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Compete Brasília investiu R$ 12,9 milhões para apoiar atletas desde 2019

De janeiro a maio deste ano, programa do GDF atendeu mais de 1,6 mil esportistas, possibilitando a participação em competições nacionais e internacionais

 

Agência Brasília* I Edição: Débora Cronemberger

 

De 2019 ao primeiro semestre deste ano, o GDF, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, já investiu R$ 12,9 milhões no programa Compete Brasília

Ser um atleta de alto rendimento nunca foi uma tarefa fácil. Em muitas modalidades, os gastos com equipamentos, alimentação e viagens para campeonatos são investimentos altos. Para encurtar a distância dos atletas entre treinos e pódios, o programa Compete Brasília, executado pela Secretaria de Esporte e Lazer (SEL), proporciona a participação de atletas e paratletas em eventos nacionais e internacionais. De janeiro a maio deste ano,  foram atendidos 1.624 atletas, em um investimento de mais de R$ 4 milhões do Fundo de Apoio ao Esporte (FAE).

O programa concede transporte aéreo para destinos nacionais e/ou internacionais e terrestre para trajetos brasileiros. De 2019 ao primeiro semestre deste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da SEL, já investiu R$ 12.971.822 milhões no programa, instituído por lei em 2016.

“A participação nos principais eventos esportivos é uma excelente oportunidade de firmar o nome dos esportistas brasilienses. Levar nossos atletas aos pódios e medalhas é cumprir com o compromisso de fomentar o esporte no DF. Estamos investindo no futuro”, destaca a secretária de Esporte e Lazer, Giselle Ferreira.

Entre as principais condições para adquirir o benefício, é necessário estar em plena atividade esportiva, possuir vínculo com uma associação ou federação e comprovar qualificação na modalidade e habilitação para participar do evento para o qual foi selecionado, classificado e inscrito.

 

Larissa Nakabayashi com o treinador Marcus Lima

 

Em solo nacional

A atleta paralímpica e atual campeã brasileira de natação Larissa Nakabayashi considera o programa um diferencial em sua trajetória esportiva. “O Compete possibilita a minha participação em torneios importantes para minha carreira e para representação da nossa cidade em competições nacionais e internacionais. Acredito que é um programa que deveria ser seguido por outros estados do nosso país”, ressalta.

Somente no mês passado, a iniciativa levou 47 atletas da capital para o Campeonato Centro-Oeste de Natação, em Campo Grande (MS). “O Compete Brasília é muito importante para nós, atletas, pois muitos não têm condições nem algum tipo de patrocínio. Não é fácil ser atleta, e o Compete ajuda nas passagens para que nós possamos alcançar nossos objetivos”, destaca o também nadador João Victor de Farias.

Viagens internacionais

As competições internacionais não ficam fora. As meninas da patinação artística que representam o Iate Clube de Brasília fizeram bonito no início do ano em viagem custeada pelo programa para os Estados Unidos. A atleta Mell Barbosa competiu no torneio America’s Cup Championship of Clubs, em Orlando, na Flórida.

 

Mell Barbosa (à esquerda) e a treinadora Thatiana Resende (centro): incentivo para disputa internacional em patinação artística

 

 

“O Compete proporciona uma experiência excelente, porque os atletas passam a enxergar outras realidades, não só aquelas que eles estão acostumados. Abrem novos horizontes e ampliam a visão do que pode ser ainda melhor”, afirma Mell.

O programa não beneficia exclusivamente o atleta, mas toda a rede de apoio, como é o caso da equipe técnica. “Para nós, treinadores, o programa é muito bom! A patinação é um esporte muito dispendioso, e muitos atletas acabam tendo de escolher competições pela quantidade de gastos. O apoio do Compete Brasília foi excelente, pois proporcionou um enorme incentivo aos atletas para participarem de mais competições por ano”, destaca a treinadora de Mell, Thatiana Resende.

Em 2020 e 2021, mesmo com o cenário esportivo fortemente afetado pela pandemia, foram atendidos 842 e 1.313 esportistas, respectivamente. De forma progressiva, o Compete Brasília, que não faz distinção de modalidades, cresce a cada ano.  Confira a tabela com o número de contemplados.

 

Arte: SEL

Para tornar tudo mais ágil e eficaz, os procedimentos de cadastro e requerimento do Compete Brasília agora são online. A SEL investiu em tecnologia para evitar o deslocamento dos atletas. O pedido deve ser protocolado no prazo máximo de 40 dias antes do início da competição nacional e de 60 dias antes do início da competição internacional. A prestação de contas também pode ser feita no formato online.

*Com informações da SEL

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Projeto prevê aplicação de multa à distribuidora de energia elétrica em caso de falha no fornecimento

EM TRAMITAÇÃO

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Foto: Reprodução/Web

Valor deverá ser compensado como crédito na fatura do usuário. A ideia é ressarcir os consumidores pelos prejuízos, além de estimular investimentos nas redes elétricas

O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Robério Negreiros (PSD), apresentou um projeto de lei (PL 927/24) com o objetivo de determinar a aplicação de multa à concessionária de energia elétrica quando houver falha no fornecimento do serviço. A ideia é que sejam criados mecanismos para ressarcir os consumidores por ocasionais prejuízos, bem como estimular investimentos nas redes elétricas e, assim, melhorar a qualidade do serviço prestado.

O valor referente à multa indenizatória, de acordo com a proposta, deverá ser compensado como crédito na fatura de consumo do usuário. A multa será fixada no equivalente a cinco vezes a média do consumo, considerado o intervalo de tempo em que ocorrer falha no fornecimento de energia, e terá como base de cálculo o consumo dos últimos seis meses.

Defesa do consumidor

A proposta foi apresentada após recentes apagões que deixaram centenas de moradores sem luz em algumas regiões administrativas do DF. Para o distrital, esse tipo de situação impede, inclusive, o funcionamento de estabelecimentos e dificulta a expansão dos negócios para que as necessidades da população sejam atendidas.

 

 

Segundo o autor do projeto, por diversas razões as distribuidoras ainda alegam que a queima de itens eletroeletrônicos não é de sua responsabilidade e que os usuários não comprovam que os estragos são consequência das oscilações.“Todos sabem que a falta de energia pode danificar aparelhos eletrônicos, causando prejuízos aos consumidores, e é necessário estabelecer mecanismos para ressarcir tais danos”, defende Robério.

Por esse motivo, a proposta, afirma o parlamentar, tem como intuito garantir direitos e proteger o consumidor do DF. “O fornecimento de energia elétrica é um caso claro de relação de consumo, onde o consumidor é parte extremamente hipossuficiente, razão pela qual seus direitos devem ter tratamento diferenciado”, justifica o distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Robério Negreiros

Agência CLDF

 

 

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Recintos do Zoológico de Brasília são reformados para bem-estar dos animais

Estão em obras os espaços destinados a micos, onças, ariranhas e cervídeos. No caso do micário, ampliação está sendo feita para abrigar dois novos bichos que chegaram ao Zoo

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Em breve, alguns espaços do Zoológico de Brasília estarão de cara nova. Os recintos dos micos, das onças, das ariranhas e dos cervídeos estão em obras para garantir ambientes mais confortáveis para os animais. As intervenções incluem benfeitorias, como pintura, e ampliação, com a criação de novas áreas. Para realizar os trabalhos estão sendo utilizados recursos do Governo do Distrito Federal (GDF) e de emenda parlamentar, num total superior a R$ 1 milhão.

O micário ganhou dois novos recintos que receberão um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

A grande novidade é a extensão do micário. O espaço ganhou dois novos recintos que serão usados para abrigar dois animais que chegaram ao Zoo vindos de outros estados: um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada. O primeiro já está integrado no plantel antigo, enquanto o outro segue no Hospital Veterinário aguardando a liberação para a exposição.

“Precisamos ampliar os espaços adequando às novas normas e algumas exigências que precisamos cumprir. Tem mais ou menos 15 anos que não se tinha entrega aqui no Zoológico”, revela o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Wallison Couto.

O recinto das onças-pintadas, que já havia passado por intervenções com o aumento da grade e a instalação da cerca elétrica, agora terá outras melhorias. Além de uma nova pintura interna, o espaço voltará a ter uma área com água para os animais poderem nadar. “Tem um tempo já que a parte de água das onças não está funcionando. Vamos revitalizar para que possa voltar a funcionar novamente. Também vamos fazer uma cascata para o bem-estar dos animais”, adianta.

O espaço dedicado aos cervídeos vai ser equipado com um tanque de 24 metros quadrados

As obras se estendem, ainda, para o recinto das ariranhas, onde foi feita a pintura, a reforma do tanque e a recuperação de toda a área, e para o espaço dos cervídeos, onde fica o cervo-do-pantanal, com adaptação para a implantação de um tanque de 24 metros quadrados.

“Todas essas reformas, melhorias e construções foram pensadas para melhorar o ambiente interno dos animais. Temos um planejamento para os próximos cinco anos. O nosso trabalho aqui é de preservação e conservação ambiental. Criamos um cenário para que os animais se sintam bem”, esclarece o diretor-presidente.

Aprovação do público

A analista de sistemas Josiane da Cruz, 31 anos, passou a manhã com as filhas, as gêmeas Helena e Catarina, 3, no Zoológico. Esse é um passeio que a família adora. Ela se mostrou animada com as reformas no espaço. “Sem dúvida vai ser mais agregadora para o Zoológico e para as pessoas que estão vindo aqui fazer uma visita”, define.

Enyo Guimarães elogia as melhorias no espaço das onças-pintadas: “Vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”

Para Josiane, o local é uma ótima opção de lazer e de contato com a natureza. “É um excelente lugar para trazer as crianças. Percebemos muitas melhorias. O Zoológico está bem limpinho e legal para passearmos com as crianças”, acrescenta.

O empresário Enyo Guimarães, 35, foi até o Zoo para fazer turismo e se surpreendeu com o espaço. Ele elogiou a iniciativa da FJZB de reestruturar os recintos. “Acredito que a reforma vai ser boa, porque sabemos que as onças gostam de contato com a água. Até para evitar que o animal fique estressado é importante”, diz. “E para nós, como visitantes, vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”, analisa.

A empresária Romy do Socorro, 47, veio do Maranhão para conhecer o Zoológico. Essa foi a primeira experiência dela num espaço deste tipo. “Fiquei apaixonada, me encantei”, afirma. Sobre as obras, ela destacou: “Toda benfeitoria é bem-vinda, a população agradece. Quem ganha somos nós”.

 

 

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Força-tarefa define medidas para fortalecer acolhimento familiar

Recomendações foram publicadas hoje no Diário Oficial

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniu várias instituições, como ministérios e colegiados de assistência social, em uma força-tarefa para garantir o direito de convivência familiar a crianças, adolescentes e jovens mesmo durante medida protetiva de acolhimento. Uma recomendação conjunta foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23), com objetivos e orientações.

O texto orienta que União, estados, Distrito Federal, municípios, Poder Judiciário e o Ministério Público trabalhem em regime de colaboração com a sociedade civil, para atingir objetivos como a implementação e a ampliação dos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora do Sistema Único de Assistência Social, por exemplo. Também recomenda um esforço para promover a transição da modalidade de acolhimento institucional para acolhimento familiar.

O principal objetivo é permitir que crianças e adolescentes afastados da família de origem por qualquer razão, possam aguardar uma solução em ambiente familiar, por meio de adoção temporária, por exemplo. Esse formato daria lugar à permanência do menor de 18 anos em instituições, até que ele possa ser reinserido na família ou que seja adotado de forma permanente.

As recomendações incluem a meta de garantir o acolhimento em ambiente familiar de, pelo menos, 25% da demanda do país até 2027.

O documento indica estratégias para atingir os objetivos estabelecidos, como o financiamento por diferentes frentes para ampliação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, bem como o direcionamento dos recursos disponíveis preferencialmente para essa modalidade.

A estruturação, oferta e qualificação de formação inicial e de educação permanente para os atores envolvidos na transição, também são medidas previstas para alcançar metas e objetivos.

Mais do que recomendações, o documento é também um compromisso das instituições participantes de concentrar esforços em medidas que possibilitem a transição, como o estudo da situação de cada caso, a elaboração e implementação do Plano Individual de Atendimento (PIA), de forma intersetorial e o envio de relatórios trimestrais para o Poder Judiciário, pelo Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, por exemplo.

Além do CNJ, assinam o documento ministros e presidentes do Conselho Nacional do Ministério Público, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério do Planejamento e Orçamento, Conselho Nacional de Assistência Social, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente.

Edição: Graça Adjuto

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