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SABIÁ LARANJEIRA

MAJESTADE O SABIÁ, A AVE DO CANCIONEIRO POPULAR

 

O sabiá é a ave mais popular do Brasil, citada por diversos poetas, compositores, escritores como o pássaro que canta a Primavera, a estação do amor.

 

Minha terra tem palmeiras, tem catalogadas 1.919 espécies de aves (só na Amazônia são 1.294) e tem o Sabiá como Ave Nacional. O sabiá é a ave mais popular do Brasil, citada por diversos poetas como o pássaro que canta na estação do amor, ou seja, na Primavera.

 

O sabiá, imortalizado na “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, juntou-se oficialmente aos outros quatro símbolos nacionais – a bandeira, o hino, o brasão de armas e o selo, passando a ter a mesma importância deles na representação do Brasil em 3 de outubro de 2002, por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso.

O escritor Jorge Amado sempre defendeu o Sabiá como ave oficial do Brasil.

 

Para Johan Dalgas Frisch são 12 as espécies de sabiás no Brasil, sendo que o pássaro assume outras denominações em regiões diferentes. Assim, ele tanto pode ser caraxué (Amazonas), sabiá-coca (Bahia), sabiá-laranja (Rio Grande do Sul) e ainda sabiá-de-barriga-vermelha, sabiá-ponga e sabiá-piranga em lugares diferentes.
Em tupi, sabiá significa “aquele que reza muito”, em alusão à voz dessa ave. Segundo uma lenda indígena, quando uma criança ouve, durante a madrugada, no início da primavera, o canto do sabiá, será abençoada com muita paz, amor e felicidade.
No Brasil podem ser encontradas outras espécies de sabiá, tais como: sabiá-unasabiá-barrancosabiá-pocasabiá-coleirasabiá-do-banhadosabiá-da-praiasabiá-gongásabiá-do-campo, entre outros, embora estas últimas quatro espécies não pertençam ao gênero Turdus e consequentemente à família Turdidae.

 

MUSICAS & POESIAS

MAJESTADE, O SABIÁ (Roberta Miranda)

[…]
Ah! Tô indo agora
Pra um lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o sabiá
A majestade, o SABIÁ…
[…]

 

SAUDADE DE MINHA TERRA (Goiá – Gerson Coutinho da Silva)

 

De que me adianta viver na cidade
Se a felicidade não me acompanhar
Adeus paulistinha do meu coração
Lá pro meu sertão eu quero voltar
Ver a madrugada quando a passarada
Fazendo alvorada começa a cantar
Com satisfação arreio o burrão
Cortando estradão saio a galopar
E vou escutando o gado berrando
SABIÁ cantando no jequitibá

(…)

 

“A escolha do Sabiá como Ave Nacional foi a melhor. O Sabiá é muito popular e bem conhecido por seu canto maravilhoso. Este canto bem variado ilustra a alma brasileira: alegre ou cheia de saudade”.

Jacques Vielliard – Academia Brasileira de Ciências e professor da Unicamp

 

 

 

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O papel do brincar na regulação emocional das crianças

Como as brincadeiras ajudam a desenvolver autocontrole, empatia e equilíbrio emocional desde a infância

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Por Alcie Simão  

Brincar é muito mais do que passar o tempo ou gastar energia. Para a criança, a brincadeira é uma linguagem essencial — uma forma de compreender o mundo, expressar sentimentos e aprender a lidar com frustrações, medos, alegrias e desafios. Em um cotidiano cada vez mais acelerado, reconhecer o valor do brincar livre e guiado é fundamental para o desenvolvimento emocional saudável.

Brincar é sentir, experimentar e elaborar

Durante as brincadeiras, as crianças simulam situações da vida real: cuidam de bonecos, encenam conflitos, inventam aventuras, criam regras e negociam papéis. Tudo isso funciona como um “laboratório emocional”, onde elas podem experimentar sentimentos em um ambiente seguro.

Quando uma criança finge ser médica, super-heroína ou professora, por exemplo, está também elaborando experiências vividas, tentando compreender o que sentiu e ensaiando novas respostas para o futuro. Esse processo ajuda a organizar emoções internas que, muitas vezes, ainda não conseguem ser expressas em palavras.

Regulação emocional começa no corpo

Correr, pular, dançar, construir, desmontar, desenhar e modelar massinha são atividades que envolvem o corpo e os sentidos. Esse movimento é essencial para liberar tensões, reduzir ansiedade e ajudar a criança a se acalmar depois de momentos intensos.

Brincadeiras físicas contribuem para:

  • descarregar estresse acumulado;
  • aumentar a consciência corporal;
  • favorecer o autocontrole;
  • melhorar a capacidade de foco após a atividade.

Já as brincadeiras mais tranquilas, como quebra-cabeças, jogos de encaixe ou leitura compartilhada, ajudam a desacelerar e encontrar estados de calma e concentração.

Aprender a lidar com frustrações e conflitos

Nem toda brincadeira é fácil — e isso é ótimo. Perder um jogo, esperar a vez, seguir regras ou negociar com amigos são experiências que desafiam emocionalmente a criança. Com apoio adulto, esses momentos se tornam oportunidades valiosas de aprendizado.

Ao vivenciar pequenas frustrações no brincar, a criança desenvolve:

  • tolerância ao erro;
  • persistência;
  • flexibilidade;
  • capacidade de resolver problemas;
  • empatia.

Essas competências formam a base da autorregulação emocional, habilidade que será usada por toda a vida.

O papel dos adultos: presença sem controle excessivo

Pais, cuidadores e educadores têm um papel importante nesse processo. Não é necessário dirigir cada brincadeira — muitas vezes, observar e estar disponível já é suficiente. Quando a criança convida o adulto para participar, entrar no jogo com curiosidade e respeito fortalece o vínculo e amplia a segurança emocional.

Algumas atitudes que ajudam:

  • validar sentimentos (“parece que você ficou frustrado, quer tentar de novo?”);
  • evitar resolver tudo imediatamente;
  • estimular a nomeação das emoções;
  • oferecer tempo e espaço para brincar livremente;
  • reduzir distrações como telas durante esses momentos.

Brincar também é construir vínculo

Quando adultos brincam com crianças, criam-se conexões afetivas profundas. Esse tempo compartilhado transmite a mensagem: “você é importante”, “eu estou aqui”, “seus sentimentos importam”. A segurança emocional gerada nessas interações fortalece a autoestima e facilita que a criança procure ajuda quando estiver sobrecarregada.

Um direito e uma necessidade

Mais do que lazer, o brincar é uma necessidade básica da infância. Ele sustenta o desenvolvimento emocional, social e cognitivo, ajudando a criança a crescer mais confiante, resiliente e preparada para lidar com as próprias emoções.

Em meio a agendas cheias e estímulos digitais constantes, reservar tempo diário para brincar — dentro ou fora de casa, com ou sem brinquedos estruturados — é investir diretamente na saúde emocional das crianças.

Porque, no fundo, toda grande aprendizagem emocional começa em algo simples: uma brincadeira.

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O BRASIL DE JK

HÁ 70 ANOS JUSCELINO TOMAVA POSSE NA PRESIDÊNCIA

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“Lutei dia e noite para dar nova dimensão ao nosso País.

Quis que, da minha administração, não se pudesse dizer,

sem pecar contra a verdade, que o Brasil crescia nas horas noturnas,

enquanto o Governo dormia. Não!

O Governo não dormiu, em minhas mãos.”

Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira

 

Em 526 anos de Brasil, há datas a celebrar e há datas para esquecer. Felizmente, as datas para celebrar são maioria. Duas delas, por exemplo, moldaram este País por serem mais significativas e funcionarem como um divisor de águas do Brasil como Nação. Ambas as datas, separadas por 148 anos, aconteceram no mês de janeiro. A chegada da família real ao Brasil, em 22 de janeiro de 1808 e a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, em 31 de janeiro de 1956.

A vinda da corte para o Brasil foi uma manobra do príncipe regente, D. João, para garantir que Portugal continuasse independente, quando foi ameaçado de invasão por Napoleão Bonaparte. A principal consequência foi a declaração do Reino Unido do Brasil, Portugal e Algarves. O Brasil deixou de ser colônia, o que provocou uma série de transformações geopolíticas.

A permanência da família real foi decisiva para manter a unificação e grandiosidade do território nacional, a possibilidade de o país inteiro falar a Língua Portuguesa, além de outros ganhos concretos como a abertura dos portos para as nações amigas e a criação de entidades essenciais: Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Real Fábrica de Pólvora, Imprensa Oficial e Banco do Brasil.

Em 31 de janeiro de 1956, 134 anos depois da Independência, vem a segunda data que transformou o Brasil em todas as dimensões: cultural, industrial, econômica e politica: a posse do presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.

Não foi fácil a chegada de JK ao Palácio do Catete. Ainda governador de Minas, Juscelino deixou claro sua intenção de disputar a Presidência da República pelo PSD.

Houve muitas tratativas de lideranças nacionais e até de militares para demover JK de sua intenção. O próprio presidente da República, Café Filho (vice de Getúlio Vargas) e o governador de Pernambuco, Etelvino Lins, se articularam para evitar a candidatura de JK.

Pior: até seu padrinho político, o ex-governador de Minas, Benedito Valadares, temeroso de que o crescimento de JK lhe roubasse influência no Estado, não mediu esforços, nos bastidores, contra a candidatura.

Em dezembro de 1954, militares de alta patente levaram ao então presidente Café Filho um documento em defesa da candidatura única à Presidência. Sem JK, evidentemente.

O presidente Café Filho – que tomou a iniciativa de ler o texto no programa ‘A Voz do Brasil’, ainda procurou demover JK, com o argumento de que as Forças Armadas não aprovavam a sua pretensão.

JK começou a ganhar a eleição ali. Não se deixando intimidar, confirmou sua candidatura e mandou um recado curto e grosso para o presidente Café Filho. Sua frase virou seu lema de vida: “DEUS POUPOU-ME O SENTIMENTO DO MEDO”.

E foi com este sentimento que JK plantou sua candidatura em 10 de fevereiro de 1955, para colher nas urnas, em 3 de outubro, 3.077.411 votos, ou 36% do total.

Não foi fácil. No dia primeiro de novembro, o coronel Jurandir de Bizarria Mamede, discursando no enterro do general Canrobert Pereira da Costa, sugere golpe militar para impedir a posse de JK e do vice João Goulart.

Em 11 de novembro de 1955, para garantir a posse de JK, antes de deixar o Ministério da Guerra, o Marechal Lott põe os tanques nas ruas e dá o “Golpe da Legalidade”. Carlos Luz, então presidente da República – com o afastamento de Café Filho – é deposto e nove dias depois, em 20 de novembro, o Congresso Nacional aprova o impedimento de Café Filho e elege Nereu Ramos presidente. O senador catarinense assume o governo até a posse de JK.

Há 70 anos, em 31 de janeiro de 1956, JK toma posse e pede ao Congresso a abolição do estado de sítio. No dia seguinte, põe fim à censura à imprensa.

JK, a seu modo, sacudiu a vida administrativa, política e cultural do Brasil. Seu governo plantou hidroelétricas, plantou estradas, plantou bom humor e plantou compromissos: cumpriu todas as 31 metas prometidas durante sua campanha à Presidência. JK plantou indústria automobilística e plantou magnanimidade, perdoando revoltosos e inimigos políticos. JK plantou Brasília.

Ao interiorizar o desenvolvimento com a construção da nova Capital, o Centro-Oeste foi ocupado de todas as formas. Onde não se produzia um grão de soja em 1960, ficou responsável por 49,3% da produção nacional. A soja avançou sobre novas fronteiras e levou junto a cultura do milho. A produção de milho na região – antes de Brasília – era inferior a 9%. Atualmente representa 54,36% da safra nacional. Essas duas culturas levaram uma promissora cultura empreendedora em outros setores: pecuária, frutas, café, arroz, feijão, trigo. Centenas de pequenos povoados nasceram no vazio do Cerrado e transformaram-se, nestes últimos 70 anos, em cidades de pequeno, médio e grande porte com excelentes índices de IDH.

Na Era JK, o Brasil colheu efervescência cultural. O Brasil colheu a primeira Copa do Mundo, colheu Bossa Nova, Cinema Novo. Colheu alegria! O povo brasileiro colheu o sentimento de que é capaz de construir o que parece impossível.

JK plantou Democracia. E o Brasil colheu Paz!

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Casa Perini convida público a viver a colheita da uva

Experiência de enoturismo inclui pisa tradicional, degustações e programação especial em fevereiro

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A vinícola Casa Perini realiza, aos finais de semana de fevereiro, a Saga da Uva — uma experiência de enoturismo que convida o público a participar dos rituais tradicionais da colheita. Com duração aproximada de três horas, das 10h às 13h, a atividade acontece em grupos de até 35 pessoas por edição.

A proposta leva os visitantes ao coração dos parreirais para vivenciar cada etapa do processo: da colheita manual das uvas à clássica pisa com os pés, passando por degustações de rótulos especiais e um momento gastronômico inspirado nas tradições da imigração italiana. O cenário entre as videiras completa a imersão sensorial e aproxima o público da rotina da safra.

Aberta a todas as idades, a atividade recebe famílias com crianças e também visitantes acompanhados de animais de estimação. Pessoas com mobilidade reduzida podem participar, observando apenas a presença de trechos em estrada de chão no percurso.

Os ingressos custam R$ 550 para adultos, R$ 220 para crianças e jovens de cinco a 17 anos, enquanto menores de cinco anos têm entrada gratuita. Cada participante recebe chapéu e avental personalizados como lembrança da vivência. Em caso de chuva, a programação poderá ser transferida para o dia seguinte ou para outro final de semana, conforme as condições climáticas.

Para grupos, empresas ou turmas fechadas, a vinícola oferece a possibilidade de reservas exclusivas mediante agendamento prévio e pagamento antecipado.

De acordo com Franco Onzi Perini, presidente do Conselho de Administração da Casa Perini, o diferencial da iniciativa está na experiência completa e na conexão emocional criada com os participantes. “Na Saga da Uva, promovemos uma imersão no tradicional ritual da colheita praticado por nossos antepassados. As pessoas vivenciam a colheita e a pisa das uvas em meio aos parreirais, harmonizando o momento com vinhos, espumantes e gastronomia típica dos tempos da imigração italiana”, afirma.

As próximas datas da Saga da Uva estão marcadas para 7, 15, 21, 22 e 28 de fevereiro, conforme disponibilidade de ingressos. Informações e reservas podem ser obtidas pelo WhatsApp (54) 99176-8172 ou pelo site Wine Locals.

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