Reportagens
Tráfico de Animais Silvestres
Renctas: uma ONG de sucesso! A Renctas partiu para a briga e conquistou o respeito da comunidade internacional. Mais: se tornou um exemplo de profissionalização e de utilidade pública
Silvestre Gorgulho, de Brasília
Caiu na rede, sai da frente! No caso a rede é a Renctas, a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres que em três anos mostrou serviço, atuando na conservação e proteção da biodiversidade brasileira. A rede nasceu como um projeto inovador para enfrentar um problema grave e antigo do país: o tráfico de animais silvestres. Nesse breve período de existência, a Renctas tornou-se uma das mais ativas ONGs brasileiras.
O primeiro grande passo para o sucesso: fazer parcerias estratégicas com o setor público, o setor privado e o terceiro setor. E quem são esses parceiros? Nada menos do que o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama, a Interpol e as Polícias Federal, Militar e Civil e até embaixadas de outros países. Para as polícias, a Renctas oferece treinamento e capacitação de seus agentes ambientais.
Atualmente a Renctas está coordenando 54 projetos e ações no Brasil e conta com a participação de 31.000 membros e 580 organizações filiadas. Participou de mais de 17 horas de mídia espontânea e 400 matérias jornalísticas que abordaram as ações da Renctas no ano de 2001.
Parceiros por um mundo melhor
Sem contar com recursos públicos para a sua manutenção, a Renctas foi buscar na iniciativa privada o apoio necessário para desenvolver suas ações.
Empresas como a BR Distribuidora e Furnas Centrais Elétricas reconheceram a importância e a necessidade das atividades que a instituição vem desenvolvendo no país, e assim tornaram-se as primeiras empresas privadas a acreditar e a investir em seu trabalho. Desde então, vem se mantendo como patrocinadoras oficiais da Renctas.
Segundo Norma Villela, diretora de meio ambiente de Furnas, “a Renctas ocupou um espaço importante na luta pela proteção da nossa biodiversidade, oferecendo os dados e as informações necessárias para a elaboração de políticas públicas na área ambiental”.
Além dos patrocínios, a Renctas mantém parcerias importantes com outras instituições, como a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais, Sivam/Sipam, Ministério Público Federal e a ONU.
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Profissionalismo acima de tudo
A verdade é que um dos segredos deste sucesso está na maneira como a equipe trabalha. Além de profissionais qualificados e dedicados, a Renctas nem de longe lembra o antigo conceito que se tinha das ONGs: uma visão romântica do mundo, em que apenas a boa vontade de seus dirigentes moviam suas idéias.
Segundo a coordenadora de projetos da instituição, a bióloga Monica Koch, que depois de 12 anos trabalhando no Ibama decidiu apostar em uma nova experiência no terceiro setor, “o trabalho em uma instituição como a Renctas em nada se diferencia de uma empresa privada: nossos funcionários têm a exata noção que precisam produzir. E trabalho é o que não tem faltado por aqui”, conclui.
Na sua sede em Brasília, o ritmo do trabalho espanta os desavisados. Quem espera encontrar um ambiente tranqüilo, logo muda de opinião ao assistir 14 funcionários se desdobrando para atender as demandas que chegam de todo o País: animais apreendidos no Sul, denúncias de cativeiro ilegal no Pará, animais resgatados em Mato Grosso que precisam de transporte para o Rio de Janeiro, policiais florestais telefonando em busca de informações, e até uma comitiva de índios que chega de repente em busca de ajuda para resolver problemas ambientais em suas aldeias.
Reunião da CITES
Será realizada de 3 a 15 de novembro, na cidade de Santiago, Chile, a 12º Reunião da Cites. Serão mais de 150 países discutindo o Comércio Internacional de Flora e de Fauna Selvagens em Perigo de Extinção.
O principal objetivo dessa convenção é promover a cooperação internacional, a fim de proteger certas espécies de animais e plantas da exploração excessiva. A Cites oferece diversos graus de proteção a mais de 30.000 espécies de animais e plantas de todo o mundo.
A secretaria da Convenção recebeu 54 propostas de emendas para os seus Apêndices I e II, que são as listas de animais e plantas a serem protegidos pelos países membros.
Em Santiago, o Brasil será representado pelo Ibama e contará também com a participação da Renctas, na categoria de observadora, por ter sido indicada pelo governo do Brasil como uma entidade técnica qualificada em matéria de proteção da fauna.
Mais informações:
www.cites.org
Acre: treinamento de agentes
Mais um Workshop Nacional Animais Silvestres Normatização e Controle foi realizado nos dias 26 e 27 de setembro, na cidade de Rio Branco.
Promovido pela Renctas, em parceria com Embaixada da Holanda, esse foi o 16ª° workshop da série que a Rede vem realizando por todo o país, objetivando capacitar e treinar agentes de fiscalização ambiental. Para este ano, a Renctas programou mais dois eventos: um em Roraima e outro no Amapá.
Renctas+Schwab+Fórum Econômico
O trabalho da Renctas é cada vez mais reconhecido. Dener Giovanini, coordenador geral, foi convidado a fazer parte do grupo de Empreendedores Sociais da Fundação Schwab para o Empreendimento Social.
A Fundação Schwab é uma organização sem fins lucrativos que está sediada em Genebra, Suíça, e tem como objetivo identificar, reconhecer e difundir iniciativas de empreendimento social que melhoraram de maneira significativa as condições de vida das pessoas. Esse ano a Schwab recebeu 136 candidaturas de todo o mundo e no Brasil foram selecionados apenas dois empreendedores.
A Fundação Schwab considera empreendedores sociais, pessoas que encontram soluções práticas para problemas sociais, combinando inovação, iniciativa própria e o aproveitamento das oportunidades.
Esses empreendedores identificam novos procedimentos, novos serviços, produtos e criam maneiras singulares de combinar a prática com a inovação, com enfoques totalmente novos a problemas sociais que pareciam sem solução. Foi se dedicando à Renctas que Giovanini conseguiu se tornar um empreendedor social, garantindo também a participação na reunião anual do Fórum Econômico Mundial em Davos.
Reportagens
Let’s Wine Brasília reúne mais de 80 rótulos em festival de vinhos com taça exclusiva inclusa
Evento acontece no dia 25 de julho, no The Club Beach Tennis, na Asa Sul, e combina degustações, gastronomia e música em um dos espaços mais procurados da capital.
O festival Let’s Wine Brasília está de volta com uma proposta que une vinho, gastronomia e um ambiente descontraído para quem deseja aproveitar o inverno brasiliense. A próxima edição será realizada no dia 25 de julho, das 18h às 23h, no The Club Beach Tennis, na SGAS 608 Sul, reunindo mais de 80 rótulos nacionais e importados, além de opções gastronômicas assinadas pelo restaurante Vila 5.
Promovido pelo selo Festivais Boa Mesa, o evento aposta em uma experiência leve e acessível, aproximando o universo do vinho de diferentes públicos. A ideia é transformar o tradicional happy hour em uma noite de degustação ao ar livre, em um espaço conhecido pela prática de beach tennis e pelos encontros entre amigos.
Mais de 80 rótulos para degustação
Os visitantes poderão escolher entre uma ampla seleção de vinhos cuidadosamente selecionados, incluindo rótulos brasileiros e importados de diversas regiões produtoras.
Os vinhos estarão disponíveis em taças, com preços a partir de R$ 18, permitindo que o público experimente diferentes estilos durante a noite. Também haverá venda de garrafas com condições promocionais exclusivas para o evento.
A programação foi pensada tanto para apreciadores experientes quanto para quem deseja conhecer novos sabores em um ambiente descontraído.
Gastronomia assinada pelo Vila 5
Para acompanhar os vinhos, a área gastronômica contará com um cardápio desenvolvido pelo restaurante Vila 5, que preparou opções de finger foods, tábuas de frios e petiscos ideais para harmonização.
O menu foi elaborado para valorizar diferentes estilos de vinho, desde espumantes e brancos refrescantes até tintos mais encorpados, típicos da estação.
O clima do inverno favorece a experiência
Julho é um dos meses mais agradáveis para eventos ao ar livre em Brasília. As temperaturas mais amenas durante a noite criam o cenário ideal para degustar vinhos, especialmente tintos e espumantes.
Enquanto o pôr do sol convida ao consumo de brancos e rosés, a queda da temperatura ao longo da noite favorece rótulos mais intensos, tornando a experiência ainda mais agradável.
Espaço une esporte, lazer e convivência
O The Club Beach Tennis, localizado na Asa Sul, tornou-se um dos principais pontos de encontro da capital para quem busca lazer, esporte e eventos gastronômicos. Sua estrutura ao ar livre oferece um ambiente confortável e descontraído, perfeito para encontros entre casais, grupos de amigos e apreciadores da cultura do vinho.
Ingressos incluem taça exclusiva
Os ingressos para o festival estão no primeiro lote, com valor de R$ 35, e dão direito a uma taça personalizada e exclusiva do Let’s Wine.
As vagas são limitadas e a organização informa que não haverá venda de ingressos na entrada. As compras devem ser realizadas antecipadamente pela plataforma Sympla.
Serviço
Let’s Wine Brasília – Edição The Club Beach Tennis
- Data: 25 de julho de 2026 (sábado)
- Horário: das 18h às 23h
- Local: The Club Beach Tennis
- Endereço: SGAS 608 Sul, ao lado do Colégio Marista João Paulo II (Maristinha), atrás da ACM, Brasília (DF)
- Ingresso: R$ 35 (1º lote)
- Incluso: uma taça personalizada e exclusiva do evento
- Vendas: antecipadas pela plataforma Sympla
- Classificação: evento exclusivo para maiores de 18 anos.
Reportagens
Controle sobre as próprias informações é a base da soberania contemporânea, afirma presidente do IBGE
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
“Na sociedade contemporânea, os dados constituem a verdadeira soberania nacional, mas somente se as informações forem utilizadas para construir inteligência pública. E essa é a vocação histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse o presidente do órgão, Marcio Pochmann, nesta sexta-feira (3), durante sessão solene no plenário da Câmara dos Deputados em homenagem aos 90 anos da instituição.
Pochmann ressaltou ainda que, durante dois séculos, a riqueza das nações foi medida pela capacidade de controlar fronteiras, defender territórios, preservar recursos naturais ou transformar matéria-prima em bens industriais. Hoje, no entanto, esse cenário mudou, principalmente com o surgimento de tecnologias como a inteligência artificial.
“No século 21, soberania significa também produzir conhecimento sobre a própria sociedade. Significa dominar tecnologias estratégicas, desenvolver inteligência artificial comprometida com o interesse público, assegurar que os dados produzidos por milhões de brasileiros fortaleçam o desenvolvimento nacional e a democracia”, enumerou.
Estatísticas confiáveis
Uma das autoras do pedido de realização da homenagem ao IBGE, a deputada Luizianne Lins (Rede-CE), ressaltou que não existe democracia sem estatísticas confiáveis.
A parlamentar lembrou que são os dados produzidos pelo instituto sobre a população brasileira e suas condições de vida que orientam a formulação de políticas públicas e determinam, por exemplo, as transferências de recursos da União para estados e municípios.
Importância
A deputada Erika Kokay (PT-DF), que presidiu a sessão, também destacou a importância do instituto na formulação de estratégias para mudar essa realidade.
“O IBGE nos mostra um Brasil profundo, um Brasil que foi em grande medida invisibilizado, e desnuda as suas próprias desigualdades”, disse Erika. “O IBGE ajuda a explicitar esse Brasil real para que, a partir daí, nós possamos construir os mecanismos necessários para superar as nossas desigualdades e os nossos desafios. Portanto, o IBGE é absolutamente fundamental para a construção da democracia”, acrescentou.
Números do IBGE
Atualmente, de acordo com Luiziane Lins, a instituição tem 11 mil servidores em 27 superintendências estaduais e mais de 560 agências municipais. A deputada acrescenta que, somente em 2026, o IBGE deve produzir e divulgar 269 pesquisas sobre o Brasil e os brasileiros.
Reportagem – Maria Neves
Edição – Ana Chalub
Fonte: Agência Câmara de Notícias
Reportagens
Partido político é passível de controle por lavagem de dinheiro, aprova CSP
Projeto teve voto favorável da relatora, Ivete da Silveira (no telão)
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Partidos políticos poderão ter que se submeter às normas de controle de lavagem de dinheiro dispostas na legislação. A medida está prevista em projeto de lei aprovado nesta terça-feira (7) na Comissão de Segurança Pública (CSP) e busca reforçar a fiscalização sobre doações, contribuições e demais receitas partidárias.
O PL 4.636/2020 altera a Lei de Lavagem de Dinheiro para submeter partidos e suas respectivas fundações às obrigações legais de prevenção e controle desse tipo de crime. Com a mudança, as legendas passam a integrar a lista de pessoas e entidades obrigadas a adotar mecanismos de controle de operações financeiras e de identificação de movimentações suspeitas.
A proposta, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e de outros senadores, recebeu parecer favorável da senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Como foi aprovada em decisão final na CAE, seguirá para a Câmara dos Deputados, se não houver recurso para votação em Plenário.
Alessandro Vieira afirma que o projeto visa responsabilizar os partidos quando for comprovado benefício decorrente da lavagem de dinheiro. De acordo com o autor, os debates sobre “lavagem de dinheiro eleitoral” se intensificaram após a Operação Lava Jato, que, segundo ele, revelou “relações obscuras entre empresas e políticos”.
A relatora argumenta que partidos políticos ocupam papel central na ligação entre sociedade e Estado; por isso, a sujeição das agremiações a controles mais rigorosos pode reforçar a integridade do ambiente eleitoral e reduzir espaços para a entrada de recursos ilícitos na atividade política.
— A medida proposta tende a fortalecer a confiança da sociedade nas instituições representativas, ao sinalizar que estruturas partidárias se submetem a padrões mais elevados de conformidade e de responsabilidade na gestão de recursos — afirma Ivete.
Unidos Contra a Corrupção
Na justificativa do projeto, Alessandro Vieira afirma que a proposta foi inspirada na iniciativa Unidos Contra a Corrupção, movimento que reúne representantes de diferentes setores da sociedade em defesa da adoção de práticas de transparência e integridade no combate à corrupção.
Entre os objetivos da mobilização, está estimular a adesão de agentes políticos às Novas Medidas contra a Corrupção, conjunto de 70 propostas legislativas voltadas ao fortalecimento dos mecanismos de prevenção e controle da corrupção. Segundo o senador, o PL 4.636/2020 foi elaborado com base em uma das propostas do pacote.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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