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O mapa ecoturístico do Brasil

Biodiversidade brasileira é forte ativo ambiental Não podemos abrir mão destes insumos para o desenvolvimento sustentável

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Silvestre Gorgulho, de Brasília


Quase 500 anos depois, o Brasil redescobriu novas minas de ouro nos mais variados pontos de suas terras: a profissionalização e a municipalização do fantástico potencial turístico que brota dos rios, das praias, das cavernas, dos monumentos históricos, das pescarias, das cachoeiras, das comidas típicas, das danças, dos folclores, do artesanato, da flora, da fauna e deste caleidoscópio de oportunidades que a exuberante biodiversidade brasileira oferece. Mais: que gera riquezas, dá emprego, educa, não polui, dá emprego e fatura cada vez mais alto. A profissionalização e a municipalização do turismo provaram que, em se plantando bem, tudo dá melhor. Garimpando, acha e o ecoturismo, casado com o turismo rural, começa dar um salto quantitativo e qualitativo no Brasil. Qual o conceito mágico disso tudo? Simples, profissionalizar. Promover uma gestão eficiente, integrada, criativa, oferecendo preço e qualidade. Como bem diz o presidente da Embratur, Caio Carvalho, turista bem tratado volta acompanhado e turista insatisfeito põe defeito. E como põe!


Veja bem, caro leitor, como as oportunidades se apresentam. Na edição de outubro da Folha do Meio Ambiente fiz uma matéria sobre o fascínio das aves, como novo produto de ecoturismo. O jornal estava sendo impresso e nossa redação já tinha recebido cinco emails (dois da Alemanha) e três telefonemas pedindo mais informações sobre a edição. Eu próprio não imaginava a força do ecoturismo em torno da observação de aves. Não imaginava o número incrível de adeptos no Brasil e no mundo. Na verdade, entrar nas matas para observar aves, curtir o vôo de pássaros é uma atividade esportiva de baixíssimo impacto ambiental e que faz bem ao corpo e a alma. Filmar, fotografar e gravar suas cores e cantos além do prazer de se integrar à natureza, favorece a formação de uma forte consciência ecológica. São muitas associações no Brasil e no mundo que envolve cerca de 80 milhões de Birdwatchers.
Como se vê, são tantas as possibilidades de ecoturismo que o melhor que os brasileiros podem fazer é preservar suas florestas, sua cultura, sua flora, fauna, rios e praias. As árvores de pé, as aves livres e soltas, as cavernas e as tradições culturais são valiosíssimos ativos ambientais. E como bem diz Celso Schenkel, da Unesco, quem se arrisca a perder ativos ambientais na quantidade e na qualidade que dispomos no Brasil está abrindo mão de insumos para o desenvolvimento, está perdendo bens inestimáveis capazes de gerar trabalho, renda e melhor qualidade de vida.


Mapa da diversidade nas regiões brasileiras
Vale a pena conhecer um pouquinho desses importantes ativos ambientais. Esse patrimônio é o fantástico potencial ecoturístico que pode muito bem libertar pequenas comunidades da depredação e garantir-lhes oportunidades de crescimento econômico e social, melhorando sua qualidade de vida. Cada região tem suas características. Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil vão construindo, com seus encantos e suas belezas, a grande indústria do Terceiro Milênio. Indústria que vai abastecer mercados ricos e ávidos em consumir belezas naturais, aventuras, sossego e harmonia. Ecoturismo, é o novo nome da Paz!


Região Norte
Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins formam a Amazônia brasileira, a região mais cobiçada, discutida e que exerce um fascínio no mundo inteiro, pois é ideal para os que buscam as aventuras do ecoturismo. Essa região oferece uma rara oportunidade de se vivenciar a floresta Amazônica, maior reserva biológica do mundo, com um potencial inigualável em recursos naturais, onde se encontra um terço das espécies vivas do planeta. Os rios da Bacia Amazônica, que possuem um quinto da reserva de água doce do planeta, são vias que conduzem ao coração da selva. Dos 20 maiores rios do planeta, dez fazem parte da Bacia Amazônica. Hotéis de Selva proporcionam comodidade e segurança para a exploração e o descobrimento da imensa flora e fauna da região. O folclore e a culinária amazônica com seus produtos regionais também oferecem atrações especiais. Em Parintins, o Festival Folclórico do “Boi-Bumbá”, no mês de junho, desperta a paixão em cores distintas dos grupos de “Caprichoso” e “Garantido”. Em Manaus, capital do estado do Amazonas, poderá também conhecer o Teatro Amazonas, construído no século XIX, em estilo renascentista e com o interior art-nouveau. O colorido da arte indígena, colares de plumas e cerâmica “marajoara” e “tapajônica”, se encontram à venda no tradicional mercado de “Ver-o-Peso” em Belém do Pará.


Região Nordeste
Nos nove estados da região nordeste acontece a maior revolução da atividade turística do Brasil. E o motivo todos sabem: belas praias, mar de água quente e sol o ano inteiro. Desde as fascinantes praias de Canoa Quebrada, no Ceará; de Genipabu com suas dunas, no Rio Grande do Norte; de Ponta do Seixas e Cabo Branco, na Paraíba, de Porto de Galinhas e as ilhas do arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco, de Pratagy, em Alagoas; de Atalaia Velha, em Sergipe, até Porto Seguro, na Bahia, entre muitas outras. Nessa região encontramos ritmos deliciosos como o “forró”, “frevo”, “ciranda”, “maracatu” e “lambada”, assim como os “trios elétricos” e o Carnaval. O artesanato regional apresenta uma variedade de souvenirs que estão em oferta no Mercado Modelo, em Salvador, na Casa da Cultura, em Recife e na Feira de Caruaru, em Pernambuco. A arquitetura colonial pode ser encontrada em Olinda, Pernambuco – berço da civilização portuguesa no Brasil, e no bairro do Pelourinho, em Salvador. Estes dois lugares foram declarados “Patrimônio Cultural da Humanidade”, pela Unesco, juntamente com São Luís, no Maranhão que possue ricos exemplos do uso dos azulejos na arquitetura dos séculos XVII e XVIII. No Parque Nacional da Serra da Capivara, no município de Raimundo Nonato, no Piauí, encontramos as pinturas rupestres que comprovam a mais antiga presença do homem no continente americano.


Região Centro-Oeste
Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal formam a região do Centro-Oeste, onde o ecoturista pode encontrar diversidade, beleza e boa infra-estrutura: desde o Pantanal matogrossense, passando pelos parques das chapadas dos Guimarães e dos Veadeiros – de exuberante beleza cênica – o balneário de Caldas Novas com suas águas termais, as praias de rio até o complexo arquitetônica da moderna capital brasileira: Brasília, único bem contemporâneo tombado pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Destacam-se ainda os parques nacionais da Chapada dos Guimarães e da Chapada dos Veadeiros, de exuberante beleza cênica.
Vale ressaltar o Pantanal, verdadeiro santuário ecológico onde o visitante, hospedado em pousadas, pode realizar excursões com guias especializados e observar, com total segurança, jacarés, capivaras, serpentes, assim como uma infinidade de espécies de pássaros. Para os pescadores de água doce, uma excelente dica: o rio Araguaia é considerado como um dos rios mais ricos em pesca em todo mundo, e a região dispõe de uma excelente infra-estrutura de hotelaria e excursões em barcos especiais para os amantes da pesca.


Região Sudeste
O cartão postal brasileiro está nesta região formada pelos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, que é justamente a Cidade Maravilhosa. A face urbana do Brasil é mostrada justamente pela região Sudeste. A cidade do Rio é o ápice das mais agitadas vidas noturnas e culturais do país, possuindo o carnaval mais famoso do mundo pelo desfile de suas escolas de samba. As atrações são inúmeras, como por exemplo o Pão de Açúcar, Cristo Redentor, Jardim Botânico, Floresta da Tijuca.
Em Minas Gerais, poderá visitar o passado arquitetônico, conhecendo as famosas obras do escultor barroco Aleijadinho e as cidades históricas de Ouro Preto, Mariana, São João del Rey, Tiradentes, Sabará, Diamantina e Congonhas. Poderá deliciar-se com as águas medicinais em Caxambu, Araxá e São Lourenço. No Espírito Santo não deixe de saborear a famosa “moqueca capixaba”, e conhecer as cidades históricas de Vila Velha e Anchieta e as praias com areias monazíticas de Guarapari. Em São Paulo, que é a maior metrópole da América Latina, encontrará reunidas características dos cinco continentes, com o que há de mais moderno, cosmopolita e urbano. No litoral norte, se surpreenderá com as praias, como por exemplo Ilhabela, Ubatuba e São Sebastião.


Região Sul
A região colonizada pelos europeus está estampada no rosto de suas crianças: louras, olhos claros e um forte sotaque. Mais um detalhe importante: por ser de clima temperado, é a única região do país onde acompanhamos a passagem das quatro estações, de forma bem definida. O inverno é frio, chegando a nevar nas montanhas. No Paraná, pode-se contemplar extasiados em Foz do Iguaçu, o espetáculo as Cataratas. Em Florianópolis, capital de Santa Catarina, e no litoral catarinense, as praias são um espetáculo diferente com águas e areias para agradar todos os gostos. Aparados da Serra e serra do Quiriri são cenários encantadores. Joaquina, serve de ponto para os campeonatos internacionais de surf. Bombinhas é o paraíso dos mergulhadores. Camboriú é a praia mais urbanizada da região Sul. Em outubro, a cidade de Blumenau, em Santa Catarina, atrai animados turistas de todo país e até do exterior para sua Oktoberfest. Gramado e Canela, nas montanhas gaúchas, parecem verdadeiros postais da Bavária, com cafés coloniais e deliciosas salsichas e guloseimas alemãs. No Rio Grande do Sul, as ruínas de São Miguel e arredores de Santo Ângelo abrigam a recordação dos 210 anos das missões jesuíticas no Brasil. Um forte espírito regionalista do estado oferece um folclore rico nas músicas e danças, juntamente com o hábito de comer churrasco (assado de carne) e beber “chimarrão” (chá de erva mate).

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Monumentos de Brasília estão entre as melhores fotos turísticas do mundo

Décima edição do concurso internacional da enciclopédia online Wikipedia selecionou pontos da cidade para concorrer ao prêmio de melhor click

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O Museu Histórico de Brasília está entre as imagens do fotógrafo brasiliense  classificadas para a final do concurso da Wikipedia | Fotos: Francisco Saldanha

 

AGÊNCIA BRASÍLIA* | EDIÇÃO: SAULO MORENO

A enciclopédia online Wikipédia vai anunciar, em fevereiro, a fotografia de monumento mais representativa do mundo postada na internet. Entre as dez finalistas, Brasília concorre com quatro trabalhos do fotógrafo Francisco Willian Saldanha: Museu Histórico, Memorial JK, Santuário Dom Bosco e Catedral Metropolitana.

As fotos foram escolhidas para a etapa brasileira do Wiki Loves Monuments 2021 entre 928 trabalhos inscritos, sendo 596 pela primeira vez. A décima edição do concurso contou com a participação de 113 fotógrafos, 72 deles novatos na competição.

“Nossa capital é diferente de tudo que já se viu. Somos uma cidade única, a oitava mais instagramável do mundo entre os patrimônios tombados pela Unesco, somos a terceira capital brasileira preferida como destino interno, estamos entre os dez melhores lugares para se visitar no verão, por compra de pacotes turísticos. Tudo isso é reflexo de nossas entregas, de um trabalho diuturno que só um governo de ação, como o nosso, é capaz de conseguir”Vanessa Mendonça, secretária de Turismo

O vencedor da etapa Brasil foi um fotógrafo lituano que mora no Rio de Janeiro. Donatas Dabravolskas registrou a estátua do escritor Carlos Drummond de Andrade, localizada em Copacabana, e outros dois trabalhos dele também foram selecionados entre os 10 melhores. Já o brasiliense Francisco Willian Saldanha, que em anos anteriores emplacou duas fotos entre os melhores registros de monumentos do mundo no concurso, garantiu quatro trabalhos entre os dez melhores do Brasil este ano e garantiu a segunda colocação nacional com a fotografia do Museu Histórico de Brasília.

 

 

Vitrais do Santuário Dom Bosco chamaram a atenção do júri, em 2019, com a nona colocação mundial. Este ano, estão em oitavo e voltam a disputar a final

 

 

“Eu gosto de mostrar a grandiosidade da beleza de Brasília, acho linda a leveza do concreto nos monumentos, o Museu da História retrata muito bem esse trabalho incrível de Niemeyer colocando blocos suspensos. Fico feliz em poder mostrar para o mundo, por meio da fotografia, a nossa capital. O meu objetivo é esse, levar Brasília para o mundo e trazer visitantes para cá”, afirma Francisco Willian Saldanha.

A secretária de Turismo do Distrito Federal comemorou a nova conquista para a cidade: “Nossa capital é diferente de tudo que já se viu. Somos uma cidade única, a oitava mais instagramável do mundo entre os patrimônios tombados pela Unesco, somos a terceira capital brasileira preferida como destino interno, estamos entre os dez melhores lugares para se visitar no verão, por compra de pacotes turísticos. Tudo isso é reflexo de nossas entregas, de um trabalho diuturno que só um governo de ação, como o nosso, é capaz de conseguir”, celebrou Vanessa Mendonça.

 

Na sétima colocação ficou a foto do Memorial JK, construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

 

O Wiki Loves Monuments é realizado desde 2015 no Brasil, e este ano com uma categoria dedicada exclusivamente à Bahia. Desde o início do concurso, o número de registros na Wikidata, uma base de dados livres que gera listas de monumentos, aumentou de 1,5 mil para mais de 10 mil, com representantes de todas as regiões do país. Segundo Éder Porto, um dos organizadores da seleção, a ideia é estimular a captura de imagens de monumentos “fora da rota” e sujeitos ao vandalismo, à negligência e ao abandono do Estado. “Esse registro pode ser o último”, diz ele.

Quatro das dez fotos de monumentos selecionadas como as melhores do Brasil retratam Brasília. Todas são de autoria de Francisco William Saldanha. Em 2020, Saldanha ficou com a nona colocação mundial com uma foto dos vitrais azuis do Santuário Dom Bosco, igreja projetada pelo arquiteto Carlos Alberto Naves em homenagem ao padroeiro de Brasília. Ele também foi o vencedor da etapa brasileira. E em 2019, quando obteve o 13º lugar global com uma foto da escultura Os Guerreiros, de Bruno Giorgi, mais conhecida como Os Candangos. A escultura foi criada em 1959 e fica na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

A imagem do Museu Histórico de Brasília, também conhecido como Museu da Cidade, ficou com a 2ª colocação. O museu foi projetado por Oscar Niemeyer e integra o Conjunto Cultural Três Poderes. Ele tem por objetivo preservar os trabalhos relativos à história da construção de Brasília. É o mais antigo da capital, inaugurado no dia 21 de abril de 1960 – no dia da inauguração da cidade, evento que marcou a transferência oficial da capital do Rio de Janeiro para Brasília. Lá está uma exposição permanente com inscrições históricas, transcritas em braille e inglês.

Na sétima colocação ficou a foto do Memorial JK, que é um museu, mausoléu e centro cultural construído para homenagear o 21º presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek de Oliveira. O Santuário Dom Bosco foi mais uma vez retratado pelo fotógrafo e ficou com a oitava colocação, agora mostrando um novo ângulo dos vitrais. E em nono lugar ficou a imagem da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, mais conhecida como Catedral de Brasília. O monumento concebido por Oscar Niemeyer venceu em 1988 o Prêmio Pritzker, considerado o Nobel da arquitetura.


*Com informações da Secretaria de Turismo do DF

 

 

 

 

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Mais R$ 1,5 milhão investidos em sistemas de esgoto

Programa da Emater, que garante mais segurança à produção de alimentos, já beneficiou 1,3 mil agricultores e moradores de áreas rurais desde 2020

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Para levar saneamento básico às comunidades do campo do Distrito Federal, a Emater criou o Programa de Saneamento Rural. Entre 2020 e 2021, foi investido R$ 1,57 milhão na implantação de 284 sistemas individuais de tratamento de esgoto do tipo fossa ecológica ou biodigestor instalados em propriedades, que ampliou o acesso de produtores e moradores de áreas rurais ao saneamento básico.

Para este ano, a previsão é que outros 200 sistemas sejam instalados, mais um investimento de R$ 1,5 milhão.

O programa surgiu da necessidade de melhoria da qualidade sanitária dos alimentos produzidos, bem como para garantir a proteção ambiental e a promoção da saúde.

Pelo projeto, a instalação dos sistemas de tratamento é feita em propriedades de agricultores de baixa renda, fornecedores dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de aquisição da Produção da Agricultura (Papa-DF) e agricultores que estão em processo de certificação no Programa de Boas Práticas Agropecuárias.

Mais de 1,3 mil agricultores e moradores do campo foram beneficiados pelo programa nos últimos dois anos

De acordo com a presidente da Emater, Denise Fonseca, o alcance dos benefícios que a instalação dos sistemas traz não se limita à propriedade rural. “Nos últimos dois anos foram mais de 1,3 mil agricultores e moradores do campo beneficiados. Fora o atendimento indireto da população do Distrito Federal, que são os consumidores dos alimentos produzidos. Tudo que a gente faz no campo também beneficia a cidade”, destaca.

Para a coordenadora do programa, Ana Paula Rosado, o projeto dá condições dignas aos moradores do campo, garantindo sustentabilidade e alimentos saudáveis. “O esgoto liberado diretamente no meio ambiente pode contaminar o solo, a água e os alimentos produzidos, sendo prejudicial à saúde dos moradores do campo e da população de maneira geral. Muitos produtores não têm condição financeira para essa implantação”, explica.

Até o momento, os sistemas instalados em 2020 e 2021 contaram com o recurso de emendas parlamentares dos deputados Leandro Grass e Reginaldo Sardinha. Em 2022, pelo menos 200 instalações serão feitas por meio de recursos destinados também por Leandro Grass e pelo deputado Jorge Vianna. Segundo o extensionista Antônio Dantas, executor do contrato pela Emater, caso haja recurso, a expectativa é que o número de sistemas de tratamento de esgoto instalados possa chegar a 350.

Histórico

Iniciado ainda em 2017, o trabalho partiu de uma parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri). A pasta doava os equipamentos, a Emater ajudava na seleção das famílias e os produtores e moradores arcavam com os custos de instalação. Nos dois primeiros anos, chegaram a ser instalados 105 kits nesta modalidade.

412sistemas de saneamento foram instalados desde 2017 no projeto de parceria com a Seagri

Em 2020, a Emater retomou o projeto, que passou por remodelação com a entrega do kit completo e já instalado. Os custos de mão de obra, muitas vezes, dificultavam e até inviabilizavam sua instalação. Nesta nova modalidade, foram colocados 165 kits em 2020 e outros 119 em 2021. “Calculamos que, incluindo material e instalação, cada kit sairia em torno de R$ 7 mil. E há propriedades que necessitam de mais de um, pois cada kit atende uma casa com até cinco pessoas”, enumera Ana Rosado.

Se somados, os kits de tratamento instalados desde 2017, no projeto de parceria com a Seagri, aos que foram colocados até dezembro de 2021, 412 sistemas de saneamento foram instalados graças às iniciativas da Seagri e da Emater.

Como funciona

As fossas ecológicas que estão sendo instaladas no meio rural pela Emater fazem um tipo de tratamento dos dejetos da cozinha e do banheiro. A água suja passa por mais de um processo de filtragem e chega ao final com pelo menos 80% do resíduo tratado. Em alguns modelos, a eficácia do tratamento chega a 95%. O restante, o próprio meio ambiente consegue absorver sem risco de contaminação.

Um dos beneficiados pelo Programa de Saneamento Rural da Emater, o trabalhador rural Ênio Tomas de Aquino, de 62 anos, comemora a instalação. Ele estava preocupado com a água que, em Vargem Bonita, é muito rasa, o que a deixa vulnerável a contaminações. “Vai melhorar nossa saúde e também do meio ambiente, porque nosso planeta está precisando que a gente cuide dele”, afirma.

Critérios para programa

Como a Emater atua de maneira supletiva atendendo as propriedades rurais que necessitam, é feita uma seleção prévia das famílias. Cada escritório analisa individualmente os casos antes de definir quais terão os equipamentos instalados.

Entre os critérios, estão enquadrar-se como família de baixa renda e comercializar alimentos em programas de compra institucional. Também são levados em conta os produtos cultivados. Hortaliças, por exemplo, são mais suscetíveis à contaminação do solo, por isso acabam sendo priorizadas.

*Com informações da Emater

 

 

 

 

 

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Governo Federal finalizou mais de 60 obras para segurança hídrica e investiu R$ 1,1 bilhão em 2021

Jornada das Águas, conclusão da última etapa do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e do Ramal do Agreste, além da proposição de um novo Marco Hídrico para o setor, estão entre as grandes realizações da área no ano passado

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SEGURANÇA HÍDRICA

 

Governo Federal finalizou mais de 60 obras para segurança hídrica e investiu R$ 1,1 bilhão em 2021

Esses recursos vão possibilitar o início, a retomada ou a realização de estudos e projetos de 17 obras hídricas, de irrigação e de saneamento na região do Semiárido, além de garantir a continuidade de empreendimentos em execução – Foto: MDR

 

 

Garantir a segurança hídrica para a população que convive com a seca tem sido uma das prioridades do Governo Federal, por meio do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). Por isso, durante todo o ano de 2021, a Pasta não deixou faltar recursos para a área e investiu mais de R$ 1,1 bilhão para obras e projetos no setor.

Os investimentos garantiram a conclusão de 61 obras e projetos que vão ampliar a oferta de água e beneficiar cerca de 14,5 milhões de pessoas, principalmente no Nordeste. Desse total, 50 estão situados na região.

Nesse contexto, o Governo Federal inaugurou o último trecho do canal do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco, concluindo as últimas obras físicas necessárias para garantir o caminho das águas dos dois Eixos (Leste e Norte). A conclusão era aguardada pela população há 13 anos. Outro grande empreendimento hídrico concluído em 2021 foi o Trecho IV do Canal do Sertão Alagoano.

Além disso, o Ministério do Desenvolvimento Regional iniciou a construção do Ramal do Apodi (RN) e iniciou a elaboração de projetos e estudos, tais como Projeto Seridó, Canal do Sertão Baiano, Canal do Xingó, Ramal do Salgado, Adutora do Agreste Potiguar, transposição de bacias no Piauí e Maranhão.

 

 

 

 

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