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Unesco declara Pantanal Reserva da Biosfera e Patrimônio da Humanidade

Na área preservada também estão o Parque da Chapada dos Veadeiros, o Parque da Terra Ronca e o Quilombo Kalunga

Silvestre Gorgulho, de Brasília


O Pantanal Matogrossense, maior planície alagada do planeta, foi reconhecido como Reserva da Biosfera Mundial (*) pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A proposta apresentada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi aprovada, em Paris, pela Comissão Internacional do Programa Homem e a Biosfera. Com 25 milhões de hectares, a reserva do Pantanal é a terceira maior já criada no mundo. O título conferido à região, permitirá mais ações do governo e da sociedade para a conservação das riquezas ambientais, na busca de um desenvolvimento sustentável. A Unesco aprovou também proposta do MMA para a ampliação da Reserva da Biosfera do Cerrado. Além do entorno de Brasília, a reserva passa a contar com áreas no nordeste de Goiás, entre elas o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros e o Parque Estadual de Terra Ronca. No final de novembro, o Pantanal será transformado em Patrimônio Natural da Humanidade (*). O título, concedido pela Unesco, facilitará o acesso a linha de crédito de programas internacionais. No Brasil, também são Patrimônio da Humanidade – O Parque Nacional do Iguaçu (PR) onde estão as Cataratas; a Costa do Descobrimento e as reservas florestais da Mata Atlântica, no Sudeste. Os dois títulos ao Pantanal aumentam a polêmica sobre a construção da hidrovia Paraguai-Paraná. 


Sarney Filho, ministro do Meio Ambiente, afirmou que o o governo pretende implantar uma reserva da biosfera em cada bioma brasileiro. Atualmente o país conta com reservas na Mata Atlântica, Cerrado e Pantanal. As próximas a serem criadas são a da Amazônia Central e a da Caatinga. “As reservas da biosfera são instrumentos essenciais para a conservação e uso sustentável da biodiversidade”, disse o ministro.


Para o secretário de Biodiversidade e Florestas do MMA, José Pedro Costa, as reservas da biosfera são o instrumento de conservação mais importante criado até hoje, pois as ações de planejamento passam a considerar não só as zonas núcleo, mas também as áreas adjacentes, as chamadas zona de amortecimento e zona de transição. “As reservas da biosfera são ferramentas importantes para apoiar a busca de recursos para o desenvolvimento sustentável nas regiões que abrange”, afirma o secretário.


As reservas da biosfera são um instrumento de planejamento regional, com papel estratégico no combate aos efeitos dos processos de degradação dos grandes ecossistemas, que vêm sendo desenvolvidos pela Unesco desde 1971. Elas também têm como objetivo conciliar a conservação da biodiversidade e a utilização econômica desses recursos com a promoção do desenvolvimento sustentável.


A primeira Reserva da Biosfera brasileira é a da Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta. Criada em 1992, ela envolve 14 estados numa área de 29 milhões de hectares. Em 1993, foram reconhecidas a fase I Reserva da Biosfera do Cerrado, abrangendo o entorno do Distrito Federal, e a reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo, associada à Reserva da Mata Atlântica.


Pantanal, onde a vida se renova entre uma cheia e outra


Um ecossistema de exuberância única, cuja biodiversidade é regida pela alternância de períodos de cheia e seca; terra onde se misturam flora e fauna da região amazônica e do cerrado; maior planície inundada do mundo com 140 mil km quadrados. Tudo isto é o Pantanal Matogrossense, um santuário ecológico no coração do Brasil.


A região pantaneira é ocupada há mais de 200 anos pelo homem e tem, hoje, como principal atividade econômica a pecuária extensiva. Mas os riscos ambientais a esse paraíso ecológico advêm de outro tipo de exploração, no planalto, onde os cerrados foram ocupados por grandes plantações de soja, mineração e garimpo. A ausência de matas ciliares, o agrotóxico e o mercúrio fizeram com que os rios pantaneiros fossem assoreados, comprometendo o ecossistema e provocando verdadeiros desastres ecológicos.


A caça do jacaré diminuiu muito no início dos anos 90. Uma ação mais firme das polícias florestais dos estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso e dos fiscais do Ibama, somada às restrições do mercado mundial ao tipo de pele que saía do Pantanal, conseguiram inibir a ação dos maiores contrabandistas. Estima-se que, na década de 80, 1 milhão de animais eram mortos anualmente.


Também o turismo desordenado interfere no equilíbrio ambiental do Pantanal e é motivo de poluição e devastação.


As cheias e as secas
Pantanal é uma grande área de terras baixas e alagadiças, tão plana que, às vezes, fica até difícil saber onde corre o rio. Este santuário é povoado por 80 espécies de mamíferos, 650 tipos de aves, 50 de répteis e 235 de peixes.


A alternância de períodos de cheia e seca é o principal fator que rege a biodiversidade, favorecendo as espécies animais e vegetais (ligadas à seca) e as espécies ligadas à fase aquática. Se as espécies do ciclo da cheia morrem na seca, em compensação elas fornecem – pela decomposição – nutrientes que contribuem para o desenvolvimento de outras espécies aquáticas. E vice-versa.


A verdade é que as cheias transformam o Pantanal num mar de água doce. As chuvas de novembro a março provocam inundações entre maio e julho. Em época de seca, o relevo apresenta inúmeras depressões, que são inundadas na cheia, formando lagos e baías.


De extrema beleza, a região atrai aves migratórias do Canadá. Interligando as baías, é comum ver as vazantes, formações periódicas de cursos de água que correm para o leito dos rios. Existem também os corixos, outra formação de cursos de água que correm das baías para os rios ou dos rios para as baías.


Arqueologia
Estudos da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, iniciados em 1990, comprovaram uma outra riqueza: o Pantanal é, também, um verdadeiro paraíso arqueológico. Essas pesquisas revelaram a presença humana na região a partir de 6.000 antes de Cristo, constituindo-se de diferentes populações indígenas pré-históricas.


Na planície de inundação, foram identificados 153 sítios arqueológicos, localizados entre capões e cordilheiras. O material encontrado fornece dados importantes para a compreensão da pré-história das áreas interioranas da América do Sul e para entender melhor a história da ocupação humana do Pantanal.


A fauna e a flora
O Pantanal é considerado uma das mais importantes regiões do mundo para aves aquáticas. Os tuiuius (da família da cegonha), biguás, garças, colhereiros e patos das mais variadas espécies, araras, papagaios encantam os olhos de qualquer visitante. Cervos-do-pantanal, veados campeiros, veados mateiros, queixadas, catetos, lobinhos, tamanduás, capivaras e tatus são vistos facilmente. Até os animais ameaçados de extinção como a onça-pintada, lontra e arinhanha ocorrem muito por lá. Mas os animais que mais se vê são mesmos os jacarés e – quando pescados – os peixes.


E a beleza das flores? As floradas ocorrem nos dois ciclos. Na seca, as árvores como os ipês (amarelo e roxo), o cambará, a sucupira, a aroeira, a peroba fazem do Pantanal um jardim. Nas cheias florescem os camalotes com suas flores azuis e vários tipos de cipós.


A natureza é sábia. Cada espécie de planta floresce na estação do ano mais favorável à disseminação da semente. Dessas sementes, espalhadas pelos mais variados fenômenos naturais, renascerão outras plantas. E, assim, o ciclo da vida não pára. Se renova entre uma cheia e uma seca.

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Passageiros com voos marcados para domingo (6) devem chegar mais cedo ao Aeroporto de Brasília

Orientação é chegar ao terminal com mais de três horas de antecedência; operação integrada prevê alterações no trânsito e reforço na mobilidade na região devido a evento no domingo

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Agência Brasília | Edição: Paulo Soares

 

Passageiros com voos programados para este domingo (6), no Aeroporto Internacional de Brasília, devem planejar o deslocamento com antecedência e chegar ao terminal mais de três horas antes do horário previsto para a partida. A recomendação é excepcional para o domingo e considera o aumento esperado no fluxo de veículos nas vias de acesso ao aeroporto e à Base Aérea de Brasília, onde será realizado, das 9h às 17h, o Brasília Air Show 2026.

Para reduzir impactos na circulação e organizar o acesso à região, foi estruturada uma operação integrada com participação de órgãos de segurança pública, trânsito, mobilidade, fiscalização e demais instituições envolvidas.

Passageiros

Quem tiver voo marcado para domingo deve considerar o impacto do Brasília Air Show no trânsito da região. A recomendação é planejar a saída de casa com antecedência e chegar ao Aeroporto Internacional de Brasília mais de três horas antes do horário previsto para o embarque. A orientação é específica para o dia do evento e considera o aumento esperado no fluxo de veículos nas imediações da Base Aérea e do terminal aeroportuário.

Passageiros que precisarem de informações sobre acesso e circulação na área interna do aeroporto devem consultar os canais de atendimento da administradora do terminal.

Acesso ao evento

A recomendação é planejar a saída de casa com antecedência | Foto: Divulgação

O acesso à Base Aérea deverá ser feito pela via marginal da DF-047, no trecho próximo às concessionárias. Equipes de forças de segurança pública atuarão no entorno da Base Aérea e do Aeroporto Internacional de Brasília. Painéis de mensagens variáveis serão utilizados nas vias próximas ao aeroporto para orientar os motoristas sobre acessos, alterações na circulação e condições do trânsito.

 

Durante o evento, poderão ocorrer mudanças temporárias no tráfego de acordo com o fluxo de veículos e as necessidades operacionais. Por isso, os condutores devem respeitar a sinalização e seguir as orientações dos agentes de trânsito. Também poderão ocorrer retenções nos períodos de maior movimento.

Transporte público

Para facilitar o deslocamento do público, serão disponibilizadas, conforme a demanda, duas linhas de ônibus específicas para o evento, com saídas da Rodoviária de Brasília e do Terminal Rodoviário da Asa Sul. Os pontos de ônibus localizados nas proximidades da Base Aérea e do Aeroporto Internacional de Brasília também poderão ser utilizados.

A orientação é priorizar o transporte coletivo sempre que possível, reduzindo o volume de veículos particulares nas vias de acesso.

Itens e condutas proibidos

O público deverá observar as orientações das equipes de segurança, dos órgãos públicos e da organização do evento. Não será permitido o acesso com armas, objetos que possam ser utilizados como armas, garrafas de vidro, latas ou recipientes semelhantes. Também não poderão ingressar no local veículos com identificação de propaganda política. O uso de drones e outros equipamentos de voo não autorizados estará proibido na região do evento.

Crianças e adolescentes deverão permanecer acompanhados e sob supervisão durante toda a permanência no local.

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Moraes encaminha a Fachin pedido de investigação contra Mendonça

Decisão reúne relatórios da PF sobre atuação de Mendonça

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Agência Brasil

 

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou nesta quinta-feira (3) o sigilo de decisão que aponta supostas irregularidades na atuação do ministro André Mendonça na relatoria de processos relacionados às operações Sem Desconto e Compliance Zero.

Moraes encaminhou a decisão e os relatórios de inteligência da Polícia Federal que a fundamentam ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin.

A decisão foi tomada no âmbito do Inquérito 4.781, instaurado em 2019 para apurar notícias fraudulentas, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra integrantes do Supremo, além de possíveis esquemas de financiamento e divulgação de fake news em massa nas redes sociais.

Na decisão, Moraes determinou que o conjunto de documentos seja encaminhado a Fachin “para as providências que entender necessárias”. Também determinou que a Procuradoria-Geral da República seja comunicada.

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O que é uma sessão plenária da Câmara Legislativa?

Sessões plenárias são públicas e podem ser acompanhadas presencialmente ou pelos canais de comunicação da CLDF

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Foto: Carlos Gandra/Agência CLDF

As sessões em plenário são o principal momento de debate e tomada de decisões legislativas do parlamento

As sessões plenárias são as reuniões oficiais em que os deputados distritais se reúnem para discutir temas de interesse do Distrito Federal, votar projetos de lei e outras proposições, fiscalizar os atos do Poder Executivo e realizar pronunciamentos sobre assuntos de interesse público.

É durante as sessões que acontecem os debates entre parlamentares e são tomadas as principais decisões legislativas da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF). Dependendo da finalidade, as sessões podem ser deliberativas — quando há votação de matérias legislativas — ou não deliberativas — destinadas principalmente a pronunciamentos e comunicações parlamentares.

Sessões deliberativas

As sessões deliberativas são aquelas em que os deputados apreciam projetos de lei, propostas de emenda à Lei Orgânica, vetos, requerimentos e demais proposições previstas no processo legislativo. Elas podem ser ordinárias ou extraordinárias.

As sessões ordinárias fazem parte do calendário regular de funcionamento da CLDF e ocorrem semanalmente, às terças, quartas e quintas-feiras, a partir das 15h. Elas são divididas em quatro momentos principais:

Expediente, destinado à leitura da ata da sessão anterior, apresentação de comunicações e outros atos iniciais dos trabalhos; comunicação de líderes, espaço reservado aos líderes partidários para manifestação sobre temas de interesse de suas bancadas; comunicação de parlamentares, momento em que os deputados podem fazer pronunciamentos sobre assuntos diversos; e ordem do dia, etapa dedicada à discussão e votação das matérias constantes da pauta de deliberação.

Já as sessões deliberativas extraordinárias podem ser convocadas quando houver necessidade de apreciar matérias fora dos horários das sessões ordinárias ou em situações que exijam deliberação urgente.

Como a população pode acompanhar?

As sessões plenárias são públicas e podem ser acompanhadas presencialmente, a partir da galeria do Plenário, observadas as normas de identificação, segurança e capacidade do espaço estabelecidas pela Câmara Legislativa.

Também é possível acompanhar os trabalhos pelos canais oficiais de transmissão (www.youtube.com/@TVCâmaraDistrital) da CLDF, além de consultar posteriormente as atas (https://www.cl.df.gov.br/sessoes-plenarias) das sessões, que registram os debates realizados, os pronunciamentos dos parlamentares e as matérias apreciadas e votadas em Plenário.

Ágata Vaz (sob supervisão de Ivan Iunes)

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