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Jandaias, pombas, sabiás e bem-te-vis: todas as aves amam as cidades

Engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frisch conta sua aventura passarinheira para proteger e alimentar as aves de São Paulo.

 

Sem dependerem de qualquer tipo de transporte, sem se preocuparem com os terríveis engarrafamentos e sem se importarem se faz sol ou chuva, elas chegam às 7 horas da manhã. Numa algazarra incrível, elas vão direto para os dois refeitórios, abertos dia e noite, no jardim da casa de Johan Dalgas Frisch, na Praça Uirapuru, Bairro do Morumbi. Ali elas se alimentam à vontade de sementes de girassóis, frutas variadas e derivados de milho. Elas são as jandaias. De papo cheio, elas revoam e dão lugar às pombas asa-branca. Mais tarde, juntas, elas voltam para ao final do dia disputarem o que sobrou do precioso alimento. Todos os dias as revoadas se repetem. Por que? Simples, porque os pássaros amam as cidades como Fortaleza, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Belém e São Paulo, a maior do País. E os cidadãos urbanos também amam os pássaros.

 

Johan Dalgas Frisch, o Senhor dos Pássaros, ao receber o Prêmio Verde das Américas, por sua dedicação à preservação da avifauna brasileira.

 

O bem-te-vi está em todos os lugares e encantam as populações urbanas com seu canto e sua beleza. (foto: Roberto Harrop – Recife-PE)

 

CASO DE SÃO PAULO

Como muitas cidades brasileiras, a cidade de São Paulo é uma selva. Uma selva de prédios, de gente, de árvores e de aves. Fundada em 1554, pelos padres Jesuítas, no coração da Mata Atlântica, a capital paulista tem um território de 1.530 quilômetros quadrados, localizada em uma área de ecótono, ou seja, uma região entre três biomas fronteiriços: floresta ombrófila mista, floresta ombrófila densa e cerrado. Habitam este maior centro cosmopolita da América do Sul, mais de 12 milhões de moradores brasileiros e, também, nativos de 196 países diferentes, além de uma fantástica população da avifauna. São 372 espécies diferentes de aves catalogadas na cidade pela prefeitura na Divisão de Fauna Silvestre, incluindo aves migratórias, endêmicas e até mesmo espécies ameaçadas de extinção.

 

RESTAURANTES SEMPRE ABERTOS

O engenheiro e ornitólogo Johan Dalgas Frisch, autor de oito livros sobre aves e presidente da APVS – Associação de Preservação da Vida Selvagem, conhecido como Senhor dos Pássaros, tem vários “restaurantes” de aves em pleno bairro nobre do Morumbi, centro de São Paulo. Esses “restaurantes” estão na cobertura de seu apartamento, outros “restaurantes” na casa que funciona como seu escritório na Praça Uirapuru e, outros, dentro da Reserva Ecológica do Morumbi, que ele próprio cuida e protege. Todos eles ficam abertos dia e noite. Não sofrem nenhum tipo de proibição e embargo por causa da pandemia de coronavírus.

Para o ornitólogo Dalgas Frisch, paulistano a quatro meses de completar 91 anos, “as aves amam São Paulo. E a recíproca é verdadeira: São Paulo ama as aves”.

 

DIVERSIDADE DE VIDA

Johan Dalgas Frisch explica que não são apenas as aves corriqueiras como sabiás, tico-tico, bem-te-vi, maritaca, pombas, rolinhas e outras mais de 370 espécies que habitam a capital paulista. “Essas são aves endêmicas, bem brasileiras, naturais das matas e arredores que habitam os 62 parques municipais e estaduais, como por exemplo o da Cantareira e o da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo. Também habitam São Paulo muitas espécies ameaçadas de extinção como arara, papagaio, jandaia, mutum, jacu, codorna, saíra-sete-cores. Inclusive aves migratórias, como as andorinhas azuis (progne subis) e falcões peregrinos, que vêm para o Brasil fugindo do inverno do hemisfério norte”.

Salienta Dalgas Frisch: “Nós paulistanos temos que seguir o lema de nossa cidade, presente em seu brasão oficial, que é “Non ducor, duco”, uma frase latina que significa “Não sou conduzido, conduzo“. É justamente com educação ambiental, respeito à natureza e solidariedade entre humanos e o meio ambiente que vamos conduzir nosso povo, nossos trabalhos para um bom termo de nossas vidas. Nós temos de agradecer por tanta diversidade que recebemos”, enfatiza Dalgas Frisch.

 

O ornitólogo Johan Dalgas Frisch lembra que as aves são prestadoras de serviços ambientais de valores inestimáveis. “As aves são essenciais para a polinização de flores, dispersão de sementes e, sobretudo, para o controle de pragas. Nunca podemos esquecer o valor das aves migratórias como as andorinhas-azuis que se alimentam de pequenos insetos, larvas, lagartas e pernilongos. Esses mosquitos são transmissores de malária, dengue, febre amarela e até da zica. Sem o predador natural, esses insetos começam a se procriar de maneira alucinante. O que acontece? Evidente que vão aumentar as doenças.

Conta Johan Dalgas Frisch que em 1980, esteve em Tóquio, no Palácio Aoyama, numa audiência com a equipe do então príncipe Naruhito. “Entreguei a ele meus livros e relógios sobre as Aves Brasileiras. Ele me disse que seu pai, o Imperador Akihito, tinha nos jardins do Palácio Imperial vários comedouros para diversas espécies de aves. Consegui autorização para ver de perto como era o local. A visita me inspirou a fazer o mesmo aqui em São Paulo”.

 

JANDAIAS, ASA BRANCA E BURLE MARX

Em suas publicações, Dalgas mostra que a natureza dá à vida do homem um sentido divino. Temos que entender a vida de forma holística, pois seus ciclos obedecem a caprichosos caminhos e mudanças. As aves são joias da natureza.

 

As jandaias têm hora marcada para chegar aos refeitórios construídos pelo ornitólogo Jahan Dalgas Frisch.

 

Dalgas Frisch lembra bem de um encontro que teve com o paisagista Roberto Burle Marx. Na conversa com o maior paisagista do mundo, Burle Max foi taxativo:

– “Olha, Dalgas, um botânico não entende de pássaros. E você, como ornitólogo, também não domina o conhecimento sobre as plantas. Mas aí está sua importância que é justamente fazer essa ponte entre o ornitólogo e o paisagista, duas profissões que tem a natureza como matéria prima. Você é um engenheiro apaixonado pela ornitologia e pela botânica. Use seu dom de divulgar os cantos das aves e de escrever sobre plantas para promover a arborização das praças e dos parques para compor um ambiente que valorize as cores e os cantos do Brasil”.

Dalgas Frisch aprendeu a lição e assumiu sua responsabilidade. Por isso, à véspera de completar 91 anos, Dalgas Frisch continua protegendo as águas e as florestas, gravando cantos das aves, filmando, fotografando essas joias da natureza.

 

AS JANDAIAS

Nos seus livros, o ornitólogo explica que a fauna mundial é muito diversificada, o que faz com que diversos gêneros de animais acabem gerando um grande número de espécies. E quando se fala especificamente de aves, é a mesma coisa. Elas também fazem parte desse grupo de animais que possuem diversos exemplares diferentes para o mesmo gênero. É também o caso das jandaias. A jandaia é uma ave que possui três variações de espécies com várias diferenças entre si.

As jandaias são encontradas mais facilmente nas matas brasileiras. Existem pelo menos três espécies, que fazem parte da família Psittacidae, a mesma família a que animais como a calopsita, o papagaio, a aratinga e o periquito pertencem, o que explica um pouco mais profundamente seu nome científico. É um pássaro de porte pequeno, medindo no máximo 30 centímetros, pesando no máximo 130 gramas, sendo pouco menor do que o papagaio.

Quanto à sua cor, as penas tendem a ser verdes, com pontos amarelos na região da cabeça, enquanto a barriga se aproxima do vermelho. As jandaias são ameaçadas por conta da caça ilegal, já que é uma espécie muito dócil e de rara beleza.

 

 

POMBA ASA BRANCA

Há algum tempo, depois das campanhas de proteção às aves, a pombinha asa-branca voltou aos parques e jardins de São Paulo. Tem o nome científico de Patagioenas picazuro. Voltou, diz a lenda, porque seus conterrâneos nordestinos viraram paulistanos. Ou, quem sabe, por encontrar benfeitores, como Dalgas Frisch, que promoveram um “Fome Zero” para as aves.

O fato é que as pombas asa-branca estão de volta como mostram a filmagem anexa de Johan Dalgas Frisch. Como na canção de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga, a Asa Branca é uma promessa de dias melhores. De esperança. De deixar as lágrimas para cantar a volta do amor.

…Quando o verde de teus oios

Se espaiá na plantação

Eu te asseguro, num chore não, viu?

Que eu voltarei, viu? Meu coração…                                     

 

ASAS URBANAS

Com o isolamento social, a grande maioria da população confinada em casa tem olhares mais atentos para a natureza

 

Picapau

Beija-flor

 

As aves urbanas são inteligentes e têm capacidade maior de adaptação a ambientes diversos. É o que dizem as pesquisas. Segundo ornitólogos, como Johan Dalgas Frisch, as aves urbanas – das grandes e pequenas cidades – tem cérebros mais desenvolvidos e se adaptam com maior facilidade. Principalmente se elas encontram reservas, parques e matas próximas onde podem se reproduzir com segurança.

 

A coruja-buraqueira (Athene cunicularia também chamada caburé-do-campo, coruja-da-praia, coruja-do-campo, coruja-mineira e urucuera.

O gaturamo-verdadeiro (Euphonia violacea) é uma ave passeriforme da família Fringillidae. Também é conhecido pelos nomes de bonito, gaturamo-itê e guiratã.

Sabiá laranjeira, ave símbolo nacional, presente no cotidiano da vida nacional e a mais cantada em verso e prosa pelo cancioneiro popular.

 

Com o combate intensivo ao tráfico de animais e com o maior respeito pelas aves, se pode notar o aumento da quantidade e da diversidade das aves.
Com o isolamento social, a grande maioria da população confinada em casa tem olhares mais atentos para a natureza. E podem sentir melhor a sua presença. As aves estão por todos os lados. As espécies encontradas em áreas urbanas tendem a ser “comuns”, mas isso não diminui a importância delas, tão pouco a beleza e o brilho de contemplá-las.

 

TESE DE DOUTORADO

O doutor em Ecologia Alexandre Gabriel Franchin fez sua tese de doutorado sobre a “Avifauna em áreas urbanas brasileiras, com ênfase em cidades do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba”. Em sua tese, apresentada à Universidade Federal de Uberlândia, Alexandre Franchin diz que a despeito da existência de vários trabalhos isolados sobre a avifauna em cidades brasileiras, o conhecimento sobre essas aves em uma escala mais ampla ainda é incipiente. Fanchin focou sua pesquisa no Triângulo Mineiro, mas lembra que há muito a pesquisar outras regiões urbanas, em biomas diferentes como Mata Atlântica, Campos do Sul, Cerrado, Caatinga e Amazônia. Quais são as espécies que ocorrem nas cidades brasileiras? Como elas se distribuem em termos regionais? As áreas urbanas podem manter uma avifauna valorosa em termos conservacionistas? Qual é a avifauna encontrada nas cidades no Brasil e qual a status de conservação dessa avifauna no ambiente urbano?

 

 

 

 

 

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Exposição revisita origens visuais de Brasília

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Niemeyer no Palácio do Alvorada, uma das fotos em exposição | Foto: Acervo

O Museu de Arte de Brasília (MAB) apresenta a exposição “Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília”, que reúne obras de arte, fotografias históricas, documentos e objetos relacionados à construção e à inauguração da capital federal. A mostra é composta por trabalhos do acervo do próprio MAB e da Coleção Brasília, com Acervo Izolete e Domício Pereira, e propõe ao público um panorama sobre os primeiros anos de Brasília a partir de diferentes linguagens visuais e registros históricos.

O eixo central da exposição é o álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo”, de autoria do fotógrafo Mário Fontenelle, responsável pelos registros oficiais do governo de Juscelino Kubitschek.

O conjunto reúne 24 fotografias em preto e branco produzidas entre 1958 e 1960, que documentam etapas da construção da cidade, bem como os eventos e cerimônias de sua inauguração, em 21 de abril de 1960. As imagens apresentam registros do canteiro de obras, da arquitetura emergente e do contexto político e simbólico da criação da nova capital.

A partir desse núcleo documental, a exposição estabelece diálogos com obras de artistas que participaram da consolidação do imaginário visual de Brasília. Estão presentes trabalhos de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Roberto Burle Marx, Athos Bulcão, Marianne Peretti, Alfredo Ceschiatti, Bruno Giorgi, Zeno Zani, Ake Borglund, entre outros.

As obras evidenciam a integração entre arte, arquitetura e paisagem urbana que marcou o projeto da capital federal desde seus primeiros anos.

O percurso expositivo também inclui produções de artistas de gerações posteriores, como Honório Peçanha, Ziraldo, Danilo Barbosa e Carlos Bracher.

Essas obras estabelecem relações com o conjunto histórico ao abordar temas ligados à memória, à cidade e à permanência dos símbolos de Brasília no imaginário cultural brasileiro. A proposta curatorial coloca em diálogo produções de diferentes períodos, buscando aproximar registros do passado e interpretações contemporâneas.

Ítens históricos

Além das artes visuais, a mostra reúne objetos e itens históricos relacionados ao período de formação da capital. Entre eles, estão a maquete de lançamento do automóvel Romi-Isetta, peças utilizadas no serviço do Palácio da Alvorada e a primeira fotografia de satélite do Plano Piloto. Esses elementos ampliam o contexto histórico apresentado pelas obras e ajudam a situar o visitante no ambiente político, social e tecnológico da época.

No segmento documental, dois itens recebem destaque especial. Um deles é a carta-depoimento escrita por Juscelino Kubitschek em 1961, ao final de seu mandato presidencial, na qual o ex-presidente registra reflexões sobre seu governo e sobre a construção de Brasília. O outro é a homenagem da Igreja Católica a Dom Bosco, padroeiro da capital, composta por fragmentos de suas vestes, que remete à dimensão simbólica e religiosa associada à fundação da cidade.

“Museu Imaginado”

A exposição inclui ainda a obra “Museu Imaginado”, do artista mineiro Carlos Bracher, doada ao Museu de Arte de Brasília pelo próprio artista em parceria com o curador Cláudio Pereira. A obra propõe uma reflexão sobre o papel das instituições museológicas, da memória e da imaginação na construção de narrativas históricas e culturais, dialogando com o conjunto da exposição.

Como parte dos recursos expográficos, o público tem acesso à gravação em áudio da carta-depoimento de Juscelino Kubitschek, a um minidocumentário dedicado ao álbum “Brasília 1960: O Mais Arrojado Plano Arquitetônico do Mundo” e a uma versão colorizada das fotografias históricas, realizada por meio de processos de inteligência artificial. Esses recursos ampliam as possibilidades de leitura e interpretação do material apresentado.

A proposta curatorial busca evidenciar relações entre diferentes gerações de artistas, linguagens e formas de expressão, estimulando leituras cruzadas entre obras, documentos e objetos. Ao reunir registros históricos e produções artísticas, a exposição convida o público a refletir sobre a construção da identidade cultural brasileira e sobre o papel da arte na formação simbólica da capital federal.

Pioneiros

“Diálogos da Liberdade na Coleção Brasília” também destaca a atuação do casal Izolete e Domício Pereira, pioneiro da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela formação de um acervo dedicado à preservação da memória artística de Brasília.

A exposição reafirma o compromisso da coleção com a preservação histórica e com a promoção do debate cultural, apresentando a arte como instrumento de reflexão e diálogo entre passado, presente e futuras gerações.

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BRASÍLIA, A CIDADE AURIVERDE

COM CORES E FLORES DURANTE O ANO INTEIRO

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FOLHA DO MEIO AMBIENTE – JANEIRO DE 2026

 

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EM 2026, SEMPRE DE JOELHO. NEM PÉ ESQUERDO E NEM PÉ DIREITO.
NIÈDE GUIDON: LIVRO HOMENAGEM DE ANDRÉ PESSOA
A FOTOGRAFIA-DENÚNCIA DE MICHAEL NAIFY
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NEM PÉ DE ESQUERDO, NEM DE PÉ DIREITO, MAS DE JOELHO.

Um convite à humildade, à gratidão e à fé para atravessar o novo ano com propósito e serenidade.

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Silvestre Gorgulho – Fundador e Editor-Geral da Folha do Meio.

 

Já decidi. É definitivo: não quero entrar em 2026 nem com o pé esquerdo e nem com o pé direito. Confesso que quero entrar de joelho. Ajoelhar, como todo gesto corporal, não é algo neutro. É um gesto de humildade, de reverência e de penitência. Requer muita serenidade, sabedoria e paz. Mais do que uma oração, é uma atitude em que aceitamos nossa condição de criaturas abaixo de Deus e entendemos nossa finitude humana.

 

  • Tenha certeza: quando a gente se ajoelha, vai sentir que está se entregando ao poder de Deus.
  • De joelho, com as sandálias da humildade, diante dos Céus, significa permanecer de pé em qualquer circunstância.
  • Gratidão é tudo. É de joelhos que se agradece as coisas boas do ano que passou, que se pode levar o que foi bom e aprender com o que doeu.
  • Neste Ano Novo, um livro novo vai ser escrito. Ao escrever as próximas páginas da vida, você tem 365 dias para – de joelho – escrever e sonhar. Mas há que confiar sempre no prazer da releitura.
  • É de joelho que a gente extrai o prazer de praticar certos pecados, sabendo, até que alguns valem muito bem pela penitência futura.
  • Vale agradecer de joelho e não reclamar por envelhecer. Nem todos têm esse privilégio.
  • Ajoelhado, a gente se sente maior e menos ansioso. A ansiedade não tira o problema do ano que começa. Só tira a paz do momento.
  • É de joelho que a gente pede que os próximos políticos sejam eleitos por votos e não por devotos.
  • Vale sempre pedir (de joelho) que o Brasil deixe de punir o sucesso com impostos e o fracasso com bolsas e benefícios.
  • Entenda de uma vez por todas que não vale a pena tropeçar em algo que já ficou atrás de você.
  • É ajoelhado e em silêncio que a gente medita e reflete. Mas, tenha certeza, que quando nada acontece há sempre um milagre que não estamos vendo.
  • Nada melhor do que estar ajoelhado e contrito para sentir que o sabor da vida depende sempre de quem a tempere.
  • Se colocando de joelho para os amigos, podemos aprender que a amizade e a tolerância desenvolvem a felicidade e reduz o sofrimento. Mais: duplica a nossa alegria e divide qualquer dor.
  • De joelho ou não, leve a sério durante os próximos 365 dias: quando você ama o que tem, você tem tudo o que precisa.
  • Ajoelhado diante de uma floresta ou na contemplação de um parque a gente entende por que árvore que verga, o vento não quebra.
  • É ajoelhado, mas sempre firme, que podemos entender as conveniências do ser humano: não deixe de desconfiar dos idealistas que lucram com o seu ideal.
  • Comece o Ano Novo fazendo planos, mas sem esquecer que a vida é o que acontece com a gente justamente enquanto fazemos planos. Mais: o Amanhã tem uma extrema mania de ser tarde demais.
  • Se, por acaso, coisas ruins acontecerem, mesmo ainda ajoelhado, lembre-se: nada é para sempre. E tudo que é bom de passar, é ruim de contar. Mas tudo que foi ruim de passar, é sempre bom de contar.
  • Comece o Ano vivendo de forma honesta. Então, para falarem mal de você, vão ter que mentir.
  • É de joelho que a gente entende que quando o dinheiro falta e o coração aperta, seu Anjo da Guarda continua presente. A luta não é o fim de história. Confie que é só o capítulo que antecede o milagre.
  • Ajoelhado, preste atenção: às vezes, Deus permite a dificuldade para fortalecer a fé. O que hoje dói, amanhã será testemunho.
  • Quem tem a humildade de se ajoelhar uma vez por dia, vai entender que a felicidade não é a ausência de conflitos, mas é a habilidade de lidar com eles. Uma pessoa feliz não tem o melhor de tudo. Ela torna tudo melhor.
  • Há tempo para tudo na vida. Até a pressa em ajudar pode sufocar a natureza das coisas que precisam florescer sozinhas. Quem ajuda uma borboleta a sair do casulo, rouba-lhe o voo.
  • Estando de pé ou de joelhos, passeando ou trabalhando, não se esqueça nunca: quanto mais tempo você ficar no trem errado, mais longa é a viagem de volta.
  • A crença e a convicção de uma pessoa ajoelhada são mais puras e reais. Vale a máxima: A vida é muito perigosa. Não só pelas pessoas que fazem o mal, mas também por aquelas que ficam sentadas à beira do caminho vendo tudo acontecer.
  • Sempre ajoelhado, entra ano e sai ano, desde 1680, nunca ficam defasados os sermões do Padre Antônio Vieira: “A educação e a humildade são moedas de ouro. Valem muito em qualquer tempo e em qualquer lugar”.
  • Estar de joelho é um ato de gratidão e de humildade. Conscientize-se: Ano Novo começa e termina. E todo o ano você, sem saber, passa pelo dia que você um dia vai morrer.

 

 

 

 

 

 

 

 

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