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Lençóis Maranhenses, lugar de ver Deus

O Parque é um convite à contemplação e à aventura

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 O PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES


Silvestre Gorgulho, de Barreirinhas (texto e fotos)


O Parque dos Lençóis é um convite à contemplação e à aventura A natureza brasileira é tão exuberante e a biodiversidade tão fantástica que, no Brasil, até deserto tem água. E muita água. Areia branca e água cristalina formam um dos ecossistemas mais belos da costa nordestina, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Visto de um avião, a dois mil metros de altura, o parque parece um imenso lençol estendido por mais de 100 km de extensão da costa atlântica do Maranhão e avançando 50 km continente a dentro.  E, acredite, um lençol estampado por incontáveis piscinas azuis intermediando as alvíssimas dunas. Maravilha? É pouco! Ao pôr-do-sol, os Lençóis Maranhenses seriam como um altar de rara beleza a reverenciar os Céus. Não há outra explicação: o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é lugar de ver Deus.


 


 
O Parque dos Lençóis é um convite à contemplação e à aventura. Verdadeiro lugar de ver Deus!



Vale conhecer, mas é importante respeitar


Em Brasília, os funcionários públicos estavam em greve. O Ibama também estava fechado há mais de duas semanas. Mas, no Parque dos Lençóis, o trabalho era normal. Dois fatos deixaram Barreirinhas totalmente lotada de turistas: as férias e o Rally do Sertão. A dedicação de Diana Floriani, funcionária do Ibama, era garantia de bom comportamente e de respeito dos turistas com o ambiente.


Quando o Toyota, tração quatro por quatro, estaciona na entrada do Parque dos Lençóis, já lotados por centenas de Toyotas, uma simpática loirinha, com sotaque catarinense organiza os grupos, faz algumas perguntas, anota e toma a palavra:


“Meus amigos, eu sou Diana, trabalho no Ibama, e gostaria de fazer algumas considerações com vocês. Para ser um Parque Nacional a área tem que ter algumas características especiais. A primeira delas é ser um ambiente muito bonito, de rara beleza cênica, que tenha importância ecológica e que tenha seus ecossistemas bem preservados. Existem, além do Parque dos Lençóis Maranhenses, mais 51 Parques Nacionais no Brasil. Então como é uma área única, a gente pede alguns cuidados para vocês”.


Didaticamente, ignorando a greve que os funcionários públicos promoviam em Brasília, Diana Floriani, estava a postos na defesa dos Lençóis e retoma sua aula:


LIXO – “A primeira coisa é o lixo. Tudo que vocês levarem, por favor, tragam de volta. Eu sei que a maioria de vocês já tem essa consciência ambiental. Mas é importante lembrar que venta muito nas dunas. Então qualquer saco plástico, guardanapo, papel, se ficar solto, com o vento vai tudo parar muito longe e aí tem que sair correndo para pegar. Guarde tudo que levarem bem próximo a vocês”.


SILÊNCIO – “A segunda coisa é o silêncio. Qualquer tipo de algazarra, festa, música alta vamos deixar para fazer à noite lá em Barreirinhas. E o silêncio é importante porque permite a gente admirar e contemplar melhor essa beleza que são os Lençóis. Sem poluição sonora”.


PROTEÇÃO SOLAR – “A terceira recomendação é se proteger do sol. Quem não tiver um guarda-sol, use protetor e fique mais dentro d´água”.


SEGURANÇA – “O quarto recado é importante para sua segurança: não dispersem muito do grupo, principalmente as crianças, porque o ambiente das dunas é muito parecido. Há casos de gente que se perdeu e demorou muito para ser encontrada”.


PRESERVAÇÃO – “A última coisa, já para encerrar é que eu gostaria de explicar por que a gente pede para os carros pararem aqui no início. O primeiro motivo é cênico, porque se você vem admirar, ninguém quer ficar vendo esse tanto de Toyotas paradas na beira das lagoas.
A poluição visual também é uma agressão ambiental. Também quando os carros sobem começa a desestabilizar, a descompactar as dunas e elas começam como que a diluir. Aí, de duna vira morro e de morro vai virar uma planície como esse estacionamento aqui. Então a lagoa de trás dela começa a escoar.
Se a gente não preserva, outras gerações não poderão contemplar o que vocês vão ver e aproveitar agora”.


Características dos Lençóis Maranhenses


Lagoas azuis
Pronto! Essa pequena aula de Diana Floriani é o passaporte para a aventura. Andando pouco mais de um quilômetro, numa areia bem fresca para o sol que se apresenta, surge a primeira lagoa: a Lagoa Azul. Poderia ser chamada de oásis. Mas é muito mais do que isso. É beleza que bate na retina e fixa no coração. Há milhares destes oásis nos Lençóis: lagoa do Peixe, lagoa da Esperança, lagoa da Lua, lagoa Bonita e não sei quantas mais sem nome. O fato é que todas elas são azuis e bonitas.


Algumas características
Uma característica dos Lençóis: as lagoas maiores permanecem, mas algumas menores vão secando com o tempo da seca, voltando a encher no início das chuvas, em março. Mas o curioso é que as dunas vão mudando. Uma nova vista a cada dia, marcada pelo contraste entre dunas e lagoas. O vento se encarrega de levar e trazer a areia, de fazer e desfazer dunas e de mudar o cenário a cada instante.


Outra característica interessante é que num lugar aparentemente desértico, deveria haver pouca diversidade biológica. Mas é só aparentemente. Além de diversas espécies de tartarugas-marinhas, existe uma rica fauna microscópica que cumpre papel fundamental na alimentação e reprodução de animais e aves. A região mais próxima da costa abriga aves migratórias e animais ameaçados de extinção, como a tartaruga marinha gigante.


Rio Preguiças, as belezas de um rio que parece lago
Preguiçosamente as águas do rio Preguiças chegam ao mar por entre dunas e manguezais


Barreirinhas é o portal do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. O nome Barreirinhas surgiu em função de muitas barreiras e dunas existentes na área. Aos visitantes, além dos Lençóis há algo tão belo para se apreciar: o rio Preguiças, que é o mais importante da região. O Preguiças nasce no povoado de Barra da Campineira, município de Anapurús, e percorre 120 km até sua foz, entre Caburé e Atins.


De Barreirinhas até o mar, o rio preguiçosamente serpenteia por 42 km, quando em linha reta são apenas 16 km. Tranqüilo, caudaloso e muito bonito, o Preguiças apresenta uma dúvida à primeira vista: para que lado ele corre? Foi a pergunta que fiz a um dos principais operadores do turismo em Barreirinhas, Bernardo Marconi, 40 anos, que opera barcos, Toyotas e tem todas as informações sobre o lugar. A resposta surpreende:


— Olha, agora o rio Preguiças está correndo pra lá…


— Como assim?


— É que o rio é muito calmo. Quando a maré sobe, o rio volta…. quando a maré baixa, o rio aproveita corre para o mar…


Alerta
Mas a verdade é que indo ou voltando, o Preguiças é muito bonito e mais parece um rio-lago. Não dá para perceber nitidamente para onde ele corre. O fato é que margeando dunas e manguezais, o rio Preguiças tem uma bela mata ciliar e é outra maravilha de Barreirinhas. Mas vale lembrar e alertar: a nova rodovia (250 km) que liga São Luiz a Barreirinhas facilitou muito o acesso ao Portal dos Lençóis. Antes do asfalto, eram oito horas de uma dura viagem. Hoje são no máximo três horas de uma viagem tranqüila.


A rodovia trouxe investimentos, aumentou o turismo e está provocando uma verdadeira revolução na cidade. O crescimento é da noite para o dia. O adensamento urbano, a questão do saneamento e disposição final do lixo, a construção de muitas casas de veraneio e de pousadas à beira do rio acaba por ser preocupante. Se tudo isto não obedecer uma ordenação efetiva, com certeza problemas sérios virão e vão colocar em risco o ambiente e a vida do Preguiças.


Caburé e a foz – Ao desaguar no Oceano Atlântico, o rio Preguiças se abre em braços de praias onde tem alguns povoados: do lado esquerdo, está Mandacaru, onde tem o Farol de 45 metros de altura, construído em 1944, para direcionar a navegação em Atins. À margem direita, estão os povoados de Alazão, Vassouras, Caburé e Brasília.


Em Caburé, entre as praias do rio Preguiças e as praias do Atlântico, numa distância que não passa de 800 metros, estão estabelecidas várias pousadas e restaurantes.


Outra coisa interessante, é que à esquerda do rio Preguiças está o Parque dos Grandes Lençóis e à direita o chamado Pequenos Lençóis. Não fosse o rio, com sua vegetação, seus manguezais e sua história, não haveria esta separação.


Por falar em manguezais, vale destacar os três tipos de mangues: o vermelho (Rhizophora mangle) que os ribeirinhos utilizam muito para retirar uma tinta vermelha para colorir seus artesanatos; o mangue-branco (Laguncularia racemosa) e mangues-siriuba (Avicencia tomentosa).


Barreirinhas, uma cidade em ebulição


Onde ficar
Barreirinhas tem muitas pousadas e vários restaurantes. Duas agências de viagem operam muito bem e têm bons pacotes:
Freeway – São Paulo
Fone: (11)50880999
patrícia@freeway.tur.br
Máxima – São Luiz
Fone: (98) 3221-0238
maximaturismo@elo.com.br


Os três melhores hotéis
O Porto Preguiças Resort, recém inaugurado e construído pelo empresário paulista Sérgio Dória, fica a uns três quilômetros da cidade, bem às margens do rio Preguiças. Possui uma bela piscina com 700m2 de espelho d’água, imitando uma lagoa Natural dos Lençóis e fundo de areia. Tem bom restaurante e confortáveis chalés. É o melhor.
Fone: (98) 3349-1220 – Fax: (98) 3349-0620
Email: sdoria@elo.com.brwww.portopreguicas.com.br
Pousada do Buriti também muito confortável, com bom restaurante e ótimo atendimento. Tem uma filial em Caburé, na foz do rio Preguiças.
Fone: (98) 3349-1053
O Rio Preguiças Hotel, com 40 apartamentos, fica na Praça da Matriz, bem no centro, também confortável e com bom restaurante.
Fone: (98) 3349-0425 / 3349-0616 – Fax: (98) 3349-0615.


Para Passear
As agências de viagem têm esquema de passeios de barco até Caburé e de Toyota para as dunas. Vale a pena também contactar diretamente o operador local Bernardo Marconi (98) 3349-1284 e celular (98) 8828-1284. Sai mais em conta.


Passeio de avião
É fundamental subir as dunas e tomar banho nas lagoas de águas transparentes, bem como fazer uma viagem de voadeira pelo rio Preguiças. Para quem puder e tiver afim, vale a pena fechar o passeio com um sobrevôo de 30 minutos pelo Preguiças e pelos Lençóis para se ter uma noção exata do parque e das belezas naturais da região. Mergulhar na lagoa Azul faz tanto bem ao corpo como faz bem à alma vê-la lá do alto. O avião leva três pessoas e o passeio fica em cerca de R$ 100,00 por pessoa. A dica é procurar Fábio Buhatem, peloto experiente, no Aeroclube de Barreirinhas: Fone: (98) 96042037.


Endereço do Ibama – Parque Nacional dos Lençóis
Fone: (98) 3349-1155 Fax (98) 3231-4332 – Av. Joaquim Soeiro de Carvalho, 746
65590-000 Barreirinhas – MA


Summary


Lençóis Maranhenses, place to see God
The Lençóis Park is an invitation to contemplation and adventure


Brazilian nature is so exuberant and the biodiversity so fantastic that, in Brazil, even the deserts have water. A lot of it. White sands and crystal clear water make up one of the most beautiful ecosystems in the northeastern coast, the national park of Lençóis Maranhenses. Seen from an airplane, at two thousand meters high, the Park looks like a large sheet extended over a one hundred-kilometer distance on the Atlantic coast of Maranhão and reaching fifty kilometers into the continent. A sheet printed with uncountable blue pools amid the blinding white sand dunes. A natural wonder doesn’t begin to describe it. At sunset, the Lençóis Maranhenses would be an altar of rare beauty to admire the heavens. No other explanation exists: the national park of Lençóis Maranhenses is a place to see God.


A few characteristics
One characteristic of Lençóis: the larger lagoons persevere, but some of the smaller ones dry out in the dry season only to come back at the beginning of the rainy season in March. A curious fact is that the dunes move around. A new view each day, marked by the contrast between the dunes and the lagoons. The wind is in charge of taking and bringing the sand, of making and unmaking dunes, and of changing the scenery each instant.


Another interesting characteristic is that there should be little biological diversity in a place apparently like a desert. This desert quality is only an appearance. This region houses several species of marine turtles as well as a rich microscopic fauna, which carries a fundamental role in the feeding and reproduction of animals and birds. The area closest to the coast is home to migratory birds and endangered animals, such as the giant marine turtle.


Barreirinhas
Barreirinhas is the portal to the national park of Lençóis Maranhenses. The name Barreirinhas (which means small sand barriers in Portuguese), originated from the fact that there are many sand barriers and sand dunes in the area. The visitors can also enjoy the River Preguiças (meaning ‘lazy’ in Portuguese), which is the most important river of the region. The river originates in the village of Barra da Campineira, city of Anapurús, and runs one hundred and twenty kilometers to its mouth, between Caburé and Atins.


From Barreirinhas until the ocean, the river winds lazily for forty-two kilometers, which in a straight line it would be a mere sixteen kilometers. The River Preguiças branches out into beaches at the point where it meets the Atlantic Ocean. The settlement of Mandacaru (which is located on the left side of the river) has a lighthouse of forty-five meters in height, built in 1944, to aid in the navigation of Atins. On the right side, we can find the villages of Alazão, Vassouras, Caburé, and Brasília.


In Caburé there are many inns and restaurants established in the area between the beaches of the River Preguiças and the beaches of the Atlantic Ocean, a distance that does not exceed eight hundred meters.


silvestre@gorgulho.com

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Meu amigo Orlando Villas-Bôas seu nome é paz!

Carta de saudade

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A vida ensina sempre. Ensinou a você, Orlando, Álvaro, Leonardo e Claudio, ensina a mim e ensina aos nossos filhos. Uma das coisas que aprendi é que só a saudade faz a gente parar no tempo. Sua despedida neste 12 de dezembro 2003, me fez voltar ao mesmo dezembro de 1972, quando você, que tinha acabado de chegar das margens do rio Peixoto, no Xingu, onde contactava os Krenhacãrore, pegou uma kombi em São Paulo e foi para Belo Horizonte paraninfar a turma de Comunicação da UFMG 1972. Por três dias ficou hospedado na minha “república” no 26ª andar do edifício JK, na praça Raul Soares.

À véspera da formatura, 20 de dezembro de 1972, meus 29 colegas e eu tivemos uma verdadeira Aula Magna de Brasil. Foi a mais importante aula dos meus quatro anos de universidade. A aula que direcionou meu caminhar profissional: o jornalismo de meio ambiente. Éramos 30 formandos que, na véspera da grande festa, sentamos no chão do meu apartamento, em círculo como nas tribos, para embevecidos escutar você falando de florestas, de índios, de brancos, de rios, de solidariedade e de bichos.

Sua primeira lição foi, para mim, ex-seminarista, um susto:

“Desde o Descobrimento o homem branco destrói a cultura indígena. Primeiro para salvar sua alma, depois para roubar sua terra”.

Depois vieram as perguntas para matar nossas curiosidades. Suas respostas doces, duras e definitivas vinham aquecidas pela vasta vivência de décadas na Amazônia, como último dos pioneiros da saga da expedição Roncador/Xingu. Eram ouvidas com máxima atenção:

“Foram os índios que nos deram um continente para que o tornássemos uma Nação. Temos para com os índios uma dívida que não está sendo paga”.

“Não fosse a Escola Paulista de Medicina, a Força Aérea Brasileira e a nossa teimosia, muitas tribos já teriam sido aniquiladas”.

“O Serviço de Proteção ao Índio, no Brasil, nunca teve lugar seguro: começou no Ministério da Guerra, com o Marechal Rondon. Depois foi transferido para o Ministério da Agricultura, estagiou no Ministério do Interior e estacionou no Ministério da Justiça. Como o próprio índio, esse serviço parece um estorvo”.

“O índio só pode sobreviver dentro de sua própria cultura”.

 

AMIGO ORLANDO, você junto com Leonardo, Álvaro e Cláudio, irmãos aventureiros na solidariedade, sempre devem estar relembrando histórias fantásticas. Para os índios, vocês vão se juntar ao Sol e ao trovão para virar lenda. E, para os brancos, deixam uma lição de vida e de coragem.

Das lições daquela noite de 20 de dezembro de 1972, eu guardo uma muito especial. Em vez de ensinar, o homem branco deveria ter humildade para aprender. Você falava da harmonia em uma tribo:
“O velho é o dono da história, o homem é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo”.

 

Meu amigo, obrigado pelas lições dadas há exatos 49 anos.

Obrigado por você ter me apresentado o Brasil e ensinado a ser brasileiro.

Nunca mais vou esquecer que para a criança ser a dona do mundo, nós temos que seguir seu exemplo de garra, de audácia e de aventura para defender nossas culturas, conservar nossa diversidade, preservar nossas florestas, proteger nossos rios e contactar sempre em nome da paz.

A PAZ não se pode manter pela violência e pela força, mas sim pelo respeito, pela tolerância e pela serenidade.

 

MEU AMIGO ORLANDO VILLAS-BÔAS. SEU NOME É PAZ!

 

 

 

 

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Primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia, no Pantanal de MT, será formada neste fim de semana

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Sesc Pantanal

SOS PANTANAL

SESC PANTANAL APOIA PRIMEIRA BRIGADA COMUNITÁRIA
Treinamento da SOS Pantanal, em parceria com o Polo Socioambiental Sesc Pantanal, acontece nos dias 19, 20 e 21 de junho
Começa neste final de semana, o treinamento para a formação da primeira brigada comunitária de São Pedro de Joselândia (171 km de Cuiabá), distrito de Barão de Melgaço, no Pantanal mato-grossense.
A turma de 28 pessoas, que inclui moradores e guarda-parques da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN Sesc Pantanal), faz parte da iniciativa do Instituto SOS Pantanal para estabelecer 28 brigadas no bioma.
São Pedro de Joselândia faz divisa com a RPPN, unidade do Polo Socioambiental Sesc Pantanal que é parceiro da ação e responsável pelos equipamentos doados pela SOS Pantanal em benefício da comunidade. A RPPN Sesc Pantanal é a maior reserva natural privada do país, com 108 mil hectares, e também está localizada no município de barão de Melgaço.
COMBATE À INCÊNDIOS FLORESTAIS
As brigadas serão treinadas com apoio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis (Ibama), em convênio com a SOS Pantanal. Também apoiam o treinamento o Corpo de Bombeiros e o Serviço Florestal dos Estados Unidos.
A capacitação consiste em duas etapas. A primeira é uma parte teórica, onde são passadas as instruções e os procedimentos para organização das equipes durante o combate. A segunda é a parte prática, onde os brigadistas aprendem no campo como funciona o combate às chamas.
BRIGADAS PANTANEIRAS
Durante os meses de junho e julho, a SOS Pantanal capacitará cerca de 200 brigadistas, em 8 municípios diferentes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. As brigadas estão espalhadas nos principais pontos onde historicamente o fogo é mais intenso e recorrente.
SESC PANTANAL
Com 20 anos de experiência na prevenção e combate a incêndios no Pantanal, a Brigada Sesc Pantanal também fará parte da formação. A instituição já realizou no mês de maio a sua capacitação anual de novos brigadistas, em Poconé e Barão de Melgaço, que faz parte das ações preventivas do Polo para a temporada da seca no bioma. Realizada em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso, a formação foi destinada a 40 pessoas, entre guarda-parques, funcionários de fazendas e comunidades rurais e pantaneiras.

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Como será o trânsito do futuro?

Para pensar soluções estratégicas, o Detran-DF terá um centro de inovação tecnológica

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Impulso tecnológico por uma Brasília mais moderna – Agência Brasília

 

O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) avança mais uma etapa no processo de modernização e transformação digital e começa a desenhar seu futuro no campo da tecnologia com a inauguração do Centro de Inovação Tecnológica – CITDetran.

A nova instalação do Detran, no Edifício de Governança do Parque Tecnológico de Brasília – BioTIC, irá abrigar uma parte da Diretoria de Tecnologia da Informação e Comunicação (Dirtec), que terá como prioridade construir uma agenda de desenvolvimento tecnológico voltada, exclusivamente, para pensar o trânsito da capital para as próximas décadas, de forma inovadora e estratégica. Lá será o centro de criação de soluções que irão transformar o dia a dia do trânsito.

“É disso que o Departamento de Trânsito necessita: olhar para o futuro, pensar como será o trânsito daqui a 10 ou 20 anos. E para isso precisamos nos antecipar”, declarou Zélio Maia, diretor-geral do Detran-DF, que quer desenvolver novas tecnologias o mais rápido possível para enfrentar o trânsito cada vez maior e mais complexo do Distrito Federal.

E para o diretor de Tecnologia do Detran, Fábio de Souza, não é apenas uma mudança institucional, mas um novo modelo de desenvolvimento para todo o Departamento. “E não há nada melhor para se fazer isso do que estar em um ambiente de inovação”, explica Fábio, fundamentando a escolha pela Biotic que será, num futuro próximo, o principal polo de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovação do Distrito Federal e que permitirá o estímulo, criação e consolidação dos projetos do Detran, além de possibilitar que as pesquisas se transformem em negócios, assim como estímulo ao desenvolvimento de ações que dinamizem o processo de geração de novos empreendimentos em tecnologia.

 

 

 

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(61) 98442-1010