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José Aparecido de Oliveira

Lições e segredos de um Mestre

 


Zé Aparecido


Lições e Segredos de um Mestre

 


 Para alguns, José Aparecido de Oliveira era o “curriculum vitae” de Conceição do Mato Dentro, a cidade mineira que o viu nascer. Para outros, uma máquina de fazer amigos.


Só sei que ele era arrojado, generoso e controvertido. Muitas vezes nos dava muita alegria e outras vezes nos fazia perder a paciência. Tinha carisma, prestígio e amigos.


 


E que lições e segredos nos deixou esse Zé Aparecido de Oliveira, que foi deputado federal, secretário de Estado, fundador do Ministério da Cultura, Embaixador e Governador de Brasília?


 


Que lições e segredos nos deixou essa figura quase mítica da vida política brasileira; alguém que conseguiu reunir em torno de si tantos e tão qualificados homens públicos, intelectuais, jornalistas, gente do povo, estadistas e poetas?


 


De onde veio a força desse que, do interior de Minas, comandou decisivamente as eleições presidenciais de 1960, a primeira e única vitória da UDN no Brasil?


 


Para o próprio Zé Aparecido, não existiam nem lições, nem segredos. Apenas uma realidade: “Viver é construir a Pátria e fazer amigos. Viver bem é ser perseverante na arte de conservar amigos”.


 


Mas, ao contrário do que pensava, há muitas lições e segredos em sua vida.


Lições e segredos de perseverança, autoconfiança, ousadia, liderança, protestos e uso da autoridade. Lições e segredos de tolerância e solidariedade…


 


Convivi com José Aparecido de Oliveira desde os meus tempos de faculdade. Fazia estágio no Banco de Minas Gerais, cujo presidente – José Cabral – era muito seu amigo e correligionário.


E, nesses 40 anos de convivência, identifiquei 10 lições e segredos da sua arte de viver. O decálogo Zé Aparecido.


 


Primeira lição – O Solidário


Aparecido gostava mesmo de gente e de mais nada. Bebia mal e comia pior. Fumava sem prazer, tinha horror a futebol e detestava praia. Mas quando se tratava de fazer amigos, de assumir compromissos por outras pessoas, de resolver problemas dos outros… era único.


SEGREDO: Aparecido aprendeu a não endossar sua fama de avalista. Mas muito humano, era ele próprio um cheque ao portador.


 


Segunda lição – A Lealdade


Aparecido era um misto de águia e anjo. Enxergava longe, era intransigente com seus objetivos. Sabia manejar toda sua artilharia, todos os recursos à altura de suas mãos para construir pontes, articulações e ganhar posições. Sempre pela conquista do coração das pessoas.


SEGREDO: Aparecido nunca cobrou ou permitiu que lhe pagassem o bem praticado. Sua força era a gratuidade de sua moeda. Recebeu, está recebido. Deu, está dado… e vamos em frente.


 


Terceira lição – O Polêmico


Aparecido tinha a arte da boa polêmica. Afetuoso, adorava porém uma controvérsia. Se alguém criticava algum amigo seu, nascia ali uma ruidosa polêmica. A mesma polêmica rondava sua maneira de administrar. Como governador de Brasília, provocou uma verdadeira tempestade sobre o Lago ao abrir uma ciclovia, ao criar acesso para sua margem e ao derrubar cercas-verdes para construir calçadas. Sim, no Lago Sul – o bairro mais nobre de Brasília – não havia calçadas. A desprivatização das margens do Lago Paranoá mexeu com a República e com o interesse dos poderosos.


SEGREDO: Estava sempre pronto a expor as virtudes dos condenados e humildes e, na mesma proporção, expunha os defeitos de quem era exaltado e poderoso. Como governador de Brasília, acabou com privilégios e deu exemplos de dedicação ao trabalho. Entregava-se de corpo e alma à missão a ele confiada. Exemplo: mesmo ligado politicamente a Minas e sem pretensão de ser candidato em Brasília, fez questão de transferir para o Distrito Federal seu título de eleitor.


 


Quarta lição – O Jornalista


Aos 19 anos era editor da Rádio Inconfidência, em Belo Horizonte. Passou ainda pelo Diário do Comércio, Correio do Dia e Correio da Manhã.


O jornalista José Aparecido foi o primeiro a denunciar a prática do “mensalão” aos políticos. Em 1953, tornou público a primeira tentativa organizada de influência maciça do poder econômico na formação do poder político, ao lançar o livro “Inquérito do Banco do Brasil”. O livro denunciou empréstimos irregulares favorecendo políticos e empresários ligados ao governo. Em 1962, eleito deputado federal, comandou a CPI do IBAD – o estranho e misterioso Instituto Brasileiro de Ação Democrática que financiava, com recursos ninguém sabe de onde, a eleição de deputados.


 


SEGREDO: de tanto lidar com o fato político e de lutar pela moralização política, acabou abraçando o exercício da política. De chefe de gabinete do prefeito Celso Melo Azevedo, de Belo Horizonte, aos 24 anos, Aparecido escalou vários postos para ser, aos 30 anos, secretário particular do Presidente da República, Jânio Quadros. Aos 33 anos era deputado federal e, aos 35 anos, seu nome saiu na primeira lista de cassados pela Revolução de 64.


 


Quinta lição – Coragem e liderança


Marcou posição perante a História do País: ele foi a única vítima de atos institucionais da Revolução a protestar judicialmente contra a cassação do mandato e dos direitos políticos. Pela voz de seu advogado Heráclito Fontoura Sobral Pinto – outra legenda mineira de lutas memoráveis – argüiu o absolutismo instaurado no Brasil em 1964.


SEGREDO: Impedido de exercer a vida pública, Aparecido teve sua carreira amputada. Mas seu poder de liderança era exercido em qualquer circunstância. Iniciou, então, uma campanha ferrenha em favor dos valores culturais de Minas Gerais.


Sexta lição – A mineiridade


Político cassado, ostracismo posto. Mas pelas tramas do destino, mesmo sem os direitos políticos, ele permaneceu no Brasil e acabou ampliando sua atividade pública. Depois de defender a própria honra com protesto formal, continuou a desafiar, dentro da cautela mineira, o poder dominante. A partir do Rio de Janeiro e de Minas liderou várias campanhas pela volta à Democracia e amplificou seu grito de alerta em defesa do patrimônio material e imaterial brasileiros.


SEGREDO: A revolução de março de 1964 cortou-lhe a carreira, mas não o privou dos amigos e nem de sua liderança. Participava da vida nacional com instrumentos vários como campanhas de cidadania e apoio à mídia alternativa, cujo exemplo mais claro foi O Pasquim. Até seu próprio aniversário, em 17 de fevereiro, sempre comemorado em Conceição do Mato Dentro, virou marca de peregrinação política, de encontros e de tomadas de posição. A cassação o impediu de ser naturalmente governador de Minas Gerais, mas as circunstâncias o fizeram governador do Distrito Federal.


 


Sétima lição – O Administrador


Tinha vocação para vida pública, mas uma verdadeira aversão à burocracia. Tenho certeza de que a demissão do gerúndio, pelo governador José Roberto Arruda, foi um ato inspirado por Zé Aparecido. Foi o primeiro governador a criar uma Secretaria de Meio Ambiente, que entregou ao ambientalista Paulo Nogueira Neto. Criou também o Arquivo Público do DF e fez o primeiro tombamento cultural: ao lado de Afonso Arinos de Melo Franco Filho, sobrinho-neto do escritor de “Buriti Perdido”, tombou uma palmeira buriti, na Praça do Buriti.


SEGREDO: administrava pelo método confuso, cheio de gente em volta. Ouvia mil palpites, mas era um obstinado: queria resultados. Com a moral de um governante de mãos limpas, pôde convocar a iniciativa privada para construção de monumentos públicos. Estão todos aí: Panteão da Pátria, Teatro Amador, Espaço Oscar Niemeyer, Espaço Lúcio Costa, Casa do Cantador da Ceilândia, Museu da Memória dos Povos Indígenas, Jardim Botânico de Brasília etc.


 


Oitava lição –  O Determinado


Ao ser convidado pelo presidente José Sarney para ser governador de Brasília, Aparecido me chamou e disse: “- Silvestre, preciso de duas coisas: quero você como meu secretário de Comunicação e que me faça, com urgência, um relatório sucinto e honesto sobre o ‘Caso Mário Eugênio’. Crime misterioso não terá mais lugar em Brasília”. Fiz o relatório. O jornalista Mário Eugênio havia sido assassinado em 11 de novembro de 1984. E ninguém conseguia elucidar o crime. Em 27 de julho, portanto, dois meses após assumir o governo, eu soltava uma nota oficial elucidando o caso. Era a prova de sua autoridade contra o autoritarismo. O crime havia sido cometido por militares.


SEGREDO: a determinação de Aparecido, a transparência de suas ações e a volta da democracia fizeram valer a verdade. Foi feita justiça sobre um dos mais bárbaros crimes de Brasília.


 


Nona lição – Autoridade moral


Em 1961, no auge de seus 30 anos, era secretário particular e íntimo do Presidente Jânio Quadros. Depois, já deputado federal, ocupou três secretarias de Estado de outro amigo, o governador de Minas, Magalhães Pinto. Em ambas funções, Aparecido sofreu um revés e nos deixou lições. Por mais arguto que sejamos, por mais amigos que conquistamos, por melhores informações que possamos ter, a vida pode nos pregar peças. Com Aparecido também foi assim. É um verdadeiro mistério que, como principal assessor do Presidente Jânio Quadros, ele tenha sido surpreendido com sua renúncia. É também um mistério que, como super-secretário do governador Magalhães Pinto, outra vez foi surpreendido pelo golpe de 1964, que tinha Magalhães como líder político da Revolução.


Nem seu trânsito direto com o poder e nem sua habilidade e acesso à oposição conseguiram evitar os dois golpes fatais sobre a fragilizada democracia brasileira. Talvez pudesse ter mudado o curso da História, mas nem dissuadiu, nem aderiu e nem articulou para evitar tanto a renúncia como o golpe. A lição? O ser humano pode ser anjo, pode ser demônio, pode ser águia e pode ser até visionário. Mas não pode tudo. Não pode ser Deus.


SEGREDO: a autoridade moral de Aparecido evitou que tanto Jânio como Magalhães Pinto segredassem a ele seus verdadeiros planos. E, assim, Zé Aparecido foi engolido pela História, que prosseguiu seu fluxo. Como era para ser…


 


Décima lição – O Visionário


Para Aparecido, o impossível era algo que podia demorar um pouco mais para acontecer. Mas acontecia. Aos trancos e barrancos caminhava em direção à utopia. Como em sua luta para transformar uma cidade de 27 anos em Patrimônio Cultural da Humanidade. Quando divulgou seu projeto, foi chamado de lunático, fora da realidade. Como ousar querer o carimbo de eternidade para uma cidade de apenas 27 anos? Que soberba era esta de equiparar uma cidade de 20 anos com as Romas de 20 séculos? Plantou a idéia. Dia 7 de dezembro, quando a Unesco divulgou o resultado, eu próprio entreguei a ele um bilhete enviado pelo então senador Darcy Ribeiro: “Zé, você fincou uma lança na lua!”.


SEGREDO: ao comprar uma idéia, Aparecido conseguia defendê-la e colocava todos os seus amigos para jogar na mesma direção. Assim foi com o projeto para criar a Comunidade de Língua Portuguesa, com o de fazer Brasília Patrimônio Cultural da Humanidade e com tantos outros sonhos impossíveis. Estava sempre envolvendo no mesmo esforço um mutirão de amigos como Oscar Niemeyer, José Sarney, Itamar Franco, o líder Mário Soares, o filósofo Agostinho da Silva, Josué Montello, Lúcio Costa, Austregésilo de Athayde, Cláudio Abramo, Hélio Fernandes, Osvaldo Peralva, Carlos Castelo Branco, Antônio Maria, Tom Jobim, Vinicius, Gerardo Mello Mourão, Alçada Baptista, Júlio Pomar, José Carlos de Vasconcelos, Lauro Moreira, Luís Fonseca, Amélia Mingas, Raul Solnado, Ziraldo, Millôr Fernandes, Jaguar, Henfil, Sebastião Nery, Villas-Bôas Correa, Mauro Santayana, Fernando Sabino, Rubem Braga, Otto Lara Resende, Paulo Francis, o historiador Hélio Silva, Ângelo Osvaldo, Fernanda Montenegro, Antônio Houaiss, Adolfo Block, Carlos Alberto Xavier, Paulo Tarso Flecha de Lima, Toninho Drumond e tantos outros. Aparecido era um verdadeiro amálgama que unia artistas, políticos, intelectuais e ambientalistas na direção de suas utopias.


 


Onde estiver – ao lado de JK e dos artistas construtores – José Aparecido de Oliveira sabe que livrou Brasília da sanha da especulação imobiliária. Preservou o projeto original de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer.


 


Só mesmo um Zé Aparecido, que não ligava para o impossível, poderia plantar a união dos povos de Língua Portuguesa. Poderia plantar uma comunidade lusófona. Poderia plantar uma cidade-capital mais importante em futuro do que em passado.


 


Temos que agradecer Zé Aparecido por ter plantado tantos sonhos!


Ele plantou o amanhã!


 

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Programação cultural movimenta o fim de semana e o feriado no DF

Espetáculos, feiras, música e cinema abrangem diferentes regiões do Distrito Federal; confira os eventos incentivados pelo GDF, com transporte gratuito pelo programa Vai de Graça aos domingos e feriados

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Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

Entre palcos, feiras, livros, cinema e encontros ao ar livre, o Distrito Federal prepara-se para um fim de semana em que a cultura ocupa diferentes espaços e convida o público a circular, experimentar e celebrar a diversidade de expressões artísticas espalhadas pela cidade. A agenda ainda se estende para o aniversário de Brasília, no dia 21, incluindo shows e atividades abertas ao público.

Veja, abaixo, as principais atrações deste período.

Música e teatro

Um dos destaques do fim de semana é o espetáculo Quando não fui primavera, da Flyer Cia de Dança, em cartaz nesta sexta (17) e no sábado (18) no Teatro Nacional Claudio Santoro. Com sessões às 16h e 19h, a montagem de dança contemporânea aborda os ciclos da vida, como perdas e recomeços, com entradas a partir de R$ 20 e espaço acessível ao público. Os ingressos estão disponíveis neste link. 

O sábado reúne cultura e tradição popular no Museu Vivo da Memória Candanga, que recebe uma edição especial do Café Som Viola, a partir das 9h. A programação gratuita celebra o aniversário de Brasília com música, café da manhã colaborativo, roda de prosa e palco aberto para a participação de artistas locais. Mais informações estão nas redes sociais do evento. 

Mais música movimenta o sábado, desta vez na Biblioteca Nacional de Brasília, que recebe, às 11h, o pocket show De Jacob a Jobim, com repertório que mistura samba e choro.

Festivais e cinema

Cine Brasília tem, entre as atrações do fim de semana, o filme O menino e o mundo | Foto: Divulgação

A programação do fim de semana também inclui o III Festival de Teatro Verônica Moreno, no Complexo Cultural Samambaia, com atividades gratuitas até domingo, e eventos no Espaço Cultural Renato Russo, que recebe a Feira Dead Rabbit de Quadrinhos e sessões de cinema com entrada gratuita no sábado e no domingo..

 

Com entrada acessível, o Cine Brasília também é uma tela cheia para os amantes de cinema, exibindo estreias como A cronologia da água, dirigido por Kristen Stewart, e o filme brasileiro indicado ao Oscar O menino e o mundo. A programação completa pode ser encontrada na página do cinema. 

Museu e encontros

Bloco das Montadas é inspiração para festa carnavalesca no Parque da Cidade, no domingo | Foto: Divulgação 

O Espaço Cultural Oscar Niemeyer apresenta a mostra Entre linhas, da artista Akimi Watanabe, com entrada gratuita. Já o Museu Nacional da República recebe duas exposições ligadas à Bienal de São Paulo, em cartaz até o fim de maio.

Outras opções na cidade incluem o encontro Ocupação das cores, na sexta-feira, em São Sebastião, com debate sobre direitos LGBTQIA+. No domingo, a festa Bloco das Montadas estará no Parque da Cidade, lembrando a temporada carnavalesca.

Turismo e lazer

Para quem quer conhecer os atrativos turísticos da capital federal, independentemente da programação, a Secretaria de Turismo (Setur-DF) organizou rotas que valorizam diferentes áreas. Há a Rota do Queijo, a Rota Arquitetônica, a Rota do Rock e a Rota da Paz, esta última dedicada aos espaços de fé e misticismo. Confira a programação.

Há ainda a opção de aproveitar, pelo programa Lazer para Todos, o Zoológico de Brasília, aberto de terça-feira a domingo e nos feriados, das 8h30 às 17h; e o Jardim Botânico, que funciona de terça a domingo, das 9h às 17h — com entrada gratuita aos domingos. Também é possível chegar a todos os atrativos aos domingos e feriados sem pagar tarifas no metrô e nos ônibus, pelo programa Vai de Graça.

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CLDF recebe 3ª edição do projeto Mulheres Incríveis, com lançamento de livro e palestras

Programação nesta quinta-feira (16) inclui ciclo de palestras “Mulheres que inspiram” e lançamento do livro “Mulheres Incríveis III”

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Foto: Divulgação

 

Nesta quinta-feira (16), a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebe a 3ª edição do projeto Mulheres Incríveis, iniciativa que visa fortalecer redes de apoio entre mulheres e ampliar a visibilidade de trajetórias femininas. A programação começa à tarde, às 14h, com o ciclo de palestras “Mulheres que inspiram”, e continua à noite, às 19h, com o lançamento do livro “Mulheres Incríveis III – Lugar de mulher é onde ela quiser”.

As palestrantes serão as escritoras do livro, que conta com 41 coautoras de diferentes áreas e vivências, entre elas empreendedoras, cantoras, terapeutas e mães. Cada uma assina um capítulo da obra, compartilhando histórias reais de superação, conquistas e reinvenção. Durante as palestras, as coautoras abordarão temas como empreendedorismo, autoestima, equilíbrio entre vida pessoal e profissional, saúde emocional e maternidade.

Mais do que compartilhar experiências, o projeto busca inspirar e incentivar outras mulheres a reconhecerem seu potencial e a ocuparem os espaços que desejam — seja na carreira, na família ou na sociedade. “Nossa intenção é mostrar que cada jornada é única, mas que os desafios e as vitórias de uma podem servir de degrau para a outra”, explica Janaína Graciele, idealizadora e coordenadora do Mulheres Incríveis pelo terceiro ano.

Na edição de 2026, o anfitrião do evento será o vice-presidente da CLDF, deputado Ricardo Vale (PT). À noite, o distrital realizará a entrega de moções de louvor. “É um gesto simbólico de reconhecimento público e de valorização de mulheres que fazem a diferença em nossa sociedade, reafirmando o compromisso desta Casa Legislativa com a promoção da igualdade, do reconhecimento social e do fortalecimento do protagonismo feminino”, afirma o parlamentar.

A programação é aberta ao público e também será transmitida pela TV Câmara Distrital, no YouTube e nos canais 9.3 (aberto), 11 (Claro) e 9 (Vivo).

Coautoras do livro Mulheres Incríveis III 
Adriana S. Torres
Alexandra Moreschi
Ana Maria Pavanelli
Ana Motta
Carla Guimarães
Clarice Goerhing
Cléia Santos
Cleo Costa
Dalma Silveira
Danúbia Mar
Débora Alves
Elenita Guimarães
Emília Maria
Fabrizzia Mainier
Fernanda Champoski
Flâne Araujo
Gisela Salles
Gláucia Berquo
Jandira Pilar
Kely Oliveira
Lara Baleronni
Laura Tavares
Luciana Rodrigues
Lucoleia Pinheiro
Luiza Freitas
Lu Vaz
Luygella França
Marlene Gonçalves
Monique Falcão
Neide Araújo Lima
Núbia Trindade
Oda Fernandes
Patrícia Rodrigues
Rebeca Gonçalves
Rebeca Leonel
Regina Henriques
Rosemeire Epifânio
Sarah Rosendo
Simone Moreira
Thaisa Lemes
Vânia Juliano

Serviço
Ciclo de palestras de “Mulheres que inspiram”
Data: 16 de abril, quinta-feira
Horário: 14h às 19h
Local: auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal

 

Lançamento do livro “Mulheres Incríveis III — Lugar de mulher é onde ela quiser”
Data: 16 de abril, quinta-feira
Horário: 19h
Local:  sala de comissão Pedro de Souza Duarte da Câmara Legislativa do Distrito Federal

 

Agência CLDF

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CLDF realiza sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), evento reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal

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Foto: Andressa Anholete/Agência CLDF

Por iniciativa do deputado Pastor Daniel de Castro (PP), a Câmara Legislativa realizará nesta sexta-feira (17), às 19h, sessão solene em homenagem ao Dia Internacional da Mulher. O evento em plenário reconhece a contribuição das mulheres para o desenvolvimento social, econômico, político e cultural do Distrito Federal.

A solenidade, explica o distrital, reafirma “o compromisso do Poder Legislativo com a promoção da igualdade de gênero, o respeito aos direitos das mulheres e o fortalecimento de políticas públicas inclusivas”.

O Dia Internacional da Mulher representa a luta histórica das mulheres por direitos, equidade e reconhecimento. Mais do que uma data comemorativa, o momento convida à reflexão sobre os avanços conquistados ao longo dos anos e os desafios que ainda persistem na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Durante a sessão solene, serão homenageadas mulheres que se destacam por suas histórias de superação, liderança e compromisso com a coletividade, servindo de inspiração para as gerações presentes e futuras.

“No Distrito Federal, as mulheres exercem papel fundamental em múltiplos espaços, atuando com protagonismo no serviço público, no empreendedorismo, nas comunidades, na política, na cultura e na formação familiar. Sua dedicação, resiliência e capacidade de transformação impactam diretamente a qualidade de vida da população e o progresso da capital”, destaca Pastor Daniel de Castro que é integrante da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Legislativa.

Confira o evento no canal da TV Câmara Distrital no Youtube.

Bruno Sodré – Agência CLDF

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