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Merendeira de Taguatinga vence Sabor de Escola 2023

Rosana Leite Pacheco foi a primeira colocada no concurso que premia receitas mais criativas da rede de ensino. Ela preparou escondidinho de carne suína

 

Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

MasterChef das escolas públicas do Distrito Federal (DF), o Sabor de Escola 2023 elegeu, nesta sexta-feira (1º), a merendeira mais criativa da rede de ensino. Cerca de 460 mil alunos serão os grandes vencedores, com as iguarias preparadas pelas oito finalistas inseridas no cardápio escolar. A competição contou com 305 merendeiras inscritas e a vencedora foi Rosana Leite Pacheco, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 19 de Taguatinga. Ela levou para casa um prêmio de R$ 9 mil e mais motivação para continuar criando e aprimorando novas receitas. O prato campeão foi escondidinho de carne suína.

“As merendeiras geram uma memória afetiva nas crianças e adolescentes”Celina Leão, vice-governadora do DF

“As merendeiras geram uma memória afetiva nas crianças e adolescentes. Estudei em escola pública e recebi todo esse carinho delas. Até hoje eu me lembro do macarrão que era feito pela dona Tereza. Então, esse é o momento de mostrarmos o trabalho delas e de reforçar o comprometimento do GDF com a qualidade da comida preparada nas escolas”, afirmou a vice-governadora Celina Leão durante o evento.

Rosana Leite Pacheco criou um escondidinho para que as crianças aceitem melhor a carne de porco | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./ Agência Brasília

Foram mais de dois meses e diversas etapas que classificaram oito finalistas das regiões de Taguatinga, Recanto das Emas, Brazlândia, Samambaia, Candangolândia, Núcleo Bandeirante, Sobradinho e Planaltina. As participantes foram incentivadas a criar pratos saudáveis e balanceados, levando em conta critérios como valor nutricional, apresentação, sabor e originalidade. As receitas, obrigatoriamente, contaram com os ingredientes e produtos exclusivamente presentes no Programa de Alimentação Escolar do DF (PAE-DF).

“Esse é um concurso para destacar as mulheres merendeiras. O Sabor de Escola surgiu com dois objetivos. O primeiro é o de valorizar o trabalho dessas mulheres em prol dos nossos estudantes, e o segundo é o de nos auxiliar quais ingredientes podem ser inseridos no cardápio ao longo dos dias”, pontuou a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá.

Com o prato Escondidinho a Cara do Cerrado, feito com carne suína e mandioca-amarela — tubérculo típico do Cerrado —, a merendeira Rosana Leite Pacheco garantiu o primeiro lugar na competição. “Fiz esse prato com carne suína desfiada para ver se as crianças comem mais carne de porco, porque tem pouca aceitação pelos jovens. Com o escondidinho, eu espero que eles comam mais”, revelou. Questionada sobre os planos com a premiação, ela garantiu que não vai gastar: “Vou guardar por enquanto e pensar direito para não comprar besteira”.

Hélvia Paranaguá: “O primeiro objetivo do concurso é o de valorizar o trabalho dessas mulheres em prol dos nossos estudantes, e o segundo é o de nos auxiliar quais ingredientes podem ser inseridos no cardápio ao longo dos dias”

A segunda colocada, Ivanilda Geralda De Jesus, do Centro de Ensino Médio Júlia Kubitschek, na Candangolândia, criou o prato Feijoada Escolar e garantiu o prêmio no valor de R$ 5,3 mil. A terceira colocada, Sebastiana Félix de Oliveira, fez um peixe ao molho branco com creme de maracujá e também recebeu um cheque no valor de R$ 4,2 mil. Todas as demais finalistas levaram para casa a premiação de R$ 2,7 mil.

Cada vez melhor

Graças aos dotes culinários das merendeiras da rede pública de ensino, a alimentação ofertada aos alunos é de qualidade. O Governo do Distrito Federal tem trabalhado para melhorar ainda mais a experiência gastronômica nas escolas. Nesta gestão, o GDF investiu R$ 23,3 milhões para comprar insumos produzidos pela agricultura local e incrementar as 578 mil refeições ofertadas aos estudantes da rede de ensino do DF.

Em 2022, o governo passou a incluir muçarela e manteiga no cardápio das escolas. São 84 produtores rurais familiares do DF e Entorno que fornecem os alimentos à Secretaria de Educação. Ao todo, as escolas recebem 30 mil kg de queijo e 3.500 kg de manteiga por mês para as preparações dos alimentos.

E ainda há outra novidade para 2024: a inclusão de gêneros alimentícios orgânicos produzidos pela agricultura familiar. Por enquanto, os produtos passam por um projeto-piloto em 53 escolas públicas no Guará (28) e em São Sebastião (25). Se houver aceitação, os alimentos serão definitivamente implementados no cardápio no ano que vem. Nesta ação, são investidos aproximadamente R$ 3 milhões.

 

 

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Projeto prevê aplicação de multa à distribuidora de energia elétrica em caso de falha no fornecimento

EM TRAMITAÇÃO

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Foto: Reprodução/Web

Valor deverá ser compensado como crédito na fatura do usuário. A ideia é ressarcir os consumidores pelos prejuízos, além de estimular investimentos nas redes elétricas

O líder do governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputado distrital Robério Negreiros (PSD), apresentou um projeto de lei (PL 927/24) com o objetivo de determinar a aplicação de multa à concessionária de energia elétrica quando houver falha no fornecimento do serviço. A ideia é que sejam criados mecanismos para ressarcir os consumidores por ocasionais prejuízos, bem como estimular investimentos nas redes elétricas e, assim, melhorar a qualidade do serviço prestado.

O valor referente à multa indenizatória, de acordo com a proposta, deverá ser compensado como crédito na fatura de consumo do usuário. A multa será fixada no equivalente a cinco vezes a média do consumo, considerado o intervalo de tempo em que ocorrer falha no fornecimento de energia, e terá como base de cálculo o consumo dos últimos seis meses.

Defesa do consumidor

A proposta foi apresentada após recentes apagões que deixaram centenas de moradores sem luz em algumas regiões administrativas do DF. Para o distrital, esse tipo de situação impede, inclusive, o funcionamento de estabelecimentos e dificulta a expansão dos negócios para que as necessidades da população sejam atendidas.

 

 

Segundo o autor do projeto, por diversas razões as distribuidoras ainda alegam que a queima de itens eletroeletrônicos não é de sua responsabilidade e que os usuários não comprovam que os estragos são consequência das oscilações.“Todos sabem que a falta de energia pode danificar aparelhos eletrônicos, causando prejuízos aos consumidores, e é necessário estabelecer mecanismos para ressarcir tais danos”, defende Robério.

Por esse motivo, a proposta, afirma o parlamentar, tem como intuito garantir direitos e proteger o consumidor do DF. “O fornecimento de energia elétrica é um caso claro de relação de consumo, onde o consumidor é parte extremamente hipossuficiente, razão pela qual seus direitos devem ter tratamento diferenciado”, justifica o distrital.

* Com informações da assessoria de imprensa do deputado Robério Negreiros

Agência CLDF

 

 

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Recintos do Zoológico de Brasília são reformados para bem-estar dos animais

Estão em obras os espaços destinados a micos, onças, ariranhas e cervídeos. No caso do micário, ampliação está sendo feita para abrigar dois novos bichos que chegaram ao Zoo

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Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Vinicius Nader

 

Em breve, alguns espaços do Zoológico de Brasília estarão de cara nova. Os recintos dos micos, das onças, das ariranhas e dos cervídeos estão em obras para garantir ambientes mais confortáveis para os animais. As intervenções incluem benfeitorias, como pintura, e ampliação, com a criação de novas áreas. Para realizar os trabalhos estão sendo utilizados recursos do Governo do Distrito Federal (GDF) e de emenda parlamentar, num total superior a R$ 1 milhão.

O micário ganhou dois novos recintos que receberão um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada | Fotos: Geovana Albuquerque/ Agência Brasília

A grande novidade é a extensão do micário. O espaço ganhou dois novos recintos que serão usados para abrigar dois animais que chegaram ao Zoo vindos de outros estados: um mico-leão-dourado e um mico-leão-da-cara-dourada. O primeiro já está integrado no plantel antigo, enquanto o outro segue no Hospital Veterinário aguardando a liberação para a exposição.

“Precisamos ampliar os espaços adequando às novas normas e algumas exigências que precisamos cumprir. Tem mais ou menos 15 anos que não se tinha entrega aqui no Zoológico”, revela o diretor-presidente da Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB), Wallison Couto.

O recinto das onças-pintadas, que já havia passado por intervenções com o aumento da grade e a instalação da cerca elétrica, agora terá outras melhorias. Além de uma nova pintura interna, o espaço voltará a ter uma área com água para os animais poderem nadar. “Tem um tempo já que a parte de água das onças não está funcionando. Vamos revitalizar para que possa voltar a funcionar novamente. Também vamos fazer uma cascata para o bem-estar dos animais”, adianta.

O espaço dedicado aos cervídeos vai ser equipado com um tanque de 24 metros quadrados

As obras se estendem, ainda, para o recinto das ariranhas, onde foi feita a pintura, a reforma do tanque e a recuperação de toda a área, e para o espaço dos cervídeos, onde fica o cervo-do-pantanal, com adaptação para a implantação de um tanque de 24 metros quadrados.

“Todas essas reformas, melhorias e construções foram pensadas para melhorar o ambiente interno dos animais. Temos um planejamento para os próximos cinco anos. O nosso trabalho aqui é de preservação e conservação ambiental. Criamos um cenário para que os animais se sintam bem”, esclarece o diretor-presidente.

Aprovação do público

A analista de sistemas Josiane da Cruz, 31 anos, passou a manhã com as filhas, as gêmeas Helena e Catarina, 3, no Zoológico. Esse é um passeio que a família adora. Ela se mostrou animada com as reformas no espaço. “Sem dúvida vai ser mais agregadora para o Zoológico e para as pessoas que estão vindo aqui fazer uma visita”, define.

Enyo Guimarães elogia as melhorias no espaço das onças-pintadas: “Vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”

Para Josiane, o local é uma ótima opção de lazer e de contato com a natureza. “É um excelente lugar para trazer as crianças. Percebemos muitas melhorias. O Zoológico está bem limpinho e legal para passearmos com as crianças”, acrescenta.

O empresário Enyo Guimarães, 35, foi até o Zoo para fazer turismo e se surpreendeu com o espaço. Ele elogiou a iniciativa da FJZB de reestruturar os recintos. “Acredito que a reforma vai ser boa, porque sabemos que as onças gostam de contato com a água. Até para evitar que o animal fique estressado é importante”, diz. “E para nós, como visitantes, vai ser mais agradável ver o animal mais confortável”, analisa.

A empresária Romy do Socorro, 47, veio do Maranhão para conhecer o Zoológico. Essa foi a primeira experiência dela num espaço deste tipo. “Fiquei apaixonada, me encantei”, afirma. Sobre as obras, ela destacou: “Toda benfeitoria é bem-vinda, a população agradece. Quem ganha somos nós”.

 

 

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Força-tarefa define medidas para fortalecer acolhimento familiar

Recomendações foram publicadas hoje no Diário Oficial

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reuniu várias instituições, como ministérios e colegiados de assistência social, em uma força-tarefa para garantir o direito de convivência familiar a crianças, adolescentes e jovens mesmo durante medida protetiva de acolhimento. Uma recomendação conjunta foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (23), com objetivos e orientações.

O texto orienta que União, estados, Distrito Federal, municípios, Poder Judiciário e o Ministério Público trabalhem em regime de colaboração com a sociedade civil, para atingir objetivos como a implementação e a ampliação dos Serviços de Acolhimento em Família Acolhedora do Sistema Único de Assistência Social, por exemplo. Também recomenda um esforço para promover a transição da modalidade de acolhimento institucional para acolhimento familiar.

O principal objetivo é permitir que crianças e adolescentes afastados da família de origem por qualquer razão, possam aguardar uma solução em ambiente familiar, por meio de adoção temporária, por exemplo. Esse formato daria lugar à permanência do menor de 18 anos em instituições, até que ele possa ser reinserido na família ou que seja adotado de forma permanente.

As recomendações incluem a meta de garantir o acolhimento em ambiente familiar de, pelo menos, 25% da demanda do país até 2027.

O documento indica estratégias para atingir os objetivos estabelecidos, como o financiamento por diferentes frentes para ampliação do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, bem como o direcionamento dos recursos disponíveis preferencialmente para essa modalidade.

A estruturação, oferta e qualificação de formação inicial e de educação permanente para os atores envolvidos na transição, também são medidas previstas para alcançar metas e objetivos.

Mais do que recomendações, o documento é também um compromisso das instituições participantes de concentrar esforços em medidas que possibilitem a transição, como o estudo da situação de cada caso, a elaboração e implementação do Plano Individual de Atendimento (PIA), de forma intersetorial e o envio de relatórios trimestrais para o Poder Judiciário, pelo Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, por exemplo.

Além do CNJ, assinam o documento ministros e presidentes do Conselho Nacional do Ministério Público, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Ministério do Planejamento e Orçamento, Conselho Nacional de Assistência Social, Conselho Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente.

Edição: Graça Adjuto

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Brasília/DF
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(61) 98442-1010