e a dignidade de Marcos:
“Sou um dos 240 mil índios brasileiros e um dos seus interlocutores junto ao homem branco. Quando ainda tinha nove anos, fui levado a conhecer o mundo. Era preciso ler, escrever e falar o português.
Um dia, a professora me pôs de castigo, não sabia por que, mas obedeci. Fiquei de frente para o quadro negro, de costas para a sala. Quando meus colegas entraram, morreram de rir. Não sabia o motivo, mas sentia-se orgulhoso por fazê-los rir. Eles riam porque descobriram meu segredo: meu sapato não tinha sola, apenas um buraco, amarrado por arame.
Naquele momento, sem querer, acabei descobrindo o segredo do homem civilizado: suas crianças não eram apenas crianças.
Apenas uma palavra as separava das outras crianças: pobreza.”
 E Terena continua sua carta:
 “Um dia me chamaram de “japonês”. Decidi adotar essa identidade. E fiz isso por 14 anos.”
Foi passando por japonês que Marcos Terena conseguiu estudar, entrar para a FAB, aprender a pilotar. Veio para Brasília. Deixou de ser japonês para voltar a ser índio. Ai descobriu que era “tutelado”. Mais: como tinha estudo, começou a explicar a lei para seus companheiros de selva. É ele quem diz:
“Expliquei e fui acorrentado. Pelos índios, como irmãos. Pela Funai, como subversivo da ordem e dos costumes”.
Veio o drama: continuar sendo branco-japonês e exercer sua profissão de piloto, ou voltar a ser índio, mesmo sendo subversivo.
Marcos Terena era o próprio filho pródigo. Sabia ler, escrever, analisar o mundo, entender outras línguas. Mas, como índio, recebeu um castigo dos tutores da Funai: não podia exercer sua profissão, pilotar. Só depois de muita luta, recebeu seu brevê do Ministério da Aeronáutica.
A carta de Terena ao JB continua. É linda. Uma lição. Quando publicada, mereceu uma crônica especial da Acadêmica Rachel de Queiroz. E Terena, ao concluir sua carta, deixou uma lição a todos os jornalistas e aos homens de boa vontade:
 “Não guardo rancores pela nota. Foi mais uma oportunidade de fazer valer a nossa voz como índio. Gostaria apenas que o jornalista inteirasse dessas informações todas e soubesse de minha vontade em tê-lo como amigo”.
Respeitado por índios e brancos – sul-matogrossense de Taunay –  Marcos Terena, 53 anos,  maior líder do movimento indigenista brasileiro  é um exemplo.
Seu nome, sua obra e sua luta se confundem com a própria natureza: rica, dadivosa, exuberante, amiga e fiel. 

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Programação cultural movimenta o fim de semana e o feriado no DF

Espetáculos, feiras, música e cinema abrangem diferentes regiões do Distrito Federal; confira os eventos incentivados pelo GDF, com transporte gratuito pelo programa Vai de Graça aos domingos e feriados

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Entre palcos, feiras, livros, cinema e encontros ao ar livre, o Distrito Federal prepara-se para um fim de semana em que a cultura ocupa diferentes espaços e convida o público a circular, experimentar e celebrar a diversidade de expressões artísticas espalhadas pela cidade. A agenda ainda se estende para o aniversário de Brasília, no dia 21, incluindo shows e atividades abertas ao público.

Veja, abaixo, as principais atrações deste período.

Música e teatro

Um dos destaques do fim de semana é o espetáculo Quando não fui primavera, da Flyer Cia de Dança, em cartaz nesta sexta (17) e no sábado (18) no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com sessões às 16h e 19h, a montagem de dança contemporânea aborda os ciclos da vida, como perdas e recomeços, com entradas a partir de R$ 20 e espaço acessível ao público. Os ingressos estão disponíveis neste link. 

O sábado reúne cultura e tradição popular no Museu Vivo da Memória Candanga, que recebe uma edição especial do Café Som Viola, a partir das 9h. A programação gratuita celebra o aniversário de Brasília com música, café da manhã colaborativo, roda de prosa e palco aberto para a participação de artistas locais. Mais informações estão nas redes sociais do evento. 

Mais música movimenta o sábado, desta vez na Biblioteca Nacional de Brasília, que recebe, às 11h, o pocket show De Jacob a Jobim, com repertório que mistura samba e choro.

Festivais e cinema

Cine Brasília tem, entre as atrações do fim de semana, o filme O menino e o mundo | Foto: Divulgação

A programação do fim de semana também inclui o III Festival de Teatro Verônica Moreno, no Complexo Cultural Samambaia, com atividades gratuitas até domingo, e eventos no Espaço Cultural Renato Russo, que recebe a Feira Dead Rabbit de Quadrinhos e sessões de cinema com entrada gratuita no sábado e no domingo..

 

Com entrada acessível, o Cine Brasília também é uma tela cheia para os amantes de cinema, exibindo estreias como A cronologia da água, dirigido por Kristen Stewart, e o filme brasileiro indicado ao Oscar O menino e o mundo. A programação completa pode ser encontrada na página do cinema. 

Museu e encontros

Bloco das Montadas é inspiração para festa carnavalesca no Parque da Cidade, no domingo | Foto: Divulgação 

O Espaço Cultural Oscar Niemeyer apresenta a mostra Entre linhas, da artista Akimi Watanabe, com entrada gratuita. Já o Museu Nacional da República recebe duas exposições ligadas à Bienal de São Paulo, em cartaz até o fim de maio.

Outras opções na cidade incluem o encontro Ocupação das cores, na sexta-feira, em São Sebastião, com debate sobre direitos LGBTQIA+. No domingo, a festa Bloco das Montadas estará no Parque da Cidade, lembrando a temporada carnavalesca.

Turismo e lazer

Para quem quer conhecer os atrativos turísticos da capital federal, independentemente da programação, a Secretaria de Turismo (Setur-DF) organizou rotas que valorizam diferentes áreas. Há a Rota do Queijo, a Rota Arquitetônica, a Rota do Rock e a Rota da Paz, esta última dedicada aos espaços de fé e misticismo. Confira a programação.

Há ainda a opção de aproveitar, pelo programa Lazer para Todos, o Zoológico de Brasília, aberto de terça-feira a domingo e nos feriados, das 8h30 às 17h; e o Jardim Botânico, que funciona de terça a domingo, das 9h às 17h — com entrada gratuita aos domingos. Também é possível chegar a todos os atrativos aos domingos e feriados sem pagar tarifas no metrô e nos ônibus, pelo programa Vai de Graça.

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CLDF recebe 3ª edição do projeto Mulheres Incríveis, com lançamento de livro e palestras

Programação nesta quinta-feira (16) inclui ciclo de palestras “Mulheres que inspiram” e lançamento do livro “Mulheres Incríveis III”

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Foto: Divulgação

 

Nesta quinta-feira (16), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebe a 3ª edição do projeto Mulheres Incríveis, iniciativa que visa fortalecer redes de apoio entre mulheres e ampliar a visibilidade de trajetórias femininas. A programação começa à tarde, às 14h, com o ciclo de palestras “Mulheres que inspiram”, e continua à noite, às 19h, com o lançamento do livro “Mulheres Incríveis III – Lugar de mulher é onde ela quiser”.

As palestrantes serão as escritoras do livro, que conta com 41 coautoras de diferentes áreas e vivências, entre elas empreendedoras, cantoras, terapeutas e mães. Cada uma assina um capítulo da obra, compartilhando histórias reais de superação, conquistas e reinvenção. Durante as palestras, as coautoras abordarão temas como empreendedorismo, autoestima, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, saúde emocional e maternidade.

Mais do que compartilhar experiências, o projeto busca inspirar e incentivar outras mulheres a reconhecerem seu potencial e a ocuparem os espaços que desejam — seja na carreira, na família ou na sociedade. “Nossa intenção é mostrar que cada jornada é única, mas que os desafios e as vitórias de uma podem servir de degrau para a outra”, explica Janaína Graciele, idealizadora e coordenadora do Mulheres Incríveis pelo terceiro ano.

Na edição de 2026, o anfitrião do evento será o vice-presidente da CLDF, deputado Ricardo Vale (PT). À noite, o distrital realizará a entrega de moções de louvor. “É um gesto simbólico de reconhecimento público e de valorização de mulheres que fazem a diferença em nossa sociedade, reafirmando o compromisso desta Casa Legislativa com a promoção da igualdade, do reconhecimento social e do fortalecimento do protagonismo feminino”, afirma o parlamentar.

A programação é aberta ao público e também será transmitida pela TV Câmara Distrital, no YouTube e nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo).

Coautoras do livro Mulheres Incríveis III 
Adriana S. Torres
Alexandra Moreschi
Ana Maria Pavanelli
Ana Motta
Carla Guimarães
Clarice Goerhing
Cléia Santos
Cleo Costa
Dalma Silveira
Danúbia Mar
Débora Alves
Elenita Guimarães
Emília Maria
Fabrizzia Mainier
Fernanda Champoski
Flâne Araujo
Gisela Salles
Gláucia Berquo
Jandira Pilar
Kely Oliveira
Lara Baleronni
Laura Tavares
Luciana Rodrigues
Lucoleia Pinheiro
Luiza Freitas
Lu Vaz
Luygella França
Marlene Gonçalves
Monique Falcão
Neide Araújo Lima
Núbia Trindade
Oda Fernandes
Patrícia Rodrigues
Rebeca Gonçalves
Rebeca Leonel
Regina Henriques
Rosemeire Epifânio
Sarah Rosendo
Simone Moreira
Thaisa Lemes
Vânia Juliano

Serviço
Ciclo de palestras de “Mulheres que inspiram”
Data: 16 de abril, quinta-feira
Horário: 14h às 19h
Local: auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal

 

Lançamento do livro “Mulheres Incríveis III — Lugar de mulher é onde ela quiser”
Data: 16 de abril, quinta-feira
Horário: 19h
Local:  sala de comissão Pedro de Souza Duarte da Câmara Legislativa do Distrito Federal

 

Agência CLDF

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CLDF realiza sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), evento reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), a Câmara Legislativa realizará nesta sexta-feira (17), às 19h, sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento em plenário reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal.

A solenidade, explica o distrital, reafirma “o compromisso do Poder Legislativo com a promoção da igualdade de gênero, o respeito aos direitos das mulheres e o fortalecimento de políticas públicas inclusivas”.

O Dia Internacional da Mulher representa a luta histórica das mulheres por direitos, equidade e reconhecimento. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à reflexão sobre os avanços conquistados ao longo dos anos e os desafios que ainda persistem na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Durante a sessão solene, serão homenageadas mulheres que se destacam por suas histórias de superação, liderança e compromisso com a coletividade, servindo de inspiração para as gerações presentes e futuras.

“No Distrito Federal, as mulheres exercem papel fundamental em múltiplos espaços, atuando com protagonismo no serviço público, no empreendedorismo, nas comunidades, na política, na cultura e na formação familiar. Sua dedicação, resiliência e capacidade de transformação impactam diretamente a qualidade de vida da população e o progresso da capital”, destaca Pastor Daniel de Castro que é integrante da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Legislativa.

Confira o evento no canal da TV Câmara Distrital no Youtube.

Bruno Sodré – Agência CLDF

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